A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
A modelagem preditiva é um método de análise de dados que faz previsões sobre o futuro com base em padrões observados em dados históricos, facilitando a tomada de decisões.
Os sistemas que realizam essa modelagem utilizam Aprendizado de Máquina a partir de um dataset de treinamento, composto de features de entrada (características) e targets (variáveis alvo) específicos.
Como explica o desenvolvedor Pedro Morais, a modelagem preditiva começa com a coleta e a organização dos dados. Depois, o sistema analisa os dados para identificar padrões e relações entre as variáveis.
Com base nessa análise, a máquina cria um modelo preditivo, que depois é testado com novos dados e, se necessário, ajustado para corresponder melhor à realidade.
Segundo o engenheiro de computação Myke Morais de Oliveira, o principal desafio na modelagem preditiva é capacitar o algoritmo a ter um bom desempenho quando for executado sobre dados não vistos anteriormente, o que é chamado de generalização.
Para diminuir a ocorrência de erros, é fundamental ter um volume adequado de dados, que sejam completos, consistentes e relevantes para a análise. Também é recomendado evitar modelos muito complexos, como redes neurais profundas.
Exemplos de modelagem preditiva
A modelagem preditiva é usada em diversas áreas:
e-commerce: sugestão de produtos com base em compras anteriores e compras de usuários semelhantes;
relacionamento com o cliente: detecção de riscos de cancelamento a partir do histórico de contatos, avaliações e pagamentos;
diagnóstico médico: análise de imagens de retina óptica para identificar sinais precoces de doença ocular e calcular a probabilidade de um paciente desenvolver a doença;
educação: identificar alunos com riscos de evasão ou abandono escolar, com base nos dados de engajamento, frequência e desempenho acadêmico.
Como funciona a modelagem preditiva na educação?
Na educação, os modelos preditivos utilizam vários dados dos estudantes para prever o desempenho futuro do aluno:
informações demográficas (idade, gênero, raça, idioma, local da residência)
informações socioeconômicas (renda familiar, nível de escolaridade dos pais, tamanho da família);
notas escolares;
frequência escolar;
registros de atividades online;
anotações do professor quanto à participação nas aulas;
A partir desses dados, o sistema reconhece padrões atuais e tendências a médio e longo prazo, que são difíceis de perceber manualmente. Por exemplo, quedas no desempenho acadêmico e redução no engajamento.
Na educação, a modelagem preditiva faz parte do Learning Analytics, que é a estratégia de coletar, analisar e produzir relatórios com dados digitais dos estudantes.
Vantagens para a escola
As plataformas educacionais com modelagem preditiva permitem que a escola:
identifique precocemente os alunos em risco de reprovação, abandono ou evasão escolar;
personalize o ensino de acordo com as particularidades de cada estudante;
tome decisões mais embasadas sobre alocação de recursos e práticas pedagógicas;
se prepare para desafios futuros, aproveitando melhor as oportunidades atuais.
Aproveite os benefícios da modelagem preditiva com o Hub Educacional
O Hub Educacional é um ambiente digital que reúne mais de 30 aplicativos e plataformas educacionais, incluindo ferramentas com modelagem preditiva, para potencializar a gestão escolar e melhorar a aprendizagem dos alunos.
Com o Hub Educacional, sua escola será capaz de:
analisar os dados dos estudantes e prever o desempenho futuro deles;
adotar ações preventivas sugeridas pela plataforma;
ter uma visão ampla sobre o desempenho de cada aluno, turma ou escola;
mapear a taxa de inadimplência da escola;
identificar rapidamente os estudantes que precisam de uma atenção especial;
entender como os fatores cognitivos, psicológicos e comportamentais afetam o desenvolvimento dos estudantes;
e tomar decisões informadas e estratégicas sobre as áreas pedagógica, administrativa e financeira.
O Hub Educacional é uma plataforma integrada e segura, além de estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
A carga horária do novo Ensino Médio é composta por 2.400 horas de formação geral obrigatória e 600 horas de itinerários formativos. Dentro dos itinerários formativos, existem as eletivas, também chamadas de “disciplinas optativas”.
Depois da alteração do novo Ensino Médio, a parte flexível do currículo foi reduzida, passando de 1.200 para 600 horas ao longo dos três anos. Porém, ela continua tendo um peso expressivo no aprendizado dos alunos.
Por isso, as escolas não podem negligenciar a importância das eletivas para o desenvolvimento dos estudantes. Neste artigo, vamos esclarecer as principais dúvidas dos gestores em relação a esses componentes.
As eletivas são os componentes curriculares optativos do novo Ensino Médio. Na prática, são aulas escolhidas pelo estudante, de acordo com seus interesses, objetivos e projeto de vida.
As eletivas fazem parte dos Itinerários Formativos, que são a parte flexível do currículo. Elas aprofundam conteúdos de uma, duas ou mais áreas do conhecimento, de forma interdisciplinar.
organizar-se em torno de um ou mais dos eixos estruturantes citados da DCNEM: investigação científica, processos criativos, empreendedorismo, mediação e intervenção sociocultural;
atender às finalidades do Ensino Médio;
e responder às expectativas atuais e futuras das juventudes.
A legislação nacional não define quantas eletivas uma escola precisa oferecer. Na verdade, elas não são obrigatórias, segundo orientação do Ministério da Educação (MEC). A obrigatoriedade é para a oferta de itinerários formativos, que podem incluir, ou não, as eletivas.
A nova lei do novo Ensino Médio exige a oferta de, no mínimo, dois itinerários formativos por escola (com exceção do ensino técnico e profissional).
Cada estado e rede de ensino possuem regras específicas para os itinerários e as eletivas. Por isso, consulte o currículo da sua localidade para obter informações mais precisas.
Exemplos de eletivas
As escolas de Ensino Médio podem ofertar eletivas de todas as áreas do conhecimento, inclusive integrando duas ou mais áreas ao mesmo tempo. Confira abaixo alguns exemplos:
Robótica educacional
A robótica é um campo de estudos que vem crescendo imensamente nos últimos anos e tende a se manter forte no futuro do trabalho.
A área envolve conhecimentos de computação, mecânica, eletrônica, hidráulica e pneumática. Seu objetivo é projetar e construir robôs para ajudar o homem em alguma tarefa.
Para ofertar essa eletiva, é preciso adquirir kits de robótica próprios para a sala de aula, como os conjuntos LEGO® Education.
Educação financeira
A educação financeira é imprescindível para o desenvolvimento integral dos estudantes. É importante que desde cedo as crianças aprendam a lidar com o dinheiro, entendendo como controlar gastos e fazer investimentos.
Não à toa, a educação financeira é um dos temas transversais à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). De uma forma ou de outra, ela deve estar presente na formação de todos os alunos. Porém, na eletiva, os estudantes podem se aprofundar no assunto.
Nesse componente, os estudantes podem conhecer a história do cinema, os gêneros cinematográficos, as técnicas de produção audiovisual, a indústria cinematográfica brasileira, os impactos do streaming no cinema e muito mais.
Comunicação e oratória
Comunicação e oratória são essenciais para falar em público. Como muitos estudantes passam ou vão passar por essa experiência – alguns enfrentando dificuldades – essa é uma excelente opção de eletiva.
Nesse componente, os alunos também podem estudar persuasão, linguagem corporal, escuta ativa, comunicação nas mídias digitais e comunicação intercultural.
Música
Dentro das Artes, a música é uma opção bastante atrativa para os jovens. A eletiva pode ter um enfoque mais prático ou mais teórico, dependendo dos recursos disponíveis.
No Ensino Médio de Minas Gerais, ela é voltada para a contextualização histórica e teórica da música, além da apreciação estética. Contempla o estudo dos ritmos musicais e dos conceitos de música popular e erudita.
Astronomia
No itinerário formativo de Ciências da Natureza, a astronomia estuda os corpos celestes e as estruturas cósmicas. É uma eletiva para compreender o universo e os principais fenômenos astronômicos (eclipses, marés, rotação, translação, entre outros).
Alguns instrumentos são essenciais para o desenvolvimento da disciplina, como o telescópio e o binóquio. No campo teórico, os alunos vão precisar rever leis da Física e os fundamentos do método científico.
Capoeira
Outra opção de eletiva é a Capoeira, uma manifestação cultural afro-brasileira que combina elementos de dança, música, jogo e acrobacia. Ela está presente no catálogo de eletivas do Ensino Médio do Distrito Federal.
A capoeira contribui para a formação cultural, social, física e intelectual. Nesta eletiva, os alunos podem estudar a história da capoeira, seus estilos musicais e principais movimentos.
Iniciação científica
A iniciação científica visa despertar os estudantes para a investigação científica, explicando o método científico, as formas de raciocínio e os tipos de pesquisa. Envolve também o desenvolvimento do pensamento crítico e a reflexão ética.
Essa eletiva pode se beneficiar de projetos interdisciplinares, em uma abordagem prática. Além de participar das aulas expositivas sobre o tema, o ideal é que os alunos vivenciem a pesquisa científica.
Espanhol
No novo Ensino Médio, o Espanhol deixou de ser componente obrigatório e apenas o Inglês permaneceu na formação básica. Contudo, as escolas podem oferecer o ensino da língua na forma de eletiva, diversificando o currículo.
O Espanhol é a segunda língua mais falada no mundo! Dar aos estudantes a oportunidade de aprender essa língua é uma forma de ampliar seus repertórios linguísticos e culturais.
Estudar um novo idioma também estimula o desenvolvimento cognitivo, a memória e a capacidade de resolver problemas.
No dia 31 de julho, foi sancionada a Lei Nº 14.945, que altera o novo Ensino Médio. Neste artigo, o Educacional vai resumir as principais mudanças que ocorreram e como sua escola deve se adaptar. Boa leitura!
As alterações aprovadas pelo Congresso Nacional impactaram a carga horária do Ensino Médio, os itinerários formativos e o ensino técnico.
Carga horária
A carga horária total do Ensino Médio manteve-se em 3.000 horas ao longo dos três anos.
Porém, a parte obrigatória do currículo (formação geral básica) aumentou de 1.800 para 2.400 horas. Por outro lado, a parte flexível (itinerários formativos) foi reduzida, passando de 1.200 para 600 horas – exceto no ensino técnico e profissional.
Na prática, isso significa que os alunos terão mais aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Inglês, Artes, Educação Física, Biologia, Física, Química, Filosofia, Geografia, História e Sociologia. O Espanhol continua facultativo.
Itinerários Formativos
Todas as escolas devem oferecer, no mínimo, duas opções de Itinerários Formativos para a escolha dos estudantes – com exceção daquelas que ofertam ensino técnico e profissional.
Os itinerários são compostos por eletivas, projetos e oficinas, que aprofundam uma ou duas áreas do conhecimento ou algum campo de formação técnica e profissional.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) e os sistemas estaduais de ensino ainda vão elaborar diretrizes nacionais para regulamentar os itinerários.
Ensino técnico
No Ensino Médio técnico, a formação geral básica terá uma carga horária um pouco menor: 2.100 horas, incluindo 300 horas de componentes obrigatórios diretamente relacionados à área da formação técnica.
As outras 900 horas da carga horária serão destinadas às aulas do curso técnico escolhido pelo estudante.
Por exemplo, um aluno que faz Informática terá 1.800 horas de formação geral básica, 300 horas de Matemática e Língua Portuguesa, mais 900 horas de Informática.
Como preparar sua escola para o Novo Ensino Médio?
Nesta nova fase do Ensino Médio, as escolas precisam ter flexibilidade e diversidade no currículo. Ao mesmo tempo, os componentes obrigatórios receberão reforço, exigindo da instituição um alto desempenho na formação geral básica.
Confira abaixo os principais pontos de adequação:
Oferta de itinerários formativos
Embora a legislação exija apenas dois itinerários formativos por escola, quanto mais itinerários sua instituição oferecer, mais atrativa ela será para a comunidade. Os alunos terão mais opções de escolha e sua escola vai se destacar da concorrência.
Dentro dos itinerários, sua escola pode ofertar várias eletivas, dos mais diversos temas: robótica, cinema, iniciação científica, nutrição, astronomia, entre outras.
Antes de definir quais eletivas realizar, leve em consideração o interesse dos estudantes e o impacto das eletivas para o desenvolvimento integral.
A carga horária diária continua em 5 horas. Porém, o tempo dedicado às aulas obrigatórias será maior a partir de 2025. Por isso, será preciso alterar o horário escolar, dando mais espaço aos componentes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Reforço da formação básica
Sua escola deve fortalecer a formação geral básica, não apenas aumentando a carga horária, mas também implementando ações pedagógicas que melhorem o desempenho dos alunos, como:
As mudanças no novo Ensino Médio começam a valer em 2025. No entanto, os alunos que já estiverem cursando essa etapa da Educação Básica vão seguir um currículo de transição, que ainda será definido pelo CNE e os sistemas de ensino.
As escolas terão que lidar com duas grades curriculares ao mesmo tempo, tornando a gestão ainda mais desafiadora. Organização e boa comunicação interna serão essenciais nesse processo.
Entenda abaixo como o Educacional pode ajudar sua instituição.
Com o Educacional, seu Ensino Médio vai mais longe
Na gestão escolar: dashboard de dados para uma visão integrada da sua instituição, além de ferramentas de comunicação, agenda digital e automação de avaliações (Hub Educacional).
No reforço da formação básica: videoaulas, livros digitais e atividades de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas (Hub Educacional). Assim seus alunos podem estudar em casa e na sala de aula com recursos interativos.
Na oferta de eletivas: projeto completo de robótica educacional, pronto para ser implantado na sua escola (Robotis), e distribuição de kits de robótica (LEGO® Education) e placas de programação (micro:bit).
Nos últimos 30 anos, já impactamos mais de 14 mil escolas, de 40 países diferentes, e mais de 1 milhão de estudantes.
Para os educadores, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um dos principais norteadores da prática pedagógica.
Homologada em 2017, ela define as competências e habilidades essenciais para o desenvolvimento do estudante, que devem ser trabalhadas em todo o território nacional.
Além de pontuar as competências específicas de cada série, o documento lista competências que são desenvolvidas ao longo da Educação Básica – as 10 Competências Gerais da Educação Básica.
Neste guia, vamos abordar todas as competências gerais, explicando o que elas significam e como colocá-las em prática na escola. Boa leitura!
As competências gerais da BNCC são conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que devem ser formados ao longo da Educação Básica (Educação Infantil ao Ensino Médio).
São competências fundamentais para o desenvolvimento dos alunos, na perspectiva de educação integral. Elas servem como um mapa para as escolas dos principais objetivos de aprendizagem.
Entenda cada uma delas abaixo.
1. Conhecimento
“Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva”
A primeira competência geral é valorizar e utilizar conhecimentos. Seu foco está no campo cognitivo, na dimensão das ideias. Porém, tem uma implicação prática, pois visa a construção de uma sociedade melhor.
Talvez essa seja a competência mais previsível da BNCC. Afinal, o senso comum é que a escola é lugar de aprender. É onde as crianças expandem seus conhecimentos linguísticos, matemáticos e científicos! Tudo isso para entender o mundo e participar dele.
Como desenvolver na prática?
Para desenvolver essa competência, a escola deve criar oportunidades de construção do conhecimento (segundo a concepção pedagógica do construtivismo).
Ou seja, colocar os alunos em contato com novas informações sobre o mundo (físico, social, cultural e digital), para que eles modifiquem a estrutura de pensamento.
Todavia, os conhecimentos prévios dos estudantes não podem ser ignorados. Eles são um ponto de partida importante para a aprendizagem significativa.
Além disso, é preciso mostrar a utilidade do conhecimento, ou seja, sua aplicação prática na tecnologia, no mundo do trabalho e na vida em sociedade.
Nesse sentido, as aulas precisam “conversar” com o cotidiano dos alunos. O conteúdo deve se relacionar com o contexto do estudante (seus interesses, hábitos e desafios).
2. Pensamento científico, crítico e criativo
“Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.”
A segunda competência diz respeito à investigação científica. É esperado que o estudante seja curioso, analítico, crítico e reflexivo. Ele deve utilizar métodos científicos para descobrir as causas dos fenômenos naturais, bem como dos problemas sociais.
Mais que isso, ele precisa produzir soluções e melhorias. A habilidade de resolução de problemas é essencial para o desenvolvimento do estudante.
Como desenvolver na prática?
Diante de perguntas e situações-problema, as escolas devem incentivar os alunos a investigarem por si mesmos, ao invés de fornecer respostas prontas.
Como afirmou Jean Piaget, “quando você ensina alguma coisa para uma criança, lhe tira para sempre a oportunidade de descobrir por conta própria.”
Por isso, o professor precisa agir como um mediador da aprendizagem, e não como um orador. Seu papel é fazer perguntas direcionadoras, coordenar projetos e orientar os alunos.
Falando em projetos, os projetos interdisciplinares são uma ótima opção para desenvolver essa competência. A metodologia STEAM (Ciências, Tecnologias, Engenharia, Artes e Matemática) está ancorada na investigação e na resolução de problemas.
3. Repertório cultural
“Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.”
Outra prioridade da BNCC é a formação artístico-cultural. O contato com diversas manifestações artísticas e culturais deve fazer parte do dia a dia na escola.
Isso inclui textos literários, filmes, pinturas, comidas típicas, danças, músicas, festas populares, espetáculos de teatro… É direito da criança conhecer essas formas de expressão e participar delas como autora.
Essa aprendizagem visa tanto o enriquecimento individual quanto o fortalecimento coletivo, devido à valorização da diversidade. Experimentar todas essas formas de expressão cultural é uma forma de evitar o desrespeito e a discriminação.
Como desenvolver na prática?
Já é praxe a realização de eventos em datas comemorativas, como festas juninas, jogos interclasse e dia dos povos indígenas. A escola também pode organizar saraus, mostras de arte e feiras gastronômicas, a fim de divulgar as criações dos alunos.
Para alcançar a fruição artística, é importante dar lugar à escolha. Ou seja, deixar o aluno decidir qual obra de arte irá fazer e quais recursos irá usar. Nesse contexto, ele pode executar suas preferências, reconhecendo seus gostos pessoais.
Nas atividades artísticas e culturais, é preciso respeitar as crenças, origens e tradições de cada aluno, promovendo diálogo e tolerância.
4. Comunicação
“Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.”
A apropriação de diferentes linguagens, verbais e não verbais, é fundamental para a comunicação. Essa competência envolve não apenas a compreensão de um código, mas também a capacidade de utilizá-lo socialmente.
Ela inclui leitura e interpretação de texto, compreensão do outro, planejamento e organização da mensagem. Para se comunicar corretamente, o aluno também precisa se conhecer, ou seja, identificar seus sentimentos e opiniões.
Essa competência geral reconhece a autenticidade das linguagens corporal, visual, sonora e digital, além da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Como desenvolver na prática?
Em primeiro lugar, a criança precisa aprender os códigos linguísticos, matemáticos, artísticos e científicos.
Esse processo começa na alfabetização (em Língua Portuguesa e em Matemática) e se desenvolve ao longo da Educação Básica, com atividades de letramento, fluência leitora e pensamento matemático.
Merece destaque o letramento digital, cujo objetivo é capacitar os alunos a ler e escrever no contexto digital.
Para aprimorar a linguagem corporal, visual e sonora, é recomendado investir em aulas de Artes, música, dança e teatro.
5. Cultura digital
“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”
Outra competência geral da BNCC é o uso responsável de tecnologias digitais. Os alunos devem ser capazes de não apenas compreender e manusear essas ferramentas, como também criar novas soluções.
Afinal, as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) estão cada vez mais presentes no cotidiano, tanto no mercado de trabalho quanto no convívio social.
Essa competência vai além das habilidades técnicas. É preciso ter responsabilidade, protagonismo, ética, criatividade e senso crítico!
Como desenvolver na prática?
Os alunos estão rodeados de TDICs, mas nem sempre entendem como elas funcionam nem sabem como tirar melhor proveito delas. As escolas precisam ensinar sobre tecnologia com intencionalidade pedagógica.
Esses temas podem ser abordados nas aulas da grade escolar ou em projetos extra-curriculares. Para ensinar programação, use kits de robótica educacional.
6. Trabalho e projeto de vida
“Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.”
As aprendizagens na escola devem ajudar o estudante a planejar seu projeto de vida. Para isso, ele precisa se conhecer, conhecer o mundo a sua volta e fazer escolhas autônomas.
O projeto de vida envolve tanto o planejamento de carreira quanto os objetivos pessoais. É um compilado de sonhos, valores, princípios e metas para o futuro.
Essa competência ressalta a relevância das escolhas individuais. Cada estudante tem seu próprio caminho, seus próprios interesses e intentos para vida. A escola deve dar conta dessa pluralidade, orientando os alunos nessa jornada.
Como desenvolver na prática?
É recomendado organizar palestras, visitas e rodas de conversa, com profissionais de diversas áreas, para promover o contato entre eles e os estudantes.
O Hub Educacional também possui um aplicativo que conecta os alunos a profissionais em conversas ao vivo. Nele é possível tirar dúvidas e explorar várias carreiras.
O autoconhecimento é peça-chave do projeto de vida. Nesse sentido, vale a pena fazer testes, questionários, listas de pontos fortes e fracos, desenhos e textos autobiográficos… Há muitas atividades para trabalhar.
7. Argumentação
“Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta”.
A sétima competência diz respeito à argumentação. Espera-se do aluno a capacidade de expor e defender ideias que façam sentido racionalmente.
É preciso organizar a mensagem, falar adequadamente e interagir com o ouvinte. Mais que isso, é desejado um posicionamento ético, que respeite os direitos humanos e o meio ambiente.
Como desenvolver na prática?
A argumentação é trabalhada especialmente nas aulas de Língua Portuguesa, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
Nessas aulas, os alunos devem conhecer:
os elementos da argumentação (tese, embasamento e conclusão);
os tipos de argumento (por autoridade, por evidência, de causa e consequência, entre outros)
os tipos de raciocínio lógico (dedução, indução e abdução, por exemplo);
e as fontes confiáveis de informação (como notícias, artigos acadêmicos, e pesquisas).
Além de apresentar essas informações, é recomendável realizar debates em sala de aula e análises de casos reais. Assim, os alunos podem aprender na prática como defender seus pontos de vista, de forma respeitosa e embasada em fatos.
8. Autoconhecimento e autocuidado
“Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.”
Um dos papéis da escola é ajudar o estudante a se conhecer e a se cuidar. Esse cuidado envolve a higiene, a alimentação, o conforto, a aparência, a saúde física, mental, sexual e reprodutiva.
No autoconhecimento, o objetivo é compreender as próprias emoções, valorizá-las e expressá-las corretamente. A construção da identidade exige um olhar para dentro, mas também um olhar para o outro, reconhecendo as diferenças.
Como desenvolver na prática?
O Hub Educacional possui atividades de educação socioemocional para desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Os conteúdos buscam gerar autoconhecimento e promover saúde mental.
Outra forma de destravar o autoconhecimento é realizar oficinas de criação artística.
No processo criativo, os alunos selecionam recursos variados que apontam para as suas preferências. Eles escolhem palavras, cores e formas que revelam suas ideias e sentimentos, até então despercebidas.
Também é importante compreender a diversidade de raças, culturas, religiões e identidades de gênero. O aluno pode explorar essas diferenças por meio de gráficos e estatísticas demográficas.
Outro ponto é conhecer as políticas públicas de saúde, como campanha de vacinação, campanha de combate à dengue, programa de assistência social e as farmácias populares.
9. Empatia e cooperação
“Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.”
A nona competência geral da BNCC é focada na socialização. Uma qualificação que não poderia faltar, já que o objetivo da educação é preparar o aluno para a vida em sociedade.
Desde a Educação Infantil, as crianças são ensinadas a reconhecer o outro e respeitá-lo (campo de experiência “o eu, o outro e o nós”). No Ensino Médio, vemos várias habilidades interpessoais, como colaboração, solidariedade, empatia, diálogo e tolerância às diferenças.
Os estudantes precisam compreender que não vivemos sozinhos. Somos dependentes uns dos outros para trabalhar, aprender, comer, se locomover, resolver problemas, criar tecnologias…
E os conflitos fazem parte desse convívio, inevitavelmente. Mas não precisam acarretar guerra, violência ou desrespeito. Há uma forma de lidar com os conflitos sem violar os direitos do outro.
Como desenvolver na prática?
O próprio convívio no ambiente escolar exercita as habilidades interpessoais dos estudantes. Contudo, essa interação requer supervisão, acompanhamento e, às vezes, mediação de conflitos.
A equipe de gestão precisa estar atenta ao clima escolar. No combate ativo à violência, o canal de denúncias anônimas é um bom começo.
Os profissionais da escola devem exercitar o olhar para identificar alunos isolados ou com problemas emocionais. Ofereça apoio a esses estudantes e converse com as famílias.
Os trabalhos em grupo também são ótimos para promover colaboração. No entanto, eles precisam ser bem administrados, incentivando a construção conjunta do conhecimento/projeto.
10. Responsabilidade e cidadania
“Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.”
Todos os conhecimentos e valores aprendidos na escola devem culminar em atitudes. Atitudes éticas, responsáveis, sustentáveis, democráticas e solidárias.
É esperado do estudante que ele não apenas compreenda o mundo, mas atue nele para fazer a diferença. E isso tanto a nível individual quanto coletivamente, em colaboração com seus pares.
Como afirma a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), a educação “tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
Assim, as competências gerais da BNCC apontam para um estudante ativo, protagonista.
Como desenvolver na prática?
A escola deve incentivar o protagonismo juvenil na sala de aula, na gestão da escola e na comunidade local. Isso pode ser feito por meio de projetos sociais, projetos acadêmicos e clubes estudantis.
Aulas mais participativas, com metodologias ativas de aprendizagem, também contribuem para esse perfil. Por exemplo: Aprendizagem Baseada em Problemas, Aprendizagem Baseada em Projetos e oficinas maker.
Impulsione a sua escola com recursos digitais inovadores
Qual das competências gerais da BNCC sua escola precisa fortalecer? Cultura digital? Projeto de Vida? Veja abaixo como o Educacional pode te ajudar:
Conhecimento: atividades online de todas as áreas do conhecimento;
Pensamento científico, crítico e criativo: projetos de STEAM e cultura maker;
Comunicação: livros digitais, aplicativos de correção de texto e projeto de escrita criativa;
Cultura digital: aulas de robótica e programação;
Trabalho e projeto de vida: aplicativo de orientação vocacional;
Autoconhecimento e autocuidado: atividades online de educação socioemocional;
Responsabilidade e cidadania: projetos de STEAM e cultura maker;
Em 2020, na retomada das aulas presenciais em meio à pandemia, o Instituto Unibanco elaborou um protocolo de acolhimento escolar. O objetivo era dar apoio socioemocional aos estudantes naquele período sensível e diminuir as chances de evasão.
Desde então, o acolhimento se tornou uma prática comum em muitas escolas. A rede estadual de ensino de São Paulo, por exemplo, introduziu o acolhimento em todas as unidades.
Se a sua escola ainda não possui uma equipe de acolhimento ou se ela deseja melhorar as estratégias, continue lendo este artigo. Vamos explicar como fazer o acolhimento na escola e qual é a sua importância.
O acolhimento escolar é uma série de estratégias adotadas pela escola para integrar os estudantes, profissionais, pais e responsáveis à comunidade escolar, construindo um ambiente inclusivo, agradável e seguro a todos.
A palavra “acolher” significa “abrigar, proteger, fornecer refúgio” ou “dar hospitalidade”. Assim, o acolhimento busca fazer as pessoas se sentirem protegidas e aceitas.
De acordo com o Instituto Unibanco, o acolhimento é uma “prática de escuta e cuidado do outro”. Ele começa na recepção acolhedora dos membros da escola e envolve, também, momentos de escuta ativa.
Para a Secretaria de Educação de São Paulo, “o acolhimento é uma ação pedagógica, com o objetivo de dar as boas-vindas aos educandos e às equipes docente e gestora, integrando os estudantes entre si, com a escola, funcionários, e fortalecendo a conexão entre eles”.
Importância do acolhimento na escola
Quando uma pessoa chega em um ambiente desconhecido, é comum que ela se sinta temerosa e desconfortável. Nesse momento, ser acolhida pelos outros faz toda a diferença.
O acolhimento visa reduzir a ansiedade dos novos membros e gerar um senso de pertencimento, o que contribui para:
Além disso, a realização de ações acolhedoras desenvolve competências socioemocionais, como empatia, respeito, solidariedade e tolerância.
Em contextos de crise, o acolhimento escolar é ainda mais necessário, porque dá suporte emocional a todos aqueles que se encontram vulneráveis.
Como fazer o acolhimento na escola?
Para fazer do acolhimento uma prática recorrente na escola, é indicado formar uma equipe responsável.
O time de acolhimento deve organizar as programações de início do ano e retorno às aulas no segundo semestre. Nesses dois períodos, é essencial que a escola dedique um tempo a mais para integrar todos os membros da comunidade.
No dia a dia da escola, a equipe também pode receber os alunos no portão de entrada, cumprimentando amigavelmente, entregando lembrancinhas ou fazendo dinâmicas.
Também é recomendado, ao longo do ano, realizar rodas de conversa, encontros de escuta individual e estratégias de monitoria. O Instituto Unibanco chama isso de “ações contínuas de acolhimento”.
Enquanto a roda de conversa promove a troca de experiências e a escuta coletiva, o encontro de escuta individual é um momento exclusivo para ouvir apenas uma pessoa.
Para que sejam capazes de acolher os outros membros, os integrantes do acolhimento devem fortalecer suas habilidades socioemocionais. O Hub Educacional pode contribuir para esse desenvolvimento, já que possui atividades de educação socioemocional na plataforma.
Quem pode participar?
A equipe de acolhimento pode ser composta por:
estudantes;
líderes de turma e integrantes do grêmio estudantil;
professores;
profissionais administrativos;
profissionais da equipe gestora;
e pais ou responsáveis.
O ideal é que a equipe seja bem heterogênea, com pessoas de diferentes idades, cores, etnias, gêneros e orientações sexuais. Um grupo com maior representatividade consegue acolher com mais facilidade toda a comunidade escolar.
Ideias de dinâmicas para o acolhimento
Quer fazer algumas dinâmicas de acolhimento na sua escola? Confira algumas ideias abaixo:
Caça ao Tesouro dos Talentos
Esconda pistas pela sala de aula que levem a um “tesouro” (podem ser doces, pequenos brinquedos ou outros itens simbólicos).
Cada pista deve conter uma pergunta sobre um talento ou habilidade, com o objetivo de levar os alunos a conhecerem seus colegas. Por exemplo: “Quem toca um instrumento musical?”, “Quem gosta de desenhar?”, “Quem fala bem em público?”.
Os alunos vão percorrer a sala em busca das pistas e responder às perguntas até chegar ao tesouro.
Depois de encontrá-lo, os estudantes se reúnem para compartilhar o que aprenderam sobre seus colegas e celebrar a diversidade de talentos na escola.
Teia de Sonhos Coletivos
Distribua folhas de papel e materiais de arte (lápis de cor, canetas, glitter, entre outros) para os alunos.
Peça que cada aluno desenhe ou escreva em sua folha um sonho que deseja alcançar. Depois, solicite que colem seus sonhos em um grande painel.
Incentive os estudantes a observarem os sonhos dos colegas e conectarem os papéis com barbante, formando uma rede de apoio e colaboração.
Para finalizar, promova um momento de reflexão sobre a importância da união para alcançar os sonhos individuais e coletivos.
Mural de cuidado mútuo
Na sala de professores, monte um mural com fichas de todos os docentes. Peça para eles escreverem na ficha algo que poderiam fazer por alguém e algo em que gostariam de receber ajuda.
Por exemplo: usar tecnologia em sala de aula, montar apresentações de slides, fazer planejamento de aula ou elaborar avaliações.
Para fixar o mural, escolha um lugar reservado da sala de professores, a fim de evitar constrangimento.
Apresentação com bingo
Na primeira reunião de pais e mestres do ano, é importante integrar os pais e responsáveis de uma forma divertida. Por isso, distribua cartelas de bingo personalizadas, que, ao invés de números, possuam frases de cunho pessoal.
Por exemplo: “Possui dois filhos, “Tem animal de estimação”, “Mora há menos de 2 km da escola”, “Trabalha na área da saúde”.
A cada rodada, sorteie uma frase e peça para os pais preencherem sua cartela se a afirmação for verdadeira. Aquele que completar a ficha primeiro ganha um prêmio e se apresenta com mais tempo para o grupo.
Essa dinâmica gera interação entre os pais que marcaram as mesmas frases, promovendo conversas e novas amizades.
Fortaleça as habilidades socioemocionais dos seus alunos
O Hub Educacional atende diversas necessidades da escola, incluindo o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
Com a plataforma, seus alunos e professores têm acesso a:
atividades de educação socioemocional;
conteúdos de todas as áreas do conhecimento;
jogos pedagógicos;
livros digitais;
ferramentas de revisão ortográfica;
elaboração de avaliações diagnósticas;
dashboards de dados escolares;
agenda digital;
conteúdos preparatórios para o Enem;
atividades de robótica, programação e pensamento computacional;
conteúdos de educação financeira;
orientação vocacional;
e plantão de dúvidas online.
Tudo isso em um único ambiente virtual, totalmente seguro e intuitivo.
As edtechs inclusas no Hub Educacional são destinadas a escolas públicas e privadas de todos os níveis da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio).
Após as enchentes de abril no Rio Grande do Sul, as escolas gaúchas migraram para o ensino remoto, a fim de continuar com as aulas. A medida se assemelhou ao contexto da pandemia da Covid-19, quando todas as instituições de ensino tiveram de se adaptar à nova realidade.
A implementação emergencial criou, de início, receio entre os profissionais de educação, alunos e famílias. Porém, com o tempo a comunidade escolar foi se acostumando e percebeu as várias oportunidades do ensino remoto.
Neste artigo, vamos te ajudar a entender melhor como essa modalidade funciona e como aplicá-la da melhor forma.
Como funciona o ensino remoto?
O ensino remoto é uma modalidade de ensino na qual as aulas e atividades são feitas à distância. Graças a Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), como videochamadas e plataformas de aprendizagem, os alunos e professores podem interagir remotamente.
Neste formato, as aulas ainda são administradas de forma síncrona em tempo real e seguem o plano pedagógico do modelo presencial.
Essa é a principal diferença entre o ensino remoto e o EAD (ensino à distância). O EAD é um modelo majoritariamente assíncrono, construído com o objetivo de oferecer uma formação sem a necessidade de dedicar uma hora ou dia específico.
O ensino remoto mantém a mesma carga horária do ensino presencial, mas com os alunos e professores em diferentes localidades.
Quando o ensino remoto é permitido na Educação Básica?
Em momentos emergenciais ou de calamidade pública, o ensino remoto não é somente permitido, como extremamente necessário.
Ter um planejamento pedagógico para ensino remoto emergencial é essencial para garantir que o aprendizado continue mesmo em situações em que atividades presenciais se tornam inviáveis.
Em 2020, devido à pandemia da Covid-19, o Governo Federal sancionou a Lei 14.040, permitindo às escolas descumprir o mínimo de dias letivos presenciais, desde que parte da carga horária fosse cumprida por meio de atividades não presenciais.
Apesar das consequências trágicas da pandemia, a necessidade de aplicar o ensino remoto às pressas levou a uma mudança na legislação que mostrou-se útil em situações futuras. Por exemplo, no caso das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
Em diversas cidades do estado, as escolas foram fortemente afetadas pelas chuvas, resultando em perda de infraestrutura e material didático, impossibilitando as aulas presenciais.
Da mesma forma, muitos alunos enfrentam dificuldades para chegar nas escolas, devido à destruição que atingiu estradas e rodovias.
Por isso, frente às enchentes vividas no sul do país no primeiro semestre de 2024, o Conselho Nacional de Educação recorreu à Lei 14.040 e permitiu que as escolas não cumprissem os 200 dias letivos de aula presencial e migrassem para o modelo remoto.
Como adaptar as aulas para o modo remoto?
Para adaptar às aulas ao modelo remoto, o primeiro passo é rever o planejamento pedagógico. O ensino remoto necessita de uma revisão das atividades, incluindo a utilização de recursos educacionais digitais.
É essencial manter o engajamento e a participação dos professores e alunos na sala de aula virtual. Para isso, você pode apostar em recursos como:
Como avaliar a aprendizagem durante o ensino remoto?
No ensino remoto, as avaliações são em formato digital. Os professores utilizam plataformas de avaliação escolar, como as contidas no Hub Educacional, para elaborar as questões. O aluno, então, realiza a avaliação em seu dispositivo digital (tablet, computador ou celular).
Muitos profissionais e familiares têm receio em relação à eficácia de provas online, devido à falta de alguém para vigiar se o aluno está consultado o material.
Contudo, já existem recursos digitais que impedem o aluno de trocar de guia no computador, assim como copiar e colar de outros sites. Há também identificadores de plágio automático.
Uma opção é mudar a proposta da avaliação para prova com consulta. Ao invés de optar por provas de múltipla escolha, os professores podem fazer questões abertas de desenvolvimento, que requerem a aplicação da matéria.
Desta forma, mesmo se o aluno consultar o material, ele ainda terá que interpretá-lo e estará, portanto, aprendendo.
Alguns professores também optam por apresentações ao vivo na sala de aula para avaliar se os alunos acompanharam a matéria do dia.
Conheça o Hub Educacional
Precisa implantar o ensino remoto em sua rede de ensino? Então conte com o Hub Educacional para ter acesso às melhores tecnologias educacionais.
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa que reúne mais de 30 aplicações da área pedagógica, de gestão escolar e integração tecnológica.
No Hub Educacional, você também encontra plataformas de avaliação que coletam dados dos estudantes, a fim de encontrar lacunas no aprendizado e elaborar avaliações automáticas.
Ele contempla várias plataformas de aprendizagem para que seus alunos estudem em casa e melhorem o desempenho em:
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) é uma metodologia ativa de aprendizagem que traz vários benefícios para os estudantes, professores e a sociedade em geral.
Neste método, os alunos são desafiados a resolver problemas relacionados à vida real, aplicando conhecimentos de diversas áreas, o que fomenta a autonomia e a capacidade de investigação.
Se a sua escola ainda não utiliza essa metodologia ou não usufrui de toda a potencialidade que ela tem, esse conteúdo é para você. Vamos mostrar as principais vantagens da ABP e te ajudar a colocá-la em prática no dia a dia da sua instituição.
Mas antes de continuar, aproveite para baixar nosso e-book gratuito para gestores: “Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola”. Neste material exclusivo, explicamos o que é tecnologia educacional e damos um passo a passo para adaptar sua rede de ensino à cultura digital. Vale a pena a leitura!
O que é a aprendizagem baseada em problemas?
Segundo o doutor em Educação Luis Ribeiro, a aprendizagem baseada em problemas (ABP) é uma metodologia de ensino que utiliza um problema da vida real para iniciar a discussão de um conteúdo.
Ela motiva os estudantes a refletirem, pesquisarem e resolverem uma situação-problema de forma criativa e autônoma, com direcionamento do professor.
O método surgiu na década de 60, no Canadá, na escola de Medicina da Universidade McMaster. No Brasil, as primeiras experimentações ocorreram na década de 90, também no Ensino Superior.
Anos depois, os benefícios percebidos com a aplicação da metodologia levaram educadores a utilizarem a ABP em escolas de Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Os princípios da ABP são baseados nas ideias do psicólogo Jerome Bruner e do pedagogo John Dewey.
Para Bruner, a aprendizagem era o resultado de três processos que ocorrem quase simultaneamente:
1. Aquisição de nova informação que confirma ou contradiz as informações prévias do aluno;
2. Transformação das ideias em adaptação à nova informação;
3. Avaliação da adequação da informação.
Para que esse processo aconteça, porém, é necessário que o aluno tenha vontade de aprender, o que pode ser desencadeado pela curiosidade e pelo interesse na descoberta.
Já John Dewey dizia que o conhecimento se inicia por um problema e se encerra com a resolução dele, passando por um processo indagativo e reflexivo.
Vantagens da ABP
A aprendizagem baseada em problemas tem várias vantagens em relação às metodologias tradicionais de ensino e as aulas expositivas. Veja abaixo:
Desperta o interesse dos estudantes pelo aprendizado;
Coloca o estudante no centro do processo de aprendizagem, de forma ativa;
Fomenta a autonomia, a capacidade de pesquisa e a habilidade de aprender a aprender;
Evita a dissociação entre teoria e prática na educação;
Prepara os jovens para os desafios do mercado de trabalho;
Incentiva o protagonismo juvenil;
Desenvolve competências interpessoais como colaboração, trabalho em equipe e comunicação;
Promove o pensamento crítico e a criatividade;
Favorece a interdisciplinaridade;
Gera uma aprendizagem significativa, com maior capacidade de retenção das informações, por muito mais tempo;
Ajuda os professores a relacionarem os conteúdos apresentados em sala de aula com as necessidades e os problemas da atualidade;
Beneficia a sociedade com cidadãos e futuros profissionais aptos a solucionarem problemas, em prol do bem-estar social;
Como aplicar o método de aprendizagem baseada em problemas?
Para aplicar a ABP, é necessário dividir os estudantes em pequenos grupos. Cada grupo irá escolher um líder, responsável pela avaliação do comprometimento de si mesmo e dos colegas, junto com o professor.
O processo da aprendizagem baseada em problemas é dividido em seis etapas:
1. Apresentação do problema
O docente apresenta e contextualiza a situação-problema. Mais adiante neste artigo, citamos alguns exemplos de situações-problema que você pode utilizar na sua escola.
Os alunos conversam entre si sobre o problema e elaboram um relatório parcial, contendo as principais informações do caso e os assuntos que devem pesquisar.
Esse documento é revisado pelo professor, que também orienta os estudantes sobre os próximos passos.
2. Pesquisa e análise das soluções
A partir do relatório parcial, os grupos dão andamento na pesquisa. Eles podem consultar livros, artigos, vídeos e áudios, a fim de entender os conceitos relacionados ao problema.
Depois, os estudantes discutem possíveis soluções para o problema, bem como as implicações éticas de cada uma.
O grupo deve entrar em consenso sobre a melhor solução, considerando todos os prós e contras, custos financeiros, tempo de execução e outros fatores.
3. Elaboração do relatório final
Na terceira etapa, os estudantes redigem um relatório final sobre o caso, explicando a resolução do problema.
O documento deve justificar a decisão do grupo, baseando-se em fontes bibliográficas, argumentos, estatísticas, pesquisas científicas e fatos históricos.
4. Apresentação para a turma
Além de escrever o relatório final, os estudantes fazem uma apresentação para toda a turma, compartilhando os conhecimentos adquiridos.
5. Relatório do Líder
O líder de cada grupo faz uma avaliação de si mesmo e dos seus colegas, acompanhado do professor, em um documento denominado Relatório do Líder. O objetivo é identificar pontos de melhoria e sugerir estratégias para superação das dificuldades do grupo.
6. Fechamento
Todos os relatórios são corrigidos pelo docente, que deve dialogar com os estudantes sobre as notas recebidas em cada etapa e dar a oportunidade de rever seus erros e aperfeiçoar os relatórios.
Ao final, o professor realiza uma aula expositiva, a fim de aprofundar os conceitos estudados.
Exemplos de situações-problema
A definição da situação-problema é uma das partes mais desafiadoras da aplicação da ABP. Isso porque ela exige criatividade e planejamento minucioso do professor, de acordo com as competências e habilidades da BNCC.
A situação-problema pode envolver diversos temas e áreas do conhecimento, desde que seja interessante, desafiador e apropriado para o nível de aprendizagem dos estudantes. Confira alguns exemplos:
descobrir a localização da cidade da antiga Roma, em que época ela foi fundada e como era o estilo de vida das pessoas a partir do mapa atual da Itália;
montar um plano de treino e um cardápio semanal para ajudar um homem de 42 anos a emagrecer 2 kg em um mês;
programar um robô para fazer a descarga de lixo eletrônico de uma cidade em miniatura, determinando quantas viagens serão necessárias para cumprir a tarefa;
projetar um aquário para 5 peixes, que tenha tamanho e água de PH adequados para a espécie;
criar um plano de reserva financeira, considerando 4 opções de investimento e visando o melhor rendimento possível a longo prazo;
planejar um passeio para a escola que caiba no orçamento e agrade o maior número de pessoas, escolhendo entre 7 opções votadas pelos alunos;
diminuir a emissão de gás carbônico de uma cidade em 30%, definindo as mudanças necessárias no transporte e na indústria.
Recursos pedagógicos de ABP
Alguns recursos pedagógicos já possuem situações-problema prontos para a sala de aula. É o caso do Robotis e do Inventura, dois programas do Educacional que promovem a aprendizagem baseada em problemas.
O Robotis e o Inventura incluem:
planos de aulas com atividades de resolução de problemas;
Dessa forma, sua escola pode aplicar ABP de uma forma mais ágil e estruturada, com o uso de tecnologias educacionais.
O Inventura é destinado a estudantes do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental, de escolas públicas e privadas. Já o Robotis atende desde a Educação Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental.
Uma aula interativa é aquela que promove interação entre colegas e/ou interatividade com objetos, máquinas e tecnologias digitais. Ela é marcada pela socialização, exploração e experimentação.
Diferentemente das aulas expositivas, elas demandam uma postura ativa do estudante. Por isso, são mais dinâmicas e envolventes, abrindo espaço para a aprendizagem significativa.
Neste artigo, trouxemos algumas ideias de aula interativa para o seu corpo docente. Veja como elas podem engajar os alunos e quais são os recursos necessários para cada uma.
Existem várias formas de fazer uma aula interativa. Confira abaixo algumas ideias:
Construção de modelos
Você conhece os blocos da LEGO® Education? São blocos de montagem que dão vida a diversas construções, de parques a helicópteros.
Enquanto os estudantes constroem modelos, eles exercitam a coordenação motora,o raciocínio lógico e criatividade.
Além de desenvolver essas habilidades, a montagem pode fortalecer a assimilação do conteúdo curricular, em atividades relacionadas ao tema da aula. Por exemplo, uma aula sobre mobilidade urbana pode incluir a construção de um táxi!
A melhor forma de mostrar para o estudante a importância de um conhecimento é relacionando-o à vida real. Mais especificamente, aplicando-o na resolução de problemas sociais, econômicos, científicos ou ambientais.
Para adotar a aprendizagem baseada em problemas, escolha uma situação-problema relevante para o contexto dos alunos. Pense em problemas cuja resolução esteja ao alcance da turma, levando em conta suas habilidades e conhecimentos atuais.
A principal vantagem dessa metodologia é a possibilidade de aplicar o conhecimento na prática. Você pode implementá-la na sua escola por meio do Inventura: solução educacional de resolução de problemas e ensino de programação.
Brincadeiras
As brincadeiras tornam a aula mais divertida e descontraída. Elas são especialmente importantes na Educação Infantil e no Ensino Fundamental Anos Iniciais.
O professor pode coordenar brincadeiras com ou sem objetivos pedagógicos. O primeiro grupo corresponde às atividades lúdicas. Alguns exemplos de atividades lúdicas são:
Por isso, elas podem ocupar uma parte da programação diária dos alunos, sem nenhum problema.
Games educacionais
Uma subdivisão das brincadeiras são os games educacionais. Os jogos digitais fazem parte da vida de muitas crianças. Parte do seu sucesso se deve à imersão que eles proporcionam ao jogador, desapegando-o da realidade.
Em games educacionais, o jogador se engaja da mesma forma, mas ainda adquire novos conhecimentos. Ele se diverte e aprende, ao mesmo tempo, conteúdos de Matemática, Língua Portuguesa, Biologia ou outros componentes.
Para utilizar games pedagógicos, os alunos precisam ter acesso a plataformas e dispositivos digitais (computador, notebook, celular ou tablet). O Hub Educacional contém várias opções de jogos para a sua escola, de todas as áreas do conhecimento.
Roda de conversa
As rodas de conversa permitem que os alunos expressem suas opiniões, ideias e sentimentos. Essa troca favorece a construção de laços na turma, tornando-a mais colaborativa.
Na leitura em grupo, os estudantes exercitam a leitura oral, a escuta, a imaginação e a interpretação de texto. Ela também incentiva a colaboração entre os colegas, que podem se ajudar durante o processo.
O professor pode realizar essa dinâmica dentro ou fora da sala de aula, dividindo a turma em pequenos grupos ou formando com todos um grande círculo.
É preciso combinar com os alunos como eles vão se revezar na leitura. Por exemplo, um parágrafo por estudante. Também é necessário escolher um livro ou um texto adequado à faixa etária da turma, que desperte o interesse pela leitura.
Criação de robôs
As aulas de robótica são super interativas, tanto a nível de interação com objetivos quanto a nível de socialização. Para construir e programar robôs, os estudantes precisam trabalhar em equipe e manusear diversas tecnologias:
placas;
molas;
rodas;
conectores;
amortecedores;
motores;
sensores;
botões;
baterias;
controladores,
manipuladores;
fiação;
e o software de programação.
Esse tipo de aula “mão na massa” torna o aprendizado mais significativo e prazeroso. E ainda favorece o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade, da criatividade e da inovação.
A inserção da robótica no cotidiano escolar exige tempo e muito trabalho. É preciso escolher e adquirir os kits de robótica, capacitar os professores e elaborar planos de aula.
Com a Robotis, sua escola pode iniciar um projeto de robótica completo, sem dor de cabeça, e com acompanhamento do Educacional. Para obter mais informações sobre o Robotis, entre em contato conosco.
Conte com o Educacional
O Educacional é uma área de negócios da Positivo Tecnologia que produz, organiza e distribui tecnologias educacionais. Nos últimos 30 anos, ajudamos mais de 14 mil escolas a utilizarem tecnologia para melhorar a aprendizagem.
Nosso portfólio inclui:
plataformas de aprendizagem;
programas de robótica e programação;
projeto maker;
e mesa para alfabetização.
Conte com o Educacional para impulsionar sua escola! Inove com aulas interativas, alinhadas às necessidades do século XXI. Para encantar seus alunos e engajar os seus professores, entre em contato com um dos consultores do Educacional.
A interdisciplinaridade busca garantir a construção de conhecimentos que rompam as fronteiras entre as disciplinas. Ela é essencial para uma formação holística do aluno, o qual deve ser capaz de relacionar diferentes ciências para compreender o mundo.
Como afirmaram os educadores Luzia Bellini e Adriano Ruiz, a interdisciplinaridade é uma “atitude intelectual não simplificadora de abordagem da realidade. Essa atitude implica em admitir que em cada situação existem múltiplas variáveis interferindo simultaneamente”.
Mas como adotar essa atitude no fazer pedagógico da escola? Neste artigo, vamos traçar caminhos para a prática interdisciplinar.
Interdisciplinaridade é a característica de toda ação pedagógica que visa restabelecer o diálogo entre diferentes componentes curriculares.
Por que restabelecer? Porque a divisão do conhecimento em várias disciplinas é uma separação artificial, realizada apenas para facilitar a organização do currículo escolar e garantir uma certa especialização.
Contudo, os problemas do mundo real são complexos e interdisciplinares. Eles não podem ser solucionados com base em somente uma disciplina.
Por isso, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) defendem que as escolas realizem ações de integração do conhecimento:
“A necessária integração dos conhecimentos escolares no currículo favorece a sua contextualização e aproxima o processo educativo das experiências dos alunos” – DCN para o Ensino Fundamental de 9 anos
A palavra “interdisciplinaridade” deriva de duas expressões do latim: inter, que significa “entre”, “troca”, “combinação” e disciplina, que significa “conhecimento”,“ramo do saber”. Assim, ela busca combinar conceitos e habilidades de várias disciplinas para superar a fragmentação tradicional do conhecimento.
A interdisciplinaridade é um dos pilares da metodologia STEAM (Science, Technology, Engineering, Arts and Math ou Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
Vantagens da interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade promove uma visão mais holística da realidade. Ela permite que os alunos compreendam as conexões entre diferentes disciplinas e usem esses conhecimentos pararesolver problemas complexos.
Além disso, ela:
fortalece o pensamento crítico e a criatividade;
facilita a aplicação prática do conhecimento teórico;
torna a aprendizagem mais interessante e significativa;
e favorece a colaboração entre os professores da escola.
Como promovê-la na escola?
As DCN e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) recomendam que as escolas integrem o currículo de duas formas:
por meio de temas transversais, eixos articulares ou conceitos-chave;
ou com projetos interdisciplinares.
Levando isso em conta, sugerimos abaixo cinco maneiras de promover a interdisciplinaridade:
1. Aula interdisciplinar
É a aula conduzida por dois ou mais professores ao mesmo tempo. Para que essa estratégia dê certo, a colaboração entre os docentes é fundamental. Eles devem planejar a aula juntos, a partir de um tema comum às duas disciplinas.
Esse tipo de aula, também chamada de ensino colaborativo, tende a ser mais dinâmica e envolvente, o que desperta o interesse dos alunos.
A própria visualização dos professores ensinando um conteúdo juntos, a despeito da diferença de suas áreas de atuação, passa uma mensagem para o estudante.
Ele percebe que a interação entre diferentes disciplinas promove uma visão mais abrangente e complexa da realidade. E ainda compreende a importância do trabalho em equipe.
2. Projeto interdisciplinar
O projeto interdisciplinar é um conjunto de atividades que envolvem conhecimentos e habilidades de diversas disciplinas. Ele trabalha a interdisciplinaridade de forma prática e ativa, muitas vezes com foco na resolução de problemas.
Com objetivos e prazos pré-definidos, o projeto demanda grande esforço dos alunos e professores. Alguns projetos duram semanas, enquanto outros se estendem ao ano inteiro.
Apesar do trabalho árduo, esse é o melhor caminho para a interdisciplinaridade. Por ter um cronograma mais flexível, não limitado aos horários das aulas, o projeto facilita a conexão de professores de distintas disciplinas.
As atividades do projeto costumam se desenrolar no contraturno escolar. Dessa forma, elas não interferem nas aulas regulares, dispensando a necessidade de alterar os planos de aula de cada professor.
3. Planejamento de aulas em grupo
Outra forma de incentivar a interdisciplinaridade é orientando os professores a planejarem suas aulas colaborativamente.
Eles podem se reunir uma ou duas vezes por mês, presencial ou remotamente, para conversarem sobre os planos de aula. Essa troca permite a identificação de temas ou objetivos em comum.
Assim, vários professores podem atuar juntos para melhorar o desempenho dos alunos em uma área. Além disso, a colaboração entre os professores contribui para o crescimento profissional.
4. Temas transversais
Alguns temas são, por natureza, inter ou transdisciplinares. Eles não cabem nos limites de um único componente curricular. Por exemplo:
A BNCC recomenda a abordagem desses temas de forma “transversal e integradora”. O documento diz que os assuntos estão presentes nas “habilidades dos componentes curriculares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas, de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada”.
Isso significa que as escolas têm liberdade para decidir como abordar esses temas. Pode ser em sala de aula, dentro de um componente específico, ou em uma programação diferenciada de uma data comemorativa. Pode ser também com um projeto interdisciplinar, como mencionamos anteriormente.
5. Atividades na sala maker
Como você percebeu, a prática interdisciplinar demanda tempos e espaços definidos para acontecer. Diferente da sala de aula comum, a sala maker é um espaço propício para a criação e colaboração, envolvendo diversas áreas do conhecimento.
Sua escola pode aproveitar esse espaço (ou criá-lo, se ainda não possui) para desenvolver atividades interdisciplinares. Por exemplo:
construção de robô solar;
criação de jogo de tabuleiro com temática histórica;
impressão 3D de placas em Braille;
produção de vídeo sobre fenômenos naturais;
criação de mapa mental sobre o sistema digestivo;
produção de um jornal para a escola.
Como o próprio nome diz, a sala maker é um lugar de “fazer”, “de colocar a mão na massa”. Por isso, ela exige abordagens pedagógicas focadas na prática, como a aprendizagem ativa.
Você pode separar, no horário escolar, um horário específico para a sala maker, revezando os professores responsáveis a cada semana.
A transformação digital das últimas décadas mudou completamente nossas vidas. Na sala de aula, não poderia ser diferente. O uso das TICs na educação já é uma realidade para muitos, mas ainda existe receio e falta de informação sobre a tecnologia nas escolas.
Neste artigo, vamos explicar melhor o que são as TICs e como elas podem melhorar o processo de ensino-aprendizagem. Boa leitura!
Segundo o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Recife, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) são tecnologias que possibilitam a criação, o acesso e a disseminação de informações, ou a facilitação da comunicação entre indivíduos.
O termo pode parecer complexo, mas na verdade engloba várias tecnologias que utilizamos no nosso dia a dia, como:
computadores;
tablets;
redes sociais;
aplicativos de mensagens instantâneas;
vídeos;
livros digitais;
podcasts;
e slides.
Qual é o impacto das TICs na educação?
A presença das TICs na educação já é realidade para muitos. Pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), com o apoio do MEC, mostrou que 78% dos alunos de ensino médio no Brasil utilizam o celular para fazer pesquisas sobre o que o professor fala durante a aula.
E qual o impacto disso no aprendizado dos alunos? Dentre as principais vantagens das TICs na educação encontramos:
Atração e engajamento nas aulas
As TICs na educação funcionam como ferramentas complementares que tornam as aulas mais atrativas e melhoram o engajamento dos alunos.
A nova geração de alunos já cresce em contato com a tecnologia, o que os faz ter mais aptidão e facilidade para utilizá-la na sala de aula.
Ao incorporar tais ferramentas ao planejamento pedagógico, você traz algo que já faz parte do cotidiano do aluno nas aulas, despertando mais interesse.
Aumento da confiança dos alunos no aprendizado
Segundo pesquisa realizada pela Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, os alunos não têm mais a mesma relação com os professores que no passado. O professor não é mais visto como detentor único do conhecimento com a missão de passá-lo para os alunos.
Esta realidade se estabelece devido a imensidão de informações a disposição dos alunos com a popularização da internet. Logo, trazendo os TICs para a sala de aula, além de aumentar a confiabilidade dos alunos no conteúdo aprendido, você incentiva a participação ativa da turma no ensino.
Desenvolvimento de segurança digital
A introdução das TICs na educação também auxilia na construção de uma visão crítica dos alunos sobre o mundo virtual e na proteção contra ameaças.
Isso acontece porque a sala de aula se torna um local receptivo para se informar e buscar ajuda referente à questões de socialização on-line, por exemplo.
Questões como cyberbullying, golpes e o perigo da anonimidade se tornam assunto nas aulas, protegendo os alunos contra possíveis violências.
A pesquisa do Cetic, citada acima, apontou que 61% dos professores afirmam ter apoiado alunos no enfrentamento de situações sensíveis na Internet. Tal dado mostra como a introdução das TICs na educação é importante para a segurança das crianças.
Qual é a importância das TICs para a educação?
Além de incentivar a segurança digital e impulsionar o engajamento na sala de aula, as TICs melhoram o desenvolvimento cognitivo dos alunos, além de facilitarem o acesso à informação e a comunicação.
As TICs também preparam o aluno melhor para um futuro no mercado de trabalho, visto que as tecnologias de informação e comunicação já fazem parte dele e saber manuseá-las é visto como um requisito para a maioria das vagas.
Como um todo, a implantação das TICs na educação impulsiona o engajamento dos alunos, a criatividade, proporciona segurança no ambiente virtual e prepara os alunos para a vida após a escola.
Como usar as TICs em sala de aula?
Há diversas maneiras de implementar as TICs na sala de aula. Existem TICs criados especificamente para a área da educação, mas mesmo aqueles que não foram criados com esta finalidade podem incrementar o ensino.
As videoaulas e plataformas de aprendizagem, por exemplo, são TICs criadas especificamente para o setor educacional. Contudo, o professor também pode usar recursos como videoclipes musicais ou fóruns on-line para dinamizar a aula.
Os videoclipes musicais já são bem comuns, por exemplo, em aulas de Inglês, nas quais o professor utiliza a música para desenvolver vocabulário e escuta de uma forma mais descontraída.
Veja algumas formas de utilizar os TICs na sala de aula:
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