Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e a aprender a ser. Esses são os 4 pilares da educação, tão difundidos em artigos acadêmicos, documentos curriculares e projetos políticos-pedagógicos.
Para entender melhor quando eles surgiram e o que eles significam na prática, continue a leitura do artigo.
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Quais são os 4 pilares da educação?
Os 4 pilares da educação são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
A origem dos pilares está no relatório Educação – Um Tesouro a Descobrir, que foi publicado pela Unesco em 2010 e produzido pela Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, cujo presidente foi Jacques Delors.
Aprender a conhecer
Como definiu o relatório da Unesco, aprender a conhecer é aprender a aprender. É ter a habilidade de aproveitar as oportunidades oferecidas ao longo da vida para se capacitar, estudar vários assuntos e ampliar sua rede de conhecimentos.
Esse pilar tem como objetivo a educação continuada (lifelong learning). Durante a Educação Básica, e até no Ensino Superior, o estudante vai ter a possibilidade de estudar, em profundidade, um número reduzido de assuntos.
Porém, ele vai continuar aprendendo ao longo da vida se ele for curioso, disposto a aprender coisas novas e apto a explorar fontes de informação (online e offline), cursos de aprimoramento e outras formas de educação continuada.
Assim, esse pilar tem a ver com autonomia intelectual e iniciativa de buscar por si mesmo novos conhecimentos, além da capacidade de se adaptar às mudanças.
“A capacidade de adaptação e de aprender a aprender e a reaprender, tão necessária para milhares de trabalhadores que terão de ser reconvertidos em vez de despedidos, a flexibilidade e modificabilidade para novos postos de trabalho vão surgir cada vez com mais veemência.” – Vitor da Fonseca, psicopedagogo e psicomotricista.
Aprender a fazer
Além de conhecer, o estudante deve estar apto a colocar sua rede de conhecimentos em prática, tanto no trabalho quanto na vida cotidiana, inclusive em cooperação com outras pessoas.
Esse pilar enfatiza a importância da educação técnica-profissional, porque busca a qualificação dos estudantes para o mercado de trabalho.
Mas ele também reforça a necessidade de unir teoria e prática no ensino, contextualizando os conteúdos curriculares, problematizando questões sociais e levando os estudantes a refletirem sobre os seus papéis na transformação da realidade.
Neste aspecto, são essenciais as metodologias ativas de aprendizagem (principalmente a aprendizagem baseada em projetos e a aprendizagem baseada em problemas), porque elas colocam os alunos em ação, no centro do processo de ensino-aprendizagem.
A cultura maker também se relaciona com esse pilar, já que ela instiga os estudantes a “colocarem a mão na massa” e trabalharem em equipe.
Aprender a conviver
O terceiro pilar da educação é aprender a conviver. Ele remete ao desenvolvimento de habilidades interpessoais, como empatia, compreensão do outro, solidariedade, colaboração, respeito e comunicação.
O objetivo deste pilar, segundo o relatório da Unesco, é facilitar a realização de projetos coletivos e a gestão inteligente e apaziguadora de conflitos, principalmente porque vivemos um mundo globalizado e interdependente.
Para isso, precisamos reconhecer como precisamos uns dos outros. O respeito à pluralidade de valores, tradições, culturas e religiões também se faz necessário aqui.
Aprender a ser
O quarto pilar da educação foca na individualidade do aluno. É o desenvolvimento da própria identidade, incluindo a personalidade, as crenças, os valores pessoais, os desejos, as aptidões e as habilidades.
Neste ponto, é imprescindível que a escola ajude os estudantes a reconhecerem suas potencialidades, além de fomentar o autoconhecimento, a responsabilidade pessoal, o discernimento e a autonomia.
Nas palavras do relatório da Unesco, o objetivo é “não deixar inexplorado nenhum dos talentos que, à semelhança de tesouros, estão soterrados no interior de cada ser humano”.
Esse pilar tem uma forte relação com o Projeto de Vida do Ensino Médio, como iremos explicar mais adiante.
Qual é a importância desses 4 pilares?
Os 4 pilares da educação funcionam como um guia para as escolas e redes de ensino, mostrando as principais responsabilidades da educação no século XXI.
Desde a formulação por Jacques Delors na década de 90, os 4 pilares têm sido citados em artigos, livros, materiais didáticos e documentos curriculares do mundo todo.
Uma contribuição importante desse conceito é que ele evita uma visão incompleta da educação, limitada somente à transmissão de informações e conteúdos.
Em vez disso, os 4 pilares apoiam uma educação integral, que busca a formação completa do estudante em todas as suas dimensões (intelectual, emocional, social, física, estética e cultural), para que ele esteja apto a viver em sociedade.
Essa perspectiva já norteava a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 1996, como lemos no artigo 2º:
“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Os 4 pilares da educação na BNCC
Assim como a LDB, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem relação com os 4 pilares da educação.
No trecho abaixo, vemos uma referência aos pilares de aprender a conhecer e aprender a fazer:
“Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC”
Já as competências gerais da Educação Básica de nº 6, 8, 9 e 10 se aproximam dos pilares do aprender a conviver e aprender a ser:
“6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.”
Além disso, tanto nos direitos de aprendizagem da Educação Infantil quanto nas competências específicas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, vemos competências relacionadas a identidade, autoconhecimento e construção do projeto de vida.
Como trabalhar os 4 pilares da educação na prática?
Agora que você já entendeu a fundo o que os pilares da educação significam, vejamos, na prática, como eles podem ser aplicados na escola.
Aprender a conhecer

Para concretizar o primeiro pilar da educação, a escola deve:
Aguçar a curiosidade intelectual dos alunos
Ao invés de entregar respostas prontas, a escola deve aguçar a curiosidade intelectual das crianças por meio de perguntas provocadoras e situações-problema.
Aqui, ganha importância a investigação científica, que se apoia na observação do mundo, na experimentação, na comparação, na formulação de perguntas e na elaboração de hipóteses.
Para isso, é preciso aumentar a quantidade de experimentos e atividades de pesquisa na escola.
Incentivar a autonomia do estudante
Outra habilidade essencial do primeiro pilar é a autonomia. O estudante deve ser capaz de buscar, por si próprio, as fontes de informação e conhecimento.
Como mencionamos anteriormente, essa habilidade será necessária não só durante a escolarização como também ao longo da vida, para aperfeiçoamento constante no campo acadêmico e profissional.
Nesse sentido, a escola deve criar oportunidades para o desenvolvimento dessa autonomia, como projetos autorais, produções textuais de tema livre, seminários, debates e sala de aula invertida.
Ensinar o estudante a pesquisar e buscar informações
Além de ser proativo e curioso para aprender fatos novos, o estudante precisa conhecer as ferramentas e as técnicas de pesquisa, seja ela em campo, na Internet ou na biblioteca.
A escola tem um papel indispensável na recomendação de fontes confiáveis de informação e no aprimoramento do senso crítico dos estudantes. Esse desenvolvimento se dá por meio de leituras, pesquisas, debates e checagem de informações.
Personalizar o ensino
Para que os alunos aprendam, de forma eficaz, todos os conhecimentos previstos no currículo, é importante personalizar o ensino para se adequar aos interesses, necessidades, níveis de proficiência e estilo de aprendizagem de cada estudante.
Na sala de aula, antes de tudo, o professor deve conhecer o perfil dos alunos, por meio da observação e de pequenas entrevistas.
Depois, o docente deve utilizar técnicas e recursos educacionais que sejam atraentes para os todos os grupos de alunos, de forma alternada ou conjunta. Por exemplo, usando slides para atender os alunos com estilo de aprendizagem visual e debates para engajar os que possuem estilo de aprendizagem auditiva.
Outra dica é realizar atividades em plataformas de aprendizagem adaptativa. Essas plataformas utilizam Inteligência Artificial para ajustar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do usuário.
O Aprimora é uma plataforma inovadora que combina aprendizagem adaptativa e gamificação para ensinar Língua Portuguesa e Matemática.
Com a ajuda da assistente virtual Maria, os alunos embarcam em uma jornada de descoberta personalizada, onde cada dúvida é uma oportunidade para desenvolver habilidades de pensamento crítico e autonomia.
A Inteligência Artificial por trás da plataforma cria uma experiência de aprendizagem única, adaptando-se às necessidades individuais de cada aluno e tornando a educação mais eficaz e envolvente.
É como ter um tutor pessoal ao seu lado, sempre pronto para ajudar e apoiar no caminho do conhecimento!
Aprender a fazer

O segundo pilar da educação pode ser visto, na prática, nas seguintes estratégias:
Cultura maker
A cultura maker é uma abordagem educacional que incentiva os estudantes a aprender fazendo, colocando a mão na massa. Os estudantes são desafiados a construir, consertar ou modificar objetos, aplicando conhecimentos de diversas áreas e se apropriando de novas tecnologias.
Essa estratégia tem tudo a ver com o segundo pilar da educação, porque promove o desenvolvimento de habilidades práticas e a resolução de problemas.
A cultura maker incentiva a autonomia, a proatividade, o pensamento crítico e a tomada de decisões responsável. Ela também aumenta o engajamento dos estudantes, desperta o interesse da turma e facilita a compreensão de assuntos complexos.
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Robótica educacional
Alinhada com a cultura maker, a robótica educacional também dá a chance de os alunos aprenderem fazendo, com a construção de robôs, sensores e circuitos elétricos.
Nas aulas de robótica, os alunos trabalham seu poder de análise, planejamento, criação e execução de ideias. Eles também precisam testar as soluções e dialogar com os colegas no decorrer das atividades práticas.
Além disso, a robótica integra conceitos de programação e computação, que são imprescindíveis para o futuro mercado de trabalho. E os projetos de robótica são, em geral, interdisciplinares, fortalecendo outros componentes curriculares, como Matemática, Geografia e Física.
Protagonismo e resolução de problemas
Na sala de aula, o professor deve ter o cuidado de relacionar o conteúdo curricular com os desafios e problemas da vida real. Além de facilitar a aprendizagem significativa, essa associação favorece o protagonismo juvenil dentro e fora da escola.
Os estudantes devem ser desafiados a agirem e intervirem na realidade para a resolução de problemas sociais, econômicos, políticos e ambientais.
Metodologias ativas de aprendizagem
Falando em resolução de problemas, não podemos deixar de citar as metodologias ativas de aprendizagem, dentre as quais se destacam a aprendizagem baseada em problemas e a aprendizagem baseada em projetos.
As metodologias ativas são estratégicas para a promoção de uma aprendizagem ativa, autônoma e protagonista. Afinal, com elas o estudante é compelido a aprender, apresentar ou produzir alguma coisa por conta própria, sozinho ou em colaboração com os colegas.
O uso crescente dessas metodologias na escola tende a gerar alunos mais engajados, responsáveis e confiantes. Essas características são essenciais para o enfrentamento de situações adversas na vida.
Ensino técnico-profissionalizante
O Ensino técnico-profissionalizante tem como diferencial o foco maior na preparação para o mercado de trabalho. Algumas escolas de Ensino Médio oferecem essa modalidade de ensino, somando conteúdos do currículo comum a aulas teóricas ou práticas de cunho profissionalizante.
Nessas aulas, é importante que a escola trabalhe as habilidades mais demandadas pelo mercado de trabalho – tanto as hard skills (habilidades técnicas específicas de um setor ou área do conhecimento) quanto as soft skills (habilidades socioemocionais).
Experimentação vocacional
Ainda no que tange à preparação para o mercado de trabalho, no Ensino Médio, os estudantes têm o grande desafio de decidirem o que irão fazer após a conclusão da Educação Básica.
Para auxiliar os estudantes nessa descoberta, é aconselhável que a escola convide alguns profissionais para fazerem palestras e rodas de conversa com os alunos.
Aprender a conviver

Para ensinar os estudantes a conviverem, é importante:
Realizar trabalhos em grupo
Inclua no cronograma atividades em grupo que possibilitem o diálogo, a troca de ideias e a construção coletiva do conhecimento.
Bons exemplos são os seminários, os debates, as rodas de conversa, os projetos em grupo e as metodologias “aprendizagem cooperativa” e “aprendizagem baseada em equipe”.
Criar uma cultura de acolhimento
Cuide para que a sua escola seja um ambiente acolhedor, onde as pessoas são bem recebidas e se sentem confortáveis. A criação de um grupo de acolhimento escolar, responsável por apresentar as pessoas novas na escola e organizar a recepção de calouros, é uma boa pedida.
Além disso, promova a prática de rodas de conversa e escuta ativa. Eles são úteis para apoiar a comunidade escolar diante dos dilemas, problemas e dificuldades.
Mediar conflitos na escola
Tanto o professor quanto o gestor escolar atuam na mediação de conflitos na escola, que podem envolver estudantes, pais e profissionais da instituição.
Se, por um lado, o surgimento do conflito é fruto de algum equívoco na convivência entre as partes, a resolução da disputa é uma oportunidade de aprendizado para todos os lados.
Ao conversar com as partes envolvidas, tente fazê-los chegar a um acordo e enxergarem a situação pelo olhar do outro. Assim, você incentiva a empatia, a compreensão mútua, o autocontrole e a comunicação não violenta.
Ensinar a lidar com as diferenças
É essencial, para uma boa convivência, saber como lidar com as diferenças entre as pessoas.
Antes de tudo, é necessário que a criança reconheça a sua cultura, suas tradições e valores, habilidades e características físicas. Depois, é preciso reconhecer o lugar do outro e entender a pluralidade de ideias, crenças, fisionomias e assim por diante.
Por mais que esse processo pareça simples, ele é fundamental para a formação do estudante e ocupa, não por coincidência, boa parte das aulas de Educação Infantil.
No Ensino Fundamental e no Ensino Médio, essa competência é aprofundada no respeito à diversidade étnico-cultural e na valorização das diferenças.
Desenvolver habilidades socioemocionais (interpessoais)
A escola deve desenvolver as habilidades socioemocionais dos estudantes por meio de trabalhos em grupo, atividades de educação socioemocional e avaliações diagnósticas.
Essas habilidades são divididas em dois grupos: interpessoais e intrapessoais. O primeiro grupo corresponde às aptidões para se relacionar com pessoas, como a demonstração de empatia, a resolução colaborativa de problemas e a defesa dos direitos do outro.
O segundo grupo diz respeito à relação do indivíduo consigo mesmo, como veremos a seguir.
Aprender a ser

Para cumprir o quarto pilar da educação, a escola precisa:
Desenvolver habilidades socioemocionais (intrapessoais)
As habilidades socioemocionais intrapessoais incluem a identificação dos próprios interesses, a gestão das emoções e o reconhecimento de qualidades e defeitos.
São comportamentos, atitudes e modos de pensar indispensáveis para o autoconhecimento e o aperfeiçoamento pessoal. Por isso, a escola deve desenvolver essas habilidades.
Trabalhar o Projeto de Vida
A escola deve abordar o Projeto de Vida em todas as aulas e atividades, de alguma forma, para que o processo de aprendizagem do estudante esteja intrinsecamente ligado aos seus interesses e objetivos de vida.
Separar um horário da grade curricular para o Projeto de Vida, fazendo dele também um componente curricular, é uma forma de aprofundar os temas relacionados a identidade, autoestima, planejamento, resiliência, protagonismo e cidadania.
Valorizar as diferenças
Outra forma de fortalecer o quarto pilar da educação é valorizando, como diz a BNCC, “a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza”.
Isso pode ser feito por meio de aulas expositivas sobre diferentes culturas e tradições, palestras sobre bullying e discriminação e a contratação de profissionais de variadas etnias, raças, religiões, gêneros e orientações sexuais.
Como o Educacional contribui para o desenvolvimento dos 4 pilares?

O Educacional, Ecossistema de Tecnologia e Inovação, é uma área de negócios da Positivo Tecnologia que cria, organiza e distribui tecnologias educacionais para escolas e redes de ensino.
As soluções do Educacional promovem um ensino personalizado, ativo e colaborativo, com foco no desenvolvimento de habilidades cognitivas, digitais e socioemocionais.
Todavia, algumas soluções atuam, com mais veemência, em um pilar específico. É o caso do Inventura e do por exemplo, que fortalecem principalmente o aprender a fazer.
Qual dos 4 pilares da educação sua escola precisa aprimorar? Entre em contato com um dos consultores do Educacional para conhecer as soluções mais indicadas à sua instituição.
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