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Educação financeira na escola: importância e como fazer

A educação financeira é trabalhada de forma indireta nas aulas de Matemática, Geografia e História. Mas há outras maneiras de abordar esse tema.

Tempo de leitura:6 minutos

Foto de estudante aprendendo lição de educação financeira na escola

Quanto mais cedo a criança aprende a lidar com dinheiro, mais chances ela tem de ser bem sucedida na área quando se tornar adulta. Por isso, ter educação financeira na escola é uma das principais demandas da atualidade.

Um estudo de 2021 mostrou que 90% dos brasileiros admitem precisar de educação financeira. Administrar as contas, planejar o futuro e tomar boas decisões financeiras são alguns motivos dessa necessidade. 

Como você verá nesse artigo, a escola tem um papel central na transformação da realidade brasileira em relação à saúde financeira. Veja qual é a importância de trabalhar educação financeira na escola e como fazer isso na prática. 

Antes de prosseguir, aproveite para baixar nosso e-book para gestores: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola. O material é gratuito!

O que é educação financeira?

Educação financeira é o processo formativo que visa capacitar uma pessoa a administrar seus recursos financeiros, para viver bem e equilibradamente. 

O dinheiro permeia todas as áreas da vida e impacta nas relações sociais. Por isso, saber lidar bem com ele é essencial para uma vida plena.

De acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a educação financeira auxilia os consumidores “a orçar e gerir a sua renda, a poupar e investir, e a evitar que se tornem vítimas de fraudes.”

Assim, os principais temas da educação financeira são:

  • orçamento;
  • controle de gastos;
  • poupança;
  • investimento;
  • seguro;
  • crédito;
  • previdência;
  • proteção contra fraudes financeiras;
  • e compra de imóveis.

Uma pessoa educada financeiramente sabe tomar boas decisões financeiras com responsabilidade. Ela está intimamente ligada com a educação integral e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

A importância da educação financeira nas escolas

Vários especialistas defendem que o processo de educação financeira deve iniciar desde cedo, por volta dos dois ou três anos de idade

Nessa fase, a criança já começa a pedir dinheiro para comprar doces ou brinquedos, mostrando ter consciência financeira.

Nesse contexto, a escola e a família precisam atuar juntas. A família pode ensinar a criança a administrar sua mesada, definir prioridades de consumo e fazer pequenos trabalhos domésticos para arrecadar dinheiro.

Já a escola pode contribuir na Matemática Financeira, na leitura e interpretação de dados e na apresentação de formas de investimento. 

Tanto a escola quanto a família devem incentivar o consumo responsável e o hábito de poupar dinheiro

Contudo, nem todos os pais possuem condições de educar financeiramente os filhos, o que reforça ainda mais a importância de abordar o assunto na escola. 

Para se ter uma ideia, 45,8% dos brasileiros não realizam um controle sistemático do orçamento, segundo pesquisa do SPC Brasil. Além disso, 77% da população está endividada, de acordo com dados de 2023.

Nesse cenário complicado, o papel da escola é ainda mais evidente. É uma oportunidade de mudar a realidade nacional, conscientizando a nova geração de consumidores.

Como trabalhar a educação financeira na escola?

 Foto de professora orientando alunos em aula de Matemática e educação financeira

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) menciona a educação financeira como um tema transversal ao currículo. Ele é trabalhado, de forma direta ou indireta, nas aulas de Matemática, Geografia e História.

As escolas também podem aprofundar os conhecimentos dessa área com projetos especiais e atividades online. 

Algumas instituições também ofertam aulas regulares de educação financeira, seja como disciplina optativa ou como componente obrigatório. A rede estadual de São Paulo, por exemplo, incluiu a educação financeira na sua matriz curricular.

Confira abaixo algumas maneiras de promover esse ensino:

1. Nas aulas de Matemática

A Matemática Financeira é parte essencial da educação financeira. Nas aulas desse conteúdo, os alunos aprendem a calcular juros, inflação, rendimento de investimentos e outras porcentagens.

As operações básicas de soma e subtração também podem conscientizar a criança no que tange a controle de gastos. Tudo depende do contexto da questão e de como o professor aborda o assunto em sala de aula. 

Um bom exemplo de exercício seria calcular o saldo previsto para o final do mês, considerando as despesas mensais e a receita da casa. Esse tipo de exercício ensina os alunos a fazerem um planejamento financeiro.

2. Nas aulas de Geografia

Várias unidades temáticas da Geografia contribuem para a educação financeira:

  • distribuição de riqueza;
  • desigualdade social;
  • relações de trabalho;
  • direitos trabalhistas;
  • movimentos sociais;
  • circulação internacional de mercadorias e capitais;
  • globalização e seus efeitos econômicos, sociais e culturais;
  • e impactos do consumismo no meio ambiente.

A abordagem do professor nessas aulas deve ser crítica e reflexiva, encorajando os estudantes a questionar as relações de poder, as desigualdades sociais e os impactos das decisões financeiras.

Também é preciso contextualizar esses temas na realidade local, a fim de criar conexões com o cotidiano dos alunos. Essa ancoragem é fundamental para a aprendizagem significativa.

3. Nas aulas de História

Assim como em Geografia, há muitos temas dentro da História relacionados à vida financeira:

  • evolução dos sistemas econômicos;
  • surgimento do capitalismo;
  • Revolução Industrial;
  • movimentos sociais;
  • tributação no Brasil colônia;
  • exploração do açúcar, agricultura e escravatura no Brasil do século XVI;
  • Plano Real;
  • políticas públicas de combate à pobreza no Brasil;
  • abertura comercial brasileira nos anos 90;
  • e crises econômicas nacionais e internacionais.

Compreender esses momentos históricos contribui para a compreensão do dinheiro e seus impactos na sociedade. Também permite que os alunos avaliem as consequências de diferentes políticas econômicas, a nível nacional e internacional.

4. Em projetos especiais

Se a escola quiser ir mais a fundo na educação financeira, ela pode iniciar um projeto interdisciplinar com esse tema. Assim, os estudantes e professores terão um horário específico na semana para abordar o assunto.

Nos projetos especiais, é imprescindível ter material de apoio para alunos e professores.

O governo federal disponibiliza livros gratuitos do programa Educação Financeira na Escola em formato digital. Existem também atividades interativas, desenvolvidas por edtechs de educação financeira. Continue a leitura para conhecer. 

5. Com games educacionais

Os jogos de educação financeira ensinam os alunos a lidar com o dinheiro de uma forma divertida, imersiva e flexível. Ao jogar, o estudante se engaja com profundidade e presta mais atenção.

Como os games podem ser acessados em qualquer hora e de qualquer hora, a escola não precisa preparar um espaço nem reservar um horário na agenda escolar. 

É necessário apenas acompanhar o progresso dos estudantes, em uma abordagem de ensino híbrido. O game pode complementar as aulas presenciais e até integrar a tarefa de casa.

Quer utilizar esses games na sua escola? Então conheça o Hub Educacional, a plataforma digital completa para escolas e redes de ensino. 

O Hub Educacional possui games de educação financeira, totalmente alinhados à BNCC, e muitos outros aplicativos da área pedagógica e gestão escolar

Para adquirir a plataforma, entre em contato com um dos consultores do Educacional.

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