A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
Você já parou para pensar em tudo que mudou nos últimos anos? O jeito de pedir comida, de escolher filmes para assistir, a forma de pedir um táxi, o meio de pagamento para contas, o jeito de transferir dinheiro e por aí vai. O mundo muda todos os dias e nós mudamos com ele.
Agora, e as escolas, elas têm conseguido acompanhar a evolução do mundo? Alguns podem até dizer que sim, que hoje suas escolas contam com dispositivos como computadores, tablets, projetores ou até mesmo lousas interativas. Mas o quanto o ensino mudou?
Pedir para que um aluno use a ferramenta de textos de um computador para entregar o trabalho ao invés de usar uma folha de papel almaço não torna o ensino tecnológico. A simples inserção de dispositivos em sala de aula, por si só, não faz com que uma escola se torne inovadora. É preciso ir além!
Escola x Inovação
O modelo de ensino de muitas escolas está defasado, replica o que foi implantado durante a revolução industrial, onde o que era feito nas fábricas foi levado para as salas de aulas. Esse sistema não atende as expectativas dos alunos e também não está alinhado com demandas do século XXI.
É fato que muitas escolas já fizeram investimentos significativos em dispositivos para levar a inovação para dentro das salas de aula. A pandemia vivida nos últimos anos foi, inclusive, a principal responsável por isso.
O grande ponto é que para que essas aquisições tragam resultados, é preciso uni-las ao método. As novas tecnologias precisam fazer parte do currículo escolar, assim como já fazem do dia a dia dos alunos.
Para isso, é importante que os gestores estejam atentos ao mercado, para investir em soluções de tecnologia educacional que façam sentindo para a realidade da instituição, venham ao encontro das necessidades de cada turma e promovam a evolução do ensino. Essa gestão escolar preocupada com as novas demandas, leva para o aprendizado dos alunos um ensino mais significativo e próximo de sua realidade.
Os professores, por sua vez, precisam deixar de lado o papel de transmissores do conhecimento, passando a atuar como catalisadores, incentivando o protagonismo de seus alunos. Além disso, precisam abraçar as novas tecnologias como aliadas na construção de aulas mais lúdicas e engajadoras.
Como formar cidadãos conectados com o amanhã
Entendendo que o futuro da educação é construído hoje e que escola é uma das principais responsáveis pela formação dos cidadãos do amanhã, educadores precisam trazer para sala de aula métodos, conceitos, modos de ensinar e recursos que ajudem a preparar seus alunos para o mundo que os aguarda.
Para isso, é indispensável trabalhar questões socioemocionais, incorporar às aulas novos conceitos como STEM e STEAM, desenvolver o pensamento matemático, além de incentivar a aprendizagem ativa.
As novas tecnologias são, sem dúvidas, recursos indispensáveis que não podem mais ser ignorados se buscamos a evolução da escola. Elas já são realidade na vida dos alunos e precisam se tornar parte do dia a dia escolar. Afinal, o ensino inovador e de qualidade caminha junto com o ensino tecnológico.
Após dois anos de perdas em decorrência da pandemia escolas particulares devem ganhar novo fôlego neste ano letivo; as análises do segmento educacional aconteceram durante o #Edutalks promovido pelo Ecossistema Educacional
“Tenho muitas boas notícias. O momento mais difícil para as escolas já passou, nós estamos entrando agora numa curva de crescimento que não vai ser rápida, é ainda uma fase de transição, mas é um novo começo para as escolas que chegaram até aqui”, foi assim que o CEO da Rabbit Consultoria Educacional, Christian Coelho, iniciou a conversa do #Edutalks promovido pelo Educacional sobre os desafios e oportunidades para o mercado da educação em 2022.
De acordo com o CEO a escola é sempre a empresa menos influenciada pelas crises econômicas. “É claro que se tem um problema grande com a macroeconomia isso vai afetar todo mundo, mas o que quero dizer é que, geralmente, as escolas são as menos abaladas. As famílias vão cortando outros gastos tentando preservar ao máximo a educação dos filhos. Mas ainda sim vivemos um momento extremamente desafiador como há tempos não se via”, completou.
Por isso, Christian fez questão de destacar a importância do planejamento estratégico para o primeiro trimestre. “Antes da pandemia não era incomum trabalharmos um planejamento anual, entretanto, na gestão de crise, a projeção anual fica muito mais distante. Por isso o olhar dos gestores precisa se concentrar a cada trimestre. Para se ter ideia, no ano passado, na época do pico da pandemia, as projeções eram quinzenais”, alertou.
O especialista em mercado educacional separou três eixos principais para os quais os gestores precisam olhar atentamente no seu planejamento estratégico:
1. CSR – Contingência das síndromes respiratórias.
CONTINGÊNCIA DAS SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS NAS ESCOLAS
Aqui Christian destacou a importância de se manter as escolas abertas e garantir a manutenção dos alunos para isso ele frisou a necessidade de se realizar uma ação de endomarketing com o público interno (alunos, pais, colaboradores) para criar uma relação de segurança.
Protocolos claros e seguidos à risca para que vejam a escola como porto seguro; atualização e continuidade dos protocolos de segurança.
As escolas devem seguir as recomendações sanitárias recomendadas pelas autoridades:
Troca de máscara a cada duas horas se for de tecido com camada dupla.
Uso do álcool em gel e distanciamento social a partir de um metro
Pedagógico: a escola precisa estar pronta para apresentar um projeto de recuperação de aprendizagens, estar disponível para os pais e mostrar como o caminho vai ser percorrido.
Marketing de conteúdo para o público interno, mercado, circunvizinho e prospects. A escola precisa se posicionar com conteúdo de utilidade pública para gerar o fortalecimento da marca. A sugestão do especialista é que de fevereiro até abril sejam desenvolvidos materiais focados nos interesses dos públicos internos e externos com objetivo de tornar a instituição de ensino um centro de informação segura e referencial.
Campanha institucional: ao trabalhar campanhas educativas e transmitindo segurança nas informações, todo o setor educacional sai fortalecido, pois os pais e responsáveis também passam a defender a manutenção das escolas abertas.
“Olhar para os colaboradores será mais importante do que nunca. Em caso de testagem positiva para covid-19 será preciso avaliar com ele a possibilidade de teletrabalho ou afastá-lo de acordo com recomendação médica. O importante aqui é saber que isso vai acontecer e que será preciso se planejar desde já. Se faltarem professores avalie as opções: online para cobrir essa ausência ou mexer na grade? É um trabalho gigante, mas será preciso planejar situações como essa”, destacou.
CULTURA ORGANIZACIONAL, GESTÃO E LIDERANÇA
As palavras nesse eixo, de acordo com Christina, são organização e alta performance. “O primeiro trimestre é o momento de arrumar a casa. É o momento de organizar a instituição. A gestão das escolas está se tornando cada vez mais profissional e, algumas delas podem ainda funcionar bem de maneira empírica, mas nunca irão alcançar a excelência”, atentou.
Gestão organizacional.
Cultura da empresa.
O destaque nesse item ficou por conta da gestão de crise. Christian destacou que se aprende frente a uma grande adversidade como, por exemplo, a pandemia, porque é quando se é retirado de forma bruta da zona de conforto. “Apesar de todos os problemas decorrentes desse momento, é inegável a velocidade e o volume de aprendizado organizacional acumulado. O planejamento estratégico sempre foi um exercício para catalisar o aprendizado em busca da criação da cultura organizacional da empresa, por meio de escolhas certas, com objetivo de gerar melhores resultados. Para que isso aconteça de forma natural é necessário a implantação dos processos fundamentais de gestão e liderança”.
CAMPANHA DE ALTA SAZONALIDADE
No terceiro eixo, o especialista trouxe alguns dados de mercado levantados pelo Grupo Rabbit de Consultoria Educacional.
“A sazonalidade neste ano está atrasada e isso não é necessariamente ruim porque quer dizer que ainda é possível fazer matrícula, especialmente do mercado da Educação Infantil e do Ensino Fundamental Anos Iniciais que tem cerca de 10% do mercado aberto até março”, explicou.
Christian deu ênfase a análise de indicadores para medir o desempenho da instituição de ensino administrada pelo gestor. “A sugestão aqui é a avaliação quinzenal dos indicadores de alta sazonalidade do mercado e a comparação com os dados internos: matrículas, rematrículas, perdas e procura. Por exemplo: se o mercado teve 30 procuras nesse período e sua escola teve 10, é preciso avaliar o que houve e possivelmente repensar a campanha. Sem dados comparativos não tem evolução”, advertiu.
Sobre a procura por escolas por meio de visita ou contatos telefônicos até 25 de janeiro, o especialista mencionou que o normal para essa época é ter 100% de procura em relação ao número de alunos. “Se sua escola tinha no final do ano 200 alunos ela precisa ter 200 procuras. No gráfico abaixo será possível verificar que as escolas menores tiveram 114% de procura e as escolas maiores, acima de 350 alunos, tiveram menos procura do que o restante do mercado. Ao mesmo tempo elas tiveram menos perdas, ou seja, estão estacionadas e quem entra não pode sair”.
Escolas menores – até 80 alunos – também estão tendo melhor desempenho em novas matrículas (19%). À medida que a escola cresce em tamanho, diminui seu desempenho na conquista de novos alunos, o que corrobora o ponto mencionado pelo especialista.
“Se sua escola está abaixo do que apresentamos no gráfico precisará rever o processo em especial as campanhas para o próximo ciclo. Mas, minha sugestão não é investir numa nova campanha agora por não ser muito efetivo, a não ser que essa seja a única saída para sua escola não quebrar. O importante aqui é estar em equilíbrio para recuperar no ano que vem”, observou Chrstian.
18% das escolas fecharam durante a pandemia.
Ele destacou também que o normal do mercado é de 25% de matrículas até março, ou seja, o segmento está mais lento que o costumeiro e, por isso, os gestores precisam ter um pouco mais de paciência. “A verdade é que não vamos recuperar dois anos de pandemia num piscar de olhos. Quem sobreviveu a esse período vai ter agora um pouco mais de estabilidade e se você chegou até aqui só se cair um meteoro agora para a sua escola fechar ”.
Já quando o assunto foi rematrículas, Christian destacou que a meta da Rabbit para as escolas que atendem é sempre de 75% até 31 de outubro e o que hoje esse percentual está 68%, portanto as rematrículas também estão atrasadas.
“O que esse número nos diz ao olharmos para a cerca de 10% de perda é que 85% do mercado está comprometido. Mas 15% estão soltos dos seus alunos e agora é agora de supervisionar pessoalmente essa operação”, incentivou.
Christian precaveu as escolas que estão abaixo dos 68% de rematrículas. “Nesse caso alguma coisa errada ou você já perdeu esse aluno e ainda não sabe”.
A recomendação do especialista em mercado educacional nesses casos é ir atrás desse percentual de rematrícula e novas matrículas buscando um contato mais pessoal para que haja um atendimento mais efetivo. “Do whats para uma ligação e de uma ligação para uma visita. Vale destacar que grande parte das escolas tem um bom atendimento, é difícil entrar numa escola que trate você mal. Mas as escolas têm muita dificuldade de vender, se você não está fazendo muita matrícula não ache que só uma questão precificação porque na maioria dos casos você vale o que você está cobrando, a questão geralmente é o convencimento”.
O CEO da Rabbit Consultoria Educacional, entretanto, alertou que o gestor só poderá acompanhar esse panorama se tiver um processo implementado de análise de dados. “O fato é que a maioria das escolas não registra dados então não sabem se de fato se estão tendo procura ou não. A regra da gestão tem que ser a de registrar toda sexta-feira os dados de procura e matrículas para poder traçar uma estratégia adequada”.
Sempre é tempo de revisar o planejamento estratégico da sua instituição, por isso preparamos um e-book especial sobre o assunto. Clique aqui para acessar gratuitamente!
Os últimos anos modificaram profundamente a realidade da educação. A escola que ora abre as portas para o novo ano letivo não é mais a mesma. A mudança não foi só metodológica e operacional. O que aconteceu nos dois últimos anos foi o nascimento de uma nova cultura da aprendizagem.
Isso não significa que a mudança foi repentina, a revolução tecnológica já estava instaurada e avançava relativamente rápido nos espaços escolares. O que se observou foi uma grande aceleração e consolidação de um movimento que já era uma tendência mundial. Esse movimento impactou escolas de norte a sul do país, os recursos digitais deixaram de ser meros coadjuvantes e hoje são indispensáveis em todos os contextos educacionais.
Não foram apenas alunos e professores que se viram envolvidos em uma reformulação de hábitos e conceitos (até então) sólidos; toda a comunidade escolar precisou de apoio para que o processo ensino-aprendizagem se integrasse a essa nova realidade.
Com mudanças e novas fórmulas sendo implementadas diariamente, a tecnologia e o contato humano foram das poucas unanimidades no novo modelo de educação, o qual representou uma reestruturação na forma de ensinar e aprender e mostrou que não só os alunos, mas também professores, gestores e família precisam reaprender a aprender.
Em 2022 os educadores trazem uma bagagem de muito aprendizado e a descoberta de fragilidades, especialmente na escola pública, que tem mais deficiências em infraestrutura e conectividade. Mas eles trazem também a percepção de que existem muitas oportunidades de aprimoramento, crescimento e fortalecimento de um processo educacional com equidade e humanização.
Nesse cenário, o novo processo ensino-aprendizagem é de uma complexidade muito simples: é necessário concretizar uma educação com equidade de oportunidades para todos os estudantes, independentemente do seu contexto, da sua idade ou do ano escolar que frequentam.
Historicamente, no início do ano as equipes pedagógicas em geral têm a preocupação com o diagnóstico dos alunos e, posteriormente, com a realização de atividades para a retomada do conteúdo, também chamadas de atividades de nivelamento.
Devido à semântica da palavra nivelamento ‒ que remete à ideia de horizontalizar, deixar plano e uniforme ‒, o Educacional adota a nomenclatura reforço personalizado. Esse posicionamento se dá pelo fato de que cada estudante é único, tem características individuais e ritmos distintos de aprendizagem, e o ensino deve respeitar e aprimorar essas especificidades. Esse direcionamento subjaz a intencionalidade pedagógica presente em todas as soluções educacionais do Educacional.
Com esse princípio, e a partir da maturidade social coletiva resultante dos últimos anos, é possível afirmar que as atividades de reforço personalizado a partir de agora ‒ e por um longo período – devem ocupar espaço de destaque nos planejamentos pedagógicos, pois os déficits de aprendizagem são cumulativos e podem ir se revelando gradativamente nos anos subsequentes.
Também se devem considerar as atividades personalizadas na situação oposta: alunos que têm total domínio do conteúdo, seja por estudo autônomo ou por melhor infraestrutura nos seus lares, também precisam manter-se estimulados, com atividades que permitam a progressão dos estudos com motivação.
Assim, o desafio que se apresenta para a educação da atualidade é: minimizar as diferenças, proporcionar condições para que todos os alunos possam evoluir e desenvolver suas habilidades em um processo educacional personalizado, que considera cada indivíduo na sua singularidade.
Essa é a melhor fórmula para que a escola possa oferecer um espaço interativo, moderno, que utiliza tecnologia e metodologias atrativas para os estudantes sem, contudo, abrir mão do contato humano e da afetividade.
Pauta da Agenda 2030 da ONU, oportunizar um ensino integrado em Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática é fundamental para dar acesso aos jovens as profissões que o mundo vai exigir muito em breve.
Meninas e meninos têm o mesmo interesse em invenções e fórmulas matemáticas nos anos iniciais da vida escolar, entretanto à medida que as meninas avançam de série o interesse diminui gradativamente e isso reflete na representação das mulheres nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM em inglês).
“Muitas meninas são impedidas de se desenvolver por conta da discriminação, pelos diversos vieses e por normas e expectativas sociais que influenciam a qualidade da educação que elas recebem, bem como os assuntos que elas estudam…A questão tem raízes profundas e coloca um freio prejudicial no avanço rumo ao desenvolvimento sustentável”. A constatação está no relatório “Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM)”, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Essenciais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as ciências, a tecnologia e a inovação impactam na forma de lidar com a mudança climática, a segurança alimentar, a melhoria da assistência médica, a administração dos limitados recursos de água potável e proteção da biodiversidade.
“Meninas e mulheres são partes fundamentais no desenvolvimento de soluções para melhorar a vida e para gerar um crescimento “verde” e inclusivo que beneficie a humanidade como um todo. Elas representam o maior grupo populacional inexplorado para se transformar nas próximas gerações de profissionais nas áreas de STEM – nós devemos investir no talento delas.”
Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), UNESCO.
ESTROGÊNIAS: MENINAS NA CIÊNCIA
“É preciso unir o ecossistema educacional para promovermos uma educação igualitária em STEM”, afirma Raphaella Caçapava, coordenadora da iniciativa promovida pelo Educacional – Ecossistema de Tecnologia Inovação.
Foi pensando em preencher essa lacuna e levar o debate para dentro das instituições de ensino que o Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação criou a iniciativa EstroGênias: meninas na ciência. “Só podemos resolver um problema quando entendemos que existe um, feito isso o próximo passo é debater, trocar experiências e criar formas de promover a mudança”, salienta.
A campanha acontece em várias frentes que vão desde a produção de conteúdo especializado sobre o assunto até o patrocínio de 25 times de robótica exclusivamente femininos de instituições públicas de ensino de todas as regiões do Brasil.
“Em 2022 o projeto cresceu e conseguimos com o resultado do ano passado vencer um edital que a Disney promoveu sobre o tema. Estabelecida essa parceria, abrimos o edital que agora vai formar e acompanhar educadores e alunas até agosto deste ano”, explica.
AS 250 meninas selecionadas pelas escolas vão criar projetos para competirem nas etapas regionais da FIRST® LEGO® League (a maior competição de robótica do mundo) e do desafio internacional do your :bit.
NaFIRST® LEGO® League elas serão desafiadas a repensar um caminho a seguir e inventar o futuro do transporte. Para isso, vão aplicar conceitos de STEM na criação de projetos de inovação, construção e programação de robôs e completar missões em que o objetivo final é se divertir.
Já no do your :bit, elas precisarão desenvolver um protótipo com a placa micro:bit para encontrar uma solução dentro de algum dos ODS estabelecidos pela ONU.
As meninas ainda farão a mentoria de outros alunos das instituições em que estudam para se tornarem multiplicadoras dos conceitos de inovação e STEM. Além da Disney e do Educacional, assinam a parceria do projeto a LEGO® Education, o micro:bit e a UNESCO.
“É importante para os direitos humanos, para a inclusão e para o desenvolvimento sustentável… precisamos estimular o interesse desde os primeiros anos de vida, combater os estereótipos,formar docentes (homens e mulheres) para encorajar as meninas a seguir carreiras em STEM, desenvolver currículos que sejam sensíveis às questões de gênero, realizar a tutoria de meninas e jovens mulheres e transformar mentalidades.”
Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), UNESCO.
11 DE FEVEREIRO: O DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA
O dia 11 de fevereiro foi estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2015, com a proposta de celebrar o feito de mulheres na área e lembrar a comunidade internacional de que a ciência e a igualdade de gênero devem avançar lado a lado, garantindo voz as ideias delas e incentivando as gerações mais novas.
“Por isso, esse dia também é um marco dentro da nossa campanha. Convidamos mulheres influenciadoras nas áreas STEM para realizarem desafios com LEGO® Education e micro:bit para mostrar que todos podem programar”, conta.
É possível acompanhar os desafios nos canais das influencers ou ainda nas redes sociais do Educacional.
AS CIENTISTAS MAIS RENOMADAS DO PAÍS INCENTIVANDO A EDUCAÇÃO EM STEM
Para fechar a segunda edição das EstroGênias, no Dia Internacional da Mulher, outra data simbólica, será realizado um evento online com cinco das mulheres brasileiras mais influentes no campo da ciência. Juntas elas vão contar suas histórias, debater a importância de uma educação e STEM e responder as principais dúvidas e desafios dos educadores sobre o assunto.
“O papel essencial da escola na formação em STEM” acontece no dia 08 de março, a partir das 17h e será transmitido ao vivo pelo Youtube. As inscrições são gratuitas, clique aqui para garantir a sua vaga.
Veja a lista de convidadas:
Márcia Barbosa, física, pesquisadora e professora
Professora titular de Física da UFRGS, membro titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Mundial de Ciências, ela foi considerada em 2020 pela ONU Mulheres uma das mulheres que mudou o mundo com a ciência e eleita pela Revista Forbes uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil. Também foi vencedora do prêmio Loreal-Unesco de Mulheres nas Ciências Físicas e do prêmio Claudia em Ciência.
Aline Carvalho, engenheira e head na STEM For Girls.
Bacharel em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Astrônoma amadora, membro da Sociedade Brasileira de Astronomia. Comissária de Vôo e cadete da Patrulha Civil Resgate de Socorro e Salvamento do Rio de Janeiro. Colaboradora do Projeto For Women in Science em parceria com a L’Óreal, UNESCO e Academia Brasileira de Ciências. Finalista do Hackathon do Programa das Nações Unidas para Refugiados com a criação da plataforma WELCOME. Embaixadora da Campus Party Brasil e Holanda. Homenageada pela Mauricio de Souza produções com Personagem do Projeto Donas da Rua em parceria com a ONU Mulheres Membro da ONG Women in Nuclear e Women in Aviation.
Ingrid Barcelos, física e pesquisadora.
Graduada em Física pela UFMG, mestra, doutora e pós-doutora em Física pela mesma instituição, com tempo de trabalho no Advanced Photonics Lab, no CNRNANOTEC Institute of Nanotecnology (Italy) em colaboração com o Prof. Daniele Sanvito. Pesquisadora na linha de Nanoespectroscopia de Infravermelho do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Atua na área experimental de Física da Matéria Condensada, com ênfase em óptica, Nano-espectroscopia de Infravermelho Síncrotron, óptica de campo próximo e efeitos de polaritons em materiais bidimensionais.
Solange Binotto Fagan, física, pesquisadora e professora.
Bacharel em Física, mestra e doutora em Física. Atualmente é professora Titular e Vice-reitora da Universidade Franciscana (UFN). Já atuou na UFN como coordenadora do Curso de graduação em Física Médica, Coordenadora do mestrado em Nanociências e Pró-Reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão.. É revisora dos periódicos internacionais: Physical Review B, Chemical Physics Letters, Journal of Physical Chemistry B, Physical Review Letters e Nanotechnology. Tem experiência na área de Física e Nanociências. Coordenou a Rede de Centros de Inovação em Nanocosméticos.
Ganhadora do prêmio Loreal para Mulheres na Ciência na área de Física. É membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências.
Thaisa Storchi Bergmann, astrofísica, pesquisadora e professora.
Professora do Departamento de Astronomia do Instituto de Física da UFRGS, é pesquisadora e membro da Academia Brasileira de Ciências desde 2009, presidente da Comissão X1 da União Astronômica Internacional. Presta assessoria científica ao Laboratório Nacional de Astrofísica e agências internacionais e brasileiras. Foi incluída pela Revista Veja no grupo de 12 pesquisadores brasileiros mais citados em publicações internacionais. Indicada ao prêmio da revista Cláudia na área de ciências. Também ganhou o prêmio L’Oréal-UNESCO para mulheres em ciência pela contribuição para a ciência como um todo e, particularmente, sua contribuição para a compreensão de como buracos negros interagem com suas galáxias hospedeiras e como isto afeta a evolução das galáxias.
Acolhimento, recuperação do currículo, déficit de aprendizagem, evasão escolar, participação da família e tecnologias educacionais estão entre os pontos de atenção das escolas em todo o país no retorno das aulas presenciais
O início de um novo ano escolar é sempre cercado de desafios. Conhecer os estudantes, entender suas realidades, suas dificuldades e facilidades, como aprendem, interagem…são muitos os pontos de atenção dos educadores para garantir que nenhum aluno ficará para trás ao longo do percurso.
A especialista em educação integral e analista de projetos educacionais, Cilvia Moraes Ribeiro dos Santos, destacou alguns dos desafios que tradicionalmente precisam ser superados pelos professores:
Cronograma apertado para dar conta do conteúdo e sanar as lacunas de aprendizagem de todos os alunos.
Pouco tempo disponível para atividades de integração dos estudantes, especialmente os que vêm de outras instituições e têm hábitos de estudo diversos.
Pouco tempo para produção de material/conteúdo.
Dificuldade em envolver a família no processo ensino-aprendizagem.
Entretanto, para além dos desafios já conhecidos pelos profissionais da educação, somam-se a eles novos obstáculos que precisarão ser superados devido aos últimos anos com a interrupção da rotina presencial escolar por conta da pandemia de covid-19.
“Algumas crianças em idade escolar nunca sequer foram para a escola. Os alunos que já frequentavam tiveram sua rotina interrompida abruptamente. Muitos perderam familiares, viveram o impacto financeiro com a perda de renda dos pais, deixaram de conviver com amigos e nem sempre puderam ter o suporte que precisavam para aprender em casa”, alerta a especialista.
Cilvia destaca que há muito mais disparidade no aprendizado, já que muitos alunos que não tiveram acesso ao conteúdo. “Essa diversidade exige que os professores tenham mais materiais, os planos de aula devem prever mais situações. Além do plano B é preciso um plano C, sempre tendo em vista que será preciso retomar muitas das aulas. O tempo afastado da escola deixou os alunos com a sensação de que a rotina é dispensável. Em se tratando de estudos, ela é fundamental, agora, mais do que em qualquer tempo”, completa.
A parceria com a família passa a ser ainda mais fundamental porque, de acordo com a especialista, a ruptura ocasionada pela pandemia vai surtir efeito por muitos anos letivos. “Somado a tudo isso, existe a falta de maturidade no uso das tecnologias. Elas têm sido a tábua de salvação nos últimos anos e, a partir de agora, farão parte das salas de aula. A escola terá que encontrar um equilíbrio para o uso saudável do celular, por exemplo, durante as aulas presenciais”, acrescenta.
DÉFICIT DE APRENDIZAGEM DEVE SER O PONTO MAIS PREOCUPANTE NA VOLTA ÀS AULAS
“Dentro de uma turma existem muitas realidades. Cada aluno é um, o contexto social varia, a estrutura familiar, o acesso aos materiais e à informação são distintos. Essa retomada tem que ter foco na proficiência dos alunos, buscando sempre a equidade”, ressalta Cilvia.
ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS: OS DESAFIOS COMUNS E DISTINTOS
As diferenças entre o ensino público e privado são conhecidas, mas ambos sistemas possuem desafios. Se por um lado a escola pública encontra dificuldades na infraestrutura, nos materiais disponíveis; nas turmas com lotação máxima de alunos, o que dificulta o trabalho pedagógico, por outro a escola particular, em alguns casos, possui um sistema rígido, não flexível, o que limita a criatividade e inventividade do educador.
“Porém, nos dois cenários há um desafio conhecido que cresceu assustadoramente nos últimos dois anos: a evasão escolar. Tanto as escolas públicas quanto particulares sofreram com a evasão, principalmente pelo afastamento em função da pandemia; agora esse é um desafio comum a todas as escolas e regiões do país”, explica.
“Conheço ótimos professores, que fazem trabalhos excelentes. Ainda tenho esperança que os educadores em geral voltem a ocupar espaço de destaque com o reconhecimento devido. Mas ainda precisa maior valorização profissional, condições para formação contínua e escolas públicas bem equipadas – com materiais de qualidade e tecnologias de ponta – para que os alunos tenham acesso precoce às inovações disponíveis.”
Cilvia Moraes Ribeiro dos Santos, especialista em educação integral e analista de projetos educacionais
ETAPAS DE ENSINO DIFERENTES, DESAFIOS DIFERENTES
Não bastasse os desafios já mencionados até aqui, há que se pensar em cada um dos obstáculos para cada etapa do ensino.
Cilvia explica que na Educação Infantil e no Ensino Fundamental o ponto mais crítico é a formação do professor. “Essa é uma discussão antiga. Tenho a impressão que os cursos de Licenciatura estão sempre um passo atrás em relação à realidade escolar. O profissional recém-formado tem grandes dificuldades quando se depara com a sala de aula, pois não tem o preparo adequado para avaliar as diferentes metodologias, além disso, o tempo é sempre curto; quando se têm muitos alunos com defasagens, e não há tempo hábil para recuperar esse déficit, isso vai se acumulando e o resultado é catastrófico para o aprendizado”.
Para a última etapa da Educação Básica a reformulação com a criação do Novo Ensino Médio foi o maior desafio, pois, segundo a especialista, trouxe muita insegurança para os gestores da educação no país, principalmente na implantação dos itinerários formativos.
“É importante lembrar que mudanças sempre têm esse efeito, foi assim com a BNCC, que hoje está totalmente assimilada pelos sistemas de ensino. Outro fato é que os jovens chegam ao colégio, no primeiro ano, já pensando na faculdade. O novo modelo tem como objetivo dar mais enfoque para a área de interesse dos educandos. Nesse caso, o desafio é manter essa motivação sem pular etapas pois, a melhor estratégia para se chegar ao Ensino Superior é apreender todo o conhecimento dos níveis anteriores”, acrescenta.
AS TENDÊNCIAS EDUCACIONAIS QUE TODA ESCOLA PRECISA ESTAR DE OLHO
Cilvia conta que muitas das chamadas tendências educacionais são assuntos que estão na pauta há anos, entretanto, o momento pede mais celeridade para incluí-las nas prioridades das instituições de ensino. A especialista separou as principais delas:
Processo de ensino-aprendizagem personalizado e humanizado, levando em conta que cada aluno é único e aprende à sua maneira.
Tecnologia é fator indispensável na educação da atualidade.
O modelo de aulas híbridas veio para ficar, portanto há que se criar uma cultura de equilíbrio da tecnologia com o contato humano.
O fator socioemocional ocupa espaço de destaque na educação: a falta de interação social e a vivência da pandemia, além de deixar lacunas no desenvolvimento socioemocional dos estudantes, apresentou o luto de forma muito ampla – na família, nos amigos, na mídia – todos estão fragilizados e o acolhimento é fundamental.
Os alunos são, de fato, protagonistas da aprendizagem, e os professores estão aprendendo a aprender com eles.
Apesar das dificuldades que precisam ser enfrentadas neste ano letivo, Cilvia é otimista. “Eu desejo que os alunos consigam construir sentido a partir daquilo que lhes é oferecido nas salas de aula. Que os professores tenham condições de retomar sua rotina, que as ações educacionais sejam coerentes e motivadoras, de acordo com a realidade de cada escola. Que ao final do ano, os professores se reúnam e digam, meus alunos são bons, venceram 2022 com méritos!”, finaliza Cilvia.
Seja qual for o desafio, o Ecossistema Educacional vai apoiar a sua instituição. Descubra como aqui!
Com o acelerado e dinâmico desenvolvimento da nossa sociedade, a necessidade de conhecimentos duradouros se tornou ainda mais evidente. Enquanto os conhecimentos fundamentais (aqueles exigidos, por exemplo, pelo MEC) continuam obrigatórios e essenciais, é cada vez mais importante focarmos no aluno em sua integralidade, observando seu desempenho e mediando ativamente para ajudá-lo a conquistar proficiência em habilidades como comunicação, colaboração, solução de problemas e criatividade.
Essas habilidades, de acordo com o relatório O Futuro do Emprego do Fórum Econômico Mundial de 2020 , estão em grande tendência de crescimento nas buscas por novos profissionais no mercado de trabalho de todo o mundo, mas também contribuem diretamente para o sucesso na vida pessoal . O Ecossistema Educacional está alinhado com a proposta da LEGO® Education para os desafios da educação diante dos efeitos pós-pandemia, com a entrega de um sistema sequencial e escalonável de ensino, o LEGO Learning System, ou Sistema de Aprendizagem LEGO em português.
Em um continuum que integra soluções maker e robótica para uma aplicação mais robusta e completa das metodologias STEAM, professor e aluno participam de um ambiente confortável para praticar atividades correlacionadas com o ano da turma. A evolução crescente dos contextos e experimentos leva a criança a se aprofundar cada vez mais nos estudos sem perder a essência do brincar com propósito.
Estamos realmente praticando aulas divertidas e com propósito?
Enfrentamos tempos muito difíceis na educação durante as restrições e os cuidados com a pandemia da covid-19. As crianças e os adolescentes precisaram adaptar-se a um modelo de aula remota que antes era exclusivo aos adultos mais disciplinados. Professores de todo o mundo provaram que é possível transformar, reinventar e adaptar. Mesmo que em muitas situações não tenham entregado tudo o que gostariam, fizeram seu melhor.
O brincar aplicado com propósito está fortemente enraizado em abordagens pedagógicas, como a aprendizagem baseada em projetos, que são conhecidas e aplicadas pela maioria dos profissionais da educação que pretendem aumentar o engajamento e o resultado dos estudantes. O brincar promove ainda o amor pela sala de aula, incentivando as crianças a explorar, experimentar e ser protagonistas da busca por conhecimento, interagindo com seus colegas.
Portanto, neste momento de retomada das atividades educacionais presenciais, devemos novamente repensar e nos preparar para receber os estudantes, verificando quão consistente está a promoção do engajamento e de atividades divertidas em sala de aula, colocando em foco o sucesso da formação integral do estudante.
Tendo esses propósitos em mente, o LEGO Learning System que compõe a solução GOMAKER do Educacional Ecossistema de Tecnologia e Inovação foi segmentado em uma linha evolutiva (de acordo com a faixa etária e a complexidade) e é composta de: Planos de aula;
Peças de construção;
Ambiente de programação;
Componentes eletrônicos;
Plataforma de apoio ao professor;
A aplicação deste formato é modulável, escalável e descomplicada. A equipe de implantação do Educacional pensou em todos os pontos necessários para apoiar as escolas neste momento e promove formação continuada, treinamentos e materiais de apoio planejados com o mesmo carinho que os professores e coordenadores têm com o retorno de seus alunos.
Descubra agora como uma solução reconhecida internacionalmente pode se encaixar na metodologia da sua escola, agregando um formato inovador ao currículo tradicional para engajar e melhorar a forma como seus alunos percebem o mundo.
Thiago T. Tamer, LEGO® Education Academy Certified Teacher Trainer no Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação.
Com o início de 2022, muito tem se discutido sobre o retorno das aulas presenciais, ainda que grande parte das instituições de ensino brasileiras já seguem o modelo híbrido ou presencial de aulas desde o ano passado. A diferença é que em muitos lugares do território nacional, o ensino presencial torna-se obrigatório. Mas, uma das principais preocupações nesse momento é pensar em medidas para trazer de volta para a escola os alunos que abandonaram os estudos, até porque nós somos um dos países que ficaram por mais tempo com as escolas fechadas: uma média de 50 semanas.
A evasão escolar atingiu cinco milhões de estudantes no Brasil, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em pesquisa realizada no final de 2020. A evasão que já era preocupante, aumentou 5% entre os alunos do ensino fundamental e 10% no ensino médio neste período, de acordo com dados fornecidos pela Agência Câmara de Notícias.
No segundo semestre de 2021, um levantamento realizado pelo Todos Pela Educação a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), mostrou que cerca de 244 mil crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos estavam fora da escola. Essa realidade representa aumento de 171% em relação a 2019, quando o número era de 90 mil crianças desta faixa etária estavam longe das salas de aula.
Mas, mesmo para aqueles que conseguiram continuar matriculados, a dificuldade esteve presente no acesso à internet, com quatro milhões de estudantes sem conectividade diária. O número do abandono por parte de estudantes do Ensino Médio foi aumentando gradualmente, pois, além de todos os problemas com a conexão à internet, muitos deles deixaram de estudar para trabalhar, visto que 45% dos jovens brasileiros estão em famílias que perderam parcialmente ou totalmente sua renda nos últimos dois anos.
Com o ano letivo prestes a começar, em um contexto em que a pandemia ainda é a realidade, secretarias e escolas terão que desempenhar esforços para atrair alunos. Neste momento, pensar e executar estratégias de busca ativa escolar será fundamental. Por isso, com o objetivo de criar uma força tarefa entre o governo e a sociedade civil para garantir a matrícula de todos que estejam em idade escolar, a subcomissão criada para acompanhar a educação na pandemia, apresentou um projeto de lei no Senado que declara 2022 como o “Ano da Busca Ativa: Toda Criança na Escola”.
A ideia surgiu durante debates com especialistas nas oito audiências promovidas pela comissão, em que apontaram que a pobreza agravada pela pandemia levou parte dos estudantes ao trabalho informal. E com o retorno das aulas presenciais, muitos acabam priorizando o emprego. Mas como fazer essa busca ativa na prática?
Sugestões para planejar a busca ativa
O fenômeno da evasão escolar é multifacetado e exige a articulação de diferentes áreas, com agentes do poder público, sistema municipal e sistema estadual, área da assistência social e conselhos de proteção atuando de forma intersetorial, combinada e sistêmica. Não existe uma receita pronta, tampouco é uma tarefa fácil, mas algumas ações podem ajudar.
O primeiro passo é encontrar esses estudantes. Com a crise econômica, muitas famílias brasileiras precisaram se mudar ou, pior, perderam suas moradias. Segundo um levantamento realizado pela campanha Despejo Zero, divulgado pelo Jornal Nacional, houve um crescimento de 340% no número de famílias despejadas de suas moradias entre agosto de 2020 e agosto de 2021.
Localizando esses estudantes, é preciso ativar uma rede de proteção social para garantir que essas crianças e jovens tenham restabelecidas condições físicas, emocionais e sociais.
Um ponto importante é que, mesmo entre aqueles que conseguiram escapar de situações sociais e econômicas mais críticas, será necessário lidar com impactos de saúde física e emocional para refazer os vínculos entre a instituição de ensino, educadores e alunos. Uma estratégia interessante para alcançar o sucesso dessa etapa é promover o acolhimento dos alunos e realizar um trabalho voltado para o desenvolvimento de competências socioemocionais.
Além disso, tem as ações de recuperação das aprendizagens em um cenário de desmotivação em voltar e permanecer na escola.
Realizar pesquisas periódicas com famílias e estudantes: esse diálogo permite identificar quais são as dificuldades que causam a falta de participação e mapear possíveis casos que têm risco de evasão. Esse acompanhamento é tão importante dentro da escola quanto o monitoramento feito dentro das secretarias de Educação.
Além disso, todas as informações devem estar devidamente registradas para, por meio de análise das evidências, conseguirem encontrar formas de solucionar os problemas encontrados. A sistematização e atualização desses dados contribui para facilitar o planejamento de ações futuras.
Embora essas medidas sejam bastante efetivas no combate a evasão, é fundamental que a gestão administrativa tenha respaldo técnico das ações em todas as esferas para dar segurança e efetividade na atuação. Pensando nisso, a Unicef desenvolveu a plataforma Busca Ativa Escolar feita em parceria com Undime, com o apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), para apoiar estados e municípios. A iniciativa busca garantir o acesso e a permanência dos alunos nas instituições ao permitir a identificação, registro, controle e acompanhamento daqueles em situação de abandono escolar. Para saber mais sobre esse projeto e inscrever a sua rede de ensino.
Cinco mulheres, de professoras a engenheiras, irão participar de um desafio e mostrar que meninas também se interessam por STEM
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência surgiu a partir de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Organização das Nações Unidas (ONU) e se comemora no dia 11 de fevereiro. A data é um marco para a promoção da igualdade de direitos entre homens e mulheres em todos os níveis do sistema educacional, sobretudo nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).
Pensando nisso e em incentivar as meninas no aprendizado STEM, convidamos cinco mulheres de diferentes campos dentro da Ciência e Tecnologia a participarem de um desafio conosco. Elas irão fazer uma atividade com o micro:bit mostrando que qualquer pessoa pode programar se tiver oportunidade, mesmo aquelas que nunca tiveram contato com a placa programável antes, como é o caso de algumas convidadas. Essa ação faz parte da campanha EstroGênias: meninas na Ciência da Tecnologia Educacional e tem como objetivo ampliar o debate sobre o tema por meio de exemplos inspiradores, que possam estimular as estudantes. Conheça as cinco participantes:
Allana Gabriela Gongoleski
Allana é pedagoga e trabalha há quatro anos na área de robótica educacional com crianças a partir dos 4 anos de idade, na Robot Education. “Iniciei o trabalho com a robótica por acreditar que é uma ferramenta facilitadora do ensino das disciplinas regulares e acaba tirando aquela separação tradicional entre matemática, ciência, história…tudo se mistura como é na vida real!”, conta entusiasmada.
Ela conta que em suas aulas as meninas são ainda minoria, cujo principal fator ainda é o pensamento da família: “robótica é mais coisa de menino, não é?”. Mas, sempre que tem oportunidade, ela exalta a participação feminina e suas contribuições para as Ciências. “Sempre mostramos exemplos de turmas mistas em peças publicitárias, falamos sobre a história da programação, que começou com Ada Lovelace, por exemplo. É só pesquisar um pouco para descobrir que o sucesso das meninas nestas áreas é tão grande, quanto o de meninos.”
Ana Caroline Follador
Pedagoga, especialista na área de tecnologia educacional, Cultura Maker, STEAM e aprendizagem ativa. Atua com Robótica Educacional há 10 anos. Também é gestora de projetos educacionais, palestrante, autora de materiais didáticos e juíza de torneios de Robótica, como a FIRST® LEGO® League.
“Quando iniciei há dez anos atrás, 99% dos meus alunos eram meninos, as poucas meninas que participavam eram motivadas pelos pais e irmãos e isso fazia toda diferença no envolvimento delas com as ferramentas. As meninas tinham tanto talento quanto os meninos. Com o passar dos anos, a participação delas foi ganhando destaque e muitas vezes os meninos disputavam as meninas para estarem em suas equipes de trabalho.” conta a professora que acredita que sua presença nas escolas fez toda a diferença para incentivar as alunas. “Na minha área a maioria dos professores de robótica eram homens, e tenho certeza de que o fato de eu ser mulher contribuiu muito para a mudança desse cenário nas escolas por onde passei ao longo da minha carreira, pois quando as meninas me viam no pátio da escola com os robôs explicando como funcionava a programação e como eu fiz para montar determinado projeto, os olhinhos delas brilhavam! Por isso falo da necessidade de inspirar as meninas por meio de exemplos que sejam próximos a elas.” diz.
Giovanna Gimenes Moeller
Desenvolvedora de front-end e a mais jovem do grupo, Giovanna cursa Sistema da Informação Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Sou apaixonada no mundo da tecnologia, especialmente nessa área de desenvolvimento e design de interfaces” conta a jovem de 20 anos. Ela explica que essa paixão começou na escola, “decidi que queria me tornar uma desenvolvedora aos 17 anos de idade enquanto cursava o meu ensino técnico em informática integrado com o Ensino Médio. Desde criança tinha muita proximidade com computadores e tecnologia, sendo esse um grande fator para que eu escolhesse o curso técnico na área e acabei me apaixonando fortemente por programação”.
Hoje ela compartilha os seus conhecimentos e descobertas nas redes sociais, incentivando outras meninas a seguirem a área. “Meus seguidores são maioria homens, porém o que me deixa feliz é que cada dia que passa mais mulheres chegam ao meu Instagram. No momento, tenho uma audiência de 30% do público feminino. Infelizmente ainda é pouco, mas em comparação com outros criadores de conteúdo de tecnologia na rede social, é um número relativamente alto.
Isso acontece devido a desproporção do número de mulheres e homens nessa área de tecnologia. Acredito que pelas barreiras criadas na sociedade que a área de exatas não é feita para mulheres. Precisamos desmistificar isso o mais rápido possível”, explica.
Julia Peron Metzger
Julia tem 25 anos e é engenheira da computação, sócia fundadora e projetista de Hardware dos Eletroblocks. Mas esse amor pelo STEM nem sempre existiu, ela conta que quando criança não gostava de Matemática, mas que uma aula no Ensino Médio mudou tudo.
“Foi um momento bastante marcante que fez minha cabeça explodir e querer me aproximar deste universo. Meu professor de física na escola estava criando um grupo de estudantes para realizar algumas aulas de robótica com alunos. No meu primeiro dia de aula do grupo de robótica, o professor nos mostrou como acender um LED e foi nesse momento que eu me encantei! Fiquei um bom tempo admirando aquele pequeno circuito que eu mesma tinha montado, minha cabeça fervia de ideias e coisas que eu queria construir e naquele momento eu decidi que eu queria acender LEDs a vida inteira (acender LEDs, era a minha referência para trabalhar com tecnologia). Foi a primeira vez que notei que a tecnologia se parecia muito com tudo que eu gostava de fazer e que possibilitaria eu criar diferentes coisas, exatamente o que eu mais gostava, porém agora com uma ferramenta nova, extremamente encantadora e cheia de possibilidades!” conta com brilho nos olhos.
Karolina França Eugenio
Karolina é uma desenvolvedora de software especialista em aplicativos e games, com mais de 10 anos de experiência ela já acumula 4 prêmios de nível nacional na área. Hoje ela compartilha o seu conhecimento nas redes sociais, principalmente no YouTube. “Tem aproximadamente 1 ano e meio que tenho o canal e tem sido uma experiência fantástica e diferente de tudo que já vivi nesses 10 anos como desenvolvedora. Me orgulho bastante de poder inspirar, de forma representativa, outras mulheres Que elas que se sintam capazes de entrar nesse mercado de tecnologia”, diz.
Cada uma com sua história e diferentes experiências irão se juntar a nós nessa corrente que é mostrar que todos podem fazer parte das mudanças tecnológicas, e que aulas de programação e robótica é lugar de meninas sim! Acompanhe as redes sociais da Ecossistema Educacional para ficar por dentro dos desafios. Siga-nos no Instagram @ecossitemaeducacional.
Nossa equipe de especialistas selecionou 5 itens da BNCC para incluir, asap, ao currículo de Matemática da sua instituição. Agora é hora de atualizar conteúdos e recursos, ficar atento às novas necessidades da Base Nacional Comum Curricular e se adequar o quanto antes. Veja tudo a seguir!
Todos que trabalham com Educação sabem, mas não custa lembrar, que a Base Nacional Comum Curricular – BNCCé um documento que tem objetivo de nortear o que é ensinado nas escolas do Brasil inteiro, englobando a Educação Básica, que vai da Educação Infantil até o final do Ensino Médio. Nesta atualização, a base enfatiza o desenvolvimento de competências no aluno. A partir disso, entendemos que a escola hoje deve pensar com muito cuidado em seu currículo, a fim de atender às novas demandas previstas no documento para todas as disciplinas e áreas, ajustando sua forma de ensinar. Na relação BNCC e Matemática não é diferente!
O órgão previu mudanças específicas na disciplina, e propõe cinco unidades temáticas, correlacionadas, que orientam a formulação de habilidades a serem desenvolvidas ao longo do Ensino Fundamental. São elas: números, álgebra, geometria, grandezas e medidas e probabilidade e estatística.
Dentro desses temas, nossa equipe de Matemática separou cinco itens para escolas de todo país ficarem atentas.
5 itens da BNCC para adicionar ao currículo de Matemática da sua escola (o quanto antes)!
Uso de Fluxogramas e gráficos
A partir de diferentes tipos de representação de informações, como fluxogramas e gráficos, os alunos identificam as relações entre os objetos representados (por exemplo, posição de cidades considerando as estradas que as unem, hierarquia dos funcionários de uma empresa etc.).
O uso de fluxogramas pode, inclusive, incentivar o aprendizado de programação, coding e de robótica. E, claro, é o tipo de conteúdo que vai acompanhar o aluno na universidade e mercado de trabalho, então quanto antes tiver contato, melhor!
Educação Financeira
A Base Nacional Comum Curricular incluiu a Educação financeira entre os temas transversais que deverão constar nos currículos de todo o Brasil. É o que institui o texto introdutório do documento, homologado pelo Ministério da Educação (MEC) em dezembro de 2017.
A Educação Financeira é uma área que aplica conhecimentos matemáticos à análise de questões ligadas a dinheiro. Temas como cálculo, resolução e elaboração de problemas que envolvem porcentagens e representação fracionária são sugeridos pela BNCC para contextualizar conceitos de educação financeira.
Consideramos a adição deste tema um avanço que permite que o aluno aprenda a lidar com o dinheiro desde cedo, algo fundamental para a formação de qualquer cidadão.
Softwares de geometria dinâmica
Programas de Geometria Dinâmica são ambientes virtuais voltados para o Ensino e Aprendizagem de Geometria de uma forma dinâmica, não estática (como, por exemplo, o quadro da sala de aula). Alguns conteúdos de Matemática a serem estudados a partir desses softwares:
Construções geométricas: ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares.
Transformações geométricas: simetrias de translação, reflexão e rotação.
Área de figuras planas.
Área do círculo e comprimento de sua circunferência.
Ah, um dos softwares mais conhecidos e usados é o Geogebra.
Uso de tecnologias
Para despertar o interesse e a motivação do aluno de hoje a aprender Matemática, uma alternativa é utilizar as tecnologias existentes como apoio no processo de ensino aprendizagem, tornando as aulas mais interessantes, criativas e dinâmicas.
#Dica É possível utilizar processos e ferramentas matemáticas no cotidiano, inclusive tecnológicas digitais, para resolver problemas rotineiros, dentro e fora da sala de aula.
Habilidades do Século XXI
Colaboração, autonomia, protagonismo, habilidades da educação 4.0, sentido prático, ético e propositivo, raciocínio lógico e espírito de investigação (para produzir argumentos convincentes); são alguns exemplos de competências que se esperam desenvolver a partir da BNCC. Outra competência importantíssima, principalmente em Matemática, é a resolução de problemas, com ênfase na investigação e no desenvolvimento de projetos e modelagens.
A Matemática e o BNCC: pontos de atenção
Quando a gente traz tudo isso para a realidade da sala de aula de Matemática, fica claro que hoje o aprendizado vai além do conteúdo do livro, plataforma educacional ou atividade.
Deve-se reconhecer a Matemática como associada a diferentes culturas e ciências para solucionar questões de caráter tecnológico e produtivo. Falamos aqui de interdisciplinaridade, novas formas de ensinar e novas competências para prestarmos muita atenção.
Na área de Matemática, a BNCC inventiva que os alunos entendam e tragam os problemas para a vida real com criatividade, pensamento crítico e colaboração. A responsabilidade do professor aqui não é apenas ensinar a calcular, mas sim mostrar aos alunos o que está por trás das operações e que existem relações entre essas operações.
Além da resposta correta, as crianças e jovens devem resolver problemas e aprender a justificar, explicar como e porque chegaram naquela resposta, mostrando o seu raciocínio para os demais colegas e professores.
É resolver situações práticas e não apenas questões técnicas e fórmulas.
#Dica O que vale destacar, é que a BNCC determina conteúdos essenciais, mas não define a forma e nem o método, isso quem define e proporcionará aos alunos é a própria escola.
Há mudanças e novas expectativas em relação à Educação de crianças e jovens. O que deve ficar claro é que o objetivo da base é que os alunos empreguem todos esses conhecimentos e valores em sua vivência escolar e social, tornando-os mais preparados para os desafios da vida pessoal e profissional. Viu só a importância de reavaliar o currículo de Matemática na sua instituição?
Fontes:
BNCC de Bolso – Como colocar em prática as principais mudanças da Educação Infantil ao Ensino Fundamental Luís Carlos de Menezes – Editora do Brasil
Evento acontecerá em setembro em Curitiba e visa levar o melhor em tecnologia e inovação educacional para escolas de todo o Brasil.
Nos dias 25 e 26 de setembro, você tem um encontro marcado com o festival de maior expressão da América Latina quando o assunto é inovação educacional: o LET’s GO Festival.
Serão 2 dias de muito conteúdo, experiências imersivas e networking, com mais de 800 gestores, diretores e coordenadores das maiores instituições de ensino, engajados em promover a revolução educacional nas escolas.
A ideia central de toda a iniciativa é estimular o interesse dos alunos através da cultura maker, que incentiva o aprender fazendo, a mão na massa e a constante construção prática.
O evento terá alguns apoiadores de grande expressão na área da educação inovadora, como a LEGO® Education, BBC micro:bit, Instituto Airton Senna, Instituto GRPcom, CITS – Centro Internacional de Tecnologia de Software e o Instituto Singularidades.
O QUE ESPERAR DO FESTIVAL?
Conteúdo: palestras e painéis explorando as diversas vertentes sobre Inovação Educacional. Ex: Aprendizagem criativa, robótica educacional, rumos da matemática, educação 4.0, tecnologia e o jovem, etc.
Workshops: muita imersão em mais de 15 oficinas;
Palestrantes:
Leo Burd – MIT – Massachusetts Institute of Technology
Jairo Bouer – Relatório: “Tecnologia e o Jovem”
Roger Finger – Inovação Aplicada
Miguel Thompson – Instituto singularidades
Mozart Ramos – Instituto Ayrton Senna
André Guadalupe – Instituto INVOZ
Marcia Padilha – Criamundi
Parahuari – Education, Technology and Inovation
Luca Rischbieter – Casa labirinto
Tatiana Klix – Porvir
Ezequiel Menta – SEED-PR
Lucia Dellagnelo – CIEB
Celia Senna – Inovação
Experiências: comprove na prática os benefícios das novas tecnologias aplicadas a educação;
Lançamentos: em primeira mão, estudos e torneios internacionais FLL Jr., estudo dos rumos da matemática e Micro:bit;
Trilhas: sugestões de roteiros de acordo com o seu interesse
Foodtrucks: +10 opções
Adicional: Hard Rock Café Experience
O LET’s GO Festival tem a proposta de ser um evento diferente dos congressos e feiras tradicionais, pois acredita que a melhor maneira de conhecer as novas tecnologias e suas aplicações é através da experiência imersiva, testar a fundo para compreender os benefícios, as metodologias e suas dinâmicas.
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