A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
O Global EdTech Startups Awards (GESAwards) é a maior competição global voltada a startups que transformam a educação por meio da tecnologia. O prêmio reconhece soluções inovadoras que impactam positivamente o aprendizado e promove a conexão entre empreendedores, investidores e educadores em escala mundial.
No Brasil, o GESAwards representa uma porta de entrada para startups que desejam visibilidade internacional. O Educacional é o operador oficial da competição no país, responsável por coordenar as inscrições, avaliações e a semifinal brasileira. Participar do prêmio significa abrir caminhos para parcerias estratégicas e oportunidades de crescimento global. Confira outras razões para inscrever a sua edtech:
Visibilidade internacional: apresente sua startup a especialistas e investidores globais;
Reconhecimento: tenha sua solução validada por um dos maiores prêmios do setor;
Networking estratégico: conecte-se a outros empreendedores e empresas de tecnologia educacional;
Oportunidades de expansão: possibilidade de novas parcerias e acesso a novos mercados.
Mais do que uma competição, o GESAwards Brasil atua como catalisador para o crescimento das edtechs. Ele fomenta a inovação, incentiva a criação de soluções que personalizam e democratizam o ensino e fortalece a posição do Brasil no mapa global da educação tecnológica.
Como participar do GESAwards Brasil 2025
As inscrições, para edtechs que desejam participar, estão abertas até 30 de setembro. Startups interessadas devem submeter suas soluções para concorrer à vaga na semifinal brasileira, que acontecerá em 20 de novembro. Os vencedores dessa etapa seguem para a competição global, disputando com os melhores projetos de edtech do mundo.
Para se inscrever basta clicar aqui e preencher os dados solicitados.
O GESAwards Brasil 2025 é uma oportunidade para startups brasileiras que buscam projeção no cenário nacional e internacional, além de validação para suas soluções educacionais.
Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e a aprender a ser. Esses são os 4 pilares da educação, tão difundidos em artigos acadêmicos, documentos curriculares e projetos políticos-pedagógicos.
Para entender melhor quando eles surgiram e o que eles significam na prática, continue a leitura do artigo.
Os 4 pilares da educação são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
A origem dos pilares está no relatório Educação – Um Tesouro a Descobrir, que foi publicado pela Unesco em 2010 e produzido pela Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, cujo presidente foi Jacques Delors.
Aprender a conhecer
Como definiu o relatório da Unesco, aprender a conhecer é aprender a aprender. É ter a habilidade de aproveitar as oportunidades oferecidas ao longo da vida para se capacitar, estudar vários assuntos e ampliar sua rede de conhecimentos.
Esse pilar tem como objetivo a educação continuada (lifelong learning). Durante a Educação Básica, e até no Ensino Superior, o estudante vai ter a possibilidade de estudar, em profundidade, um número reduzido de assuntos.
Porém, ele vai continuar aprendendo ao longo da vida se ele for curioso, disposto a aprender coisas novas e apto a explorar fontes de informação (online e offline), cursos de aprimoramento e outras formas de educação continuada.
Assim, esse pilar tem a ver com autonomia intelectual e iniciativa de buscar por si mesmo novos conhecimentos, além da capacidade de se adaptar às mudanças.
“A capacidade de adaptação e de aprender a aprender e a reaprender, tão necessária para milhares de trabalhadores que terão de ser reconvertidos em vez de despedidos, a flexibilidade e modificabilidade para novos postos de trabalho vão surgir cada vez com mais veemência.” – Vitor da Fonseca, psicopedagogo e psicomotricista.
Aprender a fazer
Além de conhecer, o estudante deve estar apto a colocar sua rede de conhecimentos em prática, tanto no trabalho quanto na vida cotidiana, inclusive em cooperação com outras pessoas.
Esse pilar enfatiza a importância da educação técnica-profissional, porque busca a qualificação dos estudantes para o mercado de trabalho.
Mas ele também reforça a necessidade de unir teoria e prática no ensino, contextualizando os conteúdos curriculares, problematizando questões sociais e levando os estudantes a refletirem sobre os seus papéis na transformação da realidade.
A cultura maker também se relaciona com esse pilar, já que ela instiga os estudantes a “colocarem a mão na massa” e trabalharem em equipe.
Aprender a conviver
O terceiro pilar da educação é aprender a conviver. Ele remete ao desenvolvimento de habilidades interpessoais, como empatia, compreensão do outro, solidariedade, colaboração, respeito e comunicação.
O objetivo deste pilar, segundo o relatório da Unesco, é facilitar a realização de projetos coletivos e a gestão inteligente e apaziguadora de conflitos, principalmente porque vivemos um mundo globalizado e interdependente.
Para isso, precisamos reconhecer como precisamos uns dos outros. O respeito à pluralidade de valores, tradições, culturas e religiões também se faz necessário aqui.
Aprender a ser
O quarto pilar da educação foca na individualidade do aluno. É o desenvolvimento da própria identidade, incluindo a personalidade, as crenças, os valores pessoais, os desejos, as aptidões e as habilidades.
Neste ponto, é imprescindível que a escola ajude os estudantes a reconhecerem suas potencialidades, além de fomentar o autoconhecimento, a responsabilidade pessoal, o discernimento e a autonomia.
Nas palavras do relatório da Unesco, o objetivo é “não deixar inexplorado nenhum dos talentos que, à semelhança de tesouros, estão soterrados no interior de cada ser humano”.
Esse pilar tem uma forte relação com o Projeto de Vida do Ensino Médio, como iremos explicar mais adiante.
Qual é a importância desses 4 pilares?
Os 4 pilares da educação funcionam como um guia para as escolas e redes de ensino, mostrando as principais responsabilidades da educação no século XXI.
Desde a formulação por Jacques Delors na década de 90, os 4 pilares têm sido citados em artigos, livros, materiais didáticos e documentos curriculares do mundo todo.
Uma contribuição importante desse conceito é que ele evita uma visão incompleta da educação, limitada somente à transmissão de informações e conteúdos.
Em vez disso, os 4 pilares apoiam uma educação integral, que busca a formação completa do estudante em todas as suas dimensões (intelectual, emocional, social, física, estética e cultural), para que ele esteja apto a viver em sociedade.
“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
No trecho abaixo, vemos uma referência aos pilares de aprender a conhecer e aprender a fazer:
“Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC”
Já as competências gerais da Educação Básica de nº 6, 8, 9 e 10 se aproximam dos pilares do aprender a conviver e aprender a ser:
“6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.”
Além disso, tanto nos direitos de aprendizagem da Educação Infantil quanto nas competências específicas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, vemos competências relacionadas a identidade, autoconhecimento e construção do projeto de vida.
Como trabalhar os 4 pilares da educação na prática?
Agora que você já entendeu a fundo o que os pilares da educação significam, vejamos, na prática, como eles podem ser aplicados na escola.
Aprender a conhecer
Para concretizar o primeiro pilar da educação, a escola deve:
Aguçar a curiosidade intelectual dos alunos
Ao invés de entregar respostas prontas, a escola deve aguçar a curiosidade intelectual das crianças por meio de perguntas provocadoras e situações-problema.
Aqui, ganha importância a investigação científica, que se apoia na observação do mundo, na experimentação, na comparação, na formulação de perguntas e na elaboração de hipóteses.
Para isso, é preciso aumentar a quantidade de experimentos e atividades de pesquisa na escola.
Incentivar a autonomia do estudante
Outra habilidade essencial do primeiro pilar é a autonomia. O estudante deve ser capaz de buscar, por si próprio, as fontes de informação e conhecimento.
Como mencionamos anteriormente, essa habilidade será necessária não só durante a escolarização como também ao longo da vida, para aperfeiçoamento constante no campo acadêmico e profissional.
Nesse sentido, a escola deve criar oportunidades para o desenvolvimento dessa autonomia, como projetos autorais, produções textuais de tema livre, seminários, debates e sala de aula invertida.
Ensinar o estudante a pesquisar e buscar informações
Além de ser proativo e curioso para aprender fatos novos, o estudante precisa conhecer as ferramentas e as técnicas de pesquisa, seja ela em campo, na Internet ou na biblioteca.
A escola tem um papel indispensável na recomendação de fontes confiáveis de informação e no aprimoramento do senso crítico dos estudantes. Esse desenvolvimento se dá por meio de leituras, pesquisas, debates e checagem de informações.
Personalizar o ensino
Para que os alunos aprendam, de forma eficaz, todos os conhecimentos previstos no currículo, é importante personalizar o ensino para se adequar aos interesses, necessidades, níveis de proficiência e estilo de aprendizagem de cada estudante.
Na sala de aula, antes de tudo, o professor deve conhecer o perfil dos alunos, por meio da observação e de pequenas entrevistas.
Depois, o docente deve utilizar técnicas e recursos educacionais que sejam atraentes para os todos os grupos de alunos, de forma alternada ou conjunta. Por exemplo, usando slides para atender os alunos com estilo de aprendizagem visual e debates para engajar os que possuem estilo de aprendizagem auditiva.
Outra dica é realizar atividades em plataformas de aprendizagem adaptativa. Essas plataformas utilizam Inteligência Artificial para ajustar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do usuário.
O Aprimora é uma plataforma inovadora que combina aprendizagem adaptativa e gamificação para ensinar Língua Portuguesa e Matemática.
Com a ajuda da assistente virtual Maria, os alunos embarcam em uma jornada de descoberta personalizada, onde cada dúvida é uma oportunidade para desenvolver habilidades de pensamento crítico e autonomia.
A Inteligência Artificial por trás da plataforma cria uma experiência de aprendizagem única, adaptando-se às necessidades individuais de cada aluno e tornando a educação mais eficaz e envolvente.
É como ter um tutor pessoal ao seu lado, sempre pronto para ajudar e apoiar no caminho do conhecimento!
Aprender a fazer
O segundo pilar da educação pode ser visto, na prática, nas seguintes estratégias:
Cultura maker
A cultura maker é uma abordagem educacional que incentiva os estudantes a aprender fazendo, colocando a mão na massa. Os estudantes são desafiados a construir, consertar ou modificar objetos, aplicando conhecimentos de diversas áreas e se apropriando de novas tecnologias.
Essa estratégia tem tudo a ver com o segundo pilar da educação, porque promove o desenvolvimento de habilidades práticas e a resolução de problemas.
A cultura maker incentiva a autonomia, a proatividade, o pensamento crítico e a tomada de decisões responsável. Ela também aumenta o engajamento dos estudantes, desperta o interesse da turma e facilita a compreensão de assuntos complexos.
Alinhada com a cultura maker, a robótica educacional também dá a chance de os alunos aprenderem fazendo, com a construção de robôs, sensores e circuitos elétricos.
Nas aulas de robótica, os alunos trabalham seu poder de análise, planejamento, criação e execução de ideias. Eles também precisam testar as soluções e dialogar com os colegas no decorrer das atividades práticas.
Além disso, a robótica integra conceitos de programação e computação, que são imprescindíveis para o futuro mercado de trabalho. E os projetos de robótica são, em geral, interdisciplinares, fortalecendo outros componentes curriculares, como Matemática, Geografia e Física.
Protagonismo e resolução de problemas
Na sala de aula, o professor deve ter o cuidado de relacionar o conteúdo curricular com os desafios e problemas da vida real. Além de facilitar a aprendizagem significativa, essa associação favorece o protagonismo juvenil dentro e fora da escola.
Os estudantes devem ser desafiados a agirem e intervirem na realidade para a resolução de problemas sociais, econômicos, políticos e ambientais.
As metodologias ativas são estratégicas para a promoção de uma aprendizagem ativa, autônoma e protagonista. Afinal, com elas o estudante é compelido a aprender, apresentar ou produzir alguma coisa por conta própria, sozinho ou em colaboração com os colegas.
O uso crescente dessas metodologias na escola tende a gerar alunos mais engajados, responsáveis e confiantes. Essas características são essenciais para o enfrentamento de situações adversas na vida.
Ensino técnico-profissionalizante
O Ensino técnico-profissionalizante tem como diferencial o foco maior na preparação para o mercado de trabalho. Algumas escolas de Ensino Médio oferecem essa modalidade de ensino, somando conteúdos do currículo comum a aulas teóricas ou práticas de cunho profissionalizante.
Nessas aulas, é importante que a escola trabalhe as habilidades mais demandadas pelo mercado de trabalho – tanto as hard skills (habilidades técnicas específicas de um setor ou área do conhecimento) quanto as soft skills (habilidades socioemocionais).
Experimentação vocacional
Ainda no que tange à preparação para o mercado de trabalho, no Ensino Médio, os estudantes têm o grande desafio de decidirem o que irão fazer após a conclusão da Educação Básica.
Para auxiliar os estudantes nessa descoberta, é aconselhável que a escola convide alguns profissionais para fazerem palestras e rodas de conversa com os alunos.
Aprender a conviver
Para ensinar os estudantes a conviverem, é importante:
Realizar trabalhos em grupo
Inclua no cronograma atividades em grupo que possibilitem o diálogo, a troca de ideias e a construção coletiva do conhecimento.
Bons exemplos são os seminários, os debates, as rodas de conversa, os projetos em grupo e as metodologias “aprendizagem cooperativa” e “aprendizagem baseada em equipe”.
Criar uma cultura de acolhimento
Cuide para que a sua escola seja um ambiente acolhedor, onde as pessoas são bem recebidas e se sentem confortáveis. A criação de um grupo de acolhimento escolar, responsável por apresentar as pessoas novas na escola e organizar a recepção de calouros, é uma boa pedida.
Além disso, promova a prática de rodas de conversa e escuta ativa. Eles são úteis para apoiar a comunidade escolar diante dos dilemas, problemas e dificuldades.
Mediar conflitos na escola
Tanto o professor quanto o gestor escolar atuam na mediação de conflitos na escola, que podem envolver estudantes, pais e profissionais da instituição.
Se, por um lado, o surgimento do conflito é fruto de algum equívoco na convivência entre as partes, a resolução da disputa é uma oportunidade de aprendizado para todos os lados.
Ao conversar com as partes envolvidas, tente fazê-los chegar a um acordo e enxergarem a situação pelo olhar do outro. Assim, você incentiva a empatia, a compreensão mútua, o autocontrole e a comunicação não violenta.
Ensinar a lidar com as diferenças
É essencial, para uma boa convivência, saber como lidar com as diferenças entre as pessoas.
Antes de tudo, é necessário que a criança reconheça a sua cultura, suas tradições e valores, habilidades e características físicas. Depois, é preciso reconhecer o lugar do outro e entender a pluralidade de ideias, crenças, fisionomias e assim por diante.
Por mais que esse processo pareça simples, ele é fundamental para a formação do estudante e ocupa, não por coincidência, boa parte das aulas de Educação Infantil.
No Ensino Fundamental e no Ensino Médio, essa competência é aprofundada no respeito à diversidade étnico-cultural e na valorização das diferenças.
Essas habilidades são divididas em dois grupos: interpessoais e intrapessoais. O primeiro grupo corresponde às aptidões para se relacionar com pessoas, como a demonstração de empatia, a resolução colaborativa de problemas e a defesa dos direitos do outro.
O segundo grupo diz respeito à relação do indivíduo consigo mesmo, como veremos a seguir.
Aprender a ser
Para cumprir o quarto pilar da educação, a escola precisa:
As habilidades socioemocionais intrapessoais incluem a identificação dos próprios interesses, a gestão das emoções e o reconhecimento de qualidades e defeitos.
São comportamentos, atitudes e modos de pensar indispensáveis para o autoconhecimento e o aperfeiçoamento pessoal. Por isso, a escola deve desenvolver essas habilidades.
Trabalhar o Projeto de Vida
A escola deve abordar o Projeto de Vida em todas as aulas e atividades, de alguma forma, para que o processo de aprendizagem do estudante esteja intrinsecamente ligado aos seus interesses e objetivos de vida.
Separar um horário da grade curricular para o Projeto de Vida, fazendo dele também um componente curricular, é uma forma de aprofundar os temas relacionados a identidade, autoestima, planejamento, resiliência, protagonismo e cidadania.
Valorizar as diferenças
Outra forma de fortalecer o quarto pilar da educação é valorizando, como diz a BNCC, “a diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza”.
Isso pode ser feito por meio de aulas expositivas sobre diferentes culturas e tradições, palestras sobre bullying e discriminação e a contratação de profissionais de variadas etnias, raças, religiões, gêneros e orientações sexuais.
Como o Educacional contribui para o desenvolvimento dos 4 pilares?
As soluções do Educacional promovem um ensino personalizado, ativo e colaborativo, com foco no desenvolvimento de habilidades cognitivas, digitais e socioemocionais.
Todavia, algumas soluções atuam, com mais veemência, em um pilar específico. É o caso do Inventura e do por exemplo, que fortalecem principalmente o aprender a fazer.
Ao contrário do que muitos pensam, ter dificuldade de aprendizagem não significa ser burro ou preguiçoso para estudar. Esse problema acadêmico é influenciado por muitos fatores que vão além da vontade do aluno.
Independentemente do motivo, essa é uma grande fonte de preocupação para as escolas e para as famílias. Por isso, o Educacional preparou esse artigo para orientar os gestores a lidarem com a situação.
Leia até o final para ver como solucionar as dificuldades de aprendizagem.
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O que é dificuldade de aprendizagem?
O termo “dificuldade de aprendizagem” é um conceito amplo, cujo significado não tem consenso entre os especialistas.
Para alguns, ele se refere a um problema de aprendizagem causado por inúmeros fatores (pedagógicos, socioeconômicos, familiares, biológicos e emocionais).
Para outros, a dificuldade de aprendizagem é uma desordem neurológica que afeta a capacidade do indivíduo de adquirir novos conhecimentos e habilidades. Porém, consideramos que o termo mais apropriado para essa definição é “transtorno de aprendizagem”.
Ao longo deste artigo, levaremos em conta o primeiro significado de dificuldade de aprendizagem.
O aluno nesta condição apresenta desempenho acadêmico abaixo do esperado para a sua idade e o seu nível de escolaridade, podendo afetar, também, a sua autoestima e o seu relacionamento com os colegas.
Às vezes, as dificuldades se manifestam em áreas específicas, como leitura, escrita, matemática, atenção ou organização.
Dificuldade de aprendizagem X Transtorno de aprendizagem
Qual é a diferença entre dificuldade de aprendizagem e transtorno de aprendizagem?
A dificuldade de aprendizagem é mais geral e pode ter vários motivos por trás dela, muitas vezes externos ao estudante. Já o transtorno de aprendizagem é uma condição neurológica do indivíduo.
Os principais transtornos ou distúrbios de aprendizagem são:
dislexia: funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos linguísticos relacionados à leitura e à escrita;
discalculia: disfunção neurológica que impossibilita o estudante de acessar informações matemáticas;
e disgrafia: distúrbio de origem neurológica que se caracteriza pela incapacidade de escrever, desenhar e copiar palavras.
Principais causas de dificuldade de aprendizagem
A aprendizagem é um processo cerebral complexo. Por isso, qualquer tipo de dificuldade nessa área não pode ser encarada como algo simples.
Geralmente, os problemas de aprendizagem são desencadeados por uma interação de diversos fatores, como:
aspectos biológicos: transtornos de aprendizagem, transtornos de neurodesenvolvimento (tais como hiperatividade e déficit de atenção), doenças crônicas e problemas neurológicos que afetam a vida escolar;
aspectos socioeconômicos: nutrição inadequada, vulnerabilidade social, trabalho infantil, falta de acesso a educação de qualidade, ausência de um ambiente apropriado para estudar e realizar as tarefas de casa, barreiras culturais ou linguísticas;
aspectos familiares: conflitos em casa, violência doméstica, família disfuncional, negligência dos pais ou responsáveis;
aspectos pedagógicos: metodologias de ensino defasadas, falta de acompanhamento pedagógico, professores pouco qualificados, escola mal equipada e abordagens que não atendem às necessidades individuais do estudante.
Como identificar as dificuldades de aprendizagem na escola?
Para identificar as dificuldades de aprendizagem dos estudantes, a escola precisa realizar avaliações diagnósticas completas, com regularidade.
É preciso examinar a proficiência dos alunos em todas as áreas do conhecimento, testando várias habilidades com diferentes tipos de questões e raciocínios.
Se o resultado de sucessivas avaliações ficar abaixo do esperado, é possível que o estudante tenha alguma dificuldade de aprendizagem.
A observação em sala de aula também fornece informações complementares sobre o desenvolvimento do aluno, como dificuldade de coordenação motora e tempo maior que os colegas para copiar os textos do quadro.
Diante desses sinais, a escola pode encaminhar os alunos com problemas de aprendizagem para um psicopedagogo, a fim de passarem por uma avaliação profissional.
O psicopedagogo faz diagnósticos clínicos, identificando as causas das dificuldades de aprendizagem.
“Costumo dizer que não adianta tratar a febre, que é o sintoma, sem identificar e combater a infecção, a causadora do sintoma. É assim com problema de aprendizagem escolar. É preciso identificar a causa, combatê-la e tratar o sintoma.” – Nadia A. Bossa, psicopedagoga
Como a escola pode ajudar os alunos com dificuldade de aprendizagem?
O principal problema das dificuldades de aprendizagem é que elas tendem a se acumular com o passar do tempo, aumentando os riscos de abandono e evasão escolar.
Por isso, é essencial que a escola tome medidas rápidas para ajudar os estudantes. Confira abaixo cinco ações recomendadas pelo Educacional:
1. Parceria entre escola e família
A parceria entre escola e família é muito importante para o desenvolvimento escolar dos alunos. A escola deve nutrir uma relação próxima com as famílias, marcada por uma comunicação eficiente e transparente e realizar reuniões de pais e mestres e reuniões pedagógicas sempre que necessário.
É fundamental compartilhar com os pais e responsáveis todos os resultados das avaliações, orientações, avanços e intervenções pedagógicas. As ferramentas de comunicação escolar do Hub Educacional são muito úteis para agilizar esse feedback.
Também é preciso se reunir com as famílias, periodicamente, para explicar as dificuldades de aprendizagem dos alunos e angariar a colaboração dos pais.
A instituição deve auxiliar os pais e responsáveis a ajudar os alunos em casa. Por exemplo:
criando materiais informativos;
realizando workshops;
dando dicas de organização do ambiente de estudo;
e indicando psicopedagogos clínicos.
2. Reforço escolar
O reforço escolar é uma das estratégias mais recomendadas para alunos com dificuldade de aprendizagem. Para surtir efeito, porém, é necessário adotar uma abordagem personalizada para cada aluno.
O Aprimora é uma plataforma gamificada e adaptativa de aprendizagem que oferece reforço escolar personalizado para alunos do Ensino Fundamental.
A plataforma cria jornadas personalizadas de aprendizagem, agora com Inteligência Artificial generativa, ajudando a desenvolver habilidades em Matemática e Língua Portuguesa de forma dinâmica e interativa.
3. Acompanhamento pedagógico
Para monitorar o progresso do estudante ao longo do tempo – e monitorar a eficácia das estratégias de ensino –, a escola deve acompanhar todo o processo de ensino-aprendizagem dos alunos com dificuldade.
Mais uma vez, as ferramentas digitais são grandes aliadas da escola, pois facilitam a análise de indicadores de aprendizagem e o acompanhamento pedagógico.
Por meio do relatório individual do aluno no Aprimora, é possível detectar o ritmo de aprendizado e o nível de proficiência de cada aluno em Língua Portuguesa e Matemática, ajustando os conteúdos automaticamente, de acordo com as características de cada estudante.
4. Atendimento com psicólogo escolar
Como mencionado anteriormente, algumas dificuldades de aprendizagem são desencadeadas por fatores emocionais, como depressão, ansiedade e baixa auto-estima.
O psicólogo da escola pode ajudar a diagnosticar esse problema e dar suporte inicial para o aluno, além de orientar um tratamento com psicólogo clínico, se necessário.
5. Atividades online gamificadas
Os games educacionais são ferramentas poderosas no auxílio aos alunos com dificuldade de aprendizagem.
Os elementos típicos dos jogos, como pontuação, recompensas e níveis crescentes de dificuldade, podem tornar o aprendizado mais divertido e estimulante, aumentando a motivação dos alunos.
Além disso, algumas plataformas se adaptam automaticamente ao ritmo e nível de proficiência dos usuários, criando jornadas personalizadas de ensino, como é o caso do Aprimora, já mencionado anteriormente.
Exemplos de atividades para alunos com dificuldade de aprendizagem
É fundamental planejar atividades que trabalhem habilidades essenciais em leitura, escrita, matemática e aspectos socioemocionais, pois essas são áreas comuns de dificuldade de aprendizagem e desenvolvimento.
Ao trabalhar essas habilidades, os alunos podem desenvolver uma base sólida para o sucesso acadêmico e pessoal. Entretanto, é importante ressaltar que as atividades sugeridas devem ser personalizadas e adaptadas às necessidades de cada aluno ou turma.
1.Desenvolvendo a leitura crítica
Essa atividade torna a análise de textos mais lúdica e interativa, incentivando os alunos a trabalhar em equipe e a desenvolver suas habilidades de leitura crítica e compreensão de textos.
Atividade: Caça ao tesouro de textos;
Objetivo: desenvolver a habilidade de leitura crítica e compreensão de textos de forma lúdica e interativa;
Descrição: os alunos serão divididos em equipes e receberão um mapa para a caça ao tesouro de textos. Ao encontrar os textos, têm que lê-los, responder a algumas perguntas de interpretação, analisar e identificar os gêneros textuais. gêneros.
Habilidades trabalhadas: leitura, escrita, pensamento crítico, trabalho em equipe.
2.Melhorando a escrita criativa
A intenção dessa tarefa é tornar a escrita criativa mais lúdica e interativa, permitindo que os alunos explorem diferentes estilos e gêneros e desenvolvam suas habilidades de escrita de forma mais consistente.
Atividade: Fábrica de histórias;
Objetivo: desenvolver a habilidade de escrita criativa e expressão de ideias de forma lúdica;
Descrição: Os alunos serão convidados a participar de uma Fábrica de Histórias, onde terão a oportunidade de criar textos criativos e explorar diferentes estilos e gêneros. A atividade será dividida em diferentes estações de escrita, cada uma com um tema ou desafio específico.
Estação 1: Caixa de palavras – Os alunos receberão uma caixa com palavras aleatórias e terão que criar uma história usando todas as palavras;
Estação 2: Imagem inspiradora – Os estudantes receberão uma imagem e terão que criar uma história baseada nela;
Estação 3: Gênero surpresa – receberão um gênero literário aleatório como por exemplo, romance, ficção científica, terror, e terão que criar uma história nesse estilo.
Habilidades trabalhadas: escrita, criatividade, expressão de ideias, imaginação.
3. Desenvolvendo habilidades matemáticas
O objetivo da atividade é que os alunos desenvolvam suas habilidades de resolução de problemas matemáticos de forma mais desafiadora, ao mesmo tempo em que praticam a comunicação e o pensamento crítico.
Atividade: Criando e trocando situações-problema;
Objetivo: desenvolver a habilidade de resolução de problemas matemáticos e pensamento crítico;
Descrição: os alunos trabalharão em duplas para criar um problema matemático e, em seguida, trocarão com outra dupla para resolver o problema criado;
Habilidades trabalhadas: escrita, raciocínio lógico, resolução de problemas, pensamento crítico e comunicação.
4.Trabalhando a autoestima e a confiança
A proposta cria um ambiente de apoio e reconhecimento, onde os estudantes podem se sentir valorizados e motivados a continuar se esforçando e alcançando seus objetivos.
Atividade: Reconhecimento de conquistas;
Objetivo: desenvolver a autoestima e a confiança dos alunos;
Descrição: os alunos participarão de uma sessão de compartilhamento de conquistas, onde cada um terá a oportunidade de compartilhar seus sucessos e realizações, seja acadêmico, pessoal ou extracurricular.
Cada um terá um tempo para compartilhar sua conquista e explicar por que ela é importante para ele. Os colegas de turma receberão instruções para fornecer feedback positivo e apoio, destacando os pontos fortes e a dedicação do colega.
O professor também estará presente para oferecer palavras de encorajamento e reconhecimento.
Se há a necessidade de trabalhar a empatia e a cooperação, essa pode ser uma atividade útil para esse fim.
Ela promove o desenvolvimento de habilidades essenciais para o trabalho em equipe, como comunicação eficaz, cooperação e empatia, enquanto os alunos trabalham juntos para resolver um desafio comum.
Além disso, a atividade ajuda a desenvolver habilidades socioemocionais importantes para o sucesso pessoal e profissional.
Atividade: Projeto de equipe: construindo uma solução;
Objetivo: desenvolver a habilidade de trabalho em equipe e empatia;
Descrição: os alunos serão divididos em equipes de 4 membros e receberão um desafio para resolver ou terão que criar uma solução para uma questão específica.
Cada equipe terá que trabalhar junta para:
Definir o problema ou questão;
Pesquisar e coletar informações;
Desenvolver uma solução ou plano de ação;
Apresentar a solução para a turma;
Habilidades trabalhadas: trabalho em equipe, empatia, habilidades socioemocionais, comunicação eficaz, resolução de problemas.
Conheça a plataforma de aprendizagem Aprimora
O Aprimora é uma plataforma de aprendizagem gamificada e adaptativa que oferece uma solução individualizada para alunos com dificuldade de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática.
Com o Aprimora, os alunos podem aprender de forma personalizada, desenvolvendo habilidades específicas em cada disciplina.
A plataforma utiliza inteligência artificial generativa para identificar o ritmo de aprendizagem, as necessidades específicas de cada aluno e oferecer conteúdo e atividades personalizadas para atender às suas demandas.
Com o Aprimora, os alunos podem superar obstáculos e desenvolver habilidades essenciais para o sucesso acadêmico. A plataforma ajuda os alunos a se sentirem mais confiantes em suas habilidades e a desenvolver uma mentalidade positiva em relação à aprendizagem.
Além disso, o Aprimora fornece relatórios detalhados sobre o progresso dos alunos, permitindo que os professores acompanhem o desenvolvimento das habilidades e identifiquem áreas que precisam de mais atenção.
Você já deve ter ouvido falar da sala de recursos multifuncionais. Esse ambiente é primordial para o desenvolvimento educacional de pessoas com deficiência e para a promoção de uma educação verdadeiramente inclusiva. Afinal, a educação é um direito de todos!
De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica de 2024, foram 1,8 milhão de matrículas na educação especial em 2023, representando 3,7% das matrículas da educação básica. Dessas, 91,3% foram realizadas em escolas regulares.
Além disso, 27% das escolas da rede pública tinham salas de recursos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) em 2023.
Se você quer entender como é uma sala de recursos multifuncionais, quais seus atributos e como a sua instituição pode implementar uma sala dessas, você veio ao lugar certo. Leia até o final para descobrir:
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O que é uma sala de recursos multifuncionais?
Segundo o Decreto Nº 6.571/2008, a sala de recursos multifuncionais é um espaço escolar com equipamentos, móveis e materiais didáticos voltados para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).
O AEE é a formação complementar exigida pelo Ministério de Educação (MEC) e de direito de todos os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Na sala de recursos multifuncionais, você pode encontrar vários itens, como:
mesas e cadeiras;
quadro branco;
computadores;
máquina de datilografia Braille;
impressora Braille;
Soroban;
calculadora sonora;
dominó em libras;
esquema corporal;
software de comunicação alternativa.
É bom ressaltar que a sala de recursos multifuncionais não substitui a sala de aula comum. O público-alvo da educação inclusiva continua assistindo às aulas e participando das outras atividades com os demais colegas, seguindo os princípios da educação inclusiva.
Assim, as atividades de AEE são realizadas no contraturno escolar na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou de outra unidade, ou, ainda, em centros de atendimento educacional especializado.
Quais alunos frequentam esta sala?
Participam da sala de recursos multifuncionais todos os estudantes que são público-alvo do Atendimento Educacional Especializado (AEE):
autistas;
pessoas com deficiência física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla;
pessoas com Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância ou outros transtornos invasivos;
pessoas com altas habilidades ou superdotação.
Qual profissional atua neste espaço?
O profissional que atua na sala de recursos multifuncionais é o professor de Atendimento Educacional Especializado, que deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica em educação especial.
De acordo com a Nota Técnica Nº 11/2010 do MEC, o professor é responsável pelo planejamento do AEE de cada aluno, considerando suas habilidades e necessidades educacionais específicas. Ele também deve ensinar e desenvolver com os estudantes as atividades próprias do AEE, como:
ensino de Libras;
ensino de Língua Portuguesa escrita para alunos surdos;
Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA);
Braille;
uso do Soroban;
técnicas para a orientação e mobilidade para alunos cegos;
Já o Decreto nº 7.611/2011, dispõe sobre a Educação Especial e o AEE, garantindo um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, com as salas de recursos multifuncionais vistas como “ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do atendimento educacional especializado”.
A Lei nº 13.005/2014 aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2014 a 2024, garantindo o atendimento das necessidades específicas na educação especial. O documento afirma que é necessário garantir atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados.
Para isso, a sala de recursos multifuncionais deve oferecer recursos pedagógicos e de acessibilidade que contribuam para o desenvolvimento dos alunos, considerando suas necessidades específicas.
Como implementar a sala de recursos multifuncionais na sua escola?
A sala de Atendimento Educacional Especializado é implantada de forma diferente nas escolas públicas e privadas. Confira abaixo as etapas de implementação em cada rede de ensino:
Na rede pública
Na rede pública de ensino, é a Secretaria de Educação que define quais unidades receberão as salas de recursos multifuncionais. As escolas indicadas devem cumprir certos requisitos, como:
ter alunos da educação especial matriculados;
possuir espaço físico disponível com condições de acessibilidade para funcionamento da sala;
possuir professor de AEE.
O processo de pleito de uma Sala de Recursos Multifuncionais começa com a inscrição da escola pública no Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais do Ministério da Educação (MEC). Em seguida, o MEC analisa o projeto pedagógico da escola para verificar se atende aos pré-requisitos necessários.
Após essa análise, o MEC avalia a necessidade da Sala de Recursos Multifuncionais na escola. Se a escola for aprovada, o MEC fornece os recursos necessários para a implantação da Sala de Recursos Multifuncionais, permitindo que a escola ofereça atendimento educacional especializado aos seus alunos.
Posteriormente, as unidades receberão os equipamentos de informática, mobiliários, materiais didáticos e softwares adquiridos pelo MEC por processo licitatório.
O Governo Federal também promove formação continuada aos professores de AEE e faz visitas técnicas periódicas para conferir os materiais e averiguar o funcionamento do atendimento.
Na rede privada
A rede privada de ensino também deve estar preparada para receber estudantes com deficiência, autismo, transtorno global do desenvolvimento ou superdotação.
Para implantar a sala de recursos multifuncionais, a escola particular precisa de um professor de AEE e um espaço físico com condições de acessibilidade.
Já a escolha e a aquisição dos equipamentos, móveis, materiais didáticos e tecnologias assistivas ficam a cargo da própria instituição. O gestor pode projetar o espaço da forma que achar conveniente, desde que os critérios de acessibilidade sejam respeitados.
É importante implantar(e até mesmo atualizar, de tempos em tempos) a sala de recursos multifuncionais de acordo com o perfil dos estudantes e o plano de AEE para cada um deles. Isso porque a seleção do recurso educacional indicado depende das necessidades do aluno e das habilidades que se quer desenvolver.
Assim como acontece na rede pública, a formação constante dos professores de AEE é crucial para garantir o bom uso da sala de recursos multifuncionais. Afinal, são os profissionais que irão guiar os alunos no processo educacional.
Saiba como o ecossistema Educacional pode te ajudar
Uma das soluções do Educacional muito útil para salas de recursos multifuncionais é a Mesa Educacional, que comporta até seis estudantes. A Mesa Educacional foi desenvolvida para tornar o processo de alfabetização e letramento uma experiência lúdica, divertida, colaborativa e inclusiva.
Além de envolver os alunos em uma forma divertida de aprender, a Mesa Educacional combina hardware, software, materiais físicos e realidade aumentada e conta com etiquetas em Braille, sintetizador de voz, animações em Libras, datilologia e regulagem de altura.
E essa é apenas uma das possibilidades que sua instituição pode aderir. Com o ecossistema Educacional, sua unidade pode implantar equipamentos e softwares personalizados, de acordo com as necessidades dos estudantes e a proposta pedagógica da sua escola.
A nova temporada FIRST® LEGO® League 2025/2026 já começou e promete transformar salas de aula de norte a sul do Brasil. Com o tema UNEARTHED, a nova edição do maior torneio de robótica educacional do mundo convida crianças e jovens a explorarem a arqueologia sob uma perspectiva inovadora, conectando passado, presente e futuro por meio da ciência e da tecnologia.
Reconhecida internacionalmente, a FIRST® LEGO® League promove desafios que desenvolvem habilidade e competências essenciais para a sala de aula e o mercado de trabalho, como pensamento crítico, colaboração e resolução criativa de problemas. As equipes participantes constroem e programam robôs com peças LEGO® Education e enfrentam missões inspiradas em temas globais atuais.
No Brasil, o torneio é dividido em três categorias:
Discover: para crianças de 3 a 6 anos;
Explore: para alunos de 6 a 10 anos;
Challenge: para estudantes de 9 a 15 anos.
A operação das categorias Discover e Explore é operada pelo Educacional, enquanto a categoria Challenge é coordenada pelo SESI.
A cada edição, o torneio mobiliza milhares de estudantes em escolas públicas e privadas de diferentes regiões do país, incentivando o protagonismo estudantil e a integração entre ciência e criatividade. Em 2024/2025, equipes brasileiras chegaram à etapa mundial na China, representando cidades como Recife (PE) e São Paulo (SP).
Nova temporada FIRST® LEGO® League 2025/2026 tem arqueologia como ponto de partida
A Temporada UNEARTHED convida alunos a investigarem o passado e repensarem o papel da arqueologia no mundo moderno. A proposta estimula o interesse por história, ciência e tecnologia, criando experiências de aprendizado práticas e conectadas à realidade de cada região do país.
Como participar da nova temporada FIRST® LEGO® League
Municípios e escolas interessados em sediar etapas regionais da categoria Explore podem se inscrever, clicando aqui. Os torneios desta categoria se iniciam em 2026.
Já para a categoria Challenge, os participantes podem acompanhar todo o calendário da nova temporada da FIRST® LEGO® League diretamente com o SESI.
Caso sua equipe ainda não tenha adquirido o conjunto da nova temporada, os kits oficiais estão disponíveis exclusivamente na loja do Educacional.
Uma das responsabilidades do gestor escolar é monitorar os indicadores educacionais da escola ou da rede de ensino.
Afinal, não há espaço para achismos na gestão escolar. Todas as decisões precisam ser tomadas com base em dados, evidências científicas e boas práticas pedagógicas.
Além disso, é fundamental destacar a importância do learning analytics nesse processo. Essa abordagem permite que os gestores escolares analisem dados educacionais de forma detalhada, identificando tendências, padrões e áreas de melhoria.
Com isso, é possível tomar decisões informadas e personalizar a educação, melhorando os resultados dos alunos e aumentando a eficácia da gestão escolar.
Ao combinar indicadores educacionais com learning analytics, os gestores podem ter uma visão mais completa e precisa do desempenho da escola, permitindo intervenções mais direcionadas.
Neste artigo, reunimos os principais indicadores de desempenho na área escolar para você acompanhar de perto e transformar a realidade da sua instituição.
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O que são indicadores educacionais?
Indicadores educacionais são dados que medem o rendimento escolar, o fluxo, a aprendizagem, a formação e o esforço docente, entre outros fatores relacionados à eficiência do sistema educacional, como infraestrutura, finanças e perfil socioeconômico.
Esses índices podem ser analisados do ponto de vista nacional, estadual, municipal ou de uma só escola.
Há também métricas de alfabetização e escolarização, que dizem respeito a toda a população, enquanto outros índices são focados nos estudantes que já frequentam a escola.
Neste artigo, iremos focar no segundo grupo de índices educacionais, uma vez que são eles os números monitorados pelos gestores escolares (diretores, coordenadores e secretários de educação).
Principais indicadores educacionais para ficar de olho:
Como mencionamos, existem vários exemplos de indicadores educacionais, relacionados a rendimento escolar, fluxo, aprendizagem, corpo docente, infraestrutura, finanças e perfil socioeconômico.
Com o Hub Educacional, a gestão escolar ganha uma ferramenta poderosa para coletar e analisar dados educacionais de forma contínua e eficaz. Os dashboards de indicadores são atualizados em tempo real, permitindo que o gestor tenha uma visão clara e precisa do desempenho da escola.
Com esses dados em mãos, é possível tomar decisões informadas e direcionadas para melhorar os resultados dos alunos e aumentar a eficácia da gestão escolar.
Abaixo, listamos os índices que consideramos mais importantes para a avaliação da eficiência escolar e a tomada de decisões assertivas, seja você um diretor escolar, coordenador ou secretário de educação, da rede pública ou privada de ensino. O Hub Educacional contém vários dos indicadores que citaremos a seguir:
Número de matrículas
O número de alunos matriculados impacta todo o planejamento financeiro, administrativo e pedagógico da escola, bem como a formação de turmas e a contratação de professores. Por isso, esse dado precisa ser coletado e avaliado com cautela.
Acompanhar as oscilações semestrais e anuais também dá pistas sobre a reputação da instituição, a demanda de alunos em determinada região ou a concorrência com outras unidades.
Em redes municipais e estaduais, esse indicador acompanha as mudanças na taxa de natalidade e na faixa etária da população. Além disso, sua queda pode estar vinculada ao aumento da evasão e abandono.
Média de alunos por turma
Vinculada à métrica anterior, a média de alunos por turma dá indícios sobre a popularidade de uma escola e a demanda populacional de uma região.
Quando está perto de atingir o limite, ela aponta para a necessidade de ampliar a área escolar e contratar mais docentes. Por outro lado, uma média muito baixa significa alto custo por aluno, o que prejudica a saúde financeira da instituição.
As taxas de aprovação e reprovação mostram quantos estudantes concluintes vão seguir para a próxima etapa de ensino e quantos deverão repetir o mesmo ano escolar, por não terem alcançado notas e frequências satisfatórias.
Esse índice está fortemente ligado à eficiência do processo de ensino-aprendizagem. Uma alta taxa de reprovação pode sugerir a necessidade de adaptar as metodologias de ensino e implantar tecnologias educacionais que tornem as aulas mais atrativas.
Taxa de distorção idade-série
A taxa de distorção idade-série é um dos indicadores educacionais mais importantes, porque mede o atraso escolar em virtude da repetência de ano, abandono escolar ou ingresso tardio na escola.
Quanto maior a distorção, maior é a chance de o aluno se sentir desmotivado para concluir os estudos. No geral, crianças e adolescentes que estão atrasados apresentam mais dificuldade de aprendizagem que os colegas.
Por isso, cada vez mais as redes de ensino estão investindo em programas de aceleração de aprendizagem.
Taxa de evasão e abandono escolar
As taxas de abandono e evasão escolar também requerem atenção do gestor. Enquanto no abandono o estudante deixa de frequentar a escola ao longo do ano letivo, podendo retornar ou não no ano seguinte, a evasão acontece quando o aluno não se matricula no próximo ano letivo, apesar de não ter concluído os estudos ainda.
Esses indicadores podem sinalizar falta de interesse dos estudantes, dificuldades socioeconômicas ou problemas familiares, mas também dão alertas sobre ineficiências da escola, como falhas de acolhimento e pouco engajamento nas aulas.
Média de proficiência do Saeb
Outro importante indicador é a proficiência dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, que é medida pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) a cada dois anos, em todas as escolas públicas e em algumas escolas particulares.
As médias de proficiência manifestam o nível de aprendizagem dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, que são os componentes basilares do currículo escolar, e integram o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Nota geral no Ideb
A nota geral no Ideb é o termômetro que mede a qualidade da educação básica no Brasil. Com uma escala de 0 a 10, ela combina o desempenho dos alunos nas avaliações do Saeb com as taxas de aprovação, fornecendo uma visão clara do progresso educacional.
É o indicador educacional que ajuda a identificar os pontos fortes e fracos da educação, permitindo que escolas e redes de ensino tracem estratégias eficazes para melhorar o aprendizado e alcançar metas.
Média escolar por componente curricular
Além das médias em Língua Portuguesa e Matemática, é interessante acompanhar as notas dos estudantes em outros componentes curriculares, como Geografia, História, Física e Biologia.
Apesar de o Saeb não avaliar todas as áreas de conhecimento ainda, você pode visualizar os dados de aprendizagem da sua escola, por disciplina, turma e estudante, em plataformas como a Hub Educacional.
Média de horas-aula diária
Já a média de horas-aula diária é o índice que demonstra a quantidade de horas em que o estudante permanece na escola. Esse número não pode ficar abaixo da carga horária mínima, exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica.
Além disso, é interessante ampliar o tempo de permanência dos alunos, por meio de atividades práticas, tutorias e plantões de dúvida, para que os alunos tenham mais oportunidades de se desenvolverem.
Frequência escolar
A frequência escolar, além de ser um importante indicador, é um dever do aluno, que deve ser garantido pelas famílias.
No Brasil, a exigência mínima de presença na escola é definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Segundo a LDB, um aluno não pode ser aprovado se ultrapassar 25% de faltas em relação ao total de horas-aula dadas no ano letivo.
Medir a taxa de frequência média diária ou o percentual de alunos com frequência crítica (abaixo de 85%, por exemplo) é importante para alertar as famílias e impedir que os estudantes cheguem ao nível de reprovação por faltas.
Isso ajuda a identificar quem está faltando às aulas e por quê. A frequência escolar é um indicador fundamental para o sucesso educacional, mas também está diretamente relacionada à segurança do aluno. Quando um aluno falta às aulas com frequência, pode estar exposto a riscos e vulnerabilidades que afetam sua segurança e bem-estar.
Com esses dados, é possível criar estratégias para garantir o bem estar dos alunos, aumentar a presença e reduzir a evasão escolar.
Nível de engajamento do estudante
O engajamento do estudante é o combustível para o aprendizado. Medir a taxa de participação em atividades extracurriculares, de entrega de tarefas e o tempo de atividade em plataformas de aprendizagem ajuda a entender o que motiva os alunos e o que os desmotiva.
Com esses dados, é possível criar programas que aumentem a motivação e o envolvimento dos estudantes.
Satisfação da comunidade escolar
A satisfação da comunidade escolar é a chave para criar um ambiente educacional de excelência. Ao realizar pesquisas de satisfação, é possível capturar a essência do que os alunos, professores e funcionários pensam sobre a escola.
É como fazer um Raio-X do que está funcionando bem e do que precisa de ajustes. Com esses dados em mãos, é possível criar um plano para melhorar o que não está tão bom e fortalecer o que já é excelente. O resultado? Um ambiente mais acolhedor, mais eficaz e mais propício ao sucesso educacional!
Disparidade de desempenho entre grupos de estudantes
A disparidade de desempenho entre grupos de estudantes é um desafio que precisa ser enfrentado. Medir as diferenças de resultados entre grupos socioeconômicos, étnicos e de gênero ajuda a entender onde estão as desigualdades e como podemos trabalhar para reduzi-las.
Com essas informações, é possível criar programas quepromovam uma educação inclusiva e a igualdade educacional, garantindo que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades de sucesso.
Como melhorar os resultados de aprendizagem?
Se os indicadores educacionais da sua escola ou rede de ensino não estiverem os melhores, é preciso investigar as causas do problema e pensar em novas estratégias.
Isso não pode ser feito apenas com base em suposições ou intuições, mas sim com dados precisos e análises detalhadas. A investigação das causas deve ser profunda e considerar todos os fatores que podem influenciar os resultados de aprendizagem.
Os resultados de aprendizagem são comumente influenciados por fatores externos, como problemas de saúde, questões econômicas e falta de apoio familiar. No entanto, é fundamental entender como esses fatores se manifestam em sua escola ou rede de ensino e como podem ser abordados de forma eficaz.
A boa notícia é que a escola pode adotar atitudes e ferramentas que melhoram exponencialmente a qualidade de ensino e o engajamento dos estudantes. Isso pode incluir desde mudanças nas práticas pedagógicas até a implementação de tecnologias educacionais inovadoras.
O uso da tecnologia na educação auxilia o trabalho do professor, desperta o interesse dos estudantes e torna a experiência de aprendizagem mais interativa e divertida.
Além disso, essas tecnologias podem ajudar a personalizar o ensino, tornando-o mais significativo e adaptado às necessidades individuais dos alunos.
A computação é uma área em constante evolução e tem se tornado cada vez mais importante na sociedade moderna.
A pesquisa TIC Educação 2023 mostra que, embora o acesso à internet nas escolas de ensino fundamental e médio tenha avançado, a disponibilidade de dispositivos para os alunos ainda é um desafio.
Enquanto 92% das escolas têm conexão à internet, apenas 58% delas têm computadores, notebooks ou tablets com acesso à rede para uso dos estudantes, revelando uma lacuna significativa na infraestrutura tecnológica das escolas brasileiras.
Quando falamos de ensino de computação a questão é ainda mais delicada. De acordo com uma pesquisa recente, realizada pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) em parceria com a Fundação Telefônica Vivo e Undime, uma parcela significativa das redes municipais de ensino ainda não inclui o ensino de tecnologia e computação em seus currículos.
De acordo com a pesquisa, nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, 21% das redes não oferecem essa disciplina, enquanto nos Anos Finais, essa taxa é de 17%. Na Educação Infantil, a situação é ainda mais crítica, com 37% das redes não abordando a temática em seus currículos.
Isso mostra que há muito trabalho a ser feito para garantir que os alunos brasileiros tenham acesso a essa área fundamental de ensino.
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O que é a BNCC Computação?
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que estabelece as diretrizes para o ensino fundamental e médio no Brasil. A chamada BNCC Computação é um documento complementar à BNCC e foi homologada em dezembro de 2017.
Desde então, as escolas já deviam ter colocado em prática suas diretrizes, pois a BNCC Computação tem como objetivo garantir que os alunos brasileiros tenham acesso a uma educação digital de qualidade, desenvolvendo habilidades e competências essenciais para o século XXI.
Principais pilares da BNCC Computação
Para preparar os alunos para os desafios da atualidade, é fundamental desenvolver habilidades e competências em computação que permitam resolver problemas e criar soluções inovadoras.
Nesse contexto, existem alguns pilares fundamentais que sustentam o desenvolvimento dessas habilidades:
1. Pensamento computacional: envolve o desenvolvimento de habilidades de raciocínio lógico e resolução de problemas, permitindo que os indivíduos criem soluções eficazes para desafios complexos. Isso inclui habilidades como:
Descrever processos de forma clara e concisa;
Organizar e sistematizar informações de forma eficiente;
Desenvolver soluções criativas e inovadoras.
2. Mundo digital: refere-se à compreensão do funcionamento do mundo digital, abrangendo
O funcionamento técnico da internet e das redes;
Computação em nuvem e armazenamento de dados;
Outros elementos do universo virtual.
3. Cultura digital: aborda as implicações sociais, éticas e políticas do uso das tecnologias, como:
Discussões sobre privacidade e segurança online;
Impacto das tecnologias na sociedade e na economia;
Questões éticas relacionadas ao uso das tecnologias.
Desafios para a Implementação da BNCC Computacional
A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Computação nas escolas é um desafio complexo que requer planejamento, recursos e apoio.
Embora a BNCC Computação seja um passo importante para garantir que os alunos brasileiros tenham acesso a uma educação de qualidade em computação, há vários obstáculos e dificuldades que precisam ser superados para que a implementação seja bem-sucedida. A seguir, listamos os principais:
Falta de infraestrutura adequada: muitas escolas não possuem equipamentos de computação adequados, internet de qualidade e espaços de ensino apropriados para implementar a BNCC Computação;
Falta de professores qualificados: a falta de professores qualificados em computação é um desafio significativo, pois muitos professores não possuem formação adequada para isso;
Dificuldade em integrar a computação às outras disciplinas: a integração da computação às outras disciplinas é fundamental para garantir que os alunos vejam a importância da computação em diferentes contextos.
Entretanto, nem sempre é uma tarefa fácil ter um trabalho integrado entre os professores, já que a demanda de cada um deles já é grande;
Falta de recursos financeiros: a falta de recursos financeiros é um desafio significativo, pois a aquisição de tecnologia e equipamentos de computação pode ser cara;
Falta de apoio técnico: a falta de apoio técnico é uma realidade, especialmente se as escolas não tiverem acesso a recursos de tecnologia adequados;
Dificuldade em manter a motivação dos alunos: a motivação dos alunos é fundamental para o sucesso da implementação da BNCC Computação e no geral, eles estão tão familiarizados com a tecnologia, que se não houver um bom treinamento da equipe docente, os alunos podem facilmente superar seus conhecimentos na área e se desmotivar com as aulas.
Necessidade de atualização constante: a computação é uma área em constante evolução, e os professores e escolas precisam estar atualizados sobre as últimas tendências e tecnologias para garantir que os alunos recebam uma educação de qualidade.
Como colocar em prática o ensino de Computação?
A computação está revolucionando a forma como vivemos, trabalhamos e aprendemos. Para garantir que os alunos estejam preparados para o futuro, é fundamental integrar a computação no currículo escolar de forma eficaz.
Mas, como fazer isso? Quais são as estratégias e abordagens mais eficazes para colocar em prática o ensino de computação? A seguir, vamos apresentar soluções práticas para ajudar a tornar essa integração um sucesso.
Infraestrutura básica:
Ter uma infraestrutura adequada possibilita que haja os recursos necessários para que os alunos possam aprender e desenvolver habilidades práticas em computação .
Uma infraestrutura bem planejada e implementada pode fazer toda a diferença no sucesso do ensino. Alguns dos principais componentes de uma infraestrutura adequada para o ensino de computação são:
Equipamentos de computação: computadores, laptops, tablets e outros dispositivos que permitam aos alunos acessar e utilizar software e recursos de computação;
Internet de qualidade: o acesso à internet é essencial para o ensino de computação, pois permite aos alunos acessar recursos online, realizar pesquisas e colaborar com colegas e professores;
Software e ferramentas: acesso a software e ferramentas de computação adequados para o ensino e aprendizado, como linguagens de programação, ambientes de desenvolvimento e ferramentas de simulação;
Espaços de ensino apropriados: salas de aula e laboratórios equipados com mobiliário e recursos necessários para o ensino, como projetores, telas e equipamentos de áudio;
Segurança e manutenção: garantia de que os equipamentos e recursos de computação estejam seguros e recebam manutenção regularmente para evitar problemas técnicos e garantir a continuidade do ensino;
Acesso a recursos adicionais:acesso a recursos adicionais, como bibliotecas digitais, recursos de aprendizado online e oportunidades de colaboração com outras escolas e instituições.
Formação de Professores
Os professores precisam ter habilidades e conhecimentos atualizados em computação para ensinar os alunos de forma eficaz.
Isso inclui o domínio de conhecimento de metodologias de ensino eficazes para computação, incluindo abordagens práticas e baseadas em projetos. Além disso, é fundamental que estejam atualizados sobre as últimas tecnologias e tendências em computação.
Integração Curricular:
A integração da computação às outras disciplinas é essencial para garantir que os alunos compreendam sua relevância na aprendizagem.
Essa integração pode ser alcançada por meio do desenvolvimento de planos de aula que conectem a computação a diferentes áreas do conhecimento, permitindo que os alunos vejam sua aplicação prática.
Isso pode ser feito em colaboração com professores de outras disciplinas, desenvolvendo projetos interdisciplinares que demonstrem a relevância da computação em diferentes contextos.
O Pense + é uma plataforma inovadora que integra a matemática e STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) de forma eficaz.
Como ferramenta valiosa, ela pode integrar a computação a computação e outras áreas do conhecimento, como ciência, tecnologia, engenharia e artes, permitindo que os alunos desenvolvam habilidades essenciais como resolução de problemas, pensamento crítico e pensamento criativo.
Além disso, a plataforma pode ser utilizada para desenvolver projetos interdisciplinares que integrem computação, matemática e outras disciplinas, promovendo a criatividade e a inovação.
Desenvolvimento Progressivo:
O ensino de computação é um processo que deve ser implementado de forma gradual e progressiva, permitindo que os alunos desenvolvam habilidades e conhecimentos de forma sólida e consistente.
Isso significa que o currículo de computação deve ser estruturado de maneira a aumentar a complexidade e a profundidade dos conceitos em cada série, permitindo que os alunos construam sobre os conhecimentos anteriores e desenvolvam habilidades mais avançadas:
Introdução à computação nos anos iniciais, com foco em conceitos básicos;
Desenvolvimento de habilidades mais avançadas nos anos finais, com foco em programação e desenvolvimento de software;
Garantir que os alunos tenham oportunidades de aplicar suas habilidades em projetos práticos.
Aprendizagem Baseada em Projetos:
Imagine um ambiente de aprendizado onde os alunos são desafiados a criar soluções inovadoras para problemas reais, utilizando conceitos de computação para desenvolver projetos que têm impacto no mundo ao seu redor. Isso é a aprendizagem baseada em projetos em computação!
Essa abordagem pedagógica permite que os alunos aprendam de forma prática e significativa, desenvolvendo habilidades e conhecimentos em computação, por meio de projetos que demonstrem a aplicação da computação em diferentes áreas
O ensino de computação pode se tornar mais significativo através de atividades práticas que permitam aos alunos trabalhar em equipe e desenvolver habilidades de resolução de problemas.
Iniciativas como o programa Robotis são exemplos de como é possível implementar a BNCC Computação na escola de maneira eficiente.
O Robotis oferece uma solução completa para escolas, promovendo experiências de aprendizagem enriquecedoras. Com o uso de conjuntos LEGO® Education e robótica educacional, os alunos desenvolvem habilidades técnicas, como programação, além de habilidades socioemocionais.
Quer ajuda para implementar a BNCC Computação?
A implementação da BNCC Computação é fundamental para garantir que os alunos brasileiros tenham acesso a uma educação de qualidade em computação e estejam preparados para um mundo cada vez mais digital.
No entanto, é necessário superar desafios como a falta de infraestrutura adequada, a necessidade de formação de professores e a integração da computação às outras disciplinas.
Com a ajuda de programas como o Pense Mais e o Robotis, é possível desenvolver habilidades e competências em computação de forma prática e divertida. Portanto, é hora de agir!
Como evitar a evasão escolar na minha rede de ensino? Há algo que a escola pode fazer para convencer os alunos a não desistirem dos estudos? Quais são as melhores práticas do setor educacional na atualidade? Confira a resposta para essas perguntas neste artigo do Educacional.
A evasão escolar tem consequências significativas para os estudantes. Sem uma educação completa, eles enfrentam dificuldades para acessar empregos bem remunerados e com perspectivas de carreira.
Além disso, a evasão escolar impede os estudantes de acessar programas de educação superior e treinamento profissional, reduzindo suas chances de sucesso. Isso tudo leva a uma redução da renda e uma limitação das oportunidades de mobilidade social.
A perda de oportunidades educacionais também afeta negativamente a autoestima e a confiança dos educandos, gerando uma falta de motivação e uma perda de confiança em suas habilidades e capacidades.
Como a evasão escolar afeta a educação no Brasil?
A evasão escolar é um problema que vai além do estudante que abandona a sala de aula. É uma questão que afeta a escola como um todo, impactando a sua estrutura e desempenho. Quando os estudantes abandonam a escola, a instituição perde não apenas um aluno, mas também uma parte de sua identidade e propósito.
Assim, a evasão escolar pode resultar em uma redução na qualidade da educação, uma queda no desempenho acadêmico e uma perda de recursos financeiros. Com isso, a escola também sofre com desmotivação e falta de engajamento dos professores e funcionários, o que afeta negativamente o ambiente de aprendizado.
Esse problema também contribui para o aumento da violência e da criminalidade, pois os jovens sem educação e oportunidades podem se sentir marginalizados e sem perspectivas de futuro.
A evasão escolar é um desafio que vai além das paredes da escola, afetando a sociedade como um todo e traz consequências profundas e duradouras, impactando a economia, a segurança pública e a qualidade de vida das comunidades.
Diferença entre Evasão e Abandono Escolar
Quando se fala em estudantes que deixam a escola, dois termos são frequentemente mencionados: evasão e abandono escolar. Embora possam parecer sinônimos, há uma distinção importante entre eles.
A evasão escolar ocorre quando um estudante decide abandonar os estudos antes de concluir um ciclo ou obter um diploma. Isso pode acontecer por uma variedade de razões, incluindo dificuldades financeiras, falta de interesse, problemas pessoais ou até mesmo a necessidade de trabalhar para sustentar a família.
Já o abandono escolar é um conceito mais amplo, que se refere ao afastamento do estudante das atividades educacionais.
Ele engloba situações como a ausência contínua, a desconexão com o ambiente de aprendizagem, a falta de engajamento e até mesmo a interrupção temporária dos estudos, que nem sempre resultam na não conclusão de um ciclo.
9 Ações para Evitar a Evasão Escolar
Embora algumas causas da evasão escolar estejam além da alçada da escola – e requeiram atenção de outras áreas e políticas públicas –, há muito o que a instituição pode fazer para reverter esse cenário.
Veja abaixo nove ações recomendadas pelo Educacional:
1. Manter um relacionamento próximo com as famílias
A escola deve manter-se em contato constante com as famílias dos estudantes. Para isso, ela pode organizar assembleias e reuniões de pais e mestres, a fim de ouvir as sugestões, críticas e temores dos pais e responsáveis.
Ferramentas de comunicação digital também são muito úteis para estreitar a relação entre a escola e família: recados por e-mail, notificações em aplicativos, newsletters, questionários e redes sociais. Esses canais ajudam na divulgação da escola e no engajamento da comunidade escolar em prol do sucesso acadêmico de seus estudantes.
2. Criar um ambiente escolar acolhedor
Uma das razões para evasão escolar citadas pelos entrevistados na pesquisa da Unicef foi o sentimento de não ser acolhido pela escola (17%). Somado aos casos de violência no ambiente escolar, racismo e bullying, esse dado aponta para a grande influência do clima escolar.
Invista em ações de acolhimento escolar, como rodas de conversa e recepções animadas no portão da escola. Reforce a cultura do respeito, da tolerância e da empatia. Considere criar um canal de denúncias anônimas para reportar os casos de bullying.
Os temas das aulas também precisam ser relevantes para os estudantes para uma aprendizagem significativa. Ou seja, devem ter relação com os desafios vivenciados por eles, com os problemas da vida real e com as demandas do mercado de trabalho.
Considere utilizar recursos didáticos atrativos, como plataformas gamificadas de aprendizagem, que podem ajudar a tornar a aprendizagem mais divertida e engajadora.
Além disso, kits LEGO® Education podem ser utilizados para desenvolver habilidades importantes, como resolução de problemas, pensamento crítico e colaboração.
Só assim os estudantes ficarão convencidos de que, ao continuarem os estudos, terão mais chances de sucesso na vida profissional e serão cidadãos melhores.
4. Oferecer atividades extracurriculares
Além das aulas da matriz curricular, ofereça atividades extracurriculares para que os alunos desenvolvam suas outras habilidades e criem mais laços com o ambiente escolar.
Essas atividades podem ser competições esportivas; cursos de música, dança e teatro; clubes de leitura, projeto de robótica educacional, empreendedorismo ou jornalismo escolar.
A Robotis oferece uma abordagem pedagógica completa e inovadora, utilizando conjuntos LEGO® Education e conteúdo estruturado por etapa escolar. Isso permite que os alunos aprendam de forma lúdica e interativa, desenvolvendo habilidades importantes de maneira divertida.
As plataformas de gestão escolar também auxiliam muito, porque criam dashboards automáticos e personalizados com dados dos alunos. É o caso da Hub Educacional, que facilita a visualização de indicadores educacionais por aluno, turma, escola e rede de ensino.
6. Realizar busca ativa
Ao identificar uma situação de vulnerabilidade e possível abandono escolar, entre em contato com o estudante e sua família para chamá-lo de volta à escola e oferecer ajuda no que for possível.
Por meio de mensagens, ligações ou visitas, os profissionais da instituição – e até mesmo os colegas do aluno em questão – devem se mostrar solidários, acolhedores e desejosos de sua presença na escola. Essa pequena atitude pode reverter o processo de evasão escolar.
Em circunstâncias de trabalho infantil, abuso e doenças familiares, acione os órgãos competentes da sua cidade.
7. Garantir um ensino personalizado
Voltando ao quesito do interesse do aluno pela escola, é importante garantir a personalização do ensino. Afinal, cada pessoa tem ritmos e formas de aprender diferentes, com aptidões e dificuldades distintas dos outros.
Mais uma vez, a tecnologia é aliada do processo educacional: a plataforma de aprendizagem Aprimora, por exemplo, consegue perceber o nível de aprendizagem do usuário e adaptar os conteúdos e atividades para o ritmo do aluno.
O Aprimora é uma plataforma que combina aprendizagem adaptativa e gamificação para ensinar Língua Portuguesa e Matemática e utiliza Inteligência Artificial para criar uma experiência de aprendizagem única e eficaz.
Outra grande razão para a evasão escolar, conforme a pesquisa da Unicef, é a incapacidade de acompanhar as explicações e atividades passadas pelos professores. Em outras palavras, a defasagem se torna tão grande que o estudante se sente desmotivado e prefere desistir.
Para evitar esse problema, é preciso ter um trabalho eficiente de reforço escolar. A atividade, realizada no contraturno escolar, deve utilizar metodologias de ensino diferentes das aulas tradicionais, em que o aluno viu o conteúdo pela primeira vez.
Por outro lado, algumas lacunas de aprendizagem são tão profundas que requerem uma intervenção mais completa.
A recomposição de aprendizagem, estratégia para redução de perdas de aprendizagem, tem sido adotada em várias redes de ensino do Brasil após a pandemia.
Sem dúvida, a suspensão das aulas presenciais e o isolamento social afetaram negativamente muitos estudantes, principalmente os de menor idade. Por isso, é urgente investir em ações de recomposição para evitar que essas perdas perdurem e causem a evasão escolar.
A evasão escolar é um problema complexo que afeta não apenas os estudantes, mas também a sociedade como um todo. No entanto, com as estratégias certas e um compromisso conjunto, é possível reduzir significativamente os índices de evasão e também o abandono escolar.
Ao criar um ambiente escolar acolhedor, oferecer aulas atrativas e relevantes, realizar acompanhamento pedagógico e garantir um ensino personalizado, as escolas podem fazer uma grande diferença na vida dos seus alunos.
Além disso, a tecnologia educacional pode ser uma poderosa aliada nesse processo, ajudando a tornar a aprendizagem mais engajadora e eficaz.
A sua escola ou rede de ensino é uma instituição verdadeiramente inclusiva? Ela atende as necessidades de todos os alunos, de forma igualitária e acolhedora? Para responder a essas perguntas, é preciso entender o que significa a inclusão escolar.
Muitas pessoas a confundem com educação especial. Porém, ela vai muito além do atendimento de estudantes com deficiência. Continue a leitura para conhecer o conceito e como aplicá-lo na prática.
Inclusão escolar é um modelo de educação que integra todas as pessoas, com ou sem deficiência, de todas as classes econômicas, raças, cores, gêneros, orientações sexuais, religiões e origens culturais, com níveis de proficiência e habilidades diferentes.
Como definiram Susan e William Stainback, a inclusão escolar é a “prática da inclusão de todos – independentemente de seu talento, deficiência, origem socioeconômica ou cultural – em escolas e salas de aula provedoras, onde as necessidades desses alunos sejam satisfeitas”.
Embora a LDB utilize o termo ‘educação especial’, ela estabelece de forma pioneira que essa modalidade deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo que os estudantes com deficiência tenham acesso a recursos e apoios necessários para seu desenvolvimento e, consequentemente, promovendo a inclusão.
Já o Estatuto da Pessoa com Deficiência determina que as instituições de ensino devem garantir a acessibilidade e a inclusão escolar, eliminando barreiras e oferecendo para que todos os estudantes possam aprender e se desenvolver de forma igualitária.
Assim, a inclusão escolar vai muito além do atendimento de alunos com deficiência. É uma concepção educacional que visa remover as barreiras de acesso e qualquer tipo de discriminação, a fim de construir uma escola heterogênea, respeitosa e acolhedora.
Diferença entre educação inclusiva e educação especial
Apesar de muitas vezes serem usados como sinônimos, a educação inclusiva e a educação especial não são a mesma coisa.
Como vimos, a inclusão escolar é um conceito mais amplo, que remete ao atendimento de todas as pessoas no ambiente escolar, sem discriminação – abrangendo alunos com e sem deficiência, de todas as raças, classes, culturas, religiões, talentos, gêneros e orientações sexuais.
A educação especial pode ser ofertada tanto em escolas especializadas quanto em escolas regulares, de forma articulada com o ensino comum.
“Art. 25. Os serviços de educação especial serão ofertados nas instituições de ensino público ou privado do sistema de educação geral, de forma transitória ou permanente, mediante programas de apoio para o aluno que está integrado no sistema regular de ensino, ou em escolas especializadas exclusivamente quando a educação das escolas comuns não puder satisfazer as necessidades educativas ou sociais do aluno ou quando necessário ao bem-estar do educando.” – DECRETO Nº 3.298
Qual é a importância da inclusão escolar?
A inclusão escolar colabora para a construção de uma sociedade também inclusiva.
Sabemos que a escola tem papel crucial na formação do indivíduo, influenciando seus valores e comportamentos. Quando a escola é um ambiente heterogêneo e acolhedor, onde as pessoas convivem com suas diferenças e respeitam as particularidades de cada um, os alunos se tornam mais aptos a viver dessa forma em sociedade.
Assim, a inclusão escolar colabora para o desenvolvimento de competências e habilidades socioemocionais. Além disso, contribui para a transformação social, em direção a uma sociedade mais justa e igualitária.
Ela também desempenha um papel fundamental na redução dos riscos de evasão escolar. Quando os alunos se sentem acolhidos e valorizados, eles tendem a se sentir mais motivados e engajados no processo de aprendizagem, o que pode reduzir significativamente os riscos de abandono escolar.
“O ato de incluir é, antes de tudo, uma lição de cidadania e de respeito para com o próximo” – inclusão escolar: uma escola para todos (Revista Educação Especial) social, em direção a uma sociedade mais justa e igualitária.
6 estratégias para tornar a sua escola mais inclusiva
Confira abaixo seis estratégias para adotar a inclusão escolar em sua instituição:
1. Atendimento educacional especializado
Para que todos os estudantes com deficiência tenham as suas necessidades educacionais sanadas, é necessário ofertar um Atendimento Educacional Especializado (AEE) de qualidade.
O AEE é um conjunto de atividades, recursos pedagógicos e recursos de acessibilidade prestados de modo complementar à formação regular dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede pública de ensino.
As atividades do AEE são realizadas na sala de recursos multifuncionais, cujo objetivo é eliminar as barreiras para a plena participação da pessoa com deficiência na escola.
Para isso, o professor de AEE conduz uma série de brincadeiras, dinâmicas e exercícios voltados para o desenvolvimento de habilidades específicas, de acordo com as necessidades de cada aluno.
Um exemplo de recurso pedagógico para o Atendimento Educacional Especializado é aMesa Educacional, uma tecnologia educacional que promove a alfabetização e o letramento por meio da contação de histórias.
software, atividades de alfabetização, animações em Libras e recurso de lupa;
blocos coloridos com letras, números, símbolos, imagens, etiquetas em Braille e datilologia;
um aparelho que faz a “leitura” dos blocos;
e sintetizador de voz.
Assim, a Mesa Educacional é um instrumento muito útil para a alfabetização de estudantes com deficiência. Quer levar essa tecnologia para a sua sala de recursos multifuncionais? Entre em contato com um dos consultores do Educacional.
2. Acolhimento
O acolhimento escolar é uma ação pedagógica que ganhou força em muitas escolas após a pandemia, diante do cenário sensível em que se encontravam as crianças no retorno às aulas.
O acolhimento, como defendido pelo Instituto Unibanco, se mostra tanto em recepções calorosas no portão da escola quanto em dinâmicas, rodas de conversa, momentos individuais de escuta e ações de busca ativa.
Essa prática incentiva a empatia, a solidariedade e o respeito às diferenças, abrindo espaço para uma escola mais inclusiva.
3. Campanha de combate ao bullying
A discriminação e a violência não podem, de maneira alguma, fazer parte da rotina escolar. Além de tratar todos os casos de bullying e cyberbullying na escola, a gestão escolar deve tomar medidas preventivas, como a campanha de conscientização.
Órgão públicos e instituições filantrópicas estão constantemente divulgando conteúdos sobre esse tema, e, ainda, oferecendo palestras e atividades especiais para as escolas.
Por isso, mantenha-se informado sobre as ações de combate ao bullying na sua região. Aderir a uma campanha já em andamento pode ser mais fácil, e até mais eficaz, do que criar uma campanha própria do zero.
De qualquer forma, não deixe de personalizar o assunto de acordo com as necessidades da sua unidade local. Motive as crianças a denunciarem e, principalmente, rejeitarem em seus comportamentos todo tipo de preconceito, ofensa e discriminação.
4. Aprendizagem colaborativa
A aprendizagem colaborativa é uma abordagem educacional que ficou muito popular nos Estados Unidos por quebrar barreiras de preconceito em salas multirraciais, recentemente desagregadas.
Na metodologia, os alunos são divididos em grupos e desafiados a aprender uns com os outros. O objetivo é fazer com que todos trabalhem em conjunto para alcançar seus objetivos, integrando seus esforços e talentos.
A aprendizagem colaborativa pode ser valiosa na integração de pessoas com deficiência e alunos de diferentes raças, religiões e classes econômicas.
5. Personalização do ensino
Uma das premissas da inclusão escolar é que a escola deve atender as necessidades individuais de todas as pessoas. Como lembra Rosita Edler Carvalho, os sujeitos da inclusão são todos os alunos, inclusive aqueles que não possuem deficiências mas enfrentam barreiras para a aprendizagem.
Cada pessoa aprende de uma forma diferente. E é dever da escola garantir que todos cheguem ao mesmo objetivo, apesar dos caminhos.
Nesse contexto, surge o Aprimora, uma plataforma de aprendizagem adaptativa e gamificada que utiliza Inteligência Artificial para ensinar Língua Portuguesa e Matemática.
Com a ajuda de uma assistente, os alunos recebem orientação personalizada e são incentivados a pensar criticamente e resolver problemas de forma autônoma.
6. Educação digital
A inclusão digitaltambém é fundamental para a plena participação dos indivíduos na sociedade. Hoje em dia, ser excluído digitalmente significa ser excluído do mercado de trabalho, do meio político, das notícias e interações sociais.
As habilidades socioemocionais são fundamentais para o sucesso dos alunos na vida, na escola e no mundo do trabalho. E a escola tem um papel insubstituível na formação socioemocional da criança, como apontam várias pesquisas.
Esse desenvolvimento depende da qualidade do clima escolar, da relação saudável entre os alunos e professores e das experiências enriquecedoras que são proporcionadas aos alunos.
Neste artigo, vamos apresentar as principais habilidades socioemocionais e explicar como a escola pode auxiliar os alunos no desenvolvimento delas.
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O que são habilidades socioemocionais?
Habilidades socioemocionais são aptidões que tornam a convivência do indivíduo com os outros e consigo mesmo mais pacífica e saudável, como a habilidade de se comunicar bem, demonstrar compaixão, entender seus próprios sentimentos e regular o nível de estresse.
Podemos dizer que elas são atitudes, comportamentos e modos de pensar que melhoram a vida das pessoas, no âmbito social e emocional.
As habilidades socioemocionais, também chamadas de soft skills, são divididas em dois grupos:
interpessoais (relacionadas à interação do indivíduo com os outros);
e intrapessoais (relacionadas à interação do indivíduo consigo mesmo).
Mais adiante, vamos listar as principais habilidades e competências socioemocionais.
Qual é a diferença entre habilidades e competências socioemocionais?
O conceito de habilidade e de competência socioemocional são muito semelhantes. Por isso, muitas pessoas usam os dois termos como sinônimos, sem distinção. Porém, estritamente falando, elas não são a mesma coisa.
Enquanto as competências são mais gerais, as habilidades socioemocionais são desdobramentos mais específicos das competências. Geralmente, as habilidades socioemocionais são observáveis e mensuráveis, enquanto as competências são abstratas e subjetivas.
Essa hierarquia é similar à lógica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que relaciona as competências de cada área do conhecimento com as habilidades específicas de cada componente curricular.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define competência como “a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”.
Como exemplo, podemos citar a competência socioemocional da empatia e as habilidades de demonstrar empatia, mostrar preocupação com os sentimentos dos outros e defender os direitos de outra pessoa.
São aptidões para uma vida plena social e emocionalmente, tanto no relacionamento consigo mesmo (competências intrapessoais) quanto no relacionamento com os outros (competências interpessoais).
Assim, uma competência socioemocional é uma capacidade de lidar com as próprias emoções e as emoções do outro, visando o bem-estar social e uma boa qualidade de vida.
Quais são as principais habilidades socioemocionais?
Segundo o CASEL (Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning), organização internacional que é referência em aprendizagem socioemocional, as principais habilidades socioemocionais são as seguintes:seguintes:
Já Instituto Ayrton Senna fala em 17 competências socioemocionais, divididas em cinco macrocompetências:
engajamento com os outros: iniciativa social, assertividade, entusiasmo;
amabilidade: empatia, respeito, confiança;
resiliência emocional: tolerância ao estresse, autoconfiança, tolerância à frustração;
abertura ao novo: curiosidade para aprender, imaginação criativa, interesse artístico.
Qual é a importância delas na educação?
É muito comum que as escolas foquem somente na inteligência cognitiva dos estudantes, preparando-os para o Enem, provas e vestibulares.
Entretanto, é necessário formar o indivíduo em todas as suas dimensões (intelectual, emocional, social, física e cultural). Só assim o verdadeiro objetivo da educação será cumprido, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB):
“Art. 2º – A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
As habilidades socioemocionais são imprescindíveis para o sucesso do estudante! Para viver bem em sociedade, ele precisa reconhecer e gerenciar suas emoções, agir com responsabilidade, respeitar e colaborar com os outros, por exemplo.
Assim, o desenvolvimento adequado das habilidades socioemocionais é fundamental. Além disso, a educação socioemocional traz muitas vantagens para o ambiente escolar:
previne o bullying;
diminui os riscos de evasão e abandono escolar;
melhora a concentração e o nível de proficiência dos estudantes;
e torna o clima escolar mais aconchegante e acolhedor.
As habilidades socioemocionais também são muito importantes para o ingresso no mundo de trabalho. Cada vez mais, as empresas e organizações buscam profissionais com soft skills como proatividade, organização, flexibilidade e liderança.
Segundo uma pesquisa global da Fundação Wadhwani, as soft skills têm um peso de 45% na hora da contratação, enquanto as habilidades técnicas têm 55%. Mais da metade das empresas (59%) estão dispostas a pagar salários mais elevados a funcionários com as melhores competências interpessoais.
Ainda de acordo com o estudo, no Brasil, as competências mais procuradas pelos empregadores são comunicação (84%), resiliência (44%) e trabalho em equipe (40%).
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as competências gerais da Educação Básica incluem várias competências socioemocionais, tais como colaboração, criatividade, imaginação, proatividade, responsabilidade, empatia, respeito e resiliência.
Essas competências influenciam os resultados de diversas áreas da vida, como aprendizagem, carreira, finanças, família, saúde e cidadania.
Além disso, estudos científicos demonstraram que o desenvolvimento de competências socioemocionais trazem melhorias para o desempenho acadêmico dos alunos. Afinal, a disciplina, a organização, a autoconfiança e a tolerância à frustração são constantemente testados durante o momento de estudo.
Como as escolas podem auxiliar no desenvolvimento de habilidades socioemocionais?
Antes de tudo, a escola deve se esforçar para criar e manter um ambiente seguro e acolhedor. Desde a decoração até a recepção, no relacionamento diário dos profissionais com os alunos, nas reuniões com os pais e responsáveis, é necessário que a instituição trabalhe para transmitir respeito e empatia.
Somente com um clima escolar positivo é que a educação socioemocional será bem sucedida. Dito isso, veja abaixo cinco formas de desenvolver as habilidades socioemocionais dos estudantes:
Trabalhando temas socioemocionais nas aulas
Independente do componente curricular, o professor pode integrar o conteúdo a temas socioemocionais de relevância. A própria BNCC relaciona os conteúdos curriculares a habilidades socioemocionais específicas associadas a respeito, autoconhecimento, comunicação e empatia em várias áreas do conhecimento.
Por exemplo, uma das habilidades de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas no Ensino Médio é “analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira” e “propor medidas para enfrentar os problemas identificados e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva”.
Na educação infantil, os objetivos de aprendizagem incluem demonstrar empatia e comunicar emoções.
Assim, é comum que os temas socioemocionais surjam naturalmente durante a aula. O professor, tendo acompanhado o comportamento dos alunos e conhecendo o contexto de vida deles, deve ser sensível para abordar os assuntos com perspicácia.
Utilizando metodologias ativas de aprendizagem
Outra forma de trabalhar as habilidades socioemocionais é utilizando metodologias ativas de aprendizagem. Essas metodologias incentivam a autonomia, a colaboração, a proatividade, a comunicação, a autogestão e a resolução de problemas.
Com a aplicação dessas metodologias, os estudantes serão desafiados o tempo todo a integrarem habilidades cognitivas e socioemocionais para alcançarem seus objetivos de aprendizagem.
As principais metodologias ativas de aprendizagem são:
O projeto de robótica Robotis incorpora as metodologias de aprendizagem baseada em problemas e aprendizagem baseada em projetos.
Ele é uma excelente opção para desenvolver competências socioemocionais em crianças e jovens, porque trabalha o pensamento criativo, a comunicação, o trabalho em grupo, a autonomia, a organização e a gestão de tempo.
Por meio de atividades práticas e envolventes de robótica educacional, os alunos trabalham em equipe para criar soluções criativas para problemas reais.
Uma das metodologias ativas de aprendizagem que merece destaque por destravar o diálogo e a empatia é a roda de conversa. Uma dinâmica simples que dá aos alunos a oportunidade de compartilhar suas emoções e pensamentos, além de praticar a escuta ativa.
Também é um momento de troca de experiências e opiniões, o que fomenta o diálogo, o debate respeitoso e o aprendizado em equipe..
Para tirar bom proveito desta estratégia, o professor deve mediar o grupo para incentivar a participação de todos, acolher sentimentos expressados e fazer intervenções, se preciso.
Para que a dinâmica seja mais proveitosa, é recomendado seguir um roteiro e combinar, antecipadamente, o tempo de fala de cada um.
Aplicando avaliações socioemocionais
Assim como as avaliações de Língua Portuguesa ajudam os alunos a melhorarem seus conhecimentos da área, as avaliações socioemocionais são úteis para o desenvolvimento socioemocional.
Essas avaliações permitem a identificação do nível de desenvolvimento socioemocional de cada estudante. Os testes fazem perguntas sobre a percepção do indivíduo a respeito de sua personalidade, seu comportamento, suas emoções, relacionamentos e problemas de conduta.
Ao final, o teste identifica o nível de desenvolvimento de cada competência socioemocional, auxiliando o estudante em seu processo de crescimento e informando a equipe de gestão escolar sobre o estado atual do aluno.
Além de auxiliar no acompanhamento pedagógico, este tipo de avaliação faz com que o aluno reflita sobre si mesmo e cresça em autoconhecimento. Por isso é muito importante que a escola não deixe de fazê-lo.
Realizando atividades online de educação socioemocional
Muitas vezes, a melhor forma de trabalhar uma competência socioemocional é falando sobre ela. Torná-la consciente, explicar a sua importância e dar exemplos práticos ajuda os alunos a refletirem sobre os seus sentimentos, pensamentos e atitudes.
Levando em conta a rotina apertada de aulas, as atividades de educação socioemocional são mais facilmente aplicadas no contexto digital. Seja como tarefa de casa ou como complemento ao ensino presencial (ensino híbrido), é recomendado ofertar exercícios online de educação socioemocional.
As atividades online de educação socioemocional podem complementar as ações presenciais da escola e garantir o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, de maneira específica e dedicada.
Essas atividades geram feedback automático para estudantes e professores e não requerem a elaboração de um plano de aula, porque já foram desenvolvidas por organizações especializadas.
O Educacional conta com soluções que levam conteúdos de Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, Robótica e STEAM para as salas de aula e que podem apoiar no desenvolvimento socioemocional.
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