A educação maker é uma abordagem que incentiva os estudantes a criarem com as próprias mãos. A ideia é que eles consigam modificar, consertar ou construir objetos usando seu potencial criativo, em ambientes colaborativos e personalizados.
O intuito é, justamente, “colocar a mão na massa”, para que o aluno seja o protagonista do seu aprendizado. O conceito, portanto, possibilita novas e significativas experiências, tendo como foco a resolução de problemas e a inovação na prática pedagógica.
Quer entender o que é cultura maker e como adotá-la na sua escola? Acompanhe a seguir e fique por dentro do assunto!
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O que é cultura maker?
A cultura maker é uma extensão do movimento Faça Você Mesmo (Do It Yourself), que acredita que qualquer pessoa pode criar, consertar e modificar objetos com as próprias mãos.
Essa mentalidade leva as pessoas a inovarem, reciclarem, reutilizarem, serem proativas e mais criativas. Ao mesmo tempo, o movimento maker desestimula o consumismo exagerado e o descarte em massa de produtos não utilizados.
O termo se popularizou nos anos 2000, após Dale Dougherty criar uma empresa baseada neste conceito e produzir diversos materiais sobre o assunto.
“ sinaliza para uma transformação social, cultural e tecnológica que nos convida a participar como produtores e não apenas consumidores. Ele está mudando a forma como podemos aprender, trabalhar e inovar. É aberto e colaborativo, criativo e inventivo, mão-na-massa e divertido. Nós não temos que nos conformar com a realidade ou aceitar o status quo – podemos imaginar um futuro melhor e perceber que somos livres para fazê-lo.” – Dale Dougherty
Como funciona a cultura maker na educação?
Na educação, a cultura maker inspira uma atitude mais proativa das crianças, abrindo espaço para uma aprendizagem significativa. A regra é “aprender fazendo”, “colocando a mão na massa”, de preferência em uma sala maker, preparada para isso.
Assim, os estudantes são desafiados a construírem, consertarem ou modificarem objetos, aplicando conhecimentos de diversas áreas e se apropriando de novas tecnologias.
A educação maker trabalha habilidades socioemocionais como comunicação, colaboração, proatividade, curiosidade, criatividade e perseverança. Também é fortalecedora da aprendizagem baseada em problemas e da aprendizagem baseada em projetos.
É comum que as atividades maker nas escolas envolvam práticas de marcenaria, costura, pintura, desenho, engenharia, programação e robótica. Ou seja, é uma abordagem interdisciplinar, aberta até mesmo a conhecimentos e práticas de profissões específicas.
Educação maker e aprendizagem ativa
Sendo a educação maker uma abordagem educacional que enfatiza a aprendizagem ativa, a experimentação e a criação, ela se relaciona estreitamente com várias teorias educacionais, incluindo as de Jean Piaget, Paulo Freire e outros educadores renomados.
Jean Piaget, um psicólogo suíço, criou a teoria da aprendizagem do construtivismo. Segundo Piaget, os alunos constroem seu próprio conhecimento por meio da interação com o ambiente e da resolução de problemas.
A educação maker se alinha com essa teoria, pois os alunos aprendem por meio da experimentação e da resolução de problemas.
Já Paulo Freire, um educador brasileiro, desenvolveu a teoria da pedagogia crítica. Segundo ele, a educação deve ser um processo de libertação, no qual os alunos se tornam conscientes de suas próprias condições e são capazes de transformar sua realidade.
A educação maker também se relaciona com essa teoria, pois os alunos são encorajados a questionar, criar e inovar.
Outra teoria relacionada é a Teoria da Aprendizagem por Projetos, desenvolvida por John Dewey. Ela valoriza a experimentação e o erro e encoraja a colaboração e o compartilhamento.
Qual é a importância dela para os estudantes??

Um dos principais objetivos da cultura maker é proporcionar o aprendizado por meio da prática. Essa abordagem aumenta o engajamento dos estudantes, desperta o interesse da turma e facilita a compreensão de assuntos complexos.
Outro pilar do movimento maker é a colaboração entre os pares. Quando estamos trabalhando em parceria com outras pessoas nossas possibilidades de sucesso são muito maiores, não é verdade?
Por isso, além da expressão “Faça Você Mesmo”, o movimento maker nos diz: “Faça Com Os Outros!”. Assim, essa abordagem é perfeita para trabalhar a aprendizagem colaborativa.
A educação maker oferece uma variedade de vantagens para os estudantes, incluindo o desenvolvimento de uma educação empreendedora.
Ela ajuda os alunos a desenvolver habilidades como pensamento criativo, resolução de problemas, trabalho em equipe e gestão de projetos, que são fundamentais para o sucesso empreendedor e o mercado de trabalho.,
Os estudantes que passam pela educação maker se tornam cidadãos criativos, capazes de resolver problemas complexos e criar soluções inovadoras.
Além disso, ela favorece:
- a autonomia e a proatividade;
- o raciocínio lógico e pensamento analítico;
- a habilidade de manusear, compreender e criar tecnologias digitais;
- e a aprendizagem interdisciplinar.
Como aplicar a cultura maker na escola
Embora a cultura maker seja uma mentalidade e, por isso, vá muito além de um projeto ou atividade, a escola que quer aderir a esse movimento pode começar a sua jornada com a implementação de um projeto maker.
O Inventura é o projeto maker do Educacional, Ecossistema de Inovação e Tecnologia, que possui mais de 30 anos de experiência no segmento de educação.
Nas atividades do Inventura, os estudantes utilizam equipamentos eletrônicos e materiais criativos para elaborar em grupo suas invenções, de forma artística e divertida, a partir de temas relevantes da atualidade.
O objetivo do projeto é fomentar a educação maker na escola com atividades estruturadas envolvendo resolução de problemas, criação artística, trabalho em equipe, programação e pensamento computacional.
Assim, o Inventura ajuda as escolas a cumprirem a competência geral da Educação Básica de número 5, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):
“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”.
Estão inclusos no kit do Inventura:
- placa de programação micro:bit;
- sensores;
- atuadores;
- livro didático com 24 atividades;
- material de apoio para os professores;
- plataforma digital para registro de atividades e acompanhamento dos estudantes.
A solução é destinada aos estudantes do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental, tanto de escolas públicas quanto privadas.
Quer obter mais informações? Entre em contato com um dos consultores do Educacional e transforme sua escola com a educação maker!
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