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Ensino colaborativo na inclusão: importância e como fazer

O ensino colaborativo torna as escolas mais inclusivas, impulsiona o crescimento dos professores e favorece o desenvolvimento socioemocional dos estudantes.

Tempo de leitura:7 minutos

Foto de professores reunidos na sala de professores

Desde 2013, quando foi sancionada a Lei Nº 12.796, o modelo padrão de Educação Especial é atender os estudantes com deficiência em escolas regulares, fazendo as adaptações necessárias.

Para que o direito dessas crianças à educação seja garantido, o professor de Educação Especial e o professor de ensino regular devem trabalhar em parceria, o que é chamado de ensino colaborativo.

Neste artigo, o Educacional explica como esse ensino funciona e qual é a importância dele para a educação. Leia até o final para entender!

Aproveite também para baixar o e-book do Educacional para gestores: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola.

O que é ensino colaborativo?

Na perspectiva da educação inclusiva, o ensino colaborativo é um trabalho de parceria entre o professor de ensino comum e o professor de Educação Especial. Os dois docentes trabalham em sintonia para atender os estudantes com e sem deficiência, na mesma sala de aula.

Esse modelo surgiu como uma alternativa ao sistema tradicional de Educação Especial, que separa da turma os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, atendendo-os em salas ou escolas especiais. 

Com o objetivo de promover um ambiente mais rico e diversificado, a educação inclusiva defende o atendimento dos alunos da Educação Especial na mesma sala que os outros estudantes.

Para isso, o professor regente e o professor de Educação Especial devem dividir a responsabilidade pelo ensino, considerando as necessidades, limitações, ritmos e estilos de aprendizagem de todas as crianças. 

Segundo a doutora Enicéia Mendes, que é coordenadora do Observatório Nacional de Educação Especial, os dois professores precisam trabalhar juntos, compartilhando objetivos, expectativas e frustrações.

Mais adiante, vamos explicar como isso ocorre na prática.

Importância do ensino colaborativo

Um estudo nacional realizado em duas escolas do Ensino Fundamental mostrou que, após um ano de ensino colaborativo, os alunos com deficiência intelectual evoluíram tanto no desempenho acadêmico quanto na socialização.

O ensino colaborativo torna as escolas mais inclusivas, porque permite o atendimento de todos os alunos na mesma sala de aula, independentemente das suas limitações. Isso faz com que os alunos da Educação Especial sejam melhor integrados à comunidade escolar, fortalecendo seu senso de pertencimento. 

O ideal é que essas crianças se sintam acolhidos por toda a escola; não só pelo especialista que o acompanha.

Já os alunos sem deficiência, ao conviverem com os estudantes da Educação Especial, aprendem a respeitar as diferenças e aperfeiçoam suas habilidades socioemocionais.

Quanto aos professores, a colaboração acelera o crescimento profissional, com autocrítica e adaptação das práticas pedagógicas. 

Afinal, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os professores do ensino regular devem ser capacitados para a integração dos alunos da Educação Especial nas classes comuns.

Modelos de ensino colaborativo

Foto de professor de Educação Especial dando apoio individual a estudante

Existem várias formas de trabalhar em conjunto na educação inclusiva. Confira abaixo alguns modelos de colaboração entre o professor de ensino regular e o professor de Educação Especial:

Um ensina, um observa

Nesse modelo, o professor de ensino regular ministra a aula, enquanto o professor de Educação Especial observa os alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento global ou altas habilidades.

O professor observador identifica as dificuldades e habilidades dos alunos, além de perceber quais adaptações pedagógicas são necessárias. Após a observação, os professores discutem e planejam juntos as próximas etapas do ensino.

Estações de ensino

No ensino colaborativo por estações, a turma é dividida em dois grupos. Um professor expõe uma parte do conteúdo, e o outro professor apresenta a outra parte. Os grupos revezam de local e os dois professores repetem as informações para os dois grupos, dando a eles uma nova visão do assunto. 

Ensino paralelo

No ensino paralelo, os dois professores planejam a aula juntos, mas a executam separadamente. Cada professor fica responsável por metade da turma e conduz a aula inteira com aquele grupo.

Ensino alternativo

No ensino alternativo, um dos professores conduz a aula para um grande grupo de estudantes e o outro professor faz o mesmo com um pequeno grupo de alunos, simultaneamente.

Ensino em equipe

Nesse modelo, os dois professores têm o mesmo nível de liderança e as mesmas responsabilidades educacionais. 

Eles planejam e conduzem a aula juntos, de forma cooperativa. Por exemplo, enquanto um professor expõe o tema oralmente, o outro ilustra no quadro. Além disso, os dois docentes realizam a avaliação dos estudantes.

Um professor, um auxiliar

Outra possibilidade é dividir os papéis dos professores da seguinte forma: um professor rege a aula e o outro dá apoio, circulando na sala e dando suporte individual aos estudantes.

Exemplos de ensino colaborativo

Como os professores de ensino regular e Educação Especial podem atuar juntos em sala de aula? Veja abaixo alguns exemplos práticos:

Na alfabetização

No processo de alfabetização e letramento, os dois professores devem trabalhar juntos no planejamento das aulas.

O professor de Educação Especial pode auxiliar o professor de ensino regular a adaptar as atividades para os alunos com deficiência e indicar recursos pedagógicos que sejam acessíveis para toda a turma.

Um exemplo de recurso acessível é a Mesa Educacional, uma tecnologia desenvolvida pelo Educacional. Ela é composta por:

  • um monitor;
  • vários blocos de letras, números e símbolos;
  • um equipamento que faz a “leitura” dos blocos;
  • um sintetizador de voz;
  • e um software com animações em Libras, livros, atividades e jogos pedagógicos.

Para levar a Mesa Educacional para a sua escola, entre em contato com um dos consultores do Educacional

Em brincadeiras

Para os momentos de brincadeira, o espaço escolar deve ser seguro e acessível, permitindo a participação de todas as crianças. 

O professor de Educação Especial pode oferecer apoio aos alunos com necessidades especiais, como auxiliar na comunicação, na manipulação de materiais ou na interação com os colegas. 

Já o professor de ensino regular pode supervisionar as interações e garantir que todos os alunos se sintam incluídos.

Em aulas expositivas

Nas aulas expositivas, os dois professores podem colaborar de várias formas, como citamos anteriormente. A cooperação pode ir da simples observação até a corregência. 

A turma pode ser dividida em grupos, que alternam entre os dois professores, ou pode ser atendida ao mesmo tempo pelos dois docentes.

Em atividades práticas

No ensino colaborativo, ambos os professores devem planejar as atividades práticas em conjunto, considerando as particularidades de todos os alunos. 

O professor de Educação Especial pode dar apoio individual aos alunos que necessitam de mais ajuda, como auxiliar na realização de tarefas e na utilização de ferramentas.

O ideal é trabalhar com atividades personalizadas, que respeitam o ritmo de cada estudante. Nesse quesito, a plataforma de aprendizagem Aprimora é uma grande aliada das escolas.

A plataforma identifica o nível de aprendizagem do usuário e ajusta todos os conteúdos automaticamente. Ela é acessível para alunos com deficiência visual e auditiva, pois possui recursos de tradução de Libras, alto contraste visual e aumento de fonte.  

O Aprimora é uma plataforma adaptativa de Língua Portuguesa e Matemática, destinada ao Ensino Fundamental. Para obter mais informações, entre em contato com um dos consultores do Educacional

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