A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
A tecnologia passou a fazer parte da rotina das escolas brasileiras, exigindo das instituições a conformidade com as diretrizes do ECA Digital. Aplicativos e plataformas de comunicação, ferramentas de inteligência artificial, estão cada vez mais presentes no processo de ensino, ao mesmo tempo que cresce a preocupação com a exposição de dados pessoais de crianças e adolescentes e com os riscos associados ao ambiente digital.
O problema deixou de ser apenas tecnológico e passou a ser institucional. Muitas escolas utilizam ferramentas digitais sem avaliar como os dados dos alunos são coletados, armazenados e compartilhados. Essa lacuna permite que fotos circulem sem autorização, aplicativos capturem dados sensíveis e plataformas sejam adotadas sem critérios claros de segurança.
Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, promovida pela Cetic.br, 92% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos utilizam a internet — o equivalente a 24,5 milhões de jovens — e 96% acessam principalmente pelo celular. Esse cenário amplia a responsabilidade das escolas na mediação do uso digital e na proteção das informações dos estudantes.
É nesse contexto que ganha força o conceito de ECA Digital: a aplicação dos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente ao ambiente online, reforçada pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e por diretrizes de proteção digital infantil.
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O que é o ECA Digital e por que ele se tornou essencial para as escolas
Embora o termo ECA Digital não corresponda a uma lei específica, ele passou a representar a adaptação das garantias do Estatuto da Criança e do Adolescente ao contexto digital.
Na prática, este conceito reúne princípios do ECA, da LGPD e diretrizes de proteção digital infantil, seguindo recomendações oficiais do governo federal.
Isso se tornou ainda mais relevante com o crescimento das plataformas educacionais. Hoje, os sistemas escolares armazenam dados acadêmicos, imagens, registros de acesso e informações comportamentais dos alunos.
Segundo a LGPD (Lei nº 13.709/2018), dados de crianças e adolescentes devem receber proteção especial, exigindo transparência e, em muitos casos, consentimento específico dos responsáveis legais.
Para a gestão escolar, isso significa assumir uma responsabilidade maior sobre as tecnologias utilizadas no ambiente pedagógico.
O que o ECA Digital busca prevenir no ambiente digital
O ECA Digital surge como resposta a problemas que já fazem parte da realidade escolar.
Entre os principais riscos estão:
exposição indevida de dados pessoais;
compartilhamento de fotos e vídeos sem autorização;
cyberbullying;
vazamento de informações escolares;
acesso a conteúdos inadequados;
coleta excessiva de dados por aplicativos;
uso indiscriminado de inteligência artificial.
Em situações concretas, esses problemas aparecem. Professores utilizam aplicativos ou sites gratuitos sem verificar políticas de privacidade, grupos de mensagens compartilham dados de alunos sem controle e plataformas armazenam informações sensíveisem servidores externos.Entre os desafios da educação contemporânea, cresce o uso de ferramentas de inteligência artificial por estudantes sem orientação adequada, aumentando riscos relacionados à privacidade e desinformação
O que muda na prática com as exigências do ECA Digital para a escola
A adequação ao ECA Digital impacta diretamente a gestão escolar e o uso da tecnologia em sala de aula. A adoção de plataformas digitais passa a exigir mais planejamento, transparência e controle institucional.
Responsabilidade sobre dados e uso de plataformas digitais
As escolas passam a ter maior responsabilidade sobre os dados utilizados em ambientes digitais, incluindo: informações cadastrais, registros acadêmicos, imagens, vídeos, atividades online, registros de acesso e comportamentos.
Antes de implementar qualquer ferramenta, a instituição precisa analisar detalhadamente: quais dados serão coletados, onde serão armazenados, quem terá acesso às informações e como será obtido o consentimento das famílias.
Essa análise é importante porque muitas plataformas educacionais utilizam armazenamento em nuvem e integração com serviços externos. Portanto, a escolha tecnológica se torna um componente da estratégia de integridade digital da escola, alinhando a prática pedagógica à LGPD nas escolas.
Novas exigências para gestão e documentação escolar
O ECA Digital também transforma a rotina administrativa e pedagógica das escolas. Na prática, a instituição passa a precisar de mais organização, controle e clareza sobre como a tecnologia é utilizada no dia a dia.
Alguns processos passam a exigir maior acompanhamento e formalização, incluindo o ciclo de vida completo dos dados, desde a coleta e o armazenamento até a autorização de imagens, o controle de acesso a sistemas e a documentação rigorosa sobre as ferramentas utilizadas pela equipe pedagógica.
Isso significa que a escola precisa definir critérios mais claros para a utilização de recursos digitais, evitando a adoção de recursos sem validação institucional ou ferramentas sem transparência sobre tratamento de dados.
Além do aspecto operacional, essas mudanças também impactam a rotina pedagógica. Professores e gestores passam a atuar de forma mais consciente sobre privacidade, governança digital e exposição de informações dos estudantes dentro e fora da sala de aula.
Tecnologia será proibida nas escolas? Entenda o que o ECA Digital realmente diz
Uma dúvida comum entre gestores é se o ECA Digital limita o uso da tecnologia nas escolas. A resposta é não.
O objetivo não é proibir ferramentas digitais, mas incentivar um uso seguro, consciente e pedagogicamente estruturado. O ECA Digital estabelece uma distinção clara entre o uso indiscriminado e a adoção de recursos digitais com supervisão e objetivos pedagógicos definidos, garantindo a proteção adequada dos alunos.
Sem planejamento e supervisão adequada, aumentam os riscos de exposição de dados, distrações excessivas e acesso inadequado a conteúdos online. Por outro lado, ambientes digitais bem estruturados ampliam criatividade, pensamento crítico e aprendizagem ativa.
Quais cuidados os gestores devem adotar para garantir conformidade com o ECA Digital
A adaptação ao ECA Digital depende de ações práticas e contínuas dentro da escola. Para reduzir riscos e fortalecer a proteção digital no ambiente educacional, gestores precisam estabelecer critérios claros para o uso da tecnologia, definir processos internos e acompanhar de forma mais próxima como as informações circulam na rotina escolar.
Políticas internas e controle de dados
O primeiro passo é criar políticas internas claras que abordem o uso de dispositivos, o compartilhamento de imagens, o armazenamento de dados, a utilização de aplicativos externos e a segurança digital institucional.
Também é importante mapear quais ferramentas estão sendo utilizadas pela equipe pedagógica e evitar plataformas sem transparência sobre tratamento de dados.
Formação de professores para uso seguro da tecnologia
Os professores têm papel central nesse processo. Por isso, investir em formação continuada se torna essencial.
A equipe pedagógica precisa estar capacitada para compreender boas práticas de supervisão tecnológica, o tratamento de privacidade e proteção de dados, os riscos inerentes ao ambiente online, o uso ético da inteligência artificial e os critérios para a escolha de ferramentas educacionais.
A proteção digital, portanto, transcende a responsabilidade individual do professor e deve se integrar ativamente à cultura institucional da escola.
Como o ECA Digital impacta o currículo e a rotina pedagógica
O impacto do ECA Digital vai além da gestão administrativa e da segurança das informações. Ele também reforça o papel da escola na formação de alunos mais conscientes, críticos e preparados para lidar com os desafios do ambiente digital.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já prevê competências relacionadas à cultura digital, ao pensamento crítico e ao uso ético das tecnologias, mostrando que a educação digital deve fazer parte da formação integral do estudante — e não apenas de regras sobre comportamento online.
Essa preocupação acompanha um cenário cada vez mais desafiador. Segundo a SaferNet Brasil, casos relacionados a crimes cibernéticos, exposição online e violência digital envolvendo crianças e adolescentes cresceram 28% só em 2025, reforçando a importância de orientar os estudantes sobre segurança e comportamento no ambiente digital.
Na rotina pedagógica, isso significa ensinar os alunos a utilizar a tecnologia de forma mais consciente, segura e responsável. Temas como privacidade, ética digital, combate ao cyberbullying, verificação de informações e uso consciente da inteligência artificial passam a fazer parte das discussões dentro e fora da sala de aula.
Para Rodrigo Nejm, psicólogo e especialista em educação digital do Alana, a conformidade legal projeta um futuro de criação:
“Quem sabe nossos estudantes possam ser formados agora, com o ECA Digital e com as políticas de educação digital, como sujeitos capazes, inclusive, de criar novas tecnologias. Os futuros criadores de tecnologia, mesmo de inteligência artificial”.
Nesse contexto, investir em um ecossistema digital estruturado e alinhado aos objetivos pedagógicos da escola se torna cada vez mais importante para integrar inovação, aprendizagem e segurança no ambiente educacional.
Tecnologias educacionais seguras: como inovar sem comprometer a proteção de dados
A escolha das ferramentas utilizadas pela escola influencia diretamente a segurança digital dos estudantes.
Por isso, cresce a busca por soluções educacionais estruturadas e alinhadas às exigências de proteção das informações. Tecnologias desenvolvidas especificamente para o ambiente educacional tendem a oferecer mais controle pedagógico, supervisão e segurança do que aplicativos genéricos utilizados sem planejamento institucional.
A Robotis, por exemplo, oferece um ambiente controlado de robótica educacional, permitindo que os alunos desenvolvam programação e pensamento computacional com acompanhamento pedagógico e supervisão.
Já o LEGO® Education Computação & IA proporciona experiências de aprendizagem voltadas à computação e inteligência artificial em ambientes organizados, alinhados aos padrões curriculares e ao uso ético da tecnologia.
Além do aspecto pedagógico, essas plataformas ajudam a reduzir riscos relacionados à exposição indevida de dados e ao uso descontrolado de aplicativos externos.
Como adequar sua escola ao ECA Digital sem abrir mão da inovação?
Adequar-se ao ECA Digital não significa limitar o uso de recursos tecnológicos. O desafio está em tornar o ambiente educacional mais seguro, estratégico e preparado para a realidade digital vivida por crianças e adolescentes.
Esse processo envolve a revisão das ferramentas utilizadas, a definição de políticas internas, a capacitação docente, a análise de riscos digitais e a escolha de tecnologias educacionais alinhadas à proteção de dados e à supervisão pedagógica.
Mais do que utilizar plataformas digitais, as escolas passam a assumir um papel ativo na proteção da privacidade, da segurança e da integridade digital dos alunos.
As instituições que estruturam esse processo fortalecem a confiança das famílias, reduzem vulnerabilidades jurídicas e criam experiências pedagógicas mais seguras e alinhadas às exigências da educação atual.
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O Brasil alcançou, em 2025, o melhor resultado histórico de alfabetização: 66% das crianças concluíram o 2º ano do Ensino Fundamental alfabetizadas na idade certa, segundo o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado pelo MEC e pelo INEP em março de 2026. O avanço de quase 10 pontos percentuais em dois anos representa cerca de 190 mil crianças a mais alcançadas entre 2024 e 2025.
O resultado é real e o desafio também. Cerca de 780 mil crianças ainda concluem o 2º ano sem estarem alfabetizadas. A meta nacional é chegar a mais de 80% até 2030, o que significa que o próximo salto precisa ser ainda maior, e chegar onde as políticas ainda não chegaram: turmas heterogêneas, regiões com infraestrutura limitada, e alunos com diferentes perfis de aprendizagem.
O cenário internacional reforça a dimensão do desafio estrutural. No PIRLS 2021 — único estudo global de compreensão leitora para o 4º ano do Ensino Fundamental —, o Brasil ficou na 52ª posição entre 57 países participantes, com média de 419 pontos em uma escala em que a referência internacional é 500. Mais de 62% dos estudantes brasileiros do 4º ano estão abaixo do nível básico de leitura.
Para transformar essa realidade nos anos em que ela ainda pode ser revertida — o 1º e o 2º ano do Ensino Fundamental —, é necessária uma solução que evolua junto com as necessidades pedagógicas da sala de aula e esteja alinhada ao que a BNCC define como prioridade absoluta para os anos iniciais.
É nesse contexto que apresentamos a mais recente atualização da Mesa Educacional: as novas Trilhas do Conhecimento.
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O que são as Trilhas do Conhecimento
As Trilhas do Conhecimento são o novo conjunto de atividades incorporado à Mesa Educacional, composto por 12 módulos pedagógicos desenvolvidos especificamente para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. A atualização amplia o repertório da solução nas duas áreas centrais da alfabetização: Língua Portuguesa e Matemática.
As 5 novas atividades de Língua Portuguesa
Os cinco módulos de Português aprofundam o trabalho com:
Consciência fonológica e reconhecimento de letras
Formação de sílabas e estruturação de palavras
Hipóteses de leitura e escrita
Construção de sentido a partir da leitura
Letramento aplicado a contextos cotidianos
A abordagem está alinhada ao campo de Práticas de Linguagem da BNCC para o ciclo de alfabetização, com progressão pensada para a faixa etária.
As 7 novas atividades de Matemática
Os sete módulos de Matemática trabalham:
Reconhecimento e construção do sistema numérico
Operações elementares e situações-problema
Sequências numéricas e raciocínio lógico
Comparação de quantidades e classificação
Noções iniciais de espaço, forma, grandezas e medidas
As atividades contemplam as cinco temáticas estruturantes da BNCC para Matemática: Números e Operações, Espaço e Forma, Grandezas e Medidas, Tratamento da Informação, e Álgebra.H3: A conexão pedagógica com o Aprimora
As Trilhas do Conhecimento foram construídas a partir da mesma arquitetura pedagógica do Aprimora Níveis 1 e 2 — a plataforma adaptativa do Educacional para os anos iniciais. Isso tem um significado prático: as atividades chegam às Trilhas com uma estrutura já validada, com progressão definida e com coerência metodológica em relação a um ecossistema mais amplo de soluções da marca.
Aprendizagem ativa: por que a tecnologia é importante nos anos iniciais
A BNCC estabelece, para o ciclo de alfabetização, que as práticas pedagógicas devem garantir às crianças “experiências nas quais possam interagir com diferentes linguagens e conhecimentos”, com ênfase na consciência fonológica e fonêmica como eixo estruturante do processo de leitura e escrita nos anos iniciais.
Isso tem uma implicação concreta para a escolha de tecnologia educacional: crianças no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental aprendem de forma significativamente mais eficaz quando podem manipular, explorar e agir sobre os objetos de aprendizagem — não apenas observar ou clicar. Não se trata de tornar o processo lúdico por razões estéticas. Trata-se de respeitar como o cérebro infantil constrói esquemas conceituais: do concreto para o abstrato, do físico para o simbólico.
Em alfabetização, isso significa trabalhar com letras como objetos concretos, formar e desfazer palavras, associar sons a símbolos visuais — o que a BNCC nomeia como trabalho com “relações entre grafemas e fonemas” no Campo de Práticas de Linguagem. Em matemática, significa operar com quantidades antes de abstraí-las em numerais — em linha com as habilidades EF01MA01 a EF02MA06 da BNCC, que priorizam a construção do sentido numérico antes da formalização algorítmica.
A Mesa Educacional é uma solução que integra hardware, software, material concreto e realidade aumentada. Em sala de aula, até quatro alunos trabalham simultaneamente no equipamento, em uma experiência colaborativa que combina interação digital com manipulação física. E tudo isso funciona de forma plena sem necessidade de conexão à internet — o que garante que a inovação chegue a qualquer escola, em qualquer região, independentemente da qualidade da infraestrutura local.
O que muda na prática para escolas e redes de ensino
Para escolas que já utilizam a Mesa Educacional
A atualização com as Trilhas do Conhecimento está disponível para instituições que possuem a versão mais recente do hardware da Mesa Educacional. Essas escolas podem incorporar os novos módulos ao repertório pedagógico já em uso, renovando as possibilidades de atividades com os alunos e expandindo a duração útil da solução em sala de aula.
Para escolas com modelos anteriores do equipamento, a atualização específica das Trilhas do Conhecimento não está disponível. O time comercial do Educacional pode orientar sobre alternativas de atualização ou renovação do equipamento.
Para escolas e redes que ainda estão avaliando a solução
Gestores e secretários de educação que avaliam a Mesa Educacional encontram, neste momento, um cenário particularmente favorável: a solução chega ao novo ciclo escolar com um repertório expandido, alinhado às prioridades da BNCC para os anos iniciais, e com a garantia de que continua em desenvolvimento ativo.
Mesa Educacional: uma solução com 30 anos de evolução
Desde 1994, o Educacional desenvolve e distribui soluções tecnológicas para a alfabetização e o aprendizado nos anos iniciais. A Mesa Educacional, especificamente:
Está presente em mais de 40 países
Atende mais de 7,5 mil escolas
É utilizada em mais de 150 municípios brasileiros
Já foi utilizada por mais de 1,6 milhão de crianças
A solução também integra recursos consolidados de acessibilidade — animações em Libras, blocos com etiquetas em Braille, sintetizador de voz, datilologia, recurso de lupa e regulagem de altura — o que permite atender alunos da educação especial dentro da mesma proposta pedagógica usada para o ensino regular.
Como destaca a professora Daira Santt, da Associação Renascer (São José do Rio Preto/SP):
“A Mesa Educacional Alfabeto auxilia na aprendizagem de forma lúdica e concreta, e isso tem um valor significativo para as crianças com deficiência, pois ferramentas concretas são uma metodologia excelente para estudantes com especialidades.”
Quer conhecer as novas Trilhas do Conhecimento e descobrir como a Mesa Educacional pode fortalecer o processo de alfabetização na sua escola?Fale com um consultor Educacional e agende uma demonstração personalizada.
Perguntas frequentes sobre as Trilhas do Conhecimento e a Mesa Educacional
O que é a Mesa Educacional e como ela funciona?
A Mesa Educacional é a primeira solução tecnológica brasileira que integra hardware, software, material concreto e realidade aumentada. Ela utiliza blocos coloridos em um módulo eletrônico para que os alunos aprendam a reconhecer letras, construir palavras e resolver desafios de matemática de forma colaborativa, permitindo que até quatro estudantes trabalhem juntos no mesmo equipamento.
Quais são as novidades das Trilhas do Conhecimento?
As Trilhas do Conhecimento são uma atualização pedagógica que adiciona 12 novas atividades ao repertório da Mesa, sendo 7 módulos de Matemática e 5 de Português. Essas atividades são baseadas nos conteúdos do Aprimora Nível 1 e Nível 2, garantindo evolução contínua da solução e atendendo ao feedback de mercado por novos desafios pedagógicos.
Para quais anos escolares as novas trilhas são indicadas?
Embora a Mesa Educacional atenda desde a Educação Infantil até o 5º ano do Ensino Fundamental, as novas Trilhas do Conhecimento foram desenvolvidas especificamente para alunos do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental, com foco em acelerar a alfabetização, o letramento e o raciocínio matemático.
Quais recursos de acessibilidade a Mesa oferece para a Educação Especial?
A Mesa é uma ferramenta de inclusão projetada para dar autonomia a alunos com diferentes perfis de aprendizagem. Seus recursos incluem:
Blocos com etiquetas em Braille
Animações e dicionário em Libras, com datilologia
Sintetizador de voz e recurso de lupa para baixa visão
Regulagem de altura para garantir o acesso de alunos cadeirantes
A Mesa Educacional está alinhada à BNCC?
Sim. A solução está em conformidade com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, que estabelece a alfabetização como foco central dos anos iniciais do Fundamental. A versão de Matemática contempla as cinco temáticas estruturantes da BNCC: Números e Operações, Espaço e Forma, Grandezas e Medidas, Tratamento da Informação e Álgebra. Adicionalmente, a Mesa integra o Guia de Tecnologias do MEC.
É preciso ter internet para usar as novas atividades?
Não. Um dos diferenciais centrais da Mesa Educacional é que ela funciona de forma plena sem necessidade de conexão à internet. Isso permite que a tecnologia seja implementada em qualquer escola — inclusive em regiões com infraestrutura de conectividade limitada — garantindo que o processo de aprendizagem não sofra interrupções.
Minha escola já tem a Mesa Educacional. Posso receber a atualização?
As novas trilhas chegarão em breve às mesas que já estão em campo. O Educacional está trabalhando para que essa atualização de conteúdo alcance as escolas que já utilizam a solução, reforçando o compromisso de continuar investindo no produto que cada escola comprou.
Garantir educação de qualidade não significa apenas ampliar o acesso à escola. Significa assegurar que cada estudante tenha condições reais de aprender, permanecer, se desenvolver e construir competências para o futuro. Para isso, a escola precisa de infraestrutura adequada, professores apoiados, recursos pedagógicos, acompanhamento de dados e tecnologia usada com intencionalidade.
No Brasil, esse desafio ainda é estrutural. Segundo o Censo Escolar 2025, a educação básica reúne cerca de 46 milhões de matrículas em 178,8 mil escolas, o que mostra a dimensão do sistema educacional brasileiro. Ao mesmo tempo, os avanços recentes indicam que o país está se movendo: na rede pública, as matrículas presenciais em tempo integral passaram de 15,1% em 2021 para 25,8% em 2025, alcançando a Meta 6 do Plano Nacional de Educação.
Ainda assim, a qualidade educacional vai além da permanência. O acesso à tecnologia, por exemplo, também precisa ser analisado pelo seu uso pedagógico. Em 2025, 94,5% das escolas de educação básica tinham acesso à internet, mas o percentual de escolas com conectividade adequada para fins pedagógicos chegou a 70%. Ou seja: conectar escolas é um avanço, mas transformar essa conexão em aprendizagem significativa ainda exige planejamento, formação, gestão e soluções educacionais bem integradas.
Os dados mais recentes também mostram que os indicadores de aprendizagem seguem como ponto de atenção. O Saeb 2025 já teve resultados preliminares disponibilizados para conferência das escolas, com participação de cerca de 5,9 milhões de alunos, mais de 248 mil turmas e mais de 73 mil escolas. Porém, como os resultados finais ainda dependem de consolidação, o uso desses dados exige cautela na análise de desempenho.
Diante desse cenário, discutir educação de qualidade nas escolas públicas é falar sobre acesso, permanência, aprendizagem, equidade, infraestrutura, dados e inovação pedagógica. Neste artigo, vamos analisar os principais desafios estruturais da educação pública brasileira e mostrar como soluções tecnológicas podem apoiar redes de ensino na construção de uma aprendizagem mais eficiente, inclusiva e significativa.
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O que é educação de qualidade e por que ela importa?
Educação de qualidade é aquela que garante acesso, permanência, aprendizagem e desenvolvimento integral para todos os estudantes. Ela envolve infraestrutura adequada, professores preparados, currículo relevante, acompanhamento pedagógico, inclusão, uso inteligente de dados e oportunidades para que o aluno aprenda de forma ativa.
Para garantir que as crianças alcancem os objetivos de desenvolvimento esperados, é fundamental avaliar a eficácia das práticas educacionais e identificar áreas de melhoria, além de reduzir a desigualdade educacional.
A educação de qualidade importa porque influencia diretamente o futuro dos estudantes e o desenvolvimento do país. Quando a escola oferece boas condições de aprendizagem, ela amplia oportunidades, reduz desigualdades, fortalece competências socioemocionais e prepara crianças e jovens para participar da sociedade com mais autonomia.
Portanto, é fundamental priorizá-la para assegurar que as crianças tenham as melhores oportunidades para se desenvolver e crescer de forma saudável e integral.
Principais desafios para garantir educação de qualidade nas escolas públicas
Indicadores de qualidade ajudam redes e escolas a entenderem onde estão os principais avanços e lacunas da aprendizagem. Eles permitem acompanhar desempenho, permanência, infraestrutura, formação docente, acesso à tecnologia e evolução dos estudantes ao longo do tempo.
Além disso, com esses indicadores é possível tomar decisões informadas e melhorar a prática educacional, contribuindo para o desenvolvimento saudável e integral dos estudantes.
No entanto, os dados mostram que as escolas públicas brasileiras enfrentam desafios estruturais significativos, incluindo infraestrutura precária, falta de formação docente e desigualdades regionais.
A infraestrutura é um dos pontos centrais da qualidade educacional. Sem bibliotecas, laboratórios, conectividade, equipamentos adequados e ambientes seguros, a escola tem menos condições de oferecer experiências de aprendizagem significativas.
Isso impacta diretamente o trabalho dos professores e limita o acesso dos estudantes a práticas mais investigativas, digitais e colaborativas.
Além disso, a falta de manutenção e conservação das instalações físicas das escolas pode criar um ambiente de estudo inadequado e até mesmo perigoso para os alunos.
A formação docente também é decisiva. Professores são o centro da mediação pedagógica, mas precisam de apoio, recursos e formação continuada para lidar com turmas diversas, lacunas de aprendizagem, novas tecnologias e demandas socioemocionais.
Nesse contexto, a tecnologia não substitui o educador. Ela deve funcionar como aliada, oferecendo dados, trilhas, recursos e ferramentas que liberem mais tempo para a mediação humana.
Muitos professores nas escolas públicas brasileiras enfrentam desafios como salas de aula superlotadas, falta de recursos e apoio insuficiente, o que pode levar ao estresse e à desmotivação.
As desigualdades regionais ampliam ainda mais o desafio. Escolas em áreas rurais, periféricas ou com menor investimento costumam enfrentar limitações de conectividade, transporte, infraestrutura, formação e acesso a materiais pedagógicos.
Por isso, políticas públicas e soluções educacionais precisam ser flexíveis o suficiente para atender realidades locais diferentes, sem perder escala.
Além disso, as diferenças culturais e socioeconômicas entre as regiões podem exigir abordagens educacionais específicas e adaptadas às necessidades locais.
Para superar esses desafios, as redes públicas precisam combinar políticas estruturantes, investimento em infraestrutura, formação docente, gestão baseada em dados e soluções pedagógicas capazes de chegar à sala de aula.
A melhoria da educação de qualidade depende da articulação entre planejamento, tecnologia, acompanhamento e intencionalidade pedagógica.
Também é importante que os indicadores de qualidade sejam utilizados de forma eficaz para monitorar o progresso das instituições de ensino e identificar áreas que precisam de melhoria. Isso pode incluir a implementação de sistemas de avaliação e monitoramento, a análise de dados e a elaboração de planos de ação para melhorar a qualidade da educação.
Soluções educacionais que ampliam o acesso à educação
A tecnologia educacional pode apoiar redes públicas quando responde a desafios reais da escola: alfabetização, recomposição de aprendizagem, inclusão, formação docente, acompanhamento pedagógico, pensamento computacional e preparação dos estudantes para o futuro.
No ecossistema Educacional, diferentes soluções se complementam para apoiar escolas e redes na construção de uma educação mais inclusiva, eficiente e significativa.
Aprimora: aprendizagem personalizada com inteligência artificial
Um dos grandes desafios da educação pública é lidar com diferentes ritmos de aprendizagem dentro da mesma turma. O Aprimora apoia esse processo com uma plataforma adaptativa voltada para Matemática e Língua Portuguesa, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental.
A solução identifica níveis de proficiência, cria trilhas personalizadas, oferece reforço para estudantes com defasagens e disponibiliza painéis de acompanhamento para professores, gestores e redes de ensino. Com isso, a escola consegue enxergar lacunas, acompanhar engajamento e tomar decisões pedagógicas com mais precisão.
O Aprimora também conta com elementos de gamificação e com a MARIA, uma tutora digital com inteligência artificial generativa desenvolvida para apoiar o aluno sem entregar a resposta pronta, incentivando o pensamento crítico e a autonomia. O recurso pode ser ativado ou desativado conforme a decisão da rede de ensino.
Mesa Educacional: alfabetização, letramento e inclusão
A alfabetização é uma das bases da educação de qualidade. Por isso, a Mesa Educacional atua diretamente no desenvolvimento de leitura, escrita, matemática e inclusão, especialmente na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, na educação especial e em projetos de tempo integral.
A solução integra hardware, software, material concreto e realidade aumentada para tornar o processo de alfabetização mais lúdico, colaborativo e acessível. Entre seus recursos estão animações em Libras, etiquetas em Braille, sintetizador de voz, datilologia, lupa, regulagem de altura, recursos sonoros e atividades que podem ser contextualizadas pelo professor.
Esse conjunto favorece a participação de estudantes com diferentes necessidades educacionais e amplia as possibilidades de aprendizagem em sala de aula. Segundo a apresentação comercial, a Mesa Educacional já foi utilizada por mais de 1,6 milhão de crianças, está presente em mais de 7,5 mil escolas e em mais de 150 municípios brasileiros.
Nexis: BNCC Computação, robótica e inteligência artificial na rede pública
Com a BNCC Computação, redes públicas precisam estruturar o ensino de pensamento computacional, mundo digital e cultura digital de forma consistente. O Nexis foi desenvolvido para apoiar essa implementação com uma jornada completa de robótica, programação e inteligência artificial.
A solução reúne plataforma digital, atividades para alunos, planos de aula, orientações ao professor, kits LEGO® Education, componentes como BBC micro:bit, formação docente e acompanhamento pedagógico. A plataforma traz conteúdo 100% alinhado à BNCC Computação, trilhas personalizáveis, relatórios de uso, guias de montagem 3D e espaço para portfólio do estudante.
Na prática, o Nexis ajuda a rede a transformar tecnologia em currículo. Os estudantes aprendem por meio de desafios, programação, robótica, investigação, colaboração e resolução de problemas, enquanto professores recebem suporte para aplicar as atividades com segurança pedagógica.
LEGO® Education: aprendizagem prática para desenvolver competências do futuro
As soluções LEGO® Education fortalecem a aprendizagem prática, criativa e conectada ao mundo real. Elas apoiam o desenvolvimento de competências como colaboração, comunicação, pensamento crítico, criatividade, resolução de problemas e aprendizagem STEAM.
Para as redes públicas, esse tipo de abordagem é relevante porque aproxima os estudantes de desafios concretos. Em vez de apenas consumir conteúdo, eles constroem, testam, investigam, erram, ajustam e explicam suas soluções.
O portfólio 2026 inclui soluções como LEGO® Education Ciências, SPIKE Essential, SPIKE Prime e Computação & IA, com propostas adequadas a diferentes etapas da Educação Básica. A apresentação também destaca a certificação LEGO® Education Academy e o apoio à formação de professores, pontos importantes para redes que precisam garantir escala e qualidade na implementação.
micro:bit: programação acessível e pensamento computacional
O BBC micro:bit é uma placa programável desenvolvida com foco educacional. Ela ajuda estudantes a entrarem no universo da programação, do pensamento computacional e da experimentação de forma simples, prática e acessível.
A solução permite trabalhar desde a base do pensamento computacional até linguagens mais avançadas, como Python. Também pode funcionar online e offline, possui comunicação via rádio, interface USB, sensores de luz, temperatura, movimento e magnetômetro, além de poder ser conectada a motores e outros componentes.
Para redes públicas, esse é um ponto estratégico: o micro:bit permite que a programação saia da abstração e vire experiência concreta. O aluno programa, testa hipóteses, observa resultados e entende que tecnologia também é uma linguagem para resolver problemas.
Pense+: STEAM, cultura maker e resolução de problemas reais
O Pense+ amplia o trabalho com pensamento computacional, STEAM, cultura maker e aprendizagem baseada em problemas. A solução combina plataforma digital, atividades multimídia, materiais concretos, quizzes, jogos, desafios, relatórios, formação e acompanhamento pedagógico.
A proposta é enriquecer as aulas com dinâmicas que conectam Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática a situações do cotidiano. O Pense+ oferece 32 dinâmicas anuais, biblioteca de atividades extras e recursos de gamificação para aumentar o engajamento dos estudantes.
Esse formato contribui para desenvolver pensamento crítico, criatividade, colaboração, comunicação, resolução de problemas e protagonismo. Em uma rede pública, o Pense+ pode apoiar tanto aulas regulares quanto projetos de tempo integral, espaços maker e programas de inovação educacional.
Robotis: robótica educacional com espaço maker e formação continuada
O Robotis é uma solução voltada à robótica educacional por meio da brincadeira, da programação e de atividades baseadas em projetos. Sua composição inclui conjuntos LEGO® Education para diferentes etapas de ensino, plataforma digital, planos de aula, orientações ao professor, formação, suporte e participação no programa Embaixadores da Inovação.
Para redes públicas, o Robotis faz sentido quando o objetivo é criar uma jornada prática de robótica, fortalecer metodologias ativas e transformar a escola em um espaço de experimentação, colaboração e aprendizagem mão na massa.
Quer transformar os desafios da sua rede em caminhos concretos para uma educação de qualidade?
Conheça o ecossistema Educacional e veja como soluções para aprendizagem personalizada, alfabetização, inclusão, BNCC Computação, robótica, STEAM, cultura maker e pensamento computacional podem apoiar escolas públicas na construção de uma aprendizagem mais eficiente, acessível e significativa.
Com tecnologias como Aprimora, Mesa Educacional, Nexis, LEGO® Education, micro:bit, Pense+ e Robotis, sua rede conta com recursos pedagógicos, materiais concretos, plataformas digitais, formação docente e acompanhamento para transformar o ensinar em aprender.
Em 2023, a UNESCO alertou: nenhuma tecnologia deve substituir o professor — ela deve estar subordinada à interação humana. O aviso não foi por acaso. Com a expansão acelerada da inteligência artificial generativa nas escolas, uma pergunta passou a dominar reuniões pedagógicas e formações docentes no Brasil e no mundo: o que, afinal, ainda cabe ao professor fazer?
A resposta não é simples — e é justamente por isso que ela importa. A IA está redefinindo o trabalho docente, mas não no sentido de esvaziá-lo. Ela está deslocando o professor do centro da transmissão para o centro da mediação — e essa é uma diferença fundamental que gestores escolares, coordenadores e os próprios educadores precisam compreender para navegar essa transição com intencionalidade.
Neste artigo, exploramos como esse novo papel se configura na prática, o que as pesquisas globais indicam e por que o componente humano da docência é, hoje, mais estratégico do que nunca.
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O papel do professor em tempos de inteligência artificial
A inteligência artificial está transformando a forma como ensinamos e aprendemos. No entanto, ela não substitui o papel do professor — apenas o transforma. Com o avanço da tecnologia, o educador deixa de ser o simples transmissor de conteúdo e se torna um mediador de aprendizagens que instrui o aluno a interagir criticamente com a IA.
Seu papel, agora com maior profundidade técnica, inclui mediar não apenas o conteúdo, mas também ensinar o estudante a validar respostas e a detectar vieses na tecnologia.
Em um cenário em que as máquinas assumem tarefas automatizadas e oferecem acesso rápido à informação, o professor continua a ser fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
Mais do que ensinar, ele orienta, motiva e inspira. É também responsável por desenvolver competências humanas como empatia, criatividade, ética e pensamento crítico — qualidades que nenhuma máquina é capaz de reproduzir.
Em tempos de IA, o papel do professor é ser um facilitador do aprendizado, promovendo experiências significativas e mantendo o foco no que a tecnologia não substitui: o toque humano.
O papel do professor na Educação Infantil segundo a BNCC
Na Educação Infantil, a BNCC estabelece que as práticas pedagógicas devem garantir o desenvolvimento integral da criança — cognitivo, emocional, físico, social e ético (BNCC, Campo de Experiências, 2018). Nesse contexto, o professor é o agente insubstituível da mediação afetiva: nenhuma plataforma adaptativa é capaz de interpretar o choro de uma criança de 4 anos ou construir o vínculo que torna o aprendizado seguro. A IA pode oferecer recursos estimulantes, mas a presença docente é a estrutura sobre a qual todo o resto se apoia.
O professor é responsável por criar ambientes de aprendizagem ricos, estimulantes e acolhedores, em que o brincar, o diálogo e a interação estejam no centro do processo educativo.
Mesmo com o apoio da IA e de recursos digitais, o olhar humano continua insubstituível para interpretar as necessidades individuais das crianças e construir vínculos afetivos. A tecnologia pode complementar, mas jamais reproduzir a sensibilidade docente.
IA na sala de aula: apoio ao professor, não substituição
No Brasil, o cenário tem evoluído — mas os desafios permanecem. O programa federal Escolas Conectadas chegou a 68,4% das escolas públicas em 2025, e a meta do governo é universalizar a conexão até o final de 2026. O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 (Todos Pela Educação) registra que 44% das escolas públicas já contam com internet em parâmetros adequados para uso pedagógico.
Mas conectividade não é sinônimo de uso qualificado. Segundo o mesmo Anuário, ainda em 2024 menos da metade das escolas de Anos Finais (46,8%) contava com laboratório de informática. O Guia Edutec do CIEB aponta que, mesmo onde a infraestrutura existe, a formação continuada de docentes para o uso pedagógico da tecnologia permanece o principal gargalo. A discussão sobre IA na sala de aula, portanto, chega antes da condição para que o professor possa, de fato, trabalhar com ela de forma intencional.
Sistemas automatizados podem auxiliar na organização de dados e no monitoramento do aprendizado, mas carecem de empatia e julgamento ético — elementos essenciais à formação integral dos alunos.
A IA deve ser vista como uma aliada estratégica, capaz de apoiar o educador em diferentes frentes:
Personalização do ensino, adaptando atividades ao ritmo e às necessidades de cada aluno;
Avaliação formativa, com base em dados de aprendizagem;
Essa colaboração entre tecnologia e educação reforça o papel do professor como protagonista, agora com mais tempo para planejar aulas criativas e desenvolver experiências transformadoras.
O professor como curador, mentor e guia na era da IA
Com o avanço da IA e também da educação 5.0, a função do professor ganha novos contornos. Ele passa de transmissor de informações para curador de conteúdos e mentor de aprendizagens. Seu papel é ajudar os alunos a navegar por um universo de informações digitais, ensinando-os a pensar de forma crítica e criativa.
Além de promover o conhecimento, o educador é o principal agente de formação de valores humanos — empatia, respeito, colaboração e responsabilidade. Com o apoio das tecnologias educacionais, ele pode acompanhar o progresso de cada aluno e promover um ensino mais individualizado e eficaz.
Ainda assim, a presença humana continua sendo o maior diferencial da educação, pois nenhum algoritmo é capaz de substituir a capacidade de o professor inspirar, acolher e motivar.
Como plataformas adaptativas redefinem a rotina docente
A plataforma Aprimora é um exemplo de como a tecnologia pode fortalecer a prática docente e promover a personalização do ensino. Com ela, o professor automatiza a análise de desempenho e dedica mais tempo ao que realmente importa: ensinar.
Para facilitar esse trabalho, a Maria, uma inteligência artificial e assistente virtual do Aprimora, atua como tutora digital, oferecendo apoio e orientação aos estudantes em tempo real — um recurso que complementa o trabalho humano do educador e torna o processo de aprendizagem mais dinâmico e acessível.
A eficácia da plataforma é comprovada pela experiência de educadores, como Damares Souza, relatou:
“Tem sido gratificante perceber o quanto a plataforma ajudou no processo de aprendizagem. Recebemos muitos elogios dos pais, eles observaram uma enorme vantagem por ter esse recurso em um ano que os alunos ficaram longe da sala de aula e muito tempo em casa. Com certeza o Aprimora chegou para nós em uma boa hora.”
Damares Souza, Professora – Colégio Agostiniano São José
O futuro da educação é humano e com apoio da tecnologia
A inteligência artificial deve ser compreendida como uma parceira do professor, não como sua substituta. Quando usada de forma consciente, ela potencializa o papel do professor, que permanece como o centro do processo educativo — responsável por inspirar, orientar e formar indivíduos críticos, criativos e éticos.
A verdadeira inovação acontece quando tecnologia e humanidade caminham juntas, unindo o poder da IA ao conhecimento e sensibilidade dos educadores.
Se você busca maneiras de aplicar a IA e outras ferramentas digitais para aprimorar o ensino em sua instituição, entre em contato e conheça as soluções do Educacional. Estamos prontos para ajudar você a construir o futuro da sua escola.
Promover a diversidade nas escolas significa criar um ambiente em que todos os estudantes sejam respeitados, acolhidos e tenham condições reais de aprender. Isso envolve reconhecer diferenças culturais, sociais, raciais, religiosas, de gênero, de aprendizagem e de acessibilidade, e transformar esse reconhecimento em práticas pedagógicas concretas.
Para gestores e educadores, esse tema deixou de ser apenas uma pauta social. Hoje, a diversidade está ligada à qualidade da aprendizagem, à convivência escolar, à redução de preconceitos e à construção de uma escola mais preparada para o futuro.
Para alcançar esse objetivo tão importante, é necessário que os professores atuem em sala de aula, levando em conta o respeito às diferenças, principalmente entre colegas de turma.
Dessa forma, é possível formar cidadãos preparados para lidar com as mais diferentes situações no convívio em sociedade.
Neste artigo, você vai entender o que é diversidade nas escolas, por que ela é essencial para a formação dos alunos e quais práticas ajudam a tornar a inclusão parte da rotina escolar.
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O que é diversidade?
De acordo com o dicionário Michaelis, o conceito de diversidade pode ser definido como “qualidade daquilo que é diverso, diferença, dessemelhança, variação, variedade”, ou seja, é o que apresenta pluralidade e que não é homogêneo.
No contexto social, a diversidade é justamente isso: a convivência de pessoas diferentes em relação ao gênero, à cultura, orientação sexual e etnia em um mesmo espaço. No ambiente escolar, a diversidade é um conceito que propõe a inclusão de todos os estudantes e suas diferenças em um mesmo contexto educativo.
Logo, é por meio dela que os alunos passam a ter mais respeito e uma convivência pacífica com as variedades de comportamento, religião, cor e gênero. Por isso, é muito importante que a diversidade escolar seja valorizada em várias situações, tanto dentro quanto fora da sala de aula.
Datas culturais podem ser bons pontos de partida, mas não devem ser ações isoladas. O ideal é que a diversidade apareça de forma contínua no currículo, nos materiais didáticos, nas rodas de conversa, nos projetos interdisciplinares e nas práticas de convivência da escola.
Além disso, é fundamental incluir materiais didáticos que reflitam a diversidade da população estudantil, como livros e imagens que mostram personagens e histórias de diferentes culturas e origens.
A inclusão de tecnologia acessível e a adaptação de materiais didáticos para atender às necessidades de alunos com deficiência são fundamentais para garantir que todos tenham acesso igualitário à educação. A formação de professores sobre diversidade e inclusão também é essencial para que eles possam melhor apoiar os alunos.
Por fim, envolver a comunidade local na escola, incluindo pais e responsáveis de diferentes origens e culturas, pode ajudar a promover a diversidade e inclusão de forma mais ampla.
Ao tratar a diversidade como parte da cultura escolar, a instituição demonstra compromisso com a responsabilidade social, fortalece a convivência entre os estudantes e prepara os alunos para atuar em uma sociedade plural, inclusive no mundo do trabalho.
Qual a importância da diversidade nas escolas?
A escola é um local que vai além de troca de conhecimentos e exposição de conteúdos. É nela que os estudantes também aprendem sobre convívio em sociedade e valores.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defende que diversidade é um princípio fundamental que deve ser integrado à educação, valorizando as diferenças culturais, de gênero, raça, deficiência e outras.
Isso implica promover práticas pedagógicas inclusivas e democráticas que incentivem o respeito à pluralidade e combatam o preconceito, baseadas na Competência Geral nº 5 – Empatia e Respeito à Diversidade que visa “compreender, respeitar e promover os direitos humanos e a diversidade, com acolhimento e valorização do outro, sem preconceitos de qualquer natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade, com responsabilidades éticas e de cidadania.”
Assim, as escolas devem adaptar seus currículos às necessidades locais e garantir que a valorização da diversidade seja abordada de forma transversal, como previsto nas Competências Gerais da BNCC. O objetivo é criar um ambiente educacional que valorize a diversidade e promova a inclusão de todos os estudantes.
Os dados sobre bullying reforçam a urgência do tema. Segundo informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2021, cerca de 37,6% dos diretores de escolas informaram ter conhecimento de pelo menos um caso de bullying, enquanto 15,5% relataram casos de discriminação. Esse cenário mostra que diversidade e inclusão são assuntos que fazem parte da construção de um ambiente escolar mais seguro, respeitoso e favorável à aprendizagem.
Além disso, pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que aproximadamente 23% dos estudantes brasileiros sofreram bullying. O Brasil também ocupa a 16ª posição entre os países com maior frequência de bullying, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA).
A diversidade também aparece nos diferentes ritmos de aprendizagem. Em uma mesma turma, há alunos que avançam rapidamente, estudantes que precisam de mais apoio e crianças que aprendem melhor por caminhos distintos.
Por isso, soluções como o Aprimora, apoiam a escola ao oferecer trilhas de aprendizagem personalizadas, diagnóstico pedagógico e acompanhamento do desenvolvimento de cada aluno. Assim, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso digital e passa a ajudar professores e gestores aenxergar necessidades reais de aprendizagem.
Dessa maneira, abordar a diversidade na escola e dialogar com os estudantes sobre o assunto é fundamental para que eles aprendam a respeitar as diferenças desde cedo. Logo, cabe aos professores e ao colégio aproveitar essa proximidade para abordar temas de diversidade e incentivar um discurso de empatia, respeito e tolerância entre os alunos.
Como trabalhar a diversidade nas escolas?
Trabalhar a diversidade nas escolas exige planejamento, escuta e práticas contínuas. Veja ações que podem ajudar gestores e educadores a transformar o tema em parte da rotina escolar.
Promova ações de acolhimento
Um dos principais objetivos da diversidade nas escolas é criar um ambiente em que os estudantes se sintam acolhidos, respeitados e seguros para aprender, sem medo de julgamento por suas características, histórias ou formas de expressão. Algumas escolas já oferecem bolsas de estudos e políticas de acesso à educação que são efetivas para promover o acesso à equidade de gênero, racial e social.
Na educação básica, o acolhimento pode aparecer em ações como escuta ativa dos alunos, protocolos contra discriminação, acompanhamento pedagógico individualizado, adaptação de materiais, formação docente e participação das famílias na construção de uma cultura escolar mais inclusiva.
Além disso, programas de mentoria podem ser estabelecidos para conectar esses estudantes com profissionais experientes que possam oferecer orientação e apoio, ajudando-os a se desenvolver e alcançar seus objetivos no mercado de trabalho no futuro.
Aulas de reforço e apoio também podem ser oferecidas para ajudar estudantes que precisam de ajuda adicional, independentemente de sua origem ou habilidade, garantindo que todos tenham acesso igualitário à educação.
Grupos de apoio podem ser criados para estudantes de grupos sub-representados, onde eles possam compartilhar experiências e receber apoio de seus pares, sentindo-se mais conectados e apoiados.
O currículo escolar também pode ser adaptado para incluir perspectivas e experiências de diferentes grupos culturais e sociais, ajudando a promover a compreensão e o respeito pela diversidade.
E, para garantir que os professores estejam preparados para lidar com essas questões, eles podem receber treinamento sobre diversidade e inclusão, para criar um ambiente de aprendizado mais acolhedor e inclusivo para todos os estudantes.
Crie espaços de discussão
Criar um espaço de discussão com palestras e debates sobre a diversidade nas escolas é muito importante para tornar a comunidade de ensino mais engajada e envolvida no objetivo. Desse modo, o diretor e os educadores podem aproveitar o local para sensibilizar os estudantes sobre o respeito às diferenças.
Use filmes e livros infantis
Livros, filmes e histórias ajudam os alunos a reconhecer diferentes realidades e ampliar sua visão de mundo. A escola pode promover rodas de leitura, sessões comentadas e projetos interdisciplinares com obras que abordem respeito, empatia, identidade, cultura, deficiência, racismo, gênero e convivência.
Depois da leitura ou exibição, o mais importante é abrir espaço para conversa. Perguntas simples, como “o que essa história nos ensina sobre respeito?” ou “como podemos agir diferente na escola?”, ajudam a transformar o conteúdo em reflexão.
Os professores podem criar debates e seminários após o encerramento da leitura ou da exibição dos filmes, em que abordarão temas como preconceito em geral, intolerância religiosa e racismo.
O Hub Educacional integra soluções como Árvore e Odilo, que ampliam o acesso a conteúdos de leitura e podem apoiar projetos voltados à diversidade, repertório cultural e formação leitora.
Invista em tecnologias
É um fato que a tecnologia representa um papel essencial de transformar a educação. Com ela, a gestão pode investir em inovações que são essenciais para o aperfeiçoamento e melhor desenvolvimento do processo de transmissão dos conhecimentos.
Isso porque a tecnologia atinge uma boa quantidade de alunos de modo instantâneo, possibilitando que eles tenham acesso a conteúdos de qualidade e relevância para sua formação, também quando o assunto é diversidade.
A tecnologia educacional tem o poder de transformar a educação, oferecendo acesso a conteúdos de qualidade e permitindo a personalização e inclusão por meio de plataformas digitais, ao criar ambientes de aprendizado mais inclusivos e adaptáveis, onde os alunos podem aprender de forma mais eficaz e engajada.
O que a BNCC e as diretrizes nacionais dizem sobre diversidade nas escolas?
Base Nacional Comum Curricular (BNCC): diz que:
“Exercitar a empatia, a cooperação, a resolução de conflitos e o diálogo, fazendo-se respeitar e promovendo o direito ao outro e aos direitos humanos, com valorização e acolhimento da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, suas potencialidades, culturas, identidades e saberes, sem preconceitos de qualquer natureza”.
Plano Nacional de Educação (PNE): fala sobre a importância da diversidade nas escolas e o fim da discriminação. Logo, o PNE tem o objetivo de combater a evasão escolar atrelada ao preconceito, garantindo o acesso de todos à educação.
Estatuto da Criança e do Adolescente: afirma que é necessário “ respeitar a individualidade e os ritmos de desenvolvimento das crianças e valorizar a diversidade da infância brasileira, assim como as diferenças entre as crianças em seus contextos sociais e culturais”
Como a diversidade influencia na formação de crianças e adolescentes?
Como vimos, a diversidade nas escolas está relacionada à inclusão de todos os estudantes nas atividades educativas, levando em conta a boa convivência e o respeito às várias formas de existir no mundo.
Ou seja, é interagir de modo harmônico com pessoas de diferentes gêneros, cor, classe social, religião, entre outros. Logo, aprender a lidar com a diversidade é o primeiro passo para evitar situações que envolvem agressões físicas, discriminação e bullying.
Ambientes como o espaço maker, também podem contribuir para uma escola mais inclusiva. Neles, os alunos aprendem fazendo, testando hipóteses, colaborando e resolvendo problemas reais.
Esse tipo de experiência favorece o protagonismo do aluno e permite que diferentes habilidades apareçam: criatividade, escuta, cooperação, pensamento crítico, liderança e respeito ao ritmo do outro. Para uma escola que valoriza a diversidade, isso é essencial.
Diversidade nas escolas: por onde começar?
Agora que já sabe o que é e qual a importância de promover a diversidade nas escolas, saiba que esse tema é fundamental para a formação de futuros cidadãos mais tolerantes com as diferenças. Portanto, lembre-se de adotar essa prática em sua rede de ensino para possibilitar a mudança desde cedo!
Quer transformar diversidade em prática pedagógica, inovação e aprendizagem significativa? Conheça as soluções do Educacional e veja como tecnologia, personalização, cultura maker e recursos educacionais podem ajudar sua escola a criar experiências mais inclusivas para todos os alunos.
O Brasil chegou a um paradoxo educacional revelador: mais jovens do que nunca estão dentro da escola — e menos do que nunca saem dela realmente preparados.
O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 (Todos Pela Educação) documenta que 82,8% dos jovens de 15 a 17 anos estão matriculados no Ensino Médio, o melhor patamar histórico. No entanto, ao chegar à 3ª série, apenas 4,5% dos estudantes da rede pública concluem essa etapa com aprendizagem adequada em Matemática e Língua Portuguesa ao mesmo tempo. Entre os 20% mais pobres, esse índice cai para 2,4%.
Esses dados não descrevem apenas um problema de desempenho escolar — descrevem uma escola que ainda não se reinventou para o mundo em que seus alunos vivem. O gargalo da educação brasileira em 2026 não é mais a porta de entrada. É o que acontece dentro da sala de aula. E é exatamente aí que a inovação pedagógica deixa de ser pauta de evento e passa a ser necessidade operacional.
Inovar na educação não significa substituir o professor por uma tela. Significa reorganizar o ensino para que ele produza o que sempre deveria ter produzido: estudantes que pensam, criam, colaboram e se adaptam a um mundo que não para de mudar.
Esses dados não são apenas números, eles representam trajetórias, sonhos e oportunidades que podem ser ampliadas ou limitadas pela qualidade da educação oferecida. Diante desse cenário, inovar deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade.
Hoje, não basta que estudantes acumulem conteúdos: é essencial que desenvolvam pensamento crítico, criatividade, colaboração, empatia e fluência digital. Da mesma forma, professores são chamados a reinventar suas práticas, atuar como mediadores da aprendizagem e criar experiências mais significativas e conectadas com a realidade dos alunos.
Inovar na educação, portanto, não significa apenas inserir tecnologia em sala de aula, mas transformar mentalidades, metodologias e propósitos. Hoje, os estudantes e professores precisam desenvolver tanto habilidades cognitivas, quanto socioemocionais e tecnológicas. Consequentemente, é demandado das instituições educacionais um novo posicionamento e um novo modus operandi, como foco na educação integral.
Entenda abaixo a importância da inovação na educação e como promovê-la.
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O que é inovação na educação?
A palavra inovação significa ato ou efeito de inovar, criar algo novo. Na educação, esse conceito refere-se à alteração de paradigmas, metodologias, práticas pedagógicas e estruturas curriculares.
A inovação também é frequentemente associada ao uso estratégico de tecnologias digitais:
A inovação educacional também envolve a adoção de metodologias como sala de aula invertida, em que o aluno tem contato prévio com o conteúdo e utiliza o tempo em sala para discussão e aplicação prática; aprendizagem ativa, que coloca o estudante no centro do processo.
Aprendizagem baseada em projetos , na qual problemas reais orientam o desenvolvimento de competências; ensino híbrido, combinando momentos presenciais e digitais de maneira estratégica; e avaliações formativas, que acompanham o progresso contínuo do estudante, em vez de se limitarem a provas finais.
Nesse contexto, a tecnologia atua como meio e não como fim. Plataformas adaptativas podem personalizar trilhas de aprendizagem, onde os conteúdos são ajustados automaticamente de acordo com o nível de proficiência de cada aluno; ambientes virtuais favorecem a colaboração síncrona e assíncrona; ferramentas de análise de dados permitem acompanhamento individualizado do desempenho.
Os recursos de realidade aumentada e simulações digitais aproximam teoria e prática; e soluções baseadas em inteligência artificial podem apoiar feedbacks mais rápidos e personalizados.
Assim, a presença da tecnologia na escola abriu novas possibilidades pedagógicas e aprimorou a gestão escolar, melhorando processos e serviços educacionais. Hoje, por exemplo, é muito mais fácil personalizar uma aula.
Já as ferramentas avaliativas regulam rapidamente o nível de dificuldade das questões e organizam os resultados em relatórios de fácil visualização. Todas essas possibilidades, impensáveis há um tempo, hoje são a realidade de várias escolas e faculdades do mundo inteiro.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a inovação tecnológica é essencial para quem deseja se manter ou crescer em seu setor, ou mesmo buscar novas oportunidades de desenvolvimento e expansão.
Exemplos práticos de inovação na educação
Inovar na educação não é apenas falar sobre o futuro — é colocá-lo em movimento dentro da sala de aula. Hoje, metodologias ativas e tecnologias educacionais caminham juntas para tornar o estudante protagonista e o aprendizado mais significativo. Entre as principais abordagens, destacam-se:
Sala de aula invertida: o contato inicial com o conteúdo acontece antes do encontro presencial, por meio de vídeos, leituras ou trilhas digitais. O tempo em sala é dedicado a debates, resolução de problemas e atividades colaborativas, tornando a aprendizagem mais dinâmica e personalizada.
Aprendizagem baseada em projetos: os estudantes enfrentam desafios reais, investigam problemas do mundo concreto e desenvolvem soluções criativas. Nesse processo, constroem conhecimento ao mesmo tempo em que desenvolvem habilidades como pensamento crítico, comunicação e trabalho em equipe.
Gamificação: elementos de jogos como missões, pontuações, níveis e recompensas são incorporados às atividades pedagógicas, aumentando o engajamento, a motivação e a participação ativa dos alunos.
Realidade aumentada e inteligência artificial na educação: experiências imersivas permitem explorar conteúdos de forma interativa, como visualizar estruturas em 3D ou simular situações complexas. Já a inteligência artificial, possibilita personalização do ensino, feedbacks mais ágeis e acompanhamento individualizado do progresso.
Essas estratégias mostram que inovar é combinar metodologia, intencionalidade pedagógica e tecnologia de forma integrada, criando experiências de aprendizagem mais envolventes e eficazes.
Por que implantar inovações tecnológicas na educação?
Durante muito tempo, o modelo tradicional de ensino cumpriu seu papel. Ele foi pensado em uma época em que a principal missão da escola era preparar pessoas para funções operacionais, muitas vezes repetitivas, em uma lógica semelhante à das linhas de produção.
Salas organizadas em fileiras, ensino padronizado e pouca valorização das diferenças individuais faziam sentido naquele contexto. Mas o Brasil de hoje é outro. Vivemos em um país atravessado por transformações digitais, novas profissões e mudanças profundas no mundo do trabalho.
A própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece essa virada de chave ao destacar competências como pensamento crítico, cultura digital, comunicação e responsabilidade socioemocional como pilares da formação contemporânea.
Ao mesmo tempo, os desafios são urgentes.
Os dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 tornam o desafio concreto: apenas 32,4% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio da rede pública demonstraram aprendizagem adequada em Língua Portuguesa em 2023. Em Matemática, o número foi de 5,2%. OIDEB do Ensino Médio público ficou em 4,1 — abaixo da meta projetada de 4,9. A desigualdade racial e socioeconômica amplifica o problema: aos 19 anos, 79,4% dos jovens brancos já concluíram o Ensino Médio, contra 62,1% dos jovens pretos.
Esses números têm consequência direta no mercado de trabalho. O Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial aponta que 39% das habilidades profissionais atuais serão transformadas ou obsoletas até 2030 — e as mais demandadas são exatamente as que a escola tradicional menos desenvolve: pensamento analítico, criatividade, resiliência, alfabetização tecnológica e empatia. Formar estudantes apenas para memorizar conteúdo já não é insuficiente. É contraproducente.
O estudante do século XXI vive conectado, aprende por múltiplas telas, interage em rede e consome informação em alta velocidade. Quando a escola não acompanha esse ritmo, sem perder profundidade e intencionalidade pedagógica, surge o desinteresse. A evasão aumenta. O aprendizado perde significado.
O ensino híbrido deixou de ser resposta emergencial e se consolidou como modelo pedagógico com evidências e infraestrutura próprias. O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 registra que 44% das escolas públicas já estão conectadas com parâmetros adequados para uso pedagógico em sala de aula — avanço significativo em relação aos anos anteriores, impulsionado pelo programa federal Escolas Conectadas, que em 2025 atingiu 68,4% das 138 mil escolas públicas do país.
A pergunta relevante hoje não é se a escola tem internet. É se ela sabe o que fazer com ela. O desafio que persiste não é tecnológico — é pedagógico: transformar infraestrutura disponível em aprendizagem intencional, com professores formados para mediar esse processo.
Competitividade institucional
Em um mercado educacional cada vez mais exigente, especialmente no segmento particular, inovar é também estratégia de sustentabilidade. Famílias que buscam qualidade real para o futuro dos filhos fazem escolhas com base em diferenciais pedagógicos concretos — não apenas em infraestrutura física. Escolas que integram tecnologia com propósito e formam estudantes para as competências do século XXI tornam-se mais atrativas e mais difíceis de substituir.
Engajamento e redução da evasão
O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 aponta que o Ensino Médio ainda concentra os maiores desafios de permanência da Educação Básica. Quando o estudante resolve problemas reais, usa recursos digitais de forma orientada e percebe sentido no que aprende, o desengajamento que leva ao abandono perde espaço. O modelo de Ensino Médio em Tempo Integral — que em 2024 já atendia 20,8% dos estudantes, ante 5,2% em 2014 — é um dos exemplos de como a combinação entre estrutura e proposta pedagógica impacta diretamente a permanência.
Desenvolvimento de competências para o mercado de 2030
O Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial é direto: 39% das habilidades profissionais atuais serão transformadas ou obsoletas até 2030. As competências mais demandadas pelos empregadores para os próximos cinco anos são pensamento analítico, criatividade, resiliência, flexibilidade, liderança e alfabetização tecnológica — exatamente as que metodologias ativas e projetos interdisciplinares desenvolvem com mais consistência do que o modelo tradicional. Integrar essas competências ao currículo não é tendência. É preparação para uma realidade já em curso.
Como promover inovação na educação?
A própria BNCC sinaliza esse entendimento ao posicionar a inovação não como recurso isolado, mas como cultura pedagógica contínua — expressa nas dez competências gerais que atravessam todas as etapas da Educação Básica. Inovar, nesse sentido, não se instala: se constrói.
É bom lembrar que a inovação não é um fim em si mesmo. Ela é apenas um caminho que visa o aperfeiçoamento, a resolução de um problema, o alcance do objetivo. No caso da educação, o objetivo é melhorar a aprendizagem dos alunos. E é nesse alvo que as instituições devem mirar.
Para inovar verdadeiramente é preciso muito mais do que utilizar ferramentas digitais. É necessário adotar estratégias criativas e disruptivas. É preciso testar novos métodos de ensino e envolver toda a comunidade escolar.
Assim, se o objetivo é melhorar a aprendizagem dos alunos, é preciso agir com intencionalidade. Abaixo, alguns passos práticos para orientar essa jornada:
Planejar com propósito
Definir claramente qual problema precisa ser resolvido: baixo engajamento, evasão, desempenho?;
Estabelecer metas mensuráveis de aprendizagem;
Alinhar a proposta pedagógica às competências contemporâneas e às demandas da comunidade escolar.
Formar e engajar docentes
Investir em formação continuada focada em metodologias ativas e uso pedagógico da tecnologia;
Criar espaços de troca entre professores para compartilhar boas práticas;
Incentivar a cultura de experimentação, permitindo testar e ajustar novas estratégias;
Aplicar metodologias como sala de aula invertida, aprendizagem baseada em projetos e ensino híbrido;
Garantir que a tecnologia esteja a serviço da aprendizagem e não o contrário.
A geração alpha aprende com autonomia e fluidez digital. A escola pode aproveitar esse potencial, orientando-o de forma estruturada.
Envolver toda a comunidade escolar
Engajar estudantes como protagonistas do processo;
Comunicar famílias sobre objetivos e benefícios das mudanças;
Estimular participação ativa e corresponsabilidade.
Criar parcerias e buscar referências
Estabelecer conexões com outras instituições e redes de educadores;
Compartilhar experiências e aprender com práticas que já demonstraram resultados positivos;
Adaptar soluções à realidade local, em vez de simplesmente replicá-las.
Monitorar, avaliar e ajustar
Acompanhar indicadores de aprendizagem e engajamento;
Coletar feedback de professores e alunos;
Ajustar estratégias com base em evidências, mantendo a melhoria contínua.
Juntos por um novo jeito de educar no Brasil
Inovar na educação com intencionalidade exige mais do que ferramentas — exige um ecossistema que une tecnologia, metodologia e suporte pedagógico contínuo.
O Educacional reúne soluções de robótica educacional, programação, STEAM, cultura maker e alfabetização, todas desenvolvidas para transformar o ensinar em aprender. Presente em mais de 14 mil escolas e com mais de 1 milhão de alunos alcançados, o ecossistema atua como parceiro estratégico de instituições que escolheram inovar com propósito.
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Nesse contexto, as habilidades do século XXI deixam de ser um complemento e passam a ser parte central do processo educativo. Já não é suficiente dominar conteúdos, é necessário saber interpretar informações, resolver problemas inéditos, aprender continuamente e atuar em cenários em mudança.
Para gestores e educadores, o desafio é concreto: como estruturar a escola para desenvolver essas competências de forma intencional? Este artigo apresenta caminhos práticos para conectar currículo, metodologias e gestão escolar a essa nova demanda.
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O que são habilidades do século XXI e por que são essenciais
O conceito de‘habilidades do século XXI’ foi sistematizado por organizações como a Partnership for 21st Century Learning (P21), hoje Battelle for Kids, e ganhou destaque global a partir dos relatórios da OCDE e do World Economic Forum. O framework mais conhecido — os 4Cs — organiza essas competências em quatro pilares: pensamento Crítico, Comunicação, Colaboração e Criatividade. No Brasil, a BNCC absorveu esses princípios nas 10 Competências Gerais da Educação Básica, tornando-os diretriz curricular obrigatória. Na prática, são competências que orientam não apenas o que o aluno aprende, mas como utiliza esse conhecimento para resolver problemas, tomar decisões e atuar em cenários de mudança.
Essas habilidades se organizam em três dimensões complementares:
Cognitivas, como pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas;
Socioemocionais, como colaboração, empatia, comunicação e resiliência;
Digitais, como uso intencional da tecnologia e pensamento computacional.
Essa combinação permite que o estudante avance além da resposta correta e desenvolva a capacidade de analisar contextos, sustentar argumentos e tomar decisões fundamentadas.
Esse desenvolvimento está diretamente relacionado à educação socioemocional, que amplia a capacidade de lidar com desafios, trabalhar em equipe e agir com responsabilidade.
Quais são as habilidades profissionais mais solicitadas
As habilidades profissionais mais solicitadas refletem mudanças estruturais no mercado. Organizações buscam profissionais capazes de atuar com autonomia, analisar cenários complexos e responder a demandas variáveis.
Entre as competências mais valorizadas, destacam-se:
Pensamento crítico, para avaliar informações e sustentar decisões;
Criatividade, para desenvolver soluções viáveis em contextos novos;
Colaboração, para atuar de forma produtiva em equipes diversas;
Alfabetização digital, para utilizar tecnologia com intencionalidade e senso crítico.
Essas habilidades não surgem espontaneamente, elas precisam ser desenvolvidas de maneira intencional na escola.
A relação entre habilidades do século XXI e profissões do futuro
As profissões do futuro são moldadas por transformações contínuas em tecnologia, dados e comportamento social. Muitas das carreiras mais promissoras hoje, como ciência de dados, design de experiência ou áreas ligadas à inteligência artificial, praticamente não existiam há alguns anos.
Elas cresceram rapidamente e continuam evoluindo, o que significa que funções, ferramentas e demandas mudam com frequência. Nesse cenário, a trajetória profissional passa a depender da capacidade de interpretar mudanças, aprender novas linguagens e aplicar conhecimentos em diferentes contextos.
É essa combinação que permite ao profissional se reposicionar no mundo do trabalho, diante de novas demandas. Isso já é visível em diferentes áreas, como a dos exemplos mencionados anteriormente:
Um profissional de dados precisa ir além da análise técnica e conseguir traduzir informações em decisões;
Um designer de experiência combina leitura de comportamento humano com proposição de soluções funcionais;
Um especialista em tecnologia precisa atualizar constantemente seus conhecimentos para acompanhar novas linguagens, sistemas e aplicações.
Esses exemplos mostram que o ponto em comum entre as carreiras não é o cargo em si, mas o domínio de habilidades transferíveis, como pensamento crítico, resolução de problemas e aprendizagem contínua.
Por isso, a escola tem um papel estratégico: aproximar o ensino da realidade, criando experiências que conectem teoria, prática e contexto. Isso se concretiza por meio de projetos, desafios e situações reais de aprendizagem, que ajudam o aluno a desenvolver competências aplicáveis fora da sala de aula.
Como desenvolver habilidades do século XXI na escola
Desenvolver habilidades do século XXI não exige a criação de novas disciplinas, mas uma reorganização intencional das práticas pedagógicas.
O ponto central está em como o conteúdo é trabalhado, e não apenas no que é ensinado. Isso implica planejar experiências de aprendizagem que mobilizem raciocínio, tomada de decisão e aplicação do conhecimento em diferentes contextos.
No cotidiano escolar, essa mudança se traduz em ações como:
propor situações-problema contextualizadas, que exigem análise e tomada de decisão;
incentivar investigação, argumentação e construção de hipóteses, em vez de respostas prontas;
valorizar o processo de aprendizagem, considerando etapas como tentativa, erro e revisão;
integrar a tecnologia de forma intencional, como ferramenta para explorar, testar e ampliar o conhecimento.
Essa abordagem desloca o aluno para uma posição mais ativa, na qual ele precisa mobilizar conhecimentos para resolver desafios, em vez de apenas reproduzir informações.
Nesse processo, o professor atua como mediador, orientando o raciocínio e propondo intervenções que garantem a progressão da aprendizagem.
Como desenvolver pensamento crítico em sala de aula
O pensamento crítico exige situações em que o aluno precisa interpretar informações, tomar decisões e sustentar argumentos.
Para isso, é possível contar com soluções educacionais como o Pense+. Ele contribui para a organização do processo de aprendizagem a partir de desafios progressivos, nos quais o estudante é incentivado a mobilizar diferentes conhecimentos para chegar a uma solução.
Ao longo dessas atividades, o aluno desenvolve a capacidade de:
Esse tipo de prática fortalece simultaneamente a resolução de problemas e a autonomia intelectual, enquanto o professor acompanha o percurso e intervém de forma direcionada.
Cultura maker e pensamento computacional na prática
A cultura maker introduz um elemento decisivo na aprendizagem: a necessidade de transformar ideias em soluções funcionais. Ao trabalhar com protótipos, o aluno precisa verificar se aquilo que foi planejado realmente funciona, o que exige precisão e revisão contínua.
Com o Inventura e o micro:bit, esse processo é incorporado à rotina escolar por meio de atividades que envolvem:
prototipagem de soluções físicas ou digitais;
integração entre programação, lógica e conceitos científicos;
validação prática do que foi desenvolvido.
Ao desenvolver, por exemplo, um sistema automatizado para monitoramento do ambiente escolar, o estudante precisa alinhar sensores, programação e execução. Caso o sistema não funcione, é necessário revisar cada etapa, o que aprofunda a compreensão do conteúdo.
Esse tipo de abordagem torna o aprendizado funcional, verificável e conectado a situações reais.
O papel da tecnologia no desenvolvimento dos alunos
A tecnologia educacional amplia a capacidade da escola de acompanhar, analisar e intervir no processo de aprendizagem com maior precisão. Seu valor está na forma como é integrada ao planejamento pedagógico e às rotinas de gestão.
Ao utilizar ferramentas digitais de maneira estruturada, a escola passa a operar com base em dados concretos, o que permite:
acompanhar o desempenho dos alunos em tempo real, identificando avanços e dificuldades com maior precisão;
mapear lacunas de aprendizagem específicas, evitando intervenções genéricas;
personalizar estratégias pedagógicas, ajustando o ensino conforme o ritmo e as necessidades de cada estudante;
qualificar a comunicação com famílias, com informações mais claras sobre o desenvolvimento dos alunos.
Esse uso orientado por dados possibilita a tomada de decisão e contribui para uma gestão mais consistente e alinhada aos objetivos educacionais.
Prepare sua escola para as habilidades do século XXI
As habilidades do século XXI influenciam diretamente as oportunidades que os alunos terão ao longo da vida. Integrá-las ao currículo significa preparar estudantes para lidar com mudanças, tomar decisões e atuar com autonomia.
Escolas que estruturam esse desenvolvimento de forma intencional conseguem alinhar planejamento pedagógico, prática docente e acompanhamento de resultados, tornando o processo mais consistente.
O Educacional apoia instituições nesse percurso, conectando pedagogia, tecnologia e formação docente em um ecossistema integrado.
Quer estruturar o desenvolvimento de habilidades do século XXI na sua escola? Fale com um especialista para entender como implementar essas soluções com apoio pedagógico e tecnológico.
A tecnologia já faz parte da vida dos estudantes, mas o grande desafio das escolas é transformar esse contato cotidiano em aprendizagem significativa. É nesse cenário que a BNCC Computação ganha protagonismo, não como mais um conteúdo a ser ensinado, mas como uma nova forma de pensar o ensino.
Os dados ajudam a entender essa urgência. De acordo com a Pesquisa TIC Educação 2023, 94% das escolas brasileiras têm acesso à internet, mas apenas 58% oferecem dispositivos para uso dos alunos.
O cenário é ainda mais desafiador do lado docente: um levantamento indicado pelo Cetic.br apontou que, entre outubro de 2022 e maio de 2023, 75% dos professores da educação básica relataram não ter recebido formação específica para usar ferramentas digitais em sala de aula nos últimos 12 meses anteriores à entrevista.
Para gestores, esses dois dados revelam o mesmo desafio: a infraestrutura avança, mas sem formação estruturada, o potencial se perde. A questão central é: como sair do uso pontual da tecnologia e avançar para uma implementação consistente alinhada ao currículo e capaz de gerar resultados reais?
Este artigo foi pensado como um guia prático e estratégico, com caminhos possíveis para implementar a computação no Ensino Fundamental de forma planejada e eficaz.
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O que é a BNCC Computação e por que ela é essencial
A BNCC Computação é o Complemento à Base Nacional Comum Curricular aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (Parecer CNE/CEB nº 2/2022) e homologado pelo MEC.
Diferente da BNCC original de 2018, que abordava tecnologia de forma transversal, o Complemento estabelece a computação como componente curricular obrigatório, estruturado em três eixos: Pensamento Computacional (resolução de problemas, algoritmos, abstração), Mundo Digital (redes, hardware, funcionamento da internet) e Cultura Digital (uso ético, letramento digital, cidadania). A obrigatoriedade de implementação entra em vigor a partir de 2026.
Nesse sentido, a BNCC Computação não se limita ao ensino de programação ou ao uso de ferramentas digitais. Ela também propõe o desenvolvimento de uma habilidade fundamental para o século XXI, o pensamento computacional, que envolve organizar ideias, identificar padrões, resolver problemas e construir soluções de forma lógica e criativa.
Pensando na introdução de uma cultura digital, a partir de 2026, essa competência passa a ser obrigatória nas escolas brasileiras, o que reforça a necessidade de adaptação das instituições desde já.
O que muda a partir de 2026: obrigatoriedade e prazos.
A partir de 2026, a BNCC Computação se torna componente curricular obrigatório para toda a Educação Básica por força do Parecer CNE/CEB nº 2/2022.
Com isso, a responsabilidade pela adequação curricular e a inserção dos novos eixos estruturados (Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital) passa a ser de todas as redes e escolas, públicas e privadas. É crucial que o planejamento pedagógico considere a realidade da escola e a integração com o currículo já existente para concretizar essa diretriz.
Para redes e escolas que buscam apoio técnico na implementação, o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) disponibiliza um currículo de referência em Tecnologia e Computação amplamente utilizado como ponto de partida para a organização curricular.
Objetivos da BNCC Computação na formação dos alunos:
Desenvolver o pensamento computacional como base para a organização do raciocínio e a resolução de problemas em diferentes contextos;
Promover a cultura digital, incentivando o uso crítico, ético e responsável das tecnologias;
Preparar os estudantes para atuar em uma sociedade cada vez mais digital, conectada e orientada por dados;
Estimular a autonomia e o protagonismo, colocando o aluno como agente ativo no processo de aprendizagem;
Incentivar a criatividade e a inovação, por meio da construção de soluções e projetos.
Competências e habilidades previstas para o Ensino Fundamental:
Compreensão e aplicação de lógica e algoritmos de forma progressiva;
Capacidade de identificar padrões, decompor problemas e criar soluções organizadas;
Uso de tecnologias digitais para criar, comunicar e resolver desafios reais;
Desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como colaboração, persistência e pensamento crítico;
Vivência de práticas como testar, errar, ajustar e melhorar soluções, fortalecendo uma aprendizagem mais ativa e significativa.
Na prática, essas competências se traduzem em atividades que vão além do ensino tradicional. Os alunos passam a aprender fazendo, experimentando e refletindo sobre seus próprios processos, o que torna o aprendizado mais conectado à realidade e mais duradouro.
Desafios dos gestores escolares na implementação
Embora a BNCC Computação traga diretrizes claras, o maior desafio das escolas não está em compreender o que precisa ser feito, mas em como transformar essa proposta em prática no dia a dia.
Falta de formação do corpo docente
Na prática, muitos professores ainda não se sentem seguros para trabalhar com computação em sala de aula. Isso não significa falta de interesse, mas sim uma lacuna na formação inicial e ausência de apoio estruturado.
Para o gestor, esse cenário se traduz em um desafio concreto. Como implementar uma diretriz curricular sem sobrecarregar a equipe ou depender de iniciativas isoladas? Sem formação continuada e direcionada, o risco é que a computação fique restrita a ações pontuais, sem continuidade ou impacto real.
Infraestrutura tecnológica e recursos
Outro ponto sensível está na tomada de decisão sobre recursos. Mais do que adquirir equipamentos, o gestor precisa garantir que eles sejam utilizados de forma estratégica.
A realidade de muitas escolas envolve limitações orçamentárias, uso compartilhado de dispositivos e diferentes níveis de acesso entre turmas. Isso exige planejamento para evitar desperdício de recursos e garantir que a tecnologia esteja, de fato, a serviço da aprendizagem.
Integração ao currículo existente
Talvez o maior desafio esteja na organização curricular. Um erro comum é tratar a computação como atividade extra, como um projeto isolado.
Na prática, isso gera:
falta de continuidade;
dificuldade de avaliação;
baixa conexão com outras disciplinas.
O desafio do gestor é estruturar uma lógica clara:
onde entra no currículo;
como evolui ao longo dos anos;
quem é responsável por cada etapa.
A computação não deve competir por espaço com outras disciplinas, mas sim dialogar com elas.
Isso exige organização, intencionalidade pedagógica e soluções que reduzam a complexidade da execução, permitindo que a escola avance com segurança e consistência.
Como implementar a BNCC Computação no Ensino Fundamental na prática
A implementação da BNCC Computação ganhou um direcionamento mais claro com a homologação da norma complementar pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), em 2022, consolidada pelo Ministério da Educação.
A partir desse marco, as escolas passaram a ter não apenas a obrigatoriedade, mas também um caminho mais estruturado para inserir a computação no currículo da educação básica.
No entanto, transformar essa diretriz em prática exige mais do que adequação formal, exige um planejamento que considere a realidade da escola, a formação da equipe e a integração com o currículo existente.
Planejamento pedagógico alinhado à BNCC
Toda mudança consistente começa pelo planejamento. No caso da BNCC Computação, isso significa olhar para o Projeto Político-Pedagógico (PPP) com um novo olhar.
Mais do que incluir conteúdos, é preciso identificar onde o pensamento computacional já pode acontecer e como ele pode evoluir ao longo dos anos.
Esse planejamento deve considerar:
Integração com outras disciplinas, evitando fragmentação;
Definição clara de objetivos de aprendizagem;
Escolha de metodologias que favoreçam a prática;
Adaptação à realidade da escola.
BNCC Computação por ano escolar: o que se espera em cada etapa
A implementação da BNCC Computação é progressiva e deve ser adaptada à maturidade cognitiva de cada etapa do Ensino Fundamental:
Anos Iniciais (1º ao 5º ano): O foco principal é desenvolver o Pensamento Computacional de forma lúdica e conceitual. Esse processo acontece, principalmente, por meio de atividades desplugadas (sem uso direto de computadores), que trabalham lógica, organização de ideias e resolução de problemas.
Nessa etapa, os alunos exploram conceitos como sequência, padrões e decomposição, além de iniciar a construção de uma cultura digital, com ênfase no uso ético, seguro e responsável das tecnologias
Anos Finais (6º ao 9º ano): Nesta fase, os estudantes aprofundam os conceitos, passando da abstração para a aplicação. O currículo inclui a introdução a algoritmos e programação visual, que permite a criação de projetos interativos. Além disso, há espaço para o desenvolvimento de projetos com robótica e dados, conectando o pensamento computacional a desafios práticos e do mundo real.
Metodologias ativas no ensino da computação
Para que a BNCC Computação se traduza em aprendizagem real, não basta apresentar conceitos, é necessário criar experiências em que o aluno participe ativamente do processo.
Isso acontece quando a computação deixa de ser apenas explicada e passa a ser vivenciada, conectando teoria e prática.
As metodologias ativas cumprem esse papel ao colocar o estudante no centro da aprendizagem, incentivando a investigação, a experimentação e a construção de soluções.
Estratégias que funcionam na prática:
Aprendizagem baseada em projetos, com desafios que fazem sentido para os alunos;
Resolução de problemas reais, aproximando escola e cotidiano;
A computação se consolida quando o aluno resolve problemas, e não apenas quando consome conteúdo. Em sala de aula, isso significa ir além da explicação de conceitos e propor desafios reais, como organizar um passo a passo para solucionar uma situação do cotidiano escolar.
Nesse processo, o aluno testa ideias, erra, ajusta estratégias e melhora suas soluções, desenvolvendo o raciocínio de forma prática, ativa e significativa.
Formação de educadores para a BNCC Computação
Nenhuma inovação na escola acontece sem o professor. Por isso, investir em formação continuada é fundamental. Mais do que ensinar ferramentas, é preciso desenvolver uma nova forma de pensar o ensino, alinhada à cultura digital.
Desenvolvimento contínuo do corpo docente
A formação docente precisa ir além de capacitações pontuais. Para que a implementação seja efetiva, é fundamental estruturar um processo de desenvolvimento contínuo, que acompanhe e apoie o professor no dia a dia da prática.
Isso envolve:
Formação aplicada, com foco em situações reais de sala de aula;
Acompanhamento pedagógico ao longo do tempo;
Espaços de troca entre professores, favorecendo a construção coletiva;
Apoio na adaptação de atividades e planejamento.
Sem apoio:
o professor evita aplicar;
ou aplica de forma superficial.
Com apoio estruturado:
há consistência entre turmas;
melhora o engajamento dos alunos;
reduz retrabalho pedagógico.
Cultura digital entre educadores
Outro ponto essencial é o fortalecimento da cultura digital entre os educadores. Implementar a BNCC Computação exige mais do que domínio técnico, exige uma mudança na forma de pensar o ensino.
Isso significa:
Compreender o papel da tecnologia como ferramenta pedagógica;
Estimular práticas mais investigativas e centradas no aluno;
Incorporar o erro como parte do processo de aprendizagem.
Quando a cultura digital está presente na equipe, a implementação deixa de depender de iniciativas isoladas e passa a fazer parte da identidade pedagógica da escola.
O papel da tecnologia e das plataformas educacionais na implementação da BNCC Computação
A tecnologia só faz sentido quando está a serviço da aprendizagem. Por isso, o uso de plataformas e ferramentas precisa ser estruturado e estar conectado a um objetivo pedagógico claro.
A tecnologia não resolve o problema sozinha, mas organiza a execução.
Sem estrutura:
uso pontual;
baixa continuidade;
dificuldade de avaliação.
Com soluções integradas:
currículo já organizado;
trilhas progressivas;
acompanhamento de resultados.
Ferramentas que facilitam o ensino da computação
Implementar a BNCC Computação exige transformar conceitos abstratos em experiências concretas, e isso só acontece quando a tecnologia passa a fazer parte da rotina escolar.
Na prática, isso envolve definir em quais momentos a tecnologia será utilizada, conectá-la aos objetivos de aprendizagem e garantir continuidade entre as séries.
Um exemplo claro é substituir o uso ocasional por uma organização estruturada, como projetos definidos por bimestre, aplicação em disciplinas específicas e acompanhamento pela coordenação pedagógica.
Esse tipo de organização transforma a tecnologia em parte do processo de ensino, e não em uma ação isolada.
É nesse cenário que entram as soluções educacionais, que facilitam essa integração ao oferecer um caminho já organizado. Um ecossistema integrado permite que a escola avance com mais consistência, conectando diferentes frentes da aprendizagem:
Nexis, com robótica e inteligência artificial, organizando o currículo e as trilhas de aprendizagem
Robotis, levando a computação para a prática por meio da robótica educacional
Pense+, desenvolvendo a base cognitiva do pensamento computacional
Para o gestor, isso representa um ganho direto em tempo, organização e segurança, reduzindo a complexidade da implementação e garantindo que a BNCC Computação aconteça de forma contínua e estruturada.
Estruturar o currículo de forma alinhada à BNCC;
Acompanhar o desempenho dos alunos de forma contínua;
Apoiar a gestão pedagógica com dados concretos;
Manter consistência na aplicação entre turmas e professores.
FAQ, dúvidas comuns sobre a BNCC Computação
A BNCC Computação exige laboratório? Não, a implementação pode ser adaptada à realidade da escola, focando no pensamento computacional, não exigindo laboratórios dedicados.
Como deve ser a formação dos professores? Deve ser um processo de apoio contínuo e formação prática, acompanhando e apoiando o professor no dia a dia da sala de aula.
A BNCC Computação substitui outras disciplinas? Não, ela complementa o currículo, promovendo a interdisciplinaridade e o diálogo com as áreas de conhecimento já existentes.
Como a avaliação é realizada? A avaliação deve focar em projetos e processos, analisando a capacidade do aluno de aplicar o pensamento computacional para resolver desafios.
A BNCC Computação é obrigatória a partir de 2026? Sim, ela é obrigatória para toda a Educação Básica a partir de 2026, exigindo que todas as escolas adaptem seus currículos para incluir os três eixos: Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital.
A BNCC Computação precisa ser disciplina própria? Não necessariamente; ela pode ser implementada por meio da integração com outras disciplinas, dependendo da estratégia curricular da escola
É possível ensinar sem computador? Sim, é totalmente possível e recomendado, por meio de atividades desplugadas que desenvolvem o pensamento computacional e a lógica.
A BNCC Computação vale para os Anos Iniciais? Sim, ela é válida e obrigatória para os Anos Iniciais, com foco em atividades lúdicas e no desenvolvimento do pensamento computacional sem código.
Quanto tempo leva a implementação da BNCC Computação? O tempo depende diretamente do planejamento estratégico e da organização curricular da escola.
Escolas pequenas precisam aplicar a BNCC Computação? Sim, todas as escolas de Educação Básica, públicas e privadas, de todos os portes, precisam adaptar seus currículos e aplicar a BNCC da Computação.
Como a Nexis pode apoiar a implementação da BNCC Computação
Diante de tantos desafios, contar com uma solução estruturada faz toda a diferença. O Nexis foi desenvolvido para apoiar escolas na implementação da BNCC Computação, integrando conteúdo pedagógico, tecnologia e formação docente em um único ecossistema.
Na prática, isso permite que a escola avance com mais segurança e consistência, ao contar com:
Currículo alinhado à BNCC Computação, já organizado em trilhas progressivas de aprendizagem;
Recursos pedagógicos prontos para aplicação, que facilitam o trabalho do professor em sala de aula;
Formação continuada para educadores, garantindo segurança na implementação;
Acompanhamento de desempenho dos alunos, com dados que apoiam a tomada de decisão do gestor;
Padronização da aplicação entre turmas, reduzindo lacunas no processo de ensino;
Otimização do tempo da equipe pedagógica, diminuindo retrabalho e aumentando a eficiência.
Com isso, a implementação deixa de ser um desafio operacional e passa a ser um processo estruturado, com maior previsibilidade e impacto real na aprendizagem.
Segundo os resultados do SAEB 2023, apenas 43,5% dos alunos do 5º ano demonstram proficiência adequada em Matemática — e em Língua Portuguesa, o cenário é semelhante. Diante desse diagnóstico, escolas de todo o Brasil têm buscado estratégias que vão além da aula expositiva. As maratonas de Matemática e Língua Portuguesa surgem como uma dessas respostas: iniciativas que combinam gamificação, desafios progressivos e análise de dados para transformar o aprendizado nessas duas áreas críticas.
Mais do que conteúdos escolares, Matemática e Língua Portuguesa são ferramentas que ajudam os alunos a compreender o mundo, organizar ideias, resolver problemas e se comunicar com clareza.
Apesar de sua importância, é comum que essas áreas ainda despertem resistência e insegurança. Diante desse cenário, escolas e educadores têm buscado novas formas de tornar o aprendizado mais envolvente.
Uma estratégia que vem ganhando espaço são as maratonas temáticas de aprendizagem, iniciativas que transformam o estudo em uma jornada de desafios, descobertas e colaboração.
Quando bem estruturadas, essas maratonas combinam gamificação, tecnologia educacional e análise de dados para estimular o engajamento dos alunos e fortalecer habilidades essenciais.
Neste artigo, você vai descobrir como organizar e introduzir maratonas de língua portuguesa e matemática no cotidiano, utilizando recursos pedagógicos e tecnológicos para melhorar o desempenho dos estudantes.
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Por que Matemática e Língua Portuguesa ainda geram bloqueios?
As dificuldades em Matemática e Língua Portuguesa fazem parte da realidade de muitas escolas. Mesmo sendo disciplinas centrais no currículo, elas ainda estão entre as que mais despertam insegurança nos estudantes.
Segundo a BNCC, as habilidades de leitura, interpretação e raciocínio lógico-matemático devem ser desenvolvidas de forma progressiva ao longo de toda a Educação Básica. Na realidade, os dados do IDEB e do SAEB mostram que as lacunas se acumulam: alunos que não consolidam a compreensão leitora no Fundamental I chegam ao Fundamental II sem conseguir interpretar enunciados matemáticos, criando um efeito cascata que se reflete nos índices de desempenho escolar.
Quando essas competências não são trabalhadas de forma progressiva, os alunos podem sentir que os conteúdos se tornam cada vez mais difíceis.
Outro fator importante é a forma como o ensino acontece. Metodologias muito padronizadas, que não consideram o ritmo de aprendizagem de cada estudante, podem acabar ampliando as dificuldades.
Por isso, cada vez mais escolas têm investido em diagnóstico pedagógico e acompanhamento individualizado, estratégias que ajudam a identificar lacunas e direcionar melhor as intervenções pedagógicas.
Maratona de matemática e português: como organizar na prática
As maratonas de matemática ede português podem transformar a rotina da sala de aula em uma experiência mais dinâmica, colaborativa e motivadora. Com planejamento, é possível criar um ambiente em que os estudantes aprendem enquanto participam de desafios estimulantes.
Veja alguns passos importantes para estruturar esse projeto.
Definir objetivos claros de aprendizagem
O primeiro passo é traduzir as habilidades da BNCC em metas mensuráveis para a maratona. Em vez de “melhorar a interpretação de textos”, a escola pode definir, por exemplo: “aumentar a taxa de acerto em questões de localização de informação explícita (EF15LP03) de 60% para 75% ao longo de 4 semanas.” Essa precisão permite que professores e coordenadores avaliem o impacto real da iniciativa, e não apenas a percepção subjetiva de engajamento.
2. Organizar desafios por níveis
Uma maratona inclusiva considera que cada estudante possui um ritmo de aprendizagem diferente. Por isso, os desafios podem ser organizados em níveis progressivos, permitindo que todos participem e avancem gradualmente.
Esse formato valoriza o esforço individual e evita que alunos se sintam desmotivados diante de atividades muito complexas.
3. Criar desafios semanais
Para manter oengajamento, a maratona pode ser estruturada em etapas semanais, com desafios que envolvam diferentes habilidades. Essa dinâmica ajuda a criar uma rotina de aprendizagem mais ativa.
Entre as atividades possíveis estão:
desafios matemáticos;
interpretação de textos;
produção de argumentos;
debates;
atividades interdisciplinares;
4.Utilizar um sistema de pontuação
Elementos de gamificação podem tornar a experiência ainda mais estimulante. Sistemas de pontuação, medalhas simbólicas ou rankings colaborativos ajudam a reconhecer o esforço dos alunos e incentivam a participação.
Quando essas estratégias são incorporadas à aula de matemática e à aula de português, o aprendizado ganha uma nova dimensão: mais interativa, participativa e significativa.
Como usar dados educacionais para direcionar intervenções pedagógicas
Uma das maiores vantagens das maratonas pedagógicas é a possibilidade de acompanhar o progresso dos alunos com mais precisão.
Durante os desafios, os professores podem observar os conteúdos que apresentam maior grau de dificuldade e quais habilidades precisam de reforço.
A análise de dados permite identificar, por exemplo:
padrões de erro em determinados conteúdos;
dificuldades específicas de grupos de alunos;
evolução do desempenho ao longo das atividades.
Essas informações ajudam a orientar decisões pedagógicas mais assertivas, tornando a aula de matemática e a aula de português mais estratégicas e eficientes.
Quando a escola utiliza dados educacionais para orientar o ensino, as intervenções deixam de ser baseadas apenas em percepções e passam a ser fundamentadas em evidências.
Trilhas adaptativas com Aprimora: personalização que gera resultado
Cada estudante aprende de uma forma e em um ritmo diferente. Por isso, a personalização do ensino tem se tornado uma prioridade nas escolas.
As trilhas adaptativas da plataforma Aprimora foram desenvolvidas justamente para atender essa necessidade. A partir do desempenho dos alunos, o sistema sugere atividades personalizadas em Matemática e Língua Portuguesa, respeitando o nível de aprendizagem de cada estudante.
Com esse acompanhamento mais preciso, os professores conseguem direcionar melhor as intervenções pedagógicas e apoiar os alunos que precisam de reforço.
Desenvolvendo pensamento crítico em Língua Portuguesa com Pense+
O ensino de Língua Portuguesa vai muito além da gramática. Ele também envolve a capacidade de interpretar informações, refletir sobre diferentes pontos de vista e construir argumentos.
A solução Pense+ foi criada para desenvolver essas competências por meio de atividades que estimulam a leitura e a interpretação crítica, a análise de diferentes perspectivas, a construção de argumentos e o desenvolvimento do pensamento reflexivo.
Ao integrar essas atividades às maratonas pedagógicas, os alunos passam a enxergar a leitura como uma ferramenta para compreender melhor o mundo e participar de debates de forma mais consciente.
Planejamento pedagógico: como transformar maratonas em estratégia contínua
Para que tenham impacto real no aprendizado, as maratonas não devem ser apenas eventos pontuais no calendário escolar. Quando integradas ao planejamento pedagógico, essas iniciativas se tornam parte de uma estratégia mais ampla de acompanhamento da aprendizagem.
Algumas práticas importantes incluem:
definir metas claras de aprendizagem;
acompanhar indicadores de desempenho;
revisar estratégias com base nos resultados obtidos;
integrar avaliações diagnósticas ao processo.
Assim, as maratonas deixam de ser apenas uma atividade motivacional e passam a contribuir diretamente para o desenvolvimento acadêmico dos estudantes.
Recomposição da aprendizagem como meta institucional
O impacto da pandemia sobre a aprendizagem ainda é visível nos indicadores educacionais. Segundo o Todos Pela Educação, o Brasil acumula uma defasagem equivalente a mais de um ano letivo em Matemática nos anos iniciais. O MEC, por meio da Política Nacional de Educação Digital (PNED), tem incentivado o uso de tecnologias educacionais como instrumento de recomposição, e as maratonas pedagógicas, quando apoiadas por dados de desempenho, se encaixam perfeitamente nessa estratégia.
Nesse contexto, as maratonas pedagógicas podem funcionar como ferramentas importantes para apoiar a recomposição da aprendizagem.
Ao oferecer desafios progressivos e acompanhamento constante, essas iniciativas ajudam os estudantes a recuperar competências fundamentais e avançar com mais segurança no percurso escolar.
Além disso, a combinação entre tecnologia educacional, personalização e análise de dados permite que as escolas acompanhem o progresso dos alunos de forma mais estratégica.
Pronto para transformar a educação com tecnologia inclusiva?
Melhorar o desempenho dos estudantes em Matemática e Língua Portuguesa exige mais do que boas práticas isoladas. É preciso planejamento, acompanhamento contínuo e estratégias que respeitem o ritmo de aprendizagem de cada aluno.
Quando maratonas pedagógicas, tecnologia educacional e análise de dados caminham juntas, o ensino se torna mais dinâmico, inclusivo e eficaz.
Assim, desafios históricos dessas disciplinas podem se transformar em oportunidades reais de desenvolvimento acadêmico.
A Bett Brasil 2026 acontece de 5 a 8 de maio no Expo Center Norte, em São Paulo, e chega à sua 31ª edição. Com o tema “Inteligências Individuais, Coletivas e Artificiais: todas em nós, agora!”, o evento reúne mais de 330 marcas expositoras, 450 palestrantes e 13 auditórios simultâneos.
Um destaque da programação é a palestra da LEGO® Education no dia 8 de maio, 10h30 — ‘Construindo o Letramento em IA por meio da Criatividade e da Colaboração’, com Arthur Sacek —, versão em português da apresentação realizada em Londres, que aborda a interseção entre inteligência artificial, robótica e metodologias ativas.
Neste artigo, você encontra tudo o que precisa saber: programação, temas centrais, tendências em destaque e o que o Educacional prepara para esta edição.
Mais do que apresentar produtos, a proposta é inspirar caminhos possíveis para uma educação mais engajadora, significativa e conectada com o futuro.
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O que é a Bett Brasil 2026 e por que ela é tão relevante
A Bett Brasil é um dos principais eventos de educação e tecnologia da América Latina, reunindo profissionais que estão à frente das transformações no ensino.
Na edição de 2025, o encontro contou com recorde de público: mais de 47 mil visitantes e 330 marcas expositoras na feira. O tema da edição foi “Educação para enfrentar crises e construir futuros regenerativos“.
A edição de 2025 registrou recorde de público com47 mil visitantes e 330 marcas expositoras. Para 2026, a organização ampliou a programação para 13 auditórios simultâneos, mais de 144 horas de conteúdo e um Summit dedicado exclusivamente à IA na Educação — sinal de que o evento acompanha a aceleração do debate sobre tecnologia educacional no Brasil.
Ao longo dos quatro dias, o evento se transforma em um espaço vivo de troca, onde educadores, gestores e especialistas compartilham práticas, discutem desafios reais e exploram caminhos para uma educação mais inovadora.
A programação inclui palestras, workshops, fóruns e espaços interativos, abordando temas atuais como inteligência artificial na educação, metodologias ativas e o desenvolvimento de competências essenciais para o futuro.
Um dos grandes diferenciais da Bett Brasil está na sua capacidade de conectar pessoas e ideias. O evento favorece o networking qualificado, aproxima instituições de soluções educacionais e permite que escolas conheçam, na prática, ferramentas que podem transformar o cotidiano pedagógico.
As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial. Vale lembrar que o credenciamento para visitantes da feira é gratuito, enquanto o acesso ao congresso é pago. Além da edição de São Paulo, a jornada de inovação contínua na Bett Nordeste, que ocorrerá em agosto, em Recife.
Subtemas na Bett Brasil 2026
Na Bett Brasil 2026, os subtemas organizam o debate educacional em torno de diferentes eixos como desenvolvimento individual, inteligência coletiva e uso da inteligência artificial na aprendizagem.
A proposta conecta competências socioemocionais, colaboração e tecnologia educacional na formação de cidadãos mais críticos, participativos e preparados para o mundo digital:
InteliGENTE (Inteligências Individuais) Valoriza cada estudante como único, desenvolvendo autoconhecimento, emoções e pensamento crítico no mundo digital.
HumaNÓS (Inteligência Coletiva) Fortalece a colaboração e o senso de pertencimento, conectando escola, comunidade e práticas que dão novo sentido ao educar.
InteligêncIA (Inteligência Artificial) Explora a IA como aliada da aprendizagem, de forma ética, prática e voltada à personalização do ensino.
Diálogos de Inteligências Integra diferentes formas de inteligência para enfrentar desafios reais e construir uma educação mais justa, inovadora e sustentável.
Summit IA na Educação
Nos dias 05 e 06 de maio a Bett Brasil 2026 traz uma novidade: o Summit de IA na Educação. O espaço vai reunir especialistas em palestras, painéis e sessões interativas para discutir o impacto da Inteligência Artificial na educação.
A programação conecta gestão, sala de aula e formação docente, trazendo exemplos reais e perspectivas internacionais sobre o uso da IA na educação.
Educacional marca presença com inovação e visão de futuro
Com uma trajetória consolidada, o Educacional chega ao evento reforçando sua autoridade no setor, com impacto em mais de 1 milhão de alunos, presença em 14 mil escolas e atuação em mais de 40 países. Esses números refletem uma atuação consistente, pautada na transformação real da aprendizagem.
Neste ano, um dos focos da Bett Brasil é a implementação de Inteligência Artificial (IA) na educação. A programação de IA na Bett Brasil 2026 abrange temas cruciais para a educação do futuro, como agentes inteligentes, PhysicalAI, letramento digital, personalização da aprendizagem e o uso pedagógico de plataformas digitais.
O debate se estende a algoritmos, redes sociais e dados, ilustrando como a Inteligência Artificial pode potencializar práticas pedagógicas, inovar a sala de aula e fomentar novos modelos de negócios educacionais.
A participação do Educacional na feira tem como objetivo ampliar conexões com instituições de ensino e parceiros estratégicos, além de apresentar novidades que traduzem as demandas atuais da educação.
O grande destaque do Educacional nesta edição é o lançamento do Nexis, a solução que será detalhada na próxima seção sobre o estande.
Educacional na Bett Brasil 2026: o que ver no estande
Durante o evento, os visitantes poderão conhecer um portfólio robusto, pensado para atender diferentes etapas da jornada educacional e promover uma aprendizagem mais dinâmica:
Nexis
O Nexis é o grande lançamento do Educacional na Bett Brasil 2026. A solução se destaca por unir tecnologia, conteúdo pedagógico estruturado e formação de professores, elementos essenciais para transformar a sala de aula. Ele foi pensado para tornar a aprendizagem mais prática, significativa e totalmente alinhada às demandas atuais da educação, preparando os alunos para os desafios do futuro.
O pensamento computacional — capacidade de organizar ideias, decompor problemas e construir soluções lógicas — é um dos pilares da educação no Ensino Fundamental. O Nexis foi desenvolvido com esse foco, indo além da teoria para estimular a criatividade por meio de experiências concretas.
A solução atua além da montagem, integra Inteligência Artificial e programação para o 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental (8 a 11 anos) e Anos Finais (a partir de 11 anos) no currículo de robótica. O aprendizado é reforçado por Plataformas Digitais que oferecem um ambiente gamificado e trilhas de aprendizagem, estimulando também o engajamento em Eventos e Competições de nível nacional.
É nesse contexto de inovação que o Nexis surge como a resposta integrada para a implementação efetiva da BNCC Computação nas escolas. A solução possibilita que as instituições coloquem em prática as diretrizes curriculares utilizando uma abordagem baseada na resolução de problemas.
Isso garante que os alunos desenvolvam competências digitais de forma estruturada e relevante, capacitando-os para organizar ideias de forma lógica e criar soluções complexas.
Os visitantes também poderão conhecer no evento: o Aprimora (plataforma adaptativa), Robotis (robótica por etapa escolar), Inventura (cultura maker com micro:bit).
Por que visitar o estande do Educacional
Participar deste momento é a oportunidade ideal para ir além da teoria e vivenciar, na prática, o que há de mais atual em inovação educacional.
No estande do Educacional, será possível conhecer de perto soluções aplicadas ao dia a dia das escolas, esclarecer dúvidas diretamente com especialistas e compreender como as principais tendências da educação podem ser implementadas de forma estratégica na sua instituição.
Além disso, o evento ganha ainda mais relevância com a presença da liderança da empresa, incluindo o CEO do Educacional, Martin Oyanguren, o que torna esse encontro uma oportunidade única de troca e conexão.
No estande do Educacional, gestores e educadores poderão conversar diretamente com consultores pedagógicos e especialistas de produto para entender como cada solução se aplica à realidade da sua escola, seja rede pública, particular ou parceiro revendedor.
Visite o estande do Educacional na Bett Brasil 2026
Estar presente na Bett Brasil 2026 é dar um passo importante em direção a uma educação mais inovadora e conectada com o futuro.
A Bett Brasil 2026 acontece de5 a 8 de maio no Expo Center Norte (SP). Inscrições pelo site oficial. Visite o estande do Educacional Stand F50 para conhecer o Nexis e o ecossistema completo de soluções. Quer agendar uma conversa com nosso time durante o evento? Fale pelo WhatsApp.
Garanta a sua inscrição e conheça as soluções que já estão transformando escolas e impactando milhares de estudantes.
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