O Setembro Amarelo na escola deve ser considerado uma oportunidade indispensável para abordar temas importantes sobre saúde mental com alunos, professores e toda a comunidade escolar.
Segundo um estudo realizado pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), entre 2011 e 2022, as taxas de autolesões aumentaram 29%, enquanto os suicídios cresceram 6% entre jovens de 10 a 24 anos.
Neste artigo, o Educacional oferece ideias de atividades para o Setembro Amarelo na escola, com destaque para as dinâmicas online do Hub Educacional, que podem enriquecer a experiência dos alunos e promover um ambiente de interação mais saudável.
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Origem do Setembro Amarelo
O movimento Setembro Amarelo começou nos Estados Unidos, em 1994, com a trágica história de Mike Emme, um jovem de 17 anos que cometeu suicídio. Seus pais, em meio ao luto, distribuíram cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio a pessoas que precisassem de ajuda.
Com o poder mundial da campanha, o Setembro Amarelo foi criado no Brasil em 2013, por meio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), tendo parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV) em 2015.
Desde então, o mês de setembro é marcado por ações de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, envolvendo escolas, universidades, empresas e outras instituições.
É importante consultar a Carta aos Pais, Responsáveis e Educadores, um documento específico com orientações, criado pela ABP e CFM para o Setembro Amarelo.
7 atividades para o Setembro Amarelo na escola
O Setembro Amarelo é uma oportunidade para educar os alunos sobre a importância do cuidado com a saúde mental, quebrar tabus, e incentivar a busca por ajuda. Para isso, o Educacional sugere sete ações criativas:
1. Mural das emoções
O Mural das emoções pode ser físico ou digital, sendo um espaço onde os alunos podem expressar seus sentimentos com frases, palavras, desenhos ou colagens.
O objetivo é criar um ambiente de empatia e compreensão mútua, onde os estudantes se sintam seguros para compartilhar seus sentimentos, conectando essa prática ao desenvolvimento das competências socioemocionais.
A atividade também pode ser ampliada para envolver outros membros da instituição, incluindo professores, funcionários, e até os pais, criando um mural colaborativo que reflete o estado emocional coletivo da escola.
2. Atividades online
O Hub Educacional oferece uma variedade de atividades online que podem ser facilmente integradas ao currículo durante o Setembro Amarelo na escola.
Na plataforma, o estudante participa de videoexperiências que exercitam habilidades socioemocionais. Ele também responde questionários autoavaliativos, que ajudam a mapear o perfil do aluno.
Utilizar essas ferramentas digitais pode alcançar os alunos em um formato com o qual estão familiarizados e confortáveis, além de permitir que o aprendizado continue fora do ambiente de sala de aula tradicional. Conheça as atividades online do Hub Educacional.
3. Cartões de afeto
Os cartões de afeto expressam empatia e gentileza. A ideia é incentivar os estudantes a escreverem mensagens positivas e encorajadoras para os colegas, professores e familiares. Esses cartões podem ser entregues pessoalmente ou distribuídos virtualmente, dependendo da dinâmica da escola.
Essa atividade possibilita a prática da gratidão e ajuda a criar uma rede de apoio emocional entre os alunos, fortalecendo as amizades e gerando uma atitude solidária. Como complemento, a ação também pode estimular o desenvolvimento das habilidades socioemocionais.
Os cartões também podem ser expostos em murais pela escola ou em plataformas digitais, servindo como uma lembrança constante da importância do cuidado mútuo.
4. Palestra interativa
A palestra interativa é uma das atividades mais populares no Setembro Amarelo da escola. Com o apoio de um psicólogo ou especialista em saúde mental, essa palestra pode abordar temas como prevenção ao suicídio, depressão e ansiedade, e como reconhecer sinais de que alguém precisa de ajuda.
Para tornar a palestra mais envolvente, pode-se incluir:
- perguntas e respostas;
- quizzes ao vivo;
- discussões em pequenos grupos;
- compartilhamento de histórias;
- exibição de vídeos.
Essa interação mantém os alunos interessados, fazendo com que expressem suas dúvidas e preocupações em um ambiente seguro. As palestras também podem ser gravadas e disponibilizadas para os pais, ampliando o impacto da atividade para além da escola.
5. Oficina criativa
A expressão criativa pode ajudar os alunos a processar e mostrar suas emoções de forma dinâmica, explorando seus sentimentos através da arte. Essa oficina pode envolver pintura, desenho, colagem, montagem de LEGO® Education e escrita criativa.
É importante criar um ambiente onde os alunos se sintam livres para expressar o que estão sentindo, sem medo de julgamento.
A oficina pode também apresentar, em uma etapa de resultados, uma exposição dos trabalhos dos alunos, celebrando a diversidade de emoções e perspectivas que estão inseridas no cotidiano escolar.
6. Bate-papo com pais e professores
Um diálogo aberto entre pais, professores e especialistas em saúde mental pode apresentar múltiplos benefícios para toda comunidade educacional.
Um bate-papo durante o Setembro Amarelo possibilita que os adultos responsáveis pelos alunos se informem sobre como apoiar melhor as crianças e adolescentes em questões relacionadas à saúde mental.
Essa conversa pode abordar temas como a importância de observar mudanças de comportamento nos alunos, como abordar o assunto de forma sensível em casa, e onde buscar ajuda profissional se necessário.
Dessa forma, o encontro pode fortalecer a parceria entre a escola e as famílias, criando uma rede de apoio.
7. Roda de conversa

Uma atividade em que os alunos podem se reunir para falar abertamente sobre suas emoções e ouvir o que os colegas têm a dizer é uma estratégia saudável para promover um ambiente de acolhimento.
A estratégia também ajuda a melhorar o clima escolar, reforçando a confiança entre alunos e instituição.
Os estudantes se sentem à vontade para compartilhar suas experiências e apoiar uns aos outros em grupos de discussão, mediados por um professor ou psicólogo para guiar a conversa e garantir que todos se sintam incluídos.
Essa atividade não só ajuda a normalizar as discussões sobre saúde mental na escola, como também fortalece os vínculos de solidariedade entre os alunos.
Tenha relatórios de acompanhamento socioemocional
É importante verificar o progresso dos estudantes no desenvolvimento de competências socioemocionais. Só assim a escola vai descobrir se as estratégias de educação socioemocional estão sendo bem-sucedidas, incluindo as ações do Setembro Amarelo.
Por isso, o Hub Educacional oferece relatórios de acompanhamento socioemocional. Com essas informações em mãos, os educadores podem identificar precocemente sinais de alerta e tomar medidas proativas para apoiar os alunos que estão enfrentando dificuldades.
Adquira o Hub Educacional para sua escola e tenha à disposição ferramentas assertivas para promover a saúde mental e o bem-estar de seus alunos. Entre em contato com um dos consultores do Educacional para obter mais informações sobre a plataforma.
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