A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
O programa Pense+ tem encantado não somente a equipe pedagógica da instituição, mas alunos e responsáveis que optam pelo Colégio pelo seu viés inovador.
O Colégio Estrutura existe há 26 anos, e nessas mais de duas décadas tem se empenhado em oferecer um ensino inovador e a frente das necessidades dos seus alunos. A instituição que começou como uma pequena escola de Educação Infantil, hoje atende alunos até o Ensino Médio, crescimento que o diretor administrativo, Bruno Ruggeri atribui à adoção de soluções tecnológicas para o engajamento dos alunos, aliado à dedicação dos educadores.
“Nós acreditamos muito na Educação. Hoje existem muitos produtos educacionais no mercado, então sempre procuramos conhecer bem primeiro, se gostarmos, se causar aquele brilho nos olhos, investimos mesmo, intensivamente!”, conta Ruggeri.
Essa paixão pela Educação e olhar estratégico para negócios, fizeram o diretor adotar o Pense+ como um programa complementar de aprendizado junto ao sistema de ensino já utilizado pelo Colégio. Ele conta que o programa tem sido apresentado como um diferencial do Colégio Estrutura.
“Tem sido um diferencial e tanto! Pois estamos trabalhando a Matemática, por exemplo, de forma lúdica e divertida, englobando outras áreas para criar interesse nas crianças. Percebemos que isso tem ajudado na fidelização dos alunos, muitos já querem saber o que irão ver no próximo ano, e os pais também”, diz.
Ruggeri observa que essa empolgação dos alunos é o reflexo do método de ensino adotado pela instituição, que preza pelo alinhamento à realidade dessa nova geração. “Não adianta ensinarmos como aprendemos, temos que trabalhar como eles pensam. Essa nova geração tem que pegar, testar, observar, por a mão na massa mesmo e, claro, tem que ter tecnologia, principalmente agora com a aceleração causada pela pandemia, a tecnologia cresceu muito”, explica.
Ele também destaca o engajamento dos pais com a plataforma do Pense+, segundo o diretor, os responsáveis tornaram-se mais participativos. Com a pandemia a escola entrou mais na casa dos alunos e a tecnologia foi essencial para envolver toda a família no aprendizado dos estudantes. Além disso, o programa tem encantado mesmo aqueles ainda não alunos do Colégio Estrutura.“Quando os pais vêem e conhecem o projeto, acabam colocando os filhos na nossa escola, pois compram a ideia do Pense+”, conta o diretor.
Aprendizado contínuo: escola participa de formações e encontros para se atualizar
Outro ponto que Bruno Ruggeri destaca como um ganho pela adoção do Pense+, é extra resources, o acompanhamento que a equipe do Educacional realiza com a instituição de ensino. Além da formação presencial e online com especialistas em tecnologia educacional, atendimento e consultoria ofertadas, o Educacional promove encontros mensais entre as escolas que utilizam o Pense+, o Pense Junto. “A troca de ideias com outras escolas é muito legal. A gente acaba conversando com escolas de outras regiões, com outras realidades, maiores e menores, e isso é muito enriquecedor! Você acaba recebendo muita informação e isso contribui muito para sempre estarmos nos aperfeiçoando”, finaliza.
Essa nova forma de ensinar e aprender é um dos braços da Educação 4.0 e vem se apresentando como um método cada vez mais engajador e estimulante para os alunos, que a cada dia estão mais ligados em inovação e tecnologia.
Um estudo realizado pela consultoria JS Brasil com participantes do Torneio SESI de Robótica, mostrou que a metade dos entrevistados aumentaram suas notas escolares depois de ingressarem no torneio. Fora que 94% dos participantes tiveram, ao menos, mais motivação e dedicação em matérias de exatas, como Matemática e Física.
Inclusive, já falamos aqui no nosso blog sobre o que a robótica educacional pode ensinar aos alunos, e os ganhos que ela oferece para a educação.
O Coordenador de Tecnologia do Colégio Suzano, Bruno de Paola, também percebeu uma melhora depois da implementação do ensino da robótica no Colégio, principalmente nas disciplinas de exatas.
“Após a introdução da robótica, pudemos perceber maior facilidade na Matemática e aumento de velocidade do raciocínio lógico, além de desenvolver o pensamento rápido e as soluções aplicadas em diversas situações dadas em sala de aula”, conta.
Algo que a aluna Bianca Fumes, 14 anos, concorda e destaca como um dos principais motivos de gostar das aulas de robótica: “eu gosto da robótica porque ela engloba algumas matérias como Matemática e Ciências e eu posso abusar da criatividade”, conta. Bianca, está participando da mostra da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) com um projeto desenvolvido por ela e mais 3 alunos do Colégio Suzano.
Juntos, eles desenvolveram um protótipo de um braço robótico para ajudar pessoas que sofrem de Osteoartrite, doença que afeta os movimentos das mãos.
“Esse projeto me trouxe uma experiência única, com ele eu pude ter um contato maior com o SPIKE Prime, eu conheci mais sobre a Osteoartrite e pude manter o foco no trabalho em equipe. O que possibilitou vislumbrar o incrível mundo da robótica!”, conta com entusiasmo.
Se as aulas de robótica já são emocionantes, participar de uma competição é ainda mais compensador. Pelo menos é o que pensa o colega de equipe de Bianca, Henrique de Paiva Prado, 12 anos. “Quando eu recebi a notícia de que eu iria participar da FEBRACE foi uma das maiores felicidades da minha vida”, diz.
Ele que sempre foi apaixonado por robôs, vê agora mais motivação para participar das aulas. “Eu gosto muito das aulas de robótica porque eu sempre amei robótica e é uma coisa que me deixa livre, eu não penso em mais nada além de montar o robô. Eu também gosto muito da robótica porque eu posso criar coisas para ajudar pessoas e isso me deixa muito feliz”, explica.
Essa alegria toda tem tido reflexo na aprendizagem e dado sentido às aulas. “Os alunos têm visto as aulas como uma oportunidade para algo maior, como se a aula não fosse o fim do movimento de aprendizagem, eles sabem que tem algo a mais acontecendo, então se dedicam para que sejam notados e façam parte dos próximos projetos”, explica Bruno de Paola.
O coordenador ainda define a robótica educacional como uma necessidade das escolas atualmente. “A escola do presente deve preparar o aluno para o futuro. Eu vejo um futuro cheio de robôs facilitando e entregando soluções para dores que o mundo tem hoje”, completa.
Embora o mundo dos Jetsons ainda não seja uma realidade, há muito mais robôs presentes no nosso cotidiano do que podemos imaginar à primeira vista. De aspiradores de pó autônomos em nossas casas a carros que se dirigem sozinhos. Sem falar dos robôs que montam carros nas fábricas.
E graças ao aumento exponencial do poder de processamento de nossos computadores, capazes de executar algoritmos de inteligência artificial cada vez mais sofisticados, a robótica é um campo em expansão!
Só isso é um bom argumento a favor da robótica educacional, mas há muitos outros, visto que esse tipo de aprendizado se utiliza da estratégia de “learning by doing” (aprender fazendo), e vem ao encontro da proposta da Educação 4.0.
Combinada a múltiplas disciplinas relacionadas ao STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), a robótica educacional estimula o trabalho em equipe, Cultura Maker, além de exercitar a autoconfiança dos alunos como conta a professora Ingrid Benites Rodrigues, do Colégio Nossa Senhora da Glória, Apucarana/PR.
“Com as aulas de robótica os meus alunos descobriram habilidades que não conheciam, aprenderam a trabalhar melhor em equipe e lidar bem com os erros. Nas aulas de robótica eles não se incomodam de refazer a mesma atividade várias vezes até solucionarem o problema. Mas, o que mais me encantou foi ver alunos com dificuldades de aprendizagem e de comportamento se sentirem à vontade para desenvolver projetos. Esses alunos que às vezes sentem dificuldade em acompanhar os colegas em sala de aula, na robótica tomam a liderança e sentem-se à vontade para expressar suas ideias. Percebo que a robótica faz com que a inclusão aconteça de verdade”, conta Ingrid.
Além disso, a robótica educacional é uma forma de engajar o aluno, inclusive nas disciplinas que os alunos facilmente se dispersam e param de prestar atenção, por acharem o conteúdo chato ou complicado demais. Verifique aqui http://www.insiderlifestyle.com/ para mais informações. É aí que a robótica entra em ação, pois ao mesmo tempo em que se divertem, os alunos podem mergulhar no mundo da tecnologia e da criatividade por meio de aulas instigantes e interativas.
“Podemos por meio de uma aula de robótica dar um “Start” para a construção de conceitos das áreas do conhecimento a serem trabalhados, testar hipóteses, criar soluções para situações problema, trazer a gamificação para trabalhar habilidades cognitivas e socioemocionais. Enfim, podemos colocar nosso aluno como protagonista da sua aprendizagem”, explica a professora Andrea Roussenq do Colégio Sinodal Ruy Barbosa, Rio do Sul – SC.
O impacto do ensino da robótica, tanto como matéria extracurricular como um conceito utilizado em todas as disciplinas, reflete na forma em que as pessoas enxergam a escola também, assim como os índices educacionais de uma região, como é o caso do município de Boa Vista, Roraima.
“Hoje o município de Boa Vista/RR tem a robótica educacional implantada em todas as escolas municipais. É uma metodologia que deu certo em nosso Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação e a prefeitura decidiu expandir para todas as escolas. Temos visto grandes resultados, como as conquistas nos torneios de robótica, onde nossa equipe em três anos já recebeu o prêmio Contra Todas as Adversidades, foram Champions Award e na terceira participação conseguiram a classificação para o internacional. Então, por meio desses resultados, podemos ver que o investimento com a metodologia só tem a somar com a educação da nossa cidade.” conta a professora Keila Silva da Costa
Que o mundo está mudando rapidamente todos nós sabemos e percebemos. O que precisamos acelerar é a forma como ensinamos as crianças e os adolescentes. Se por um lado o mercado exige profissionais ágeis, dinâmicos e criativos, por outro ainda encontramos ‒ e não pouco ‒ escolas ensinando como em 1900: professores falando, alunos enfileirados ouvindo, a conta não fecha.
Mas, furando a bolha do sistema educacional puramente tradicional, algumas escolas despontam e utilizam a tecnologia para formar alunos de maneira mais alinhada com o mundo em que vivem e que vão encontrar daqui para a frente. É o caso do Colégio Scalabriniano, no sul do Brasil, que em 2019 resolveu aplicar uma pesquisa interna para avaliar como os seus alunos do Ensino Fundamental se relacionavam com a programação, entendendo que esta é uma das habilidades mais relevantes para agora e para o futuro.
O resultado acendeu o alerta na instituição: 75% dos seus estudantes disseram nunca ter tido nenhum tipo de contato com a programação, ainda que indiretamente esse contato ocorresse todos os dias por meio do smartphone, por exemplo.
A pesquisa foi o ponto de partida para a escola buscar novas soluções que incluíssem a programação na rotina dos alunos. Foi assim, então, que conheceu o programa de Educação 4.0 Inventura.
Para testar a solução educacional, eles criaram um projeto piloto para as duas turmas do 6º ano do Ensino Fundamental dentro da grade de Matemática, atendendo inicialmente 50 alunos durante o segundo semestre de 2019. Ao término do período, uma nova pesquisa foi aplicada e o resultado surpreendeu a direção: os estudantes haviam mudado completamente a forma de ver a programação e responderam que suas habilidades no assunto tinham aumentado significativamente.
O programa foi expandido em 2020 para os alunos do 7º ano do Ensino Fundamental, mesmo no cenário de pandemia pelo qual o mundo está passando, e, apesar da insegurança inicial de incluir a proposta para novos estudantes, novamente o resultado foi positivo: 83% dos alunos classificaram como muito interessantes ou interessantes as aulas do Inventura de maneira remota e gostariam muito que ela continuasse mesmo nesse formato; 77% responderam que estão aprendendo o suficiente e que os conceitos propostos estão sendo úteis e fixados na sua base cognitiva.
Mas, afinal, o que é o Inventura e por que ele representa tão bem a nova educação?
O Inventura não é sobre aulas de programação e sim sobre utilizá-las para ensinar conceitos de qualquer área de estudo, permitindo que o aluno teste suas hipóteses e descubra as soluções para os problemas propostos.
Com esse programa, o aluno sai do modo passivo para se tornar protagonista do seu aprendizado, enxergando valor e significado no que está aprendendo. Ele deixa de apenas receber as informações e decorá-las para entender na prática por que aquilo é o que é.
E é aqui que o Inventura se torna tão essencial no novo modelo de educação. Porque ele aborda os conteúdos mais relevantes para a vida acadêmica e real do aluno ‒ desde ondas eletromagnéticas, comunicação sem fio, temperatura, umidade até Design Thinking ‒, colocando-o como descobridor das soluções.
Portanto, ao ensinar programação de forma individual e mão na massa, o Inventura permite despertar nos alunos o interesse por tecnologia, inovação e empreendedorismo, desenvolvendo competências fundamentais para o mundo em que eles vivem hoje.
* Jander Mesquita é Gerente de Vendas Internacionais no Educacional
Se você leu cantando, provavelmente sabe onde aprendeu essa música e, por consequência, a importância de lavar as mãos. Também se lembrará de diversos assuntos que apareceram na sua infância e que se repetiram durante toda a sua vida.
Muitos dos seus aprendizados foram introduzidos quando você ainda era criança, mesmo que não tenha percebido. Observe durante a leitura deste texto quantos conceitos você aprendeu em casa antes de ter ido para a escola. Agora imagine também como a tecnologia pode incentivar e potencializar o aprendizado das crianças.
A escola é um lugar em que conseguimos ativar diversas áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo aprendizado. Porém, você pode ter aprendido a ler ou a fazer contas antes mesmo de ter ido à escola. Inclusive, deve ter tido contato com outros idiomas ou conceitos de física de maneira divertida e com a ajuda da tecnologia da época, como, por exemplo, a televisão.
Se você nasceu (ou viveu) nos anos 90, deve se lembrar de diversos conteúdos entregues pela televisão brasileira que estimulavam seu cérebro e, após iniciar sua vida escolar, vários deles vieram à tona. Enquanto assistia ao programa “Castelo Rá-Tim-Bum”, você aprendeu a lavar as mãos, mas também aprendeu sobre arte, música, ciências, tecnologia e até história. Você já percebeu isso?
Vamos analisar um trecho da música ‘Lavar as Mãos’ do grupo Palavra Cantada e que estava inserida no programa: “A doença vai embora junto com a sujeira; vermes, bactérias, mando embora embaixo da torneira”. Muito provavelmente você não percebeu a palavra “bactéria” na sua infância, mas ela estava lá e tida como algo ruim que estava na sua mão. Por isso, pergunte a uma criança: “O que é bactéria?”. Ela te responderá que é um bichinho que faz mal à saúde. Os alunos do Ensino Fundamental já podem contextualizar um pouco mais, dizendo que se trata de algo que auxilia na digestão e na produção de iogurte, conhecimento esse adquirido na escola ou ainda por meio de propagandas.
Mas se você perguntar a um estudante do Ensino Médio, ele responderá que são microrganismos unicelulares e procariontes, alguns dos quais são responsáveis por doenças e outros essenciais à vida. Nessa etapa do ensino, ele já aprendeu a classificar as bactérias. O que quero dizer com isso? Que a tecnologia não substitui o professor e, muito menos, a educação, porém ela é uma ferramenta de estímulo e que facilita o entendimento do aluno, além de ser cada vez mais requisitada no mundo em que vivemos.
Observe que, mesmo em uma situação totalmente passiva de espectador, você foi estimulado em diversas áreas em um único episódio do programa de televisão. Dos passarinhos que te ensinaram quais eram os instrumentos até a caixinha de música que mostrava danças típicas. Foi assim, aliás, que muitas crianças começaram o processo de musicalização, o que facilitou a aprendizagem durante as aulas de música.
Fomos apresentados a diversos conteúdos de maneira divertida, como quadros famosos na parede da sala do castelo de cujos detalhes os personagens faziam análises técnicas, desde as cores até as expressões das pinturas. Ao final, falavam o nome da obra e o seu respectivo pintor. Certamente isso facilitou muito o reconhecimento das obras quando você aprendeu os movimentos artísticos e as técnicas de pintura.
Tíbio e Perônio ensinavam diversos conceitos físicos e científicos. Tia Morgana apresentou inúmeras histórias e arrisco dizer que foi na TV que você ouviu falar pela primeira vez sobre Zumbi dos Palmares e na escola entendeu quem ele foi e a sua importância para o país.
Após ser exposto a esses assuntos, você foi para a escola e lá teve acesso ao conteúdo no ambiente formal. Por isso, considerar a utilização da tecnologia para fins educacionais é considerar a pluralidade de conteúdos, mostrando que eles estão conectados.
Isso também se apresenta nos mais variados termos da educação, como STEAM (ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática). Nessa linha de raciocínio, você pode observar que a integração de diversos assuntos estimula ainda mais o aluno a aprender, mesmo que seja apenas um primeiro contato com o conceito. Com o tempo, ele aprenderá mais, se aprofundará mais no conteúdo e conseguirá absorvê-lo com mais facilidade.
Desse modo, entendemos que a tecnologia já é utilizada para ensinar há muito tempo e que o aluno é influenciado (positivamente) por ela. Portanto, os professores precisam entender que a tecnologia é uma aliada para utilizar a infinidade de conteúdos disponíveis dentro da educação. Mais do que isso, é uma forma de gerar mais e mais conteúdo para que as crianças consigam aprender e sejam estimuladas, mesmo que cada um em sua casa. Do vocabulário aos conceitos, você percebeu como é possível aprender simplesmente assistindo a um programa? Imaginou então como a tecnologia pode promover as metodologias ativas?
* Jonatan Alan é engenheiro mecânico, analista de projetos LEGO® Education no Educacional e apaixonado por robótica e avaliação educacional.
Cuidar emocionalmente dos nossos alunos faz toda a diferença: seja para o futuro deles, seja para a sua aprendizagem. A prova disso foram as grandes modificações que vivemos durante o ano de 2020, o que incluiu a educação e seu processo de ensino-aprendizagem desde a Educação Infantil até o Ensino Superior.
O isolamento social fez com que crianças e adolescentes precisassem lidar com os sentimentos que surgiram durante esse período, como, por exemplo, o estresse e a ansiedade. Nesse contexto, as competências sociais foram postas à prova.
Quando falo em mudanças no processo de ensino-aprendizagem, refiro-me a transformações e adaptações que o ensino vem sofrendo ao longo dos anos, mas que foram potencializadas durante a pandemia.
Educar uma criança nunca foi uma tarefa fácil. Conforme crescem, apresentam novas demandas e, em todas as fases, se deparam com adversidades e descobertas exigindo que professores, pais e responsáveis se reinventem também a todo momento.
Sabemos que o mundo escolar está muito focado nas habilidades cognitivas e em componentes curriculares tais como Português, Matemática, História e Geografia, entretanto precisamos ressaltar também a importância das habilidades socioemocionais que, inclusive, completam as cognitivas e vêm ganhando cada vez mais espaço nas discussões educacionais.
Essas habilidades se desdobram em atitudes, valores e comportamentos que podem ser aprendidos e experimentados na relação com o outro e com o espaço, na escola, na comunidade a que pertencemos e em nossas famílias.
As habilidades socioemocionais preparam os alunos para enfrentar os desafios da vida, por meio de um olhar mais empático e do autoconhecimento. Assim, o ato de se autoconhecer torna-se de extrema importância, pois, a partir dele, é mais fácil reconhecer o outro.
Essas competências são utilizadas cotidianamente nas diversas situações da vida e integram o processo de cada um para aprender a conhecer, conviver, trabalhar e ser. Ou seja, são parte da formação integral e do desenvolvimento do ser humano. São habilidades que podemos aprender, praticar e ensinar. Vivemos num mundo em constante transformação. Uma criança atualmente na Educação Infantil, por exemplo, ao longo de sua trajetória de vida passará por uma grande quantidade de mudanças científicas, tecnológicas e até comportamentais, portanto essa criança precisará de adaptações para viver. E como nós, educadores e pais, podemos preparar nossos alunos para esse novo mundo?
Por isso, é tão importante pensarmos que tipo de skills e capacidades nossos jovens precisam desenvolver nesse novo contexto de mudança tão veloz. É um momento de abrir-se ao novo, de desenvolver um mindset flexível ao mundo. E, para isso, nossos alunos precisam ser estimulados e estar abertos à criatividade e à flexibilidade e, assim, acolher novas mudanças o tempo todo.
A capacidade de se relacionar com o outro, respeitar diferentes pontos de vista, ser tolerante a diversas opiniões faz parte de um grupo de habilidades necessárias para a solução de problemas em qualquer profissão (e também na vida pessoal). Cooperação, trabalho em time, empatia, convívio com o outro para gerar resultados também fazem parte desse mesmo grupo.
O momento das aulas, seja on-line ou presencial, é para aprender. Mas isso também quer dizer aprender mais sobre si mesmo e desenvolver suas capacidades sociais e emocionais. É o período para deixar os alunos se expressarem e encontrarem as próprias respostas.
As metodologias ativas são ideais para esse processo de ensino-aprendizagem no qual o aluno é colocado como protagonista e o professor assume um papel de suporte. Como escola, precisamos nos propor a desenvolver pessoas como uma prática tão intencional quanto ensinar Português e Matemática.
É preciso entender que essas tarefas têm de ser feitas com intencionalidade, com acompanhamento específico. Não se pode ficar apenas no orgânico, pois os alunos precisarão sair com tais habilidades da escola para o mundo.
Para preparar nossos alunos do século XXI, os professores precisam ser incentivadores, mentores, investigadores, motivadores e tornar a sala de aula tão dinâmica quanto o mundo atual.
Este foi um ano em que tivemos que aprender a fazer as coisas de forma diferente, especialmente quando pensamos nas escolas. Há séculos, a sala de aula se materializa com um professor e um conjunto de alunos em carteiras enfileiradas. Mas em 2020 não foi assim: os alunos não estão mais em fileiras e sequer compartilham o mesmo espaço físico. Tivemos que ir para além das paredes da sala de aula.
Um novo termo ganhou destaque: “aula remota”. Os professores precisaram dominar ferramentas que antes não eram prioridade. O uso de tecnologia pelos alunos, que antes era até mesmo proibido em muitos momentos da rotina escolar, passou a ser obrigatório. De repente as aulas ficaram dependentes de tecnologia.
Professores passaram a criar vídeos, publicar suas aulas no Youtube, fazer lives… O que antes era considerado entretenimento passou a fazer parte do dia a dia dos docentes, pois foi necessário encontrar novas estratégias para que o ensino pudesse continuar, mesmo com os alunos em casa.
Estamos aprendendo uma nova forma de trabalho, mas como podemos avaliar o resultado disso? Como podemos saber se os alunos estão aprendendo? E como será o retorno para as escolas? Temos diversas orientações em relação aos protocolos sanitários, como a volta de 30% dos estudantes e a utilização do modelo híbrido, em que parte dos alunos está na escola e parte está em casa. Mas como o professor vai lidar com isso?
Depois de praticamente um ano estudando em modelo remoto, certamente, os alunos vão voltar diferentes para a escola. Será preciso dar um atendimento mais personalizado a cada estudante, entender as necessidades de cada um. Não basta a adaptação do espaço físico da escola, é preciso adaptar as estratégias de ensino.
Por exemplo, como lidar com o uso da tecnologia na escola? Antes o professor podia proibi-lo, mas e agora? Depois de tantos meses em que todas as atividades desenvolvidas pelos alunos dependeram do uso de tecnologia, será possível ignorar isso em sala de aula? E no modelo híbrido? Como será o uso dos dispositivos nos dias em que o aluno estiver na escola?
A personalização do ensino é uma realidade. É preciso buscar ferramentas que apoiem esse processo, que ajudem os professores a entender mais a fundo as necessidades de cada aluno; ferramentas que lhes forneçam dados para que possam definir suas estratégias pedagógicas de forma mais assertiva.
Não há mais espaço para os professores tratarem os alunos da mesma forma, é preciso garantir a aprendizagem de forma igualitária para todos, mas o caminho que cada um percorre é individual. Apoiar essa trajetória de cada estudante, estimular e incentivar cada um a superar suas dificuldades, a querer aprender mais, a buscar novos horizontes ‒ o papel do professor já não é o de transmissor de conhecimento, mas de alguém que inspira seus alunos.
Não tem sido um ano fácil, é verdade, mas é importante que possamos tirar boas lições de 2020 e observar o que aprendemos e evoluímos. Sem dúvida alguma, houve grande evolução na área de Educação. Professores perceberam a importância da tecnologia e suas aulas não serão mais as mesmas.
* Márcio Faria é gerente de produto no Educacional.
Diante do cenário de pandemia vivido em 2020, foi necessária uma completa reestruturação nas formas de ensinar e aprender. Com as salas de aula vazias, a inserção de novas ferramentas tecnológicas foi primordial para garantir a continuidade do trabalho pedagógico e para que professores e alunos pudessem se comunicar e desenvolver atividades de maneira remota.
Com a exigência de um novo modelo de ensino, e sem tempo para preparação prévia, as escolas enfrentaram o desafio de reinventar a educação no país. Nesse sentido, o Conselho Nacional de Educação (CNE), em conjunto com o Ministério da Educação e outras entidades, tornou públicas “Orientações educacionais para a realização de aulas e atividades pedagógicas presenciais e não presenciais no contexto da pandemia”.
O parecer do CNE traça um panorama da educação no Brasil e sua relação com outros setores da sociedade a fim de dimensionar o impacto da pandemia no retorno das aulas presenciais. Orienta, porém, que o setor educacional deve, gradativamente, retomar as atividades, fato que já ocorre em alguns estados da Federação. O intuito é garantir a reintegração dos alunos ao espaço acadêmico com respeito às normas de segurança pertinentes.
As instituições de ensino têm o dever de garantir a segurança de alunos e profissionais a partir de uma série de orientações de higiene e distanciamento, assim como de realizar ações pedagógicas para a retomada de conteúdos e recuperação de defasagens de aprendizagem.
Em todo o Brasil, secretarias de Educação e escolas particulares definiram protocolo de retorno que indica o ensino híbrido. Haverá aulas remotas diárias e aulas presenciais determinadas a partir de avaliação diagnóstica, em que atividades devem ser realizadas a fim de fortalecer a retomada de conteúdo, recuperação escolar e atendimento aos estudantes com maiores dificuldades.
Ao planejar esse retorno, é preciso que a escola faça uma análise de todos os aspectos que fazem parte do processo de ensino com o objetivo de garantir a saúde do ecossistema educacional. E essa fase de readaptação dos estudantes configura um desafio, principalmente no que se refere à retomada de conteúdos após o isolamento social.
Nesse momento, é importante que a escola possa contar com tecnologia educacional e conteúdo de qualidade. Plataformas educacionais, como ecossistemas adaptativos, que oferecem trajetória de aprendizagem individualizada e acompanhamento da evolução cognitiva de cada aluno, atendem plenamente às necessidades de diagnóstico e recuperação indicadas nos documentos oficiais, principalmente neste contexto.
Considerando, ainda, que no retorno às aulas presenciais o sistema de rodízio deverá ser implantado entre os alunos para garantir a saúde e bem-estar da comunidade escolar, esse tipo de plataforma pode ser considerado um importante aliado. Proporciona aprendizado individualizado, intuitivo e autônomo, sem abrir mão do acompanhamento remoto do professor, que pode analisar, avaliar e desafiar cada aluno em sua jornada.
Assim, alunos com mais proficiência e que tenham infraestrutura adequada nos seus lares podem continuar os estudos na modalidade remota ou híbrida, liberando espaço físico e professores para o atendimento daqueles com mais dificuldades ou que dependam das instalações da escola para acesso à tecnologia, materializando a equidade na educação em prol dos direitos de aprendizagem de todos.
Soluções de ensino adaptativo e personalizado fornecem alicerce para atividades remotas, presenciais ou híbridas. Isso contribui para minimizar as diferenças ao dar condições de evolução dos alunos no próprio ritmo, de forma sustentável. Inclusive, a característica de personalização dessas soluções, com feedback em tempo real em alguns casos, vai ao encontro das necessidades educacionais de todas as modalidades de ensino ao estimular a aprendizagem com autonomia. O ecossistema adaptativo promove a progressão dos estudos, de acordo com o perfil individual, sem a necessidade de supervisão constante do professor ou de familiares, pois oferece atividades de recuperação para os alunos que apresentam dificuldades e de incentivo para aqueles que têm condições de ir além.
* Regina Silva é diretora pedagógica da Unidade de Tecnologias Educacionais da Positivo Tecnologia. Este artigo foi escrito com a colaboração da consultora pedagógica Cilvia Moraes Ribeiro dos Santos.
A Tecnologia Educacional oferece soluções inovadoras que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem e transformam a sala de aula em um ambiente estimulante e desafiador.
Como as escolas estão lidando com a Educação 4.0? Em um mundo que se transforma em uma velocidade exponencial, o modo de aprender e ensinar já não pode ser o mesmo. É necessário virar a chave, mudar o nosso modus operandis e pensar em formas diferentes de como fazemos as coisas.Falamos mais sobre o assunto a seguir.
A mudança já está acontecendo!
Como exemplo prático podemos pensar em uma turma da Educação Infantil. O mundo que esses alunos irão encontrar assim que concluírem o Ensino Médio vai ser bem diferente da nossa realidade atual. Um mundo mais automatizado e robotizado. Com processos cada vez mais robustos, inteligentes e focados em inovação. Um mundo que exige novas skills (habilidades), e que valoriza tanto o fator humano quanto o conhecimento sobre as novas tecnologias.
Basta olharmos para as modificações que estamos vivenciando nos últimos anos para podermos, sem medo de errar, dizer que muita coisa estará diferente. É muito provável que nos próximos anos as cidades tenham alternativas diferentes e melhores para o transporte e a comunicação, que o acesso às informações seja mais equitativo e que isso possa contribuir para a democratização de muitos processos. Também é possível prever que teremos novos modos de vender e comprar coisas, projetos e ideias. Mas também é certo que novos problemas vão surgir e novas soluções precisarão ser criadas.
Separamos 5 habilidades que consideramos essenciais para este ”novo mundo”. Saiba quais são:
1 – Comunicação e colaboração
Trabalhar em equipe e por projetos acaba incentivando no desenvolvimento dessas habilidades.
2 – Iniciativa e empreendedorismo
Alunos com atitude empreendedora, que tenham visão a longo prazo e que tomem iniciativas serão de grande valia para o mercado de trabalho.
3 – Pensamento crítico e analítico
Analisar as situações antes de agir e pensar em diversas formas de resolver um problema devem estar na lista de ‘’to dos’’ para dentro e fora da escola.
4 – Curiosidade e imaginação
Alunos investigativos, criativos e curiosos podem ir mais longe. Escolas que valorizam ações inovadoras e focadas em criatividade sabem disso. 😉
5 – Domínio das tecnologias
É importante saber o que fazer com as novas tecnologias, e não apenas como operá-las. Os novos profissionais devem mediar os novos meios e tomar decisões inteligentes sobre o uso das tecnologias atuais, sempre lembrando que o futuro não é apenas tech e sim uma somatória de fatores.
Por onde começar a incentivar o desenvolvimento de todas essas habilidades?
No contexto da Educação 4.0, as instituições de ensino têm como desafio formar estudantes com habilidades e conhecimentos que os permitam compreender o mundo ao seu redor, reconhecendo seus problemas e sendo capazes de elaborar soluções criativas, desenvolvendo essas habilidades essenciais listadas pela nossa equipe.
É incentivar ações em que o aluno faça, inspire, compartilhe, jogue, programe, participe, aprenda, apoie, use ferramentas e provoque mudanças. Tanto on quanto off-line!
Santos (2018, p.198) nos mostra a importância da educação digital 4.0 e a relevância da educação híbrida que abarca espaços de aprendizagem presenciais e on-line, pois esta, é muito mais do que levar estruturas tecnológicas e equipamentos para os ambientes educacionais, entende-se que o ponto de partida é a construção de uma proposta repleta de intencionalidade que rege o processo de atividades on-line e presencial, com mecanismos de acompanhamento, avaliação e feedback constantes.
A educação nesse contexto tende a oferecer práticas que possibilitem o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para a vida do aluno e para sua vida no trabalho, pois passa a ser o construtor do seu conhecimento, por meio da autonomia e da colaboração.
Fonte: SANTOS, Katia Ethiénne Esteves. A Educação híbrida no processo de ensino-aprendizagem: uma proposta norteadora. Tese de doutorado – PUCPR, 2018.
O Inventura é uma solução educacional concebida para apoiar as escolas no projeto de estimular seus alunos a fazerem descobertas e invenções, para desenvolverem habilidades cognitivas e sociais aprendendo a ser, a conviver, a fazer e a aprender
Hoje todos podem aprender a programar, inclusive essa habilidade será uma das mais buscadas nos profissionais que chegarão daqui a alguns anos no mercado de trabalho. Falamos disso de forma mais abrangente em nosso E-Book ‘’A programação e as escolas como Polos de Inovação’’, clique aquipara baixar gratuitamente. #DicaPositivoVamos ao assunto do post? A cada ano, mais meninas se interessam pelas áreas de exatas, programação de códigos e plataformas tecnológicas. E isso aconteceu já não era sem tempo, certo?Dispositivos como o BBC micro:bit, que nada mais é do que uma placa programável que inspira a criatividade digital, ensina o fundamental da programação e possibilita infinitas ideias de projetos e de construção, provam que todos podem aprender a programar e que isso, definitivamente não é um bicho de sete cabeças ou apenas uma ‘’coisa para meninos’’.Veja um exemplo disso:Alunas da instituição inglesa Wimbledon High School tiveram a oportunidade de mostrar suas habilidades de programação, quando participaram do evento ‘Hack The Classroom’ da Microsoft, apresentando o BBC micro: bit.A partir de dispositivos BBC micro:bit, sensores e uma seleção de componentes adicionais, as alunas da escola independente de meninas tiveram total liberdade para criar um dispositivo de trabalho com o tema segurança no trânsito, usando ferramentas de aprendizado desenvolvidas pela Microsoft em parceria com a fundação BBC micro: bit.Trabalhando em equipes, as estudantes desenvolveram uma variedade de ideias criativas, que foram desde LEDs e semáforos acionados por sensores até um jogo infantil em que o jogador ganhava pontos por ter seguido com sucesso as regras de segurança nas estradas. A incorporação de sensores, LEDs e botões no design junto ao micro: bit permitiram que as ideias interativas se concretizassem.O diretor de Tecnologia e E-Learning da Wimbledon High School, Chris Thackray, acredita que iniciativas como essa são essenciais para preparar todos os estudantes para o futuro, sejam eles meninas ou meninos. ;)”O que quer que nossas garotas façam, a tecnologia será parte de suas vidas”, explicou ele. “Ou podemos nos envolver e ajudar os alunos a se tornarem construtores desse futuro, ou nos afastamos e deixamos a tecnologia moldá-los.”Edith Goakes, chefe de Física da escola, ainda completa. “Estamos acostumados a ver garotas sendo criativas em arte, teatro e música. Foi maravilhoso vê-las mostrar sua criatividade de uma maneira diferente, através do STEAM.”Assista ao vídeo feito pela Microsoft e veja na prática o aprendizado das meninas com o micro:bit:Uma ótima iniciativa! Sabemos que ainda é necessária uma quebra de paradigma da nossa sociedade, além de um grande movimento das escolas e famílias para que as meninas se interessem cada vez mais por programação. O que podemos fazer para que isso mude de cenário? É promover, cada vez mais, ações que incentivem que as alunas participem ativamente de campeonatos tecnológicos, criem projetos de STEAM e desenvolvam ações com foco na Educação 4.0 e em programação.O que vem mudando: Uma pesquisa realizada junto a estudantes do sexo feminino que participaram do projeto de implementação da placa programável BBC micro:bit na Inglaterra ressalta:45% das participantes disseram que definitivamente escolheriam a computação como carreira depois de usar o micro:bit. Só aí já conseguimos visualizar um aumento no interesse das meninas por programação – e podemos comemorar este resultado que vem avançando a cada ano. oVamos começar a programar na sua escola? Conheça o ambiente on-line do BBC micro:bit e teste agora seus códigos e projetos criativos. Veja aqui.Fonte: Element 14O Inventura te ajuda a criar ações voltadas à Educação 4.0 e promover a programação entre seus alunos.
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