O sonho de todo gestor escolar é ver seus alunos crescendo, não é mesmo? Como é bom vê-los conquistando seus objetivos e sendo verdadeiros protagonistas da aprendizagem e da própria vida.
No artigo de hoje, o Educacional vai compartilhar seis dicas valiosas para impulsionar o protagonismo juvenil em sua escola.
Leia até o final e aproveite também para baixar o e-book gratuito para gestores: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola. Boa leitura!
O que é protagonismo juvenil?
O protagonismo juvenil pode ser entendido como a participação proativa do jovem na sociedade e na escola, como um promotor de mudanças e criador de soluções inovadoras.
A palavra “protagonista” vem do termo grego “protagonistes”, que significa ator ou competidor principal. Assim, a expressão remete à “atuação do jovem como personagem principal de uma iniciativa, atividade ou projeto voltado para a solução de problemas reais”, como explicou o pedagogo Antônio Costa.
Essa postura do jovem também molda o processo de ensino-aprendizagem. É o aluno quem ocupa o centro do processo, direcionando as ações pedagógicas conforme as suas necessidades e interesses. Ele não é um ator passivo, limitado às informações transmitidas pelo professor.
Por isso, a escola que busca o protagonismo juvenil prefere as metodologias ativas de aprendizagem, em vez das metodologias de ensino tradicionais. O objetivo é incentivar a participação ativa dos alunos na construção dos seus conhecimentos.
Protagonismo juvenil na BNCC
O protagonismo juvenil está atrelado a diversas competências e habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Na introdução do documento, é dito que a BNCC propõe “o protagonismo do estudante em sua aprendizagem e na construção de seu projeto de vida”.
Essa premissa é reforçada em habilidades de diferentes áreas do conhecimento, tanto do Ensino Fundamental quanto do Ensino Médio.
Protagonismo juvenil no Ensino Médio
Segundo a BNCC, as escolas de Ensino Médio devem “garantir o protagonismo dos estudantes em sua aprendizagem e o desenvolvimento de suas capacidades de abstração, reflexão, interpretação, proposição e ação, essenciais à sua autonomia pessoal, profissional, intelectual e política”.
Isso significa que o gestor escolar tem a responsabilidade de criar um ambiente propício à aprendizagem ativa dos estudantes, onde eles são acolhidos e orientados rumo à tomada de decisões responsáveis, bem como à resolução de problemas e criação de projetos.
Mas como fazer isso, na prática? Continue lendo para ver as dicas do Educacional.
Como incentivar o protagonismo juvenil na escola?

A escola pode incentivar o protagonismo juvenil por meio de atividades, projetos e estratégias pedagógicas que coloquem os alunos em contato com os desafios do cotidiano.
1. Resolução de problemas
A resolução de problemas é o cerne do protagonismo juvenil. Assim como nas histórias, o protagonista só se desenvolve porque precisa resolver um problema. De fato, se não houvesse desafios a serem vencidos na vida pessoal e coletiva, não seria necessário estudar nem produzir conhecimento.
Mas a ciência existe para compreender a realidade e propor soluções para os problemas da humanidade, no contexto social, ambiental, político, econômico e tecnológico.
O que a escola precisa é despertar os alunos para a identificação e a resolução de problemas, por meio da investigação científica, do pensamento crítico, da criatividade, da proatividade e do trabalho em equipe.
A metodologia de aprendizagem baseada em problemas pode ser muito útil para destravar esse processo.
2. Cultura maker
Outra abordagem educacional que favorece a resolução de problemas e a participação ativa dos estudantes é a cultura maker. Essa mentalidade é uma extensão do movimento Faça Você Mesmo (Do It Yourself).
Em atividades maker, os alunos são desafiados a construir, consertar, reciclar, reutilizar ou modificar objetos, aplicando conhecimentos de diversas áreas.
Como consequência, os alunos são encorajados a criarem coisas novas e a serem mais proativas.
“(O movimento maker) sinaliza para uma transformação social, cultural e tecnológica que nos convida a participar como produtores e não apenas consumidores. Ele está mudando a forma como podemos aprender, trabalhar e inovar. É aberto e colaborativo, criativo e inventivo, mão-na-massa e divertido. Nós não temos que nos conformar com a realidade ou aceitar o status quo – podemos imaginar um futuro melhor e perceber que somos livres para fazê-lo.”
Dale Dougherty
3. Robótica educacional
Na robótica educacional, os alunos aprendem a criar e manusear robôs para resolver problemas e melhorar a qualidade de vida. Fica claro, então, que o objetivo da robótica educacional, por si só, já evidencia o protagonismo juvenil.
Porém, a robótica também trabalha outras habilidades essenciais para o ativismo juvenil, como criatividade, pensamento crítico, colaboração com os colegas, perseverança, inovação e liderança.
Além disso, a robótica envolve conhecimentos de programação e computação, que são essenciais para o mundo do trabalho atual e futuro.
Para implementar um projeto de robótica na escola, é preciso adquirir um kit de robótica como os da LEGO® Education.
Entre em contato com um dos consultores do Educacional para adotar essa metodologia em sua instituição.
4. Empreendedorismo
Falando em mercado de trabalho, outro reflexo do protagonismo juvenil está no empreendedorismo. Afinal, começar um negócio é uma forma de assumir o controle da própria vida profissional e financeira.
As escolas podem ajudar os alunos a identificarem oportunidades de negócio e a desenvolverem produtos ou serviços inovadores. Para isso, as aulas de educação financeira e educação digital são boas oportunidades.
Também é recomendado organizar palestras com empreendedores; fazer parcerias com empresas locais, para ofertas de estágio e trainee, e criar concursos e projetos de empreendedorismo.
5. Clubes estudantis
Os clubes estudantis são oportunidades para os estudantes construírem vínculos em torno de temas específicos e desenvolverem, juntos, atividades extracurriculares.
A escola pode fomentar a organização desses clubes, de acordo com os interesses dos alunos.
São exemplos de clubes estudantis:
- clube de ciências;
- clube de matemática;
- clube de robótica;
- clube de dança;
- clube de música;
- clube de teatro;
- clube de atletismo;
- clube de xadrez;
- clube de serviço comunitário;
- clube de jornalismo;
- clube religioso.
6. Grêmio estudantil
O grêmio estudantil é uma organização que promove o diálogo na escola e defende os interesses dos estudantes. Trata-se de uma entidade intrinsecamente vinculada ao protagonismo juvenil, por representar a voz ativa dos alunos.
No grêmio, os alunos exercitam suas habilidades de liderança, comunicação, responsabilidade e cidadania. Além disso, os grêmios podem organizar eventos culturais e sociais em benefício da instituição escolar e da comunidade.
Leve a sua escola para o próximo nível com LEGO Education

A LEGO® Education é uma forma fácil, divertida e envolvente de impulsionar o protagonismo juvenil na escola. Os conjuntos de montagem da LEGO® Education são acompanhados de planos de aula, com atividades relacionadas ao cotidiano.
Essa tecnologia proporciona o aprendizado de robótica, programação, STEAM, pensamento computacional e raciocínio lógico, usando as metodologias de:
- aprendizagem baseada em problemas;
- aprendizagem baseada em projetos;
- e cultura maker.
Quer inovar o seu ensino com LEGO® Education? Entre em contato com um dos consultores do Educacional para impulsionar o protagonismo juvenil na sua instituição.
Você precisa fazer login para comentar.