O horário escolar é como um mapa da rotina de uma turma. Ele capacita os gestores a organizarem todos os componentes curriculares e atividades necessárias ao desenvolvimento do estudante, em um único documento.
Porém, são vários os desafios enfrentados pelo gestor nessa tarefa: grande quantidade de informações, conflito de horários, restrições logísticas dos professores…
Pensando nisso, o Educacional preparou um artigo para te ajudar a montar o horário escolar da sua instituição. Leia até o final para saber como fazer e como se destacar das outras escolas.
Antes de prosseguir, aproveite também para baixar nosso e-book gratuito para gestores: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola.
Como fazer o horário escolar em 7 passos?
Veja abaixo como fazer o horário escolar em pouco tempo e de forma assertiva.
1. Atente-se à carga horária mínima da legislação
Antes de tudo, é preciso garantir que o horário escolar cumpre as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Segundo a legislação, os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental precisam ter, no mínimo, 800 horas de aula por ano, distribuídas em 200 dias letivos, pelo menos (sem contar o período reservado para os exames finais, se houver).
Então, se a escola cumprir a carga horária mínima, o horário escolar da Educação Infantil e do Ensino Fundamental terá 4 horas de aula por dia.
Já o Ensino Médio possui uma carga horária maior: são no mínimo 1.000 horas por ano desde que entrou em vigor o Novo Ensino Médio. Assim, o horário escolar do Ensino Médio deve conter, pelo menos, 5 horas de aula por dia.
Há também as escolas de tempo integral, que possuem carga horária de 7 ou mais horas por dia. Nessas instituições, os alunos participam de atividades escolares de manhã e de tarde.
2. Leve em conta o quadro de professores e o número de turmas
Depois de averiguar a carga horária diária, faça o levantamento do número total de turmas e professores em sua escola.
Para preencher todos os horários, será necessária uma quantidade igual ou maior de docentes em relação ao número de turmas. Se o quadro de professores for insuficiente, contrate novos profissionais ou reordene os estudantes em menos turmas.
Também é preciso considerar as áreas de atuação do professor. Alguns componentes curriculares exigem mais aulas durante a semana e, por isso, vão demandar mais docentes que outras disciplinas.
Antes de montar o horário escolar, consulte a disponibilidade semanal de cada professor. Pergunte em quais dias e em quais horários ele poderá estar na escola, para você se organizar com antecedência.
Essa comunicação previne o gestor de refazer o horário escolar por conta de substituições e mudanças.
3. Diversifique os componentes curriculares
Falando em componentes curriculares, uma boa prática é alternar as disciplinas do dia para que os alunos estudem várias áreas de conhecimento, evitando cansaço e desmotivação.
Para um aluno que possui dificuldades com cálculo, por exemplo, ter várias aulas seguidas de Matemática, Física e Química pode ser desanimador.
Esse princípio funciona principalmente com estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio. Com os alunos mais novos, porém, alternar demais entre as áreas de conhecimento pode confundir os estudantes.
Além disso, para o professor pedagogo, o planejamento da aula fica mais difícil quando é necessário trabalhar diversas áreas do conhecimento em um só dia.
De qualquer maneira, cuide para que o horário escolar da sua instituição seja equilibrado e diversificado, respeitando as características de cada fase escolar.
4. Inclua aulas de programação e robótica

Além dos componentes curriculares obrigatórios, previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – como Língua Portuguesa, Matemática e Geografia – , inclua no horário escolar aulas interdisciplinares como robótica e programação.
Essas áreas do conhecimento fazem parte da educação digital, que foi adicionada à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 2023.
A educação digital tem o objetivo de desenvolver competências digitais imprescindíveis para a vida em sociedade e para a atuação no mercado de trabalho.
Por meio da robótica e da programação, os alunos aprendem a:
- ler e escrever código de programação;
- planejar e montar robôs;
- identificar padrões;
- decompor problemas complexos em partes menores;
- elaborar e testar hipóteses;
- automatizar tarefas;
- resolver problemas;
- e trabalhar em equipe.
O Educacional possui duas soluções de robótica e programação, que podem ser implantadas na sua escola: LEGO® Education e micro:bit.
O micro:bit é destinado ao Ensino Médio, com foco em pensamento computacional e programação.
Já a LEGO® Education tem kits e atividades para todas as séries, com o objetivo de ensinar STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) de uma forma divertida.
5. Converse com a equipe pedagógica e o conselho escolar
A construção do horário escolar é um trabalho colaborativo. Ouça a opinião dos pais, estudantes, professores e demais profissionais da equipe pedagógica antes de tomar uma decisão final.
Para iniciar esse diálogo, relembre os objetivos da escola e compartilhe os desafios enfrentados na elaboração do cronograma (poucas salas, número de turmas, restrições de horário de professores, entre outros).
Deixe claro que o horário escolar pode ser ajustado, se for preciso, e esteja aberto a receber sugestões de melhoria.
6. Organize a grade de horários
Após obter o aval da equipe pedagógica e do conselho escolar, é hora de organizar, de fato, a grade de horários. Para isso, você pode utilizar planilhas eletrônicas ou softwares especializados em horário escolar.
Essa última opção combina todas as variáveis e restrições informadas pelo gestor para chegar à melhor solução possível, gerando o documento automaticamente.
Ferramentas digitais como essas poupam tempo e minimizam a chance de erros. Por isso, cada vez mais as escolas têm investido em plataformas educacionais.
7. Prepare um “plano B” para imprevistos
Por mais organizada que a sua escola seja, é inevitável que aconteçam imprevistos um dia ou outro: atraso ou falta de professor, problema estrutural em sala de aula e outras situações que impedem o cumprimento do horário escolar.
Nesses casos, será preciso adotar uma medida alternativa, como:
- juntar turmas;
- prolongar a duração de uma aula, transformando-a em aula dupla;
- realizar atividades online em sala de aula, com a supervisão de um monitor;
- deslocar a turma para o auditório ou o pátio da escola;
- supervisionar a prática de esportes na quadra da escola;
- ou monitorar os estudantes na resolução de exercícios, trabalhos em grupo, leituras individuais e outras atividades autônomas.
Planeje com antecedência quais medidas que devem ser tomadas diante dos imprevistos. Depois, informe todos os profissionais da escola para que todos saibam como agir no “plano B”.
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