Quanto mais cedo a criança aprende a lidar com dinheiro, mais chances ela tem de ser bem sucedida na área quando se tornar adulta. Por isso, ter educação financeira na escola é uma das principais demandas da atualidade.
Um estudo de 2021 mostrou que 90% dos brasileiros admitem precisar de educação financeira. Administrar as contas, planejar o futuro e tomar boas decisões financeiras são alguns motivos dessa necessidade.
Como você verá nesse artigo, a escola tem um papel central na transformação da realidade brasileira em relação à saúde financeira. Veja qual é a importância de trabalhar educação financeira na escola e como fazer isso na prática.
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O que é educação financeira?
Educação financeira é o processo formativo que visa capacitar uma pessoa a administrar seus recursos financeiros, para viver bem e equilibradamente.
O dinheiro permeia todas as áreas da vida e impacta nas relações sociais. Por isso, saber lidar bem com ele é essencial para uma vida plena.
De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a educação financeira auxilia os consumidores “a orçar e gerir a sua renda, a poupar e investir, e a evitar que se tornem vítimas de fraudes.”
Assim, os principais temas da educação financeira são:
- orçamento;
- controle de gastos;
- poupança;
- investimento;
- seguro;
- crédito;
- previdência;
- proteção contra fraudes financeiras;
- e compra de imóveis.
Uma pessoa educada financeiramente sabe tomar boas decisões financeiras com responsabilidade. Ela está intimamente ligada com a educação integral e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
A importância da educação financeira nas escolas
Vários especialistas defendem que o processo de educação financeira deve iniciar desde cedo, por volta dos dois ou três anos de idade.
Nessa fase, a criança já começa a pedir dinheiro para comprar doces ou brinquedos, mostrando ter consciência financeira.
Nesse contexto, a escola e a família precisam atuar juntas. A família pode ensinar a criança a administrar sua mesada, definir prioridades de consumo e fazer pequenos trabalhos domésticos para arrecadar dinheiro.
Já a escola pode contribuir na Matemática Financeira, na leitura e interpretação de dados e na apresentação de formas de investimento.
Tanto a escola quanto a família devem incentivar o consumo responsável e o hábito de poupar dinheiro.
Contudo, nem todos os pais possuem condições de educar financeiramente os filhos, o que reforça ainda mais a importância de abordar o assunto na escola.
Para se ter uma ideia, 45,8% dos brasileiros não realizam um controle sistemático do orçamento, segundo pesquisa do SPC Brasil. Além disso, 77% da população está endividada, de acordo com dados de 2023.
Nesse cenário complicado, o papel da escola é ainda mais evidente. É uma oportunidade de mudar a realidade nacional, conscientizando a nova geração de consumidores.
Como trabalhar a educação financeira na escola?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) menciona a educação financeira como um tema transversal ao currículo. Ele é trabalhado, de forma direta ou indireta, nas aulas de Matemática, Geografia e História.
As escolas também podem aprofundar os conhecimentos dessa área com projetos especiais e atividades online.
Algumas instituições também ofertam aulas regulares de educação financeira, seja como disciplina optativa ou como componente obrigatório. A rede estadual de São Paulo, por exemplo, incluiu a educação financeira na sua matriz curricular.
Confira abaixo algumas maneiras de promover esse ensino:
1. Nas aulas de Matemática
A Matemática Financeira é parte essencial da educação financeira. Nas aulas desse conteúdo, os alunos aprendem a calcular juros, inflação, rendimento de investimentos e outras porcentagens.
As operações básicas de soma e subtração também podem conscientizar a criança no que tange a controle de gastos. Tudo depende do contexto da questão e de como o professor aborda o assunto em sala de aula.
Um bom exemplo de exercício seria calcular o saldo previsto para o final do mês, considerando as despesas mensais e a receita da casa. Esse tipo de exercício ensina os alunos a fazerem um planejamento financeiro.
2. Nas aulas de Geografia
Várias unidades temáticas da Geografia contribuem para a educação financeira:
- distribuição de riqueza;
- desigualdade social;
- relações de trabalho;
- direitos trabalhistas;
- movimentos sociais;
- circulação internacional de mercadorias e capitais;
- globalização e seus efeitos econômicos, sociais e culturais;
- e impactos do consumismo no meio ambiente.
A abordagem do professor nessas aulas deve ser crítica e reflexiva, encorajando os estudantes a questionar as relações de poder, as desigualdades sociais e os impactos das decisões financeiras.
Também é preciso contextualizar esses temas na realidade local, a fim de criar conexões com o cotidiano dos alunos. Essa ancoragem é fundamental para a aprendizagem significativa.
3. Nas aulas de História
Assim como em Geografia, há muitos temas dentro da História relacionados à vida financeira:
- evolução dos sistemas econômicos;
- surgimento do capitalismo;
- Revolução Industrial;
- movimentos sociais;
- tributação no Brasil colônia;
- exploração do açúcar, agricultura e escravatura no Brasil do século XVI;
- Plano Real;
- políticas públicas de combate à pobreza no Brasil;
- abertura comercial brasileira nos anos 90;
- e crises econômicas nacionais e internacionais.
Compreender esses momentos históricos contribui para a compreensão do dinheiro e seus impactos na sociedade. Também permite que os alunos avaliem as consequências de diferentes políticas econômicas, a nível nacional e internacional.
4. Em projetos especiais
Se a escola quiser ir mais a fundo na educação financeira, ela pode iniciar um projeto interdisciplinar com esse tema. Assim, os estudantes e professores terão um horário específico na semana para abordar o assunto.
Nos projetos especiais, é imprescindível ter material de apoio para alunos e professores.
O governo federal disponibiliza livros gratuitos do programa Educação Financeira na Escola em formato digital. Existem também atividades interativas, desenvolvidas por edtechs de educação financeira. Continue a leitura para conhecer.
5. Com games educacionais
Os jogos de educação financeira ensinam os alunos a lidar com o dinheiro de uma forma divertida, imersiva e flexível. Ao jogar, o estudante se engaja com profundidade e presta mais atenção.
Como os games podem ser acessados em qualquer hora e de qualquer hora, a escola não precisa preparar um espaço nem reservar um horário na agenda escolar.
É necessário apenas acompanhar o progresso dos estudantes, em uma abordagem de ensino híbrido. O game pode complementar as aulas presenciais e até integrar a tarefa de casa.
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