A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
O plantão de dúvidas é um programa oferecido por algumas escolas que tem o objetivo de reforçar a aprendizagem e garantir apoio personalizado.
Teoricamente, nenhum estudante deveria sair da aula com dúvidas. Porém, às vezes os alunos se sentem constrangidos em perguntar na frente da turma ou possuem dificuldades de aprendizagem mais complexas, que exigem um atendimento individualizado.
Outra vezes, as dúvidas surgem depois da aula, quando o estudante está fazendo a tarefa de casa ou se preparando para uma prova.
Há também os alunos que frequentam os plantões de dúvida para revisar conteúdos e manter uma relação mais próxima com os professores.
Neste artigo, o Educacional vai explicar o que é um plantão de dúvidas e como ofertar esse serviço na sua instituição. Vamos apresentar também o plantão de dúvidas online, que é uma opção mais flexível e econômica.
O plantão de dúvidas é uma atividade pedagógica realizada na escola, que coloca à disposição dos alunos professores para tirarem suas dúvidas sobre diversos componentes curriculares.
orientação sobre técnicas de estudo e gestão do tempo;
e formação de grupos de estudo entre os alunos.
Geralmente, ele ocorre semanalmente no contraturno escolar, em horário pré-determinado. O local do plantão pode ser uma sala de aula, uma sala de estudo, um auditório ou até mesmo a biblioteca da escola.
Benefícios do plantão de dúvidas para a escola
Oferecer um plantão de dúvidas na escola é um grande diferencial para a instituição. A maioria das escolas não contam com esse serviço, apesar dos inúmeros benefícios.
Para os alunos, o plantão de dúvidas é uma oportunidade a mais de esclarecer dúvidas que não foram solucionadas durante a aula ou que surgiram posteriormente, durante os estudos em casa.
No plantão, o aluno é atendido individualmente pelo professor, com mais tempo e atenção dedicada. Isso facilita a identificação e correção de dificuldades de aprendizagem, bem como a personalização do ensino.
Outra vantagem dessa atividade é que muitos participantes do plantão começam a estudar junto com os colegas, abrindo espaço para a colaboração entre os alunos.
A longo prazo, o plantão de dúvidas traz para a escola:
melhoria da proficiência dos alunos;
feedback para os professores sobre os conceitos e temas que não foram bem compreendidos em sala de aula;
Para começar um plantão de dúvidas na sua escola, é preciso organizar o horário, o local, os professores e a divulgação.
Porém, antes disso, é bom realizar uma pesquisa de interesse com os alunos e pais ou responsáveis, a fim de evitar o desperdício de recursos. Confira abaixo o passo a passo:
1. Pesquisa de interesse
Sua escola pode criar um questionário simples para ser respondido pelos estudantes e seus responsáveis, a respeito do interesse em participar de um plantão de dúvidas na escola.
Além de questionar se o aluno gostaria de participar do plantão, pergunte em quais componentes curriculares ele possui mais dúvidas e em que dias e horários ele tem disponibilidade.
Assim a sua escola descobre quais são as áreas de maior interesse e obtém informações valiosas para implementar essa estratégia com sucesso.
2. Definição do horário
Depois de avaliar o resultado da pesquisa, selecione o melhor dia e o melhor horário para a realização do plantão de dúvidas, considerando a rotina da escola e dos estudantes.
Escolha um dia fixo da semana e ofereça o plantão no turno oposto ao das aulas regulares, pelo período de duas a quatro horas, dependendo da demanda dos alunos.
3. Escolha do espaço
Com o horário decidido, confira os espaços disponíveis em sua escola e defina qual deles abrigará o plantão de dúvidas.
Como mencionamos anteriormente, esse espaço pode ser uma sala de aula, uma sala de estudo, uma biblioteca, um laboratório de informática, um pátio ou, para turmas maiores, um auditório da instituição.
Se necessário, reserve mais de um local para esse fim, principalmente se houver o plantão para mais de um componente curricular.
4. Seleção de componentes curriculares
Defina quais componentes curriculares serão atendidos no plantão de dúvidas. Leve em conta o resultado da pesquisa de interesse e também o orçamento da escola, já que quanto mais disciplinas forem oferecidas, mais professores serão necessários.
Sua instituição pode optar pelo revezamento semanal de áreas de conhecimento ou, então, se concentrar nas disciplinas em que os alunos têm mais dificuldade, como Língua Portuguesa e Matemática, por exemplo.
Também há a opção de realizar plantões simultâneos na escola. Dessa forma o estudante pode escolher, semanalmente, de qual plantão irá participar.
5. Contratação de professores
Baseado nos componentes curriculares escolhidos, contrate professores para os plantões de dúvida. Você pode procurar profissionais externos ou consultar a disponibilidade dos professores que já trabalham na escola.
Também é aconselhável contratar monitores para ajudar os professores e atender os alunos em situações menos complexas.
6. Divulgação do plantão
Após organizar tudo isso, é hora de divulgar o plantão de dúvidas para todos os alunos e pais ou responsáveis. Envie um comunicado escolar pela plataforma digital da escola, contando a novidade.
Tenha também o plantão de dúvidas online
Além do plantão de dúvidas tradicional, ofereça para seus alunos o plantão de dúvidas online! Esse novo modelo tem várias vantagens em relação ao plantão presencial, como:
poder tirar dúvidas em qualquer hora e em qualquer lugar pelo celular;
não precisar de horário vago nem espaço disponível na escola;
não precisar deslocar-se até a escola;
evita o desperdício de tempo em filas de espera no plantão;
inibe o desperdício de recursos com professores ociosos em plantões vazios;
e comunicação multimídia (mensagens em formato de texto, foto, vídeo e áudio).
O plantão de dúvidas online pode complementar seu plantão presencial e melhorar ainda mais o desempenho dos alunos. Trata-se de uma estratégia inovadora, econômica e flexível, tanto para os estudantes e familiares quanto para a escola.
O Hub Educacional possui um plantão de dúvidas online pronto para atender as necessidades da sua escola! Além do plantão online, a plataforma inclui mais de 30 tecnologias da área pedagógica, de gestão escolar e integração tecnológica.
Deseja implantar na sua escola uma estratégia de recuperação escolar que realmente recupera os alunos? Então confira abaixo o guia do Educacional para gestores e coordenadores pedagógicos sobre o tema.
A recuperação escolar é uma prática pedagógica que visa auxiliar os estudantes que não obtiveram a média necessária para serem aprovados no bimestre ou ano letivo.
Seu objetivo é ajudar os alunos a superarem suas dificuldades de aprendizagem para progredirem nos estudos, evitando repetência, distorção idade-série e evasão escolar.
Tipos de recuperação escolar
Basicamente, existem dois tipos de recuperação escolar:
recuperação paralela: o formato mais tradicional, realizado fora do horário regular das aulas, no final do bimestre ou ano letivo, apenas com os estudantes que não atingiram os objetivos de aprendizagem.
e recuperação contínua: feita no dia a dia da sala de aula, por meio de intervenções pontuais em resposta ao acompanhamento pedagógico.
Os dois formatos são válidos, já que muitas dificuldades de aprendizagem requerem mais tempo para serem sanadas.
Por outro lado, um trabalho intenso no final do período letivo também é necessário, tanto para efetivar as aprendizagens quanto para aprovar o estudante.
Dicas para uma recuperação escolar de sucesso
Como mencionado anteriormente, o alvo da recuperação escolar não é apenas fazer com que o aluno “passe de ano”, mas que ele realmente aprenda.
Veja abaixo algumas dicas para atingir esse resultado na sua escola:
1. Crie um ambiente descontraído e acolhedor
Na recuperação paralela, infelizmente há o sentimento de fracasso escolar. Muitos alunos se sentem desmotivados e inferiores ao resto da turma.
É preciso combater esse pensamento, acolhendo os sentimentos dos estudantes e ajudando-os a encarar a situação de uma forma saudável.
Para isso, oriente os professores a serem sempre respeitosos e empáticos com os alunos. Também é interessante realizar dinâmicas para quebrar o gelo.
2. Mapeie as dificuldades de cada estudante
Uma nota baixa no boletim diz muito pouco sobre o desempenho do estudante. Para executar uma recuperação escolar de qualidade, a escola precisa entender quais conhecimentos e habilidades o aluno não desenvolveu adequadamente.
Por isso, é recomendado aplicar avaliações diagnósticas com regularidade. Analisando os resultados da avaliação, o professor será capaz de identificar as dificuldades de cada estudante, o que dará um norte para o planejamento da recuperação.
O Hub Educacional possui ferramentas de avaliação diagnóstica e dashboards de dados escolares, as quais facilitam essa visão da turma.
3. Use metodologias ativas e recursos digitais
Um erro muito comum na recuperação escolar é repetir as mesmas metodologias de ensino utilizadas anteriormente.
Porém, se a intenção é garantir que o aluno aprenda e o professor já tentou ensinar de uma certa forma, a melhor estratégia é alterar a metodologia de ensino.
Oriente o docente a deixar o quadro de lado e experimentar metodologias ativas, como aprendizagem baseada em equipe, oficina e dramatização.
Os recursos educacionais digitais (REDs) também são uma boa pedida, já que promovem a interação e aumentam o engajamento em sala de aula.
Falando em jogos, a gamificação é uma metodologia poderosa, capaz de motivar os alunos da recuperação escolar.
Sabemos que o medo e a insegurança assolam as mentes dos alunos durante a recuperação, porém os jogos ajudam a turma a descontrair e ainda melhoram a aprendizagem.
Os desafios, níveis crescentes de dificuldade, recompensas e feedbacks imediatos trabalham a perseverança, o foco e a autoconfiança dos estudantes. Enquanto os alunos se divertem, eles aprendem.
O Hub Educacional possui vários games de diferentes áreas do conhecimento (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas).
5. Mantenha a família atualizada
Também é necessário manter a família atualizada sobre o progresso dos estudantes, por meio de uma comunicação transparente e ativa.
Os pais ou responsáveis devem saber quais são as dificuldades de aprendizagem dos alunos e como eles podem auxiliá-los em casa, dando todo o apoio necessário. Afinal, a parceria entre escola e família é essencial para o sucesso do estudante.
Para manter esse contato, utilize canais de comunicação online. Eles devem ser exclusivos para a comunicação escolar, a fim de facilitar a organização e evitar ruídos.
O Hub Educacional possui ferramentas de comunicação escolar que permitem o envio de comunicados, notas, tarefas de casa e avisos de falta.
6. Ofereça atendimento psicológico
Em alguns casos, a dificuldade de aprendizagem é causada por fatores emocionais. Por isso, é muito importante que o psicólogo escolar atenda esse estudante para avaliá-lo e auxiliar o professor no planejamento da recuperação.
O psicólogo da escola não irá atuar como um psicoterapeuta, mas dará uma orientação inicial para o aluno, a família e o corpo docente, além de poder encaminhá-lo a um terapeuta, se necessário.
A principal função do psicólogo escolar é desenvolver estratégias educacionais em colaboração com os professores e gestores da instituição.
Conheça a plataforma educacional mais completa do mercado
O Hub Educacional é uma plataforma educacional com mais de 30 tecnologias inclusas – da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica – para alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Em único ambiente virtual, totalmente seguro e organizado, o Hub Educacional reúne:
avaliação diagnóstica;
dashboards de dados escolares;
conteúdos e atividades de várias áreas do conhecimento;
agenda escolar que permite o envio de mensagens para pais, alunos e professores;
plantão de dúvidas online;
livros digitais;
plataforma adaptativa de Língua Portuguesa e Matemática;
conteúdos preparatórios para o Enem;
conteúdos de educação socioemocional;
aulas de robótica, STEAM e pensamento computacional.
Tudo isso com um só login e senha por usuário. Muito prático, não é mesmo? Com o Hub Educacional, sua escola pode levar a recuperação escolar para outro nível!
O processo de aprendizagem é uma jornada complexa e contínua, percorrida pelo estudante com o auxílio do professor e seus colegas. Contudo, nem sempre essa jornada sai como esperado. Às vezes, o aluno se perde ou fica detido em um obstáculo, quando o docente vai a seu encontro para ajudá-lo.
Chamamos esse ato de intervenção pedagógica. E é sobre esse tema que vamos discorrer no artigo de hoje do blog. Leia até o final para entender o que é esse conceito e como aplicá-lo na escola.
Ela pode ser concretizada por meio de vários métodos e estratégias. Geralmente, ocorre após a análise dos resultados da avaliação escolar, em resposta às dificuldades diagnosticadas.
Afinal, de nada adianta avaliar os alunos se a escola não fizer nada a respeito com as informações coletadas. O aperfeiçoamento contínuo do processo de ensino-aprendizagem é o princípio da avaliação formativa.
O propósito da intervenção é justamente evitar que a jornada do estudante continue a mesma e que as suas lacunas de aprendizagem se aprofundem com o tempo.
Exemplos de intervenção pedagógica
Para ajudar os alunos a superar suas dificuldades de aprendizagem, a escola pode intervir de diversas maneiras. Os exemplos mais comuns de intervenção pedagógica são:
As atividades online como complemento às aulas presenciais (ensino híbrido) são uma ótima opção de intervenção pedagógica, porque elas ampliam o tempo de estudos sem a necessidade de aumentar a carga horária na escola.
Elas podem ser realizadas em casa ou em qualquer outro lugar, de acordo com a rotina do estudo. Além disso, elas são interativas e personalizadas, o que torna a experiência de aprendizagem mais envolvente.
A plataforma Hub Educacional possui um acervo diversificado de atividades online, de vários componentes curriculares, para todas as etapas da Educação Básica.
Quando a intervenção pedagógica é necessária?
A intervenção pedagógica é necessária quando as habilidades, competências e conhecimentos dos estudantes estão abaixo do esperado.
A escola pode chegar a essa conclusão analisando os resultados da avaliação escolar, acompanhando as anotações dos professores em sala de aula e conversando com os pais e responsáveis.
Como apoiar o professor no planejamento e na execução de intervenções?
Depois de detectar o problema de aprendizagem, o professor, apoiado pelo coordenador pedagógico, elabora um plano de intervenção pedagógica.
Esse plano deve conter:
identificação do aluno;
descrição detalhada das dificuldades de aprendizagem;
recursos pedagógicos, materiais e profissionais envolvidos.
Ou seja, para elaborar o plano de intervenção pedagógica, o docente precisa de acesso facilitado a informações sobre o aluno e seu desempenho acadêmico.
Nesse sentido, é fundamental que a escola tenha um arquivo digital organizado, com dados atualizados em tempo real. As pastas de papel e os boletins físicos tornam a administração de dados da escola muito mais difícil e demorada.
Por isso, é importante possuir uma plataforma educacional online, como o Hub Educacional. Além disso, o mapeamento das dificuldades de aprendizagem requer uma avaliação diagnóstica apurada, e o Hub Educacional também possui ferramentas de avaliação diagnóstica.
Na fase de execução da intervenção pedagógica, a plataforma pode apoiar os professores com:
videoaulas;
atividades online;
games educacionais;
plantão de dúvidas online;
livros digitais;
teste de fluência leitora;
dashboards de dados de aprendizagem;
e canal de comunicação escolar.
Saiba mais sobre o Hub Educacional abaixo.
Conheça o Hub Educacional
O Hub Educacional é uma plataforma educacional que reúne mais de 30 tecnologias (da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica). Ela atende alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Em único ambiente virtual, totalmente seguro e organizado, o Hub Educacional reúne:
dashboards de dados escolares;
ferramentas de avaliação diagnóstica;
conteúdos e atividades de várias áreas do conhecimento;
agenda escolar;
plantão de dúvidas online;
livros digitais;
plataforma adaptativa de Língua Portuguesa e Matemática;
jogos educacionais;
conteúdos preparatórios para o Enem;
conteúdos de educação socioemocional;
aulas de robótica, STEAM e pensamento computacional.
Tudo isso com um só login e senha por usuário para facilitar o acesso da comunidade escolar.
Com o uso cada vez mais frequente de recursos educacionais digitais, as escolas estão gerando uma grande quantidade de dados, os quais podem fornecer informações valiosas sobre a efetividade do processo de ensino-aprendizagem.
A análise desses dados educacionais se chama Learning Analytics, uma subdivisão do Data Analytics, que tem o objetivo de aprimorar a qualidade do ensino.
Entenda melhor essa estratégia lendo o artigo até o final. Aproveite também para baixar o e-book do Educacional para gestores: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola. O material é gratuito!
O que é Learning Analytics?
Segundo a Society of Learning Analytics Research, Learning Analytics (LA) é a estratégia de coletar, analisar e produzir relatórios com dados digitais dos estudantes, a fim de entender e otimizar o aprendizado.
Depois de coletados, eles são organizados em relatórios escolares, que serão analisados por gestores, professores, pais ou, até mesmo, os próprios estudantes.
O LA pode ajudar a escola em diferentes áreas, como:
O Learning Analytics veio para revolucionar a educação! A análise de dados educacionais beneficia toda a comunidade escolar. Confira abaixo:
Para a escola
Para a escola, a principal vantagem é o feedback ágil sobre a assertividade do ensino. Antigamente, a instituição precisava esperar, no mínimo, um bimestre para verificar o que os alunos aprenderam, o quanto e como aprenderam.
Porém, com as novas tecnologias, é possível medir o aprendizado em tempo real! Isso permite que a escola ajuste seu planejamento pedagógico e intervenha em casos individuais, quando necessário, evitando reprovações e lacunas de aprendizagem.
Além disso, o LA ajuda gestores e coordenadores pedagógicos a:
terem uma visão mais apurada da realidade escolar;
Muitas plataformas de aprendizagem usam LA para fornecer feedback ao aluno e recomendar conteúdos de acordo com seu perfil.
Assim, essa estratégia também promove a personalização do ensino emelhora o engajamento do estudante.
Para os pais e responsáveis
O LA faz com que o relatório individual do aluno seja mais completo, detalhado e atualizado. Com essas informações em mãos, os pais e responsáveis podem acompanhar a vida escolar dos estudantes mais de perto.
Eles conseguem monitorar:
a frequência escolar;
as tarefas de casa;
as notas escolares;
as áreas de conhecimento maior dificuldade;
e as habilidades mais fortes.
Além de dar maior visibilidade ao aprendizado dos alunos, essa estratégia melhora acomunicação da escola com a família.
Para os professores
O LA capacita os professores a realizarem uma avaliação diagnóstica mais precisa e em menos tempo. Os dados escolares podem informar:
o nível de proficiência em um componente curricular;
Tendo acesso ágil e facilitado a essas informações, os docentes podem se concentrar em adaptar suas estratégias de ensino e planejar as intervenções pedagógicas, a fim de atender às necessidades individuais de cada aluno.
A aplicação do LA em plataformas de aprendizagem também funciona como um aliado do professor, pois cria jornadas personalizadas de estudo para os estudantes.
Como levar o Learning Analytics para a sua escola?
Para implementar o Learning Analytics, é preciso utilizar, cotidianamente, plataformas digitais que coletam, processam e geram relatórios de dados escolares.
Quanto mais a escola utilizar recursos educacionais digitais conectados ao sistema, maior será a riqueza de dados e, portanto, maior será o potencial de gerar insights.
Também é preciso tomar alguns cuidados:
solicitar autorização dos usuários para coletar seus dados, de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD);
informar aos usuários quais dados serão coletados, por que razão e quais pessoas terão acesso a eles, respeitando a LGPD;
tratar os dados dos estudantes com ética e profissionalismo;
garantir o acesso de toda a comunidade escolar à Internet e aos dispositivos digitais;
capacitar os profissionais da escola, os alunos e os pais ou responsáveis para lidarem com as ferramentas e interpretarem os dados.
Veja abaixo porque a Suíte Educacional é a melhor plataforma para aderir ao Learning Analytics.
Conheça a plataforma educacional mais completa do mercado
A Suíte Educacional é a plataforma educacional mais completa do mercado.
Ela inclui mais de 30 tecnologias educacionais – da área pedagógica, de gestão escolar e integração tecnológica – e atende alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Seu objetivo é impulsionar a transformação digital da educação, facilitando o acesso da comunidade escolar aos recursos educacionais digitais.
Em único ambiente virtual, totalmente seguro e organizado, a Suíte Educacional reúne:
dashboards de dados escolares;
avaliação diagnóstica;
agenda escolar;
plantão de dúvidas online;
conteúdos e atividades de várias áreas do conhecimento;
livros digitais;
plataforma adaptativa de Língua Portuguesa e Matemática;
jogos educacionais;
conteúdos preparatórios para o Enem;
conteúdos de educação socioemocional;
aulas de robótica, STEAM e pensamento computacional.
Tudo isso com um só login e senha por usuário. Muito prático, não é?
Com a Suíte Educacional, sua escola pode destravar o Learning Analytics e melhorar a qualidade do ensino ainda mais, aprendendo a partir dos dados! Entre em contato em um dos consultores do Educacional para adquirir a plataforma.
Todos os dias, somos desafiados a resolver inúmeros problemas, dos mais simples aos mais complicados. Pode ser um conflito interpessoal, uma conta de matemática financeira ou um móvel que precisa ser instalado, mas não sabemos como.
Por causa disso, a resolução de problemas é uma habilidade essencial para a vida e para o mercado de trabalho. A escola tem o papel de preparar os estudantes para lidar com problemas de forma inteligente, crítica e autônoma.
Neste artigo, o Educacional vai explicar a importância dessa habilidade e como a escola pode desenvolvê-la na prática. Boa leitura!
A importância da resolução de problemas para a formação do estudante
A resolução de problemas é fundamental para a formação integral do estudante, pois ela contribui não só para o sucesso acadêmico, mas também para o desenvolvimento de todas as dimensões do indivíduo.
Ao analisar e solucionar problemas, os estudantes põem em prática seus conhecimentos curriculares e ainda trabalham várias habilidades socioemocionais e cognitivas, como:
criatividade;
perseverança;
raciocínio lógico;
formulação de hipóteses;
pensamento crítico;
autonomia;
flexibilidade;
autoconfiança;
colaboração;
gestão do tempo;
e tomada de decisão.
Tamanha é a sua importância que a resolução de problemas é citada em duas competências gerais da Educação Básica na Base Nacional Comum Curricular (BNCC):
“2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”
A primeira delas está vinculada à curiosidade intelectual e à investigação científica. Já a segunda acompanha a utilização e a criação de tecnologias digitais de informação e comunicação, como redes sociais, blogs e aplicativos de mensagem.
A resolução de problemas na Matemática
A Matemática tem uma relação especial com a resolução de problemas. Afinal, o que é a Matemática se não a própria ciência de solucionar problemas com números?
Como afirmou Descartes, “não nos tornaremos matemáticos, mesmo que decoremos todas as demonstrações, se o nosso espírito não for capaz, por si, de resolver qualquer espécie de problema”.
Essas duas formas de pensar buscam resolver situações-problema, usando operações numéricas, equações, algoritmos, reconhecimento de padrões e outras estratégias.
Como desenvolver essa habilidade na escola?
Existem metodologias de ensino que favorecem o desenvolvimento da habilidade de resolução de problemas? Sim! Confira abaixo cinco estratégias para adotar em sua escola.
1. Aprendizagem baseada em problemas
A aprendizagem baseada em problemas é uma metodologia centrada em problemas da vida real. Funciona assim: o docente escolhe um problema atual e relevante e divide a turma em grupos.
Os estudantes devem pesquisar sobre o tema e resolver a questão autonomamente, com a supervisão do professor.
Assim, eles têm a oportunidade de unir teoria e prática no conhecimento, além de exercitarem a habilidade de resolver problemas.
2. Método STEAM
O método STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, traduzido da sigla em Inglês) é uma metodologia que integra conhecimentos dessas cinco áreas com foco na aplicação prática e resolução de problemas.
A aplicação dessa metodologia tende a aprofundar as habilidades dos estudantes em Ciências, Matemática, Engenharia, Artes e Matemática, mas não só isso: o STEAM também é aliado da interdisciplinaridade.
Outra forma de fortalecer a resolução de problemas na escola é realizando projetos maker, ou seja, projetos interdisciplinares de caráter prático.
No projeto maker, os estudantes aprendem “colocando a mão na massa”. Eles constroem e modificam objetos, desenvolvem protótipos, inventam soluções e fazem criações artísticas – tudo com as próprias mãos, de forma autônoma e experimental.
A robótica educacional também fortalece a habilidade de resolução de problemas, já que a criação de um robô tem sempre o objetivo de atender uma necessidade humana ou facilitar uma tarefa.
Para que o robô funcione, o aluno deve programar o sistema usando algoritmos e padrões de pensamento computacional. As aulas de robótica geralmente envolvem trabalho em equipe e raciocínio lógico, ambos cruciais para a resolução de problemas.
Além disso, a robótica educacional desenvolve competências digitais exigidas pelo Ministério da Educação (MEC), como:
programação;
computação;
conhecimento de hardware e software;
participação consciente e democrática na sociedade por meio das tecnologias digitais;
e compreensão das tecnologias assistivas.
Os conjuntos da LEGO® Education, além de fomentarem a cultura maker e a aprendizagem STEAM, ensinam robótica aos alunos.
Os kits são formados por blocos de construção e peças eletrônicas programáveis que dão vida a incríveis projetos!
Os jogos digitais também são ótimos para ensinar a lidar com problemas. A própria metodologia da gamificação é cheia de situações-problema.
Porém, nos jogos, os problemas são encarados de um ponto de vista positivo: são desafios, aventuras, obstáculos que podem ser vencidos.
Basta agir estrategicamente, ser perseverante e aprender com os próprios erros para atingir o objetivo!
Para a escola, os jogos digitais têm a vantagem de serem automatizados e flexíveis. Ou seja, os estudantes podem acessá-los em qualquer hora e em qualquer lugar, de qualquer dispositivo, sem a necessidade de acompanhamento presencial.
Nosso propósito é tornar a aprendizagem mais significativa, eficiente e engajadora. Nos últimos 29 anos, já impactamos 14 mil escolas de 40 países e mais de 1 milhão de estudantes.
Nossas principais soluções fortalecem a educação digital, o método STEAM, a cultura maker e a robótica educacional. Conheça cada uma delas abaixo:
Suíte Educacional: plataforma educacional completa que reúne mais de 30 tecnologias em um único ambiente virtual, para otimização da gestão escolar e potencialização das práticas pedagógicas;
Robotis: solução completa de cultura maker que inclui conjuntos de LEGO® Education, formação para professores, orientação pedagógica e projeto arquitetônico para sala maker;
Aprimora: plataforma de aprendizagem adaptativa e gamificada para fortalecer o ensino de Língua Portuguesa e Matemática. Está disponível na Suíte Educacional.
Pense Mais: plataforma de aprendizagem para desenvolvimento do pensamento matemático, STEAM e resolução de problemas. Também está disponível na Suíte Educacional.
Mesa Educacional: recurso pedagógico de apoio à alfabetização e inclusão escolar. Com capacidade para até 6 estudantes, a Mesa é formada por vários blocos de letras, desenhos, sinais em Braille e animações em Libras, conectados a uma tela de computador.
A mãe da autora da agressão, que possui 10 anos e estuda no 5º ano, foi condenada a pagar uma multa de R$ 15 mil.
Inicialmente, o colégio também era réu na ação. Porém, mais tarde, ele não foi considerado negligente pela Justiça, livrando-o de compartilhar a responsabilidade pelo crime.
Este caso alerta as escolas sobre o perigo do cyberbullying e o dever das instituições em combater a violência. A escola tem o papel de promover uma boa convivência e identificar situações de cyberbullying, a fim de revertê-las.
Entenda como a sua instituição pode fazer isso lendo este artigo preparado pelo Educacional. Antes de prosseguir, aproveite também para baixar nosso e-book para gestores: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola. O material é gratuito!
O que é o cyberbullying?
O cyberbullying é o bullying praticado em ambientes virtuais. A Revista Psicologia em Pesquisa define o cyberbullying como “um ato agressivo e intencional, realizado por um grupo ou por um indivíduo por meio de contatos eletrônicos”, tais como sites, mensagens e redes sociais.
Por ser uma tipologia de bullying, o cyberbullying possui algumas características comuns ao bullying, como:
conduta repetitiva dos agressores;
hostilidade e intencionalidade de prejudicar as vítimas;
desequilíbrio de poder;
e consequências graves para as vítimas, tanto emocionais quanto físicas.
Porém, a natureza dos meios digitais confere ao cyberbullying um poder de dano psicológico ainda maior. Isso porque o ambiente digital:
facilita a propagação ágil de difamações;
aumenta o alcance dos atos de violência;
permite o anonimato dos agressores;
desinibe os agressores, encorajando-os a fazer e dizer coisas que não fariam presencialmente;
e persegue a vítima em todos os lugares e momentos, fazendo-a se sentir constantemente insegura.
A Lei Nº 14.811, sancionada em janeiro de 2024, adicionou o cyberbullying à lista de crimes do Código Penal. A legislação definiu a prática criminosa como “intimidação sistemática virtual”.
Indícios de que a criança ou o adolescente está sofrendo cyberbullying
Geralmente, as vítimas de cyberbullying aparentam os seguintes comportamentos:
isolamento social;
perda de interesse na escola;
infrequência escolar;
baixa autoestima;
tristeza e depressão;
ansiedade;
irritabilidade;
ter reações emocionais fortes ao usar dispositivos digitais;
aumento ou diminuição repentina no tempo de uso de dispositivos digitais;
recusa em falar sobre o que faz online;
esconder o que está fazendo no dispositivo;
perda brusca de amigos ou seguidores nas redes sociais.
Nem todos os alunos que possuem essas características estão, necessariamente, sofrendo cyberbullying.
No entanto, a presença de um ou mais desses sinais, especialmente se combinados, deve ser motivo de atenção e investigação por parte dos profissionais da escola.
Se algum estudante apresentar esses sinais, converse com a família e ofereça apoio.
Como evitar o cyberbullying na escola?
O cyberbullying pode acontecer tanto nos grupos e redes sociais oficiais da escola quanto nos ambientes digitais não oficiais, frequentados por alunos, pais e/ou professores.
Os canais de comunicação oficiais são mais fáceis de controlar, já que geralmente são administrados pelos profissionais da instituição. Mesmo assim, é preciso tomar uma série de cuidados para que não haja a propagação de difamações nesses grupos.
Nos ambientes digitais não administrados pela escola, a instituição pode atuar apenas indiretamente, influenciando os membros da comunidade escolar com valores éticos.
Dito isso, confira abaixo sete dicas para evitar o cyberbullying na escola:
1. Fazendo campanhas de conscientização
Maio é o Mês Nacional de Combate ao Bullying e Cyberbullying. Aproveite essa data para promover uma campanha de conscientização na sua escola!
Você pode fazer palestras com profissionais convidados, rodas de conversa, apresentações artísticas, vídeos nas redes sociais…
Essas ações são importantes para lançar luz sobre o tema, educando a comunidade escolar a fim de prevenir o cyberbullying.
2. Ofertando educação socioemocional
A melhor forma de combater o cyberbullying é ensinando os estudantes a terem respeito e empatia uns pelos outros. Esse processo se dá pela educação socioemocional, prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Sua escola pode oferecer educação socioemocional de diferentes formas: de modo transversal às disciplinas, em aulas específicas presenciais ou com atividades online.
A Suíte Educacional possui várias atividades online de educação socioemocional, além de conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Robótica e Pensamento Computacional.
3. Divulgando o Código de Ética da escola
Reforce para os estudantes, pais e profissionais da escola todas as normas de conduta e princípios que regem a convivência na instituição.
O Código de Ética deve ser conhecido e respeitado por todos. Por isso, divulgue-o nos canais de comunicação da escola.
Aproveite para rever o documento e mencionar as práticas de cyberbullying, caso ele ainda não esteja contemplado pelo Código de Ética.
Cite exemplos práticos (como mensagens ofensivas, fotos constrangedoras e perfis falsos de difamação) e as consequências para o agressor (medidas disciplinares e legais).
4. Ensinando o uso responsável da Internet
Outro papel da escola é ensinar as crianças e os adolescentes a utilizarem a Internet de modo responsável e ético.
Essa aprendizagem diz respeito à educação digital, cujo objetivo é preparar os estudantes para serem cidadãos críticos, criativos e protagonistas na sociedade digital.
Para atingir esse propósito, trabalhe o tema da cultura digital em aulas de todos os componentes curriculares. Ofereça, também, aulas de programação, robótica e informática.
5. Investindo na comunicação escolar
Tenha um canal de comunicação escolar eficiente e organizado que impossibilite a prática do cyberbullying.
Adotando uma agenda digital ao invés de um grupo de WhatsApp, por exemplo, sua escola pode enviar mensagens para os pais, estudantes e profissionais da instituição, e até continuar as conversas quando houver alguma resposta.
Diferentemente do WhatsApp, a agenda digital confere à escola total controle da comunicação, prevenindo o cyberbullying.
Essa estratégia também ajuda a comunidade escolar a não perder informações importantes, como avisos, tarefas de casa, datas de prova, resultados de boletim, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
Na agenda digital da Suíte Educacional, o gestor escolar consegue acompanhar quem enviou, visualizou e respondeu a cada mensagem.
6. Criando canais de denúncia anônima
Crie um canal de denúncias anônimas na sua escola. Essa é uma forma de os estudantes se sentirem seguros para reportar possíveis casos de cyberbullying sem medo de sofrer retaliações.
Sua escola pode criar um formulário online para isso, desativando a opção de coletar endereços de e-mail. Depois, investigue os casos para tomar as medidas cabíveis.
7. Tomando as medidas cabíveis com celeridade
De nada adianta ter um canal de denúncias se a escola não investigar os casos e não adotar as medidas disciplinares contra os agressores.
De acordo com o Código de Ética da escola e dependendo da gravidade do crime, é preciso advertir, suspender ou até expulsar o responsável.
Também é necessário:
falar com as famílias e envolvê-las na busca pela solução do problema;
acolher a vítima;
oferecer ajuda psicológica à vítima e ao agressor;
e monitorar a situação posteriormente.
Se o caso for grave ou reincidente, é recomendado procurar a Polícia Civil e o Ministério Público.
Conte com a ajuda da plataforma Suíte Educacional
A Suíte Educacional é a plataforma educacional mais completa do mercado, com mais de 30 tecnologias reunidas no mesmo ambiente digital.
Dentre as várias soluções inclusas, duas são estratégias para o combate ao cyberbullying: comunicação escolar e educação socioemocional.
Na Suíte Educacional, os estudantes, pais, professores e gestores da escola têm acesso a:
conteúdos de educação socioemocional;
auto-avaliações de habilidades socioemocionais;
agenda digital para envio de avisos e mensagens da equipe pedagógica;
videoaulas e atividades de várias áreas do conhecimento;
dashboard de dados escolares;
plantão de dúvidas online;
plataforma adaptativa de aprendizagem;
biblioteca digital;
preparação para o Enem;
preparação para o mercado de trabalho;
aulas online de robótica, pensamento computacional e STEAM;
e plataformas de avaliação escolar.
Tudo isso em único ambiente digital, totalmente integrado e seguro, com um só login e senha por usuário.
Muitos educadores conhecem os kits da LEGO® Education. Mas você sabia que o método por trás desse recurso pedagógico foi formulado por Jean Piaget? Sim, estamos falando do construtivismo, teoria educacional do século XX.
Neste artigo, o Educacional vai explicar as principais ideias dessa teoria e suas aplicações práticas em sala de aula. Vamos lá?
O construtivismo é uma teoria desenvolvida pelo psicólogo Jean Piaget, que defende que o conhecimento não é inato nem é transmitido, mas é construído pelo sujeito como resultado de sua interação com o ambiente físico e social.
Essa concepção enxerga o estudante como um agente ativo e não como um ser passivo no processo de aprendizagem.
Antes de entrar em contato com o novo objeto de conhecimento, o aluno já possui uma estrutura prévia de pensamento, que pode ou não ser alterada posteriormente.
Em outras palavras, o conhecimento não é algo que já existe pronto e acabado. Ele é construído pelo indivíduo ao longo de suas experiências e interações com o mundo.
Assimilação e acomodação
Na teoria construtivista, o processo de alteração da estrutura cognitiva à luz das novas experiências se chama equilibração. Ele é o resultado de dois mecanismos: assimilação e acomodação.
A assimilação acontece quando a criança tenta lidar com novas informações baseando-se em conhecimentos preexistentes.
Quanto a assimilação não é suficiente para resolver a questão, ocorre a acomodação. Ou seja, o indivíduo é desafiado a modificar seu esquema de pensamento, adaptando-o à nova situação.
Por exemplo: um bebê, para aprender a andar, usa seus conhecimentos motores prévios (engatinhar, rolar e se sentar), mas eles não são suficientes para se locomover a pé.
Ele precisa adaptar seus movimentos, aprender a manter o equilíbrio e desenvolver força muscular para se sustentar em pé. Essa mudança é um exemplo de equilibração, após a assimilação e a acomodação.
Fases do desenvolvimento
Para Jean Piaget, o desenvolvimento cognitivo é dividido em quatro estágios:
Sensório-motor (0 a 2 anos): foco nas sensações, nos movimentos e nos reflexos básicos. Não há ainda representações mentais.
Pré-operatório (2 a 7 anos): marcado pelo desenvolvimento da capacidade de pensar simbolicamente. Nesta fase, a criança começa a usar a linguagem e os símbolos, mas ainda não consegue pensar de forma lógica e abstrata. Também tem pensamentos egocêntricos e animistas.
Operatório concreto (7 a 11 anos): avanço do raciocínio lógico e concreto. A criança também passa a ver o mundo sob uma perspectiva menos egocêntrica e mais social.
Operatório formal (a partir de 11 anos): desenvolvimento do pensamento abstrato e hipotético, permitindo o adolescente criar suas hipóteses e realizar pesquisas.
Qual é o papel do professor no construtivismo?
Na educação construtivista, o papel do professor é de mediador, um facilitador da construção do conhecimento.
O docente deve valorizar os questionamentos e as visões de mundo dos estudantes, respeitando suas fases de desenvolvimento. Também precisa incentivá-los a investigar as respostas por si mesmos .
A escola construtivista enxerga o estudante como um agente ativo no processo de ensino-aprendizagem.
Nela, o professor cria situações desafiadoras para o aluno, em contextos que façam sentido para ele, a fim de estimular o pensamento crítico, a experiência, a pesquisa e o debate.
Essa postura é totalmente diferente da atuação do professor tradicional, o qual transmite o conteúdo “oficial” para os alunos, recompensa as respostas certas e pune as respostas erradas.
“O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.”
Jean Piaget
Como aplicar o construtivismo em sala de aula?
Procurando alguns exemplos práticos? Confira abaixo quatro formas de colocar o construtivismo em prática na sua escola:
1. Projeto maker
Um projeto maker é um projeto interdisciplinar que dá aos alunos a oportunidade de aprenderem na prática, “colocando a mão na massa”.
Esse tipo de projeto está profundamente conectado com a teoria do construtivismo, porque promove a experimentação, o protagonismo e a interação com o ambiente.
Nele, os estudantes criam, consertam e modificam objetos, aplicando conhecimentos curriculares, como Matemática e Artes, e até extracurriculares, como robótica, programação, marcenaria e costura.
Esse tipo de projeto favorece:
a criatividade;
a autonomia;
o trabalho em equipe;
a resolução de problemas;
a interdisciplinaridade;
a gestão do tempo;
o desenvolvimento do foco e da resiliência;
e o manuseio de tecnologias digitais.
Um exemplo de projeto maker é a solução Robotis. O Robotis é o ecossistema completo da LEGO® Education desenvolvido pelo Educacional para facilitar a implantação da cultura maker nas escolas.
atividades complementares para os alunos em plataforma digital;
acompanhamento contínuo da escola;
e projeto arquitetônico para a sala maker.
2. Debate temático
Ao debater um tema, os alunos são desafiados a pensar criticamente, formular argumentos e defender suas ideias. Tudo isso contribui para a construção ativa do conhecimento em interação com os colegas.
No debate, os alunos assumem um papel ativo na aprendizagem, deixando de ser meros receptores de informação.
Eles se tornam protagonistas do processo, fazendo perguntas, buscando respostas, analisando diferentes perspectivas, questionando preconceitos e chegando às suas próprias conclusões.
3. Pesquisa de campo
A pesquisa de campo coloca os alunos em contato direto com o mundo real, permitindo que explorem e construam conhecimento a partir de suas próprias experiências.
Ao observar, analisar e interpretar dados coletados em campo, os alunos desenvolvem uma compreensão mais profunda do mundo que os cerca e do papel que ocupam nele.
A pesquisa de campo é uma ramificação da investigação científica, importantíssima para o desenvolvimento dos alunos.
Existem várias técnicas de pesquisa de campo, mas as principais são a observação, a entrevista e o questionário.
4. Aprendizagem baseada em problemas
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) é uma metodologia ativa que coloca os estudantes no centro do processo de aprendizagem, com a responsabilidade de resolver problemas reais e complexos.
A ABP incentiva os alunos a serem curiosos, pesquisarem, trabalharem em equipe, elaborarem hipóteses, sugerirem soluções e tomarem decisões.
Para solucionar o problema, os estudantes devem aplicar (e construir novos) conhecimentos de diversas áreas, dependendo da situação-problema selecionada pelo professor e pela turma.
LEGO® Education: seus alunos construindo blocos, cenários, robôs e conhecimentos
A LEGO® Education é uma série especial da renomada marca de brinquedos LEGO, conhecida por seus blocos de montar que encantaram crianças e adultos globalmente. Ao contrário dos conjuntos convencionais, os kits da LEGO® Education têm um enfoque pedagógico.
As atividades são interdisciplinares e impulsionam a aprendizagem STEAM (acrônimo em Inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), a cultura maker e a resolução de problemas.
Nas aulas com LEGO® Education, os alunos constroem muito mais do que blocos! Eles constroem novos conhecimentos em colaboração com os colegas e em interação com a atividade.
A alfabetização é o foco pedagógico do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. Nesse período, a escola desenvolve uma série de atividades para alfabetização das crianças.
Muitos exercícios são repetitivos e pouco criativos – tarefas para imprimir que pedem para o aluno ligar duas figuras ou completar uma palavra. Com certeza, essas atividades têm algum valor. Porém, existem outras opções mais interativas, que o Educacional vai apresentar hoje.
10 atividades interativas para alfabetização em sala de aula
Os exercícios a seguir trabalham o reconhecimento das letras, a codificação de fonemas, a decifração de sinais gráficos e outras habilidades relacionadas à leitura e à escrita.
Todas as atividades são dinâmicas e lúdicas, o que favorece a aprendizagem significativa. Muitas delas também exigem a interação com os colegas, dando aos alunos a oportunidade de desenvolverem competências socioemocionais.
1. Formação de palavras na Mesa Educacional
Na Mesa Educacional, os estudantes são desafiados a formarem palavras, inserindo os blocos de letras na ordem correta. Esse exercício envolve tanto o reconhecimento dos códigos quanto a coordenação motora.
A música ativa diversas áreas do cérebro ao mesmo tempo. Por isso, ela é uma ferramenta poderosa de memorização, especialmente quando as informações são combinadas com ritmo e rima.
Que tal usar essa estratégia para ensinar o alfabeto? Peça para o professor da turma selecionar uma música já existente ou criar uma composição original com esse objetivo.
Além de cantarem, as crianças podem tocar instrumentos, bater palmas, dançar ou interpretar Libras. Essa atividade tem tudo para ser divertida!
3. Dominó do Alfabeto
O clássico jogo de dominó tem uma versão educativa que auxilia na alfabetização. As peças são compostas por letras, de um lado, e desenhos, de outro.
Para jogar, o estudante deve relacionar as letras do alfabeto com as imagens que têm o nome começando com aquela letra. Por exemplo: a figura de uma bola com a letra B.
Nessa atividade, o professor pode dividir a turma em vários grupos de quatro estudantes. A ideia aqui é que os alunos tenham uma postura mais autônoma e ativa em sala de aula, enquanto o professor atua como mediador e supervisor.
4. Pescaria de letras
Outra atividade lúdica é a pescaria de letras! Nela, os alunos trabalham o reconhecimento das letras do alfabeto, além da coordenação motora, atenção e perseverança.
Para realizar essa dinâmica, o professor vai precisar de:
uma bacia ou outro recipiente com água;
varas de pesca de tamanho pequeno;
EVA colorido para confeccionar os peixes e as letras;
tesoura;
e cola para EVA.
Cada letra será colada em um peixe diferente. O objetivo é pescar a letra que o professor pedir.
Outra forma de conduzir a atividade é mostrando figuras e pedindo aos alunos para pescar as letras que formam aquela palavra.
5. Qual é o seu nome?
Escrever o próprio nome é um grande passo no processo de alfabetização do estudante. Que tal ir além e convidar o aluno a escrever o nome de seus colegas?
Nesta atividade, o professor pode formar duplas para que os alunos colaborem entre si e aprendam a grafia dos nomes. Depois, o docente pode perguntar para os estudantes que semelhanças e diferenças eles perceberam entre o próprio nome e o nome do colega.
6. Leitura em roda
A leitura em roda também é uma ótima atividade para alfabetização. Ela tem o poder de criar um ambiente descontraído e acolhedor para a imersão em uma história, o que desperta o interesse dos alunos pela leitura.
Nesta atividade, é recomendado usar o pátio ou outro espaço escolar ao ar livre. Peça para o professor sentar com a turma no chão, formando uma roda, e ler um livro bem interessante.
Passe o livro de mãos em mãos, dando a oportunidade de todos lerem um pequeno trecho do texto. Assim, eles vão desenvolver a pronúncia, a entonação e a fluência leitora.
7. Receita culinária
Solicite ao professor a preparação de uma receita culinária em sala de aula, com a ajuda de todos os alunos. Além de muito saborosa, essa atividade vai mostrar a importância social de ler e escrever.
Como tarefa de casa, o docente pode pedir aos estudantes que anotem uma receita de família ou escrevam a receita da sua comida favorita.
8. Palavras com massinha de modelar
Outra sugestão é formar palavras com massinha de modelar. Esse material é bastante popular entre a criançada, mas traz outras vantagens além da diversão:
desenvolvimento sensorial (exploração de diferentes texturas, cores e temperaturas da massinha);
desenvolvimento motor fino (fortalecimento dos músculos das mãos e dos dedos, precisão e controle);
e desenvolvimento cognitivo (criatividade, concentração e reconhecimento das diferenças de tamanho, forma e orientação).
As crianças podem formar várias palavras com a massinha, incluindo o próprio nome ou palavras ditadas pelo professor.
9. Caça às letras
Outra atividade ao ar livre! Peça para o professor dividir a turma em grupos e entregar cartões de palavras para as equipes. Os alunos devem procurar as letras que compõem as palavras, as quais foram escondidas previamente no espaço.
10. Leitura interativa na Mesa Educacional
Na Mesa Educacional, os estudantes podem ler e interagir com as histórias por meio de blocos e recursos de realidade aumentada. Dessa forma, eles aprimoram sua fluência leitora e sua compreensão textual, enquanto se divertem e desenvolvem o gosto pela leitura.
A Mesa Educacional comporta até seis estudantes ao mesmo tempo. Ela conta com jogos e ilustrações para as narrativas, além de permitir que os alunos criem suas próprias histórias.
O Ideb é o indicador mais importante da Educação Básica. Ele avalia a qualidade do ensino de uma instituição, considerando o fluxo escolar e o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática.
Além de servir como parâmetro avaliativo, em alguns estados a nota do Ideb influencia a distribuição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) entre municípios.
Pais, professores e estudantes também ficam de olho no desempenho das escolas no Ideb para decidir com qual instituição se envolver.
Por isso, o Ideb é monitorado constantemente pelos gestores escolares e secretários de educação.
Neste artigo, o Educacional vai explicar o que é o Ideb, como ele é calculado e como a sua escola pode melhorar a nota do indicador. Boa leitura!
O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é o principal indicador da qualidade da educação brasileira, no que se refere à Educação Básica. Ele foi criado pelo governo federal em 2007, com o objetivo de verificar o cumprimento das metas educacionais.
O índice varia entre 0 a 10. Ele leva em conta tanto o fluxo escolar (aprovações, reprovações, distorção idade-série, evasão e continuidade nos estudos) quanto a média dos alunos nas avaliações do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).
O Ideb só é calculado para escolas públicas de ensino regular ou que tenham pelo menos uma turma de ensino regular na instituição.
Também é preciso ter pelo menos 10 alunos matriculados nos anos avaliados pelo Saeb (2º, 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª ou 4ª série do Ensino Médio), com presença no dia da prova.
Apesar de não avaliar as escolas particulares, o Ideb contempla a rede privada de ensino em seus dados, por amostragem.
O Saeb é aplicado a cada dois anos em toda a rede pública de ensino e em algumas escolas particulares. Ele é composto por questões de múltipla escolha de Língua Portuguesa e Matemática.
Porém, em 2019, o Saeb começou a incluir também perguntas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
Como é calculado o Ideb?
Fragmento de cálculo do Ideb para o Ensino Fundamental Anos Iniciais de uma escola, que foi exemplificado na Nota Informativa do Ideb 2021
O Ideb é calculado a partir dos dados de aprovação do Censo Escolar e da média dos alunos em Língua Portuguesa e em Matemática no Saeb.
Assim, quanto maior o número de aprovações no final do ano letivo e melhor o desempenho dos estudantes na prova do Saeb, maior é a nota do Ideb.
O índice serve como um parâmetro para analisar a evolução pedagógica de uma escola ao longo do tempo. Ele também é utilizado para comparar a qualidade do ensino de instituições, estados ou municípios.
Atualmente, os estados com maiores notas no Ideb para o Ensino Médio são Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, ambos com uma média de 4,5.
No Ensino Fundamental Anos Finais, os líderes são São Paulo e Ceará (5,5 pontos) e, nos Anos Iniciais, Santa Catarina (6,5 pontos).
Como ver o resultado do Ideb da minha escola?
Você pode consultar a nota da sua escola no Ideb de duas formas na Internet:
No site do governo federal: clique no link que melhor se enquadra na categoria da sua escola (Ensino Fundamental Regular – Anos Iniciais, Ensino Fundamental Regular – Anos Finais ou Ensino Médio).
Ao clicar, seu navegador vai iniciar automaticamente o download de um arquivo. Extraia a planilha do arquivo, abra e procure pelo nome da sua escola.
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Ações para melhorar o Ideb da escola
Agora que você já entendeu o que é o Ideb e como ele é calculado, vejamos algumas estratégias para melhorar a nota do Ideb da sua escola.
Listamos algumas ações pedagógicas e práticas de comunicação escolar, que ajudam a aumentar o número de aprovações escolares e o desempenho dos estudantes. Confira a seguir:
1. Recomposição de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática
A primeira dica do Educacional é investir na recomposição de aprendizagens de Língua Portuguesa e Matemática. Esses dois componentes curriculares são a base de todo o conhecimento curricular e são avaliados pelo Saeb para calcular o Ideb.
Sabemos que a pandemia deixou sequelas na formação dos estudantes. A recomposição de aprendizagem é uma estratégia criada para atenuar essas perdas e acelerar a aprendizagem dos alunos.
Várias pesquisas mostraram que as maiores perdas de aprendizagem ocorreram em Matemática. O próprio Saeb apresentou queda de proficiência, entre 2019 e 2021, de 11 pontos percentuais em Matemática, para o 5º ano do Ensino Fundamental.
Ao recompor aprendizagens de Língua Portuguesa e Matemática, a escola acaba melhorando o desempenho dos alunos em todos os componentes curriculares, já que as áreas de conhecimento são interligadas.
Além disso, as habilidades de Língua Portuguesa e Matemática são fundamentais para a comunicação, leitura, interpretação de texto, escrita, resolução de problemas, raciocínio lógico e pensamento crítico.
Como aplicar?
Para adotar essa estratégia, a escola deve:
Realizar uma avaliação diagnóstica;
Agrupar os alunos de acordo com o nível de proficiência;
Priorizar habilidades e conhecimentos mais importantes do currículo;
E ampliar o tempo de instrução dos alunos, com metodologias diversificadas.
Outra opção é utilizar a plataforma adaptativa Aprimora, disponível na Suíte Educacional. A ferramenta ajusta os conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática de acordo com o nível de aprendizagem do aluno, além de avaliar e criar relatórios sobre o desempenho.
Por ser gamificada e totalmente online, o Aprimora possibilita que o aluno estude em casa por mais tempo, de uma forma leve e divertida.
2. Reforço escolar
Outra estratégia pedagógica para melhorar o Ideb da escola é o reforço escolar. Conduzido ao longo do semestre letivo no contraturno escolar, o reforço é realizado somente com alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem.
Isso mostra que há grande interesse por parte dos alunos por esse tipo de programa escolar. O reforço dá para o aluno a chance de ter um acompanhamento mais personalizado, a fim de solucionar suas dúvidas e superar seus obstáculos.
Afinal, cada aluno possui necessidades individuais e estilos de aprendizagem distintos. É improdutivo tratar todos os estudantes da mesma forma, diferenciando apenas seus níveis de proficiência em determinado componente curricular (quando isso ocorre).
É importante lembrar que as atividades de reforço não são uma cópia da aula regular. Muito pelo contrário: elas devem utilizar metodologias de ensino diferenciadas, para que os alunos tenham uma nova chance de aprender.
Como aplicar?
Sua escola pode utilizar, no reforço escolar, as seguintes metodologias:
Não se esqueça de garantir assistência individual de qualidade para cada estudante.
É importante que no momento do reforço o aluno receba mais atenção do professor, já que na sala de aula regular a proporção professor-aluno é muito maior e essa interação mais profunda não é possível.
3. Recuperação escolar
Finalizando os três Rs (Recomposição, Reforço e Recuperação), há ainda a recuperação escolar. Ela ocorre no final do bimestre letivo com os alunos que obtiveram nota abaixo da média escolar.
Seu objetivo é dar aos estudantes mais uma chance de aprender o conteúdo curricular e prepará-los para uma nova avaliação somativa, que é aplicada pela escola em seguida.
A recuperação não deve ser encarada pela escola como uma medida punitiva, e sim como uma intervenção pedagógica. Também é preciso tomar cuidado com a visão simplista de atingir uma nota.
A educação se propõe a preparar o indivíduo para a vida, com todos os conhecimentos, habilidades e competências necessários. Portanto, mais importante do que alcançar uma média é aprender o que se devia aprender. A aprovação escolar é apenas consequência disso.
Como aplicar?
Para realizar uma recuperação escolar efetiva, experimente:
mapear todas as dificuldades de aprendizagem da turma com uma ferramenta online de avaliação diagnóstica acurada;
e manter uma comunicação transparente e empática com os pais e responsáveis.
4. Ensino personalizado
O ensino personalizado é essencial para que os alunos alcancem todo o seu potencial.
Sem uma abordagem personalizada, os alunos com baixo desempenho acadêmico têm dificuldade de acompanhar o resto da turma, enquanto os estudantes acima da média correm o risco de se sentirem desmotivados sem atividades que os desafiem.
Mas isso não precisa ser assim. Graças à tecnologia digital, o mesmo conteúdo pode ser adaptado para diferentes graus de dificuldade, sem necessidade de o professor alterá-lo manualmente.
As plataformas digitais de educação facilitaram a personalização das práticas pedagógicas tanto no que diz respeito a nível de proficiência, quanto em relação a ritmo, estilo de aprendizagem, metodologia de ensino, dispositivo, horário e local de estudo.
Como aplicar?
A escola pode personalizar o ensino de diversas formas:
A escola que consegue ensinar de acordo com as necessidades e preferências de cada aluno obtém resultados melhores de desempenho acadêmico. Como consequência, a nota do Ideb dessa instituição tem tudo para crescer!
5. Avaliação formativa
Outra boa prática é a avaliação formativa. A avaliação formativa é aplicada durante o bimestre letivo, de forma contínua, para diagnosticar o processo de ensino-aprendizagem e aprimorá-lo no que for preciso.
A sua intenção não é aprovar ou reprovar os alunos e, sim, identificar a eficácia do processo para corrigi-lo a tempo.
As vantagens desse tipo de avaliação escolar são muitas:
diagnóstico preciso dos conhecimentos, habilidades e dificuldades de aprendizagem;
aperfeiçoamento contínuo da prática docente;
feedback constante para o professor e para o estudante;
melhoria da relação professor-aluno;
motivação dos estudantes pelos seus acertos e avanços;
intervenção pedagógica precoce;
e redução das taxas de reprovação e abandono escolar.
Todos esses benefícios estão relacionados ao fluxo escolar e ao desempenho acadêmico. Por isso, uma repercussão na nota do Ideb é mais que esperada.
Como aplicar?
Para realizar a avaliação formativa, o professor precisa:
escolher o instrumento avaliativo (seminário, prova física, teste online, entre outros);
planejar a avaliação conforme os objetivos de aprendizagem trabalhados em aula;
corrigir a avaliação;
planejar a remediação pedagógica;
manter uma postura acolhedora e aberta a sugestões dos estudantes.
6. Combate ao abandono escolar
Quanto maior é a taxa de abandono escolar, menor é a taxa de aprovação, resultando em um baixo Ideb para a escola. Nesse sentido, a instituição precisa engajar toda a comunidade escolar no combate à interrupção dos estudos.
Esse trabalho envolve conscientização, motivação, busca ativa e acolhimento. Também requer o investimento na qualidade de ensino, com tecnologias educacionais e metodologias inovadoras.
Os temas das aulas precisam ser contextualizados na realidade dos estudantes. De acordo com uma pesquisa do UNICEF, um dos principais motivos para a evasão escolar é a percepção que a escola é desinteressante.
Por isso, a escola deve ofertar aulas atrativas para o aluno, considerando os seus interesses, as demandas do mercado de trabalho e a relevância para o convívio social.
Também é necessário monitorar de perto a frequência e o desempenho dos estudantes. Assim, o gestor e o coordenador pedagógico conseguem intervir precocemente no primeiro sinal de alerta.
Como realizar?
Resumindo, para combater o abandono escolar, é fundamental:
conscientizar os alunos sobre a importância da escolarização.
motivar e acolher os estudantes;
realizar busca ativa;
investir na qualidade do ensino;
ofertar aulas atrativas e relevantes;
monitorar a frequência e o desempenho dos estudantes.
7. Notificação de falta para os pais e responsáveis
Falando em frequência escolar, uma boa prática de comunicação e também de combate ao abandono escolar é notificar os pais e responsáveis quanto à falta dos estudantes.
Alguns aplicativos e plataformas educacionais permitem o envio automático de notificação para o celular ou o e-mail dos pais quando o aluno não comparece à escola.
Assim, as famílias têm a garantia de que estão acompanhando a frequência dos estudantes, com segurança, transparência e tranquilidade.
Além de ágil e fácil, esse processo evita mal-entendidos. Infelizmente, muitos pais demoram a perceber que seus filhos não estão participando das aulas.
Quanto mais rápido a família tomar conhecimento, mais cedo ela poderá conversar com o estudante para ajudá-lo e instruí-lo a voltar às aulas.
Assim que o aluno retornar à frequência regular das aulas, a escola terá atingido seu objetivo de combater o abandono escolar, impactando positivamente no Ideb.
8. Gamificação
A gamificação é uma metodologia de ensino muito atrativa para os alunos, porque ela incorpora características de jogos. Uma aula ou atividade que utiliza a gamificação geralmente inclui:
competição;
desafios;
prêmios;
narrativa lúdica;
personagens fictícios;
objetivos e regras bem definidas;
e feedback de erros e acertos.
Adotar essa metodologia na sua escola é muito oportuno porque ela tem um alto poder de engajamento. Ela torna as aulas mais dinâmicas e divertidas, abrindo caminho para aprendizagem significativa.
O entretenimento proporcionado pela gamificação também ajuda os alunos a se interessarem pelas aulas de Matemática, que são tradicionalmente consideradas difíceis e entediantes.
Como aplicar?
Para aplicar a gamificação em sala de aula, você vai precisar de jogos educacionais ou roteiros de brincadeiras educativas.
Os jogos educacionais podem ser físicos ou digitais, para serem jogados em grupo, em dupla ou individualmente. Já as brincadeiras são realizadas coletivamente.
A aplicação desta metodologia requer alguns cuidados:
supervisão durante toda a atividade;
definição de regras de respeito aos colegas,
incentivo à colaboração entre os alunos;
motivação constante dos estudantes;
criação de um ambiente de jogo positivo, saudável e seguro;
intervenção rápida em casos de bullying e conflito;
apoio para os estudantes que se sentirem frustrados, ajudando-os a lidar com suas emoções negativas.
9. Incentivo à leitura
Um dos eixos do conhecimento avaliados pelo Saeb é a leitura. No 2º ano do Ensino Fundamental, por exemplo, é esperado que o aluno tenha a habilidade de reconhecer a finalidade de um texto.
Já os estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental devem ser capazes de inferir informações implícitas e identificar diferentes gêneros textuais.
Para desenvolver essas habilidades, os estudantes precisam adquirir o hábito de ler. E a sua escola pode incentivar a leitura de várias formas:
possuindo uma biblioteca atrativa e com um acervo diversificado;
utilizando plataformas digitais de leitura;
realizando concursos de redação;
criando clubes do livro e outros projetos de leitura;
promovendo encontros com autores;
incluindo a contação de histórias na rotina escolar;
criando cenários baseados em livros;
e organizando festas à fantasia em que os alunos se vestem como os personagens dos livros.
10. Ampliação do tempo de estudos
Os alunos que querem melhorar suas notas escolares passam mais tempo estudando. Da mesma forma, os programas de recomposição de aprendizagem, reforço e recuperação escolar demandam mais horas de instrução para preencher as lacunas de aprendizagem.
Afinal de contas, a aprendizagem é um processo complexo; não é um passe de mágica. Por isso, ela exige tempo, esforço, recursos materiais e recursos humanos.
Essa ampliação traz uma série de desafios para a escola, para o aluno e para a família.
A escola precisa encaixar as horas-extras no cronograma escolar (geralmente no contraturno escolar), de acordo com o espaço disponível e o quadro de professores da instituição.
Já a família precisa conciliar sua nova rotina com o trabalho e os demais afazeres, o que nem sempre é possível. E alguns alunos não conseguem estender o horário na escola porque trabalham no contraturno ou ajudam em casa com os deveres domésticos.
Diante disso, o ideal é que a escola ofereça, para esses alunos, a opção de aulas remotas. Em uma proposta de ensino híbrido, os estudantes vão continuar participando das aulas presenciais no turno regular, mas vão ampliar o tempo de estudos com a plataforma de aprendizagem, de forma complementar.
A plataforma pode ser utilizada por todos os alunos da escola, até mesmo aqueles com um bom nível de proficiência. Os estudantes podem usá-la para aprofundar os conhecimentos, adquirir novas habilidades ou até realizar as tarefas de casa.
Como a Suíte Educacional ajuda as escolas a melhorarem o Ideb?
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa, que reúne mais de 30 tecnologias para atender a diversas necessidades da escola. Entre essas demandas, as principais são o aumento do engajamento dos alunos e a melhoria do desempenho acadêmico.
As escolas que contam com a Suíte Educacional podem enfrentar os desafios de cada turma – e até mesmo de cada estudante – de forma personalizada. Isso porque a plataforma oferece diagnósticos precisos e conteúdos diversificados alinhados com a BNCC.
A Suíte Educacional possui:
conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática;
avaliações diagnósticas;
dashboards de dados escolares (nível de proficiência e engajamento);
Uma das responsabilidades do gestor escolar é cuidar do clima escolar, ou seja, da forma como as pessoas se sentem no ambiente da escola e como elas percebem a qualidade da instituição.
Esse trabalho envolve o monitoramento constante de indicadores educacionais e a promoção de estratégias que melhoram a atmosfera escolar, como mediação de conflitos, comunicação eficiente e gestão democrática.
Neste artigo, você vai descobrir como fazer isso na prática. Vamos lá?
O clima escolar é o conjunto de percepções e expectativas que os membros de uma comunidade escolar (alunos, pais, professores, gestores, profissionais e população local) possuem sobre aquela escola.
Essa avaliação é subjetiva e depende de vários fatores, como:
convívio no espaço escolar;
segurança;
estrutura física;
normas e medidas disciplinares;
conduta ética dos membros;
qualidade do ensino;
desempenho acadêmico;
comunicação escolar;
valorização profissional;
participação da escola em projetos sociais.
Quando o clima escolar é positivo, as pessoas que frequentam a escola se sentem acolhidas, seguras, satisfeitas e dispostas a aprender e ensinar.
Neste tipo de ambiente, os alunos têm mais facilidade de desenvolver suas habilidades, competências e conhecimentos, enquanto os profissionais da escola se sentem mais encorajados a trabalhar com excelência.
Por isso, a atmosfera escolar influencia todo o funcionamento da escola, desde a gestão escolar até o processo de ensino-aprendizagem.
Os interrogatórios incluem perguntas sobre o processo de ensino-aprendizagem, relações sociais, conflitos na escola, regras e sanções, segurança, infraestrutura, relacionamento com a família e a comunidade, gestão escolar e ambiente de trabalho.
Sua escola pode aplicar as pesquisas presencialmente ou enviá-los para os membros preencherem à distância. Para isso, basta utilizar ferramentas digitais como o e-mail, grupos de mensagem ou plataformas educacionais de agenda digital.
8 dicas para melhorar o clima escolar
Confira abaixo 8 dicas para melhorar o clima escolar da sua instituição e veja como o Educacional pode te ajudar:
1. Fortalecer a comunicação escolar
Garantir uma boa comunicação entre a escola, a família e os professores é fundamental para a satisfação dos membros escolares.
Neste sentido, é importante padronizar os processos dessa área da instituição. O ideal é que toda a comunicação fique concentrada em um mesmo canal, a fim de evitar desinformações.
Também é recomendado utilizar um canal de comunicação exclusivo para a escola, que seja bem organizado e atenda às necessidades específicas da instituição escolar, como é o caso da agenda escolar digital.
Na agenda digital da Suíte Educacional, por exemplo, os usuários têm acesso a todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu cada mensagem, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
2. Inovar nas metodologias de ensino
A qualidade do ensino é um dos fatores que mais influenciam na percepção dos estudantes, pais e professores a respeito de uma escola.
Já a solução Robotis contém todos os elementos necessários para um projeto de robótica educacional completo por um preço acessível.
3. Garantir uma gestão democrática
Para que a gestão escolar seja verdadeiramente democrática, é necessário ouvir todas as partes da comunidade escolar e mediar os diferentes interesses, respeitando a diversidade do ambiente escolar.
Por isso, mantenha diálogo ativo com os conselhos escolares, grêmios estudantis e associações de pais e mestres. Tenha uma postura aberta a sugestões, reclamações e elogios e incentive a participação de todos na tomada de decisão.
4. Rever o código de conduta
Outra dica é rever o código de conduta da escola, assim como as normas de convivência e as medidas disciplinares.
Afinal, uma atmosfera escolar positiva envolve o senso de justiça. Os membros da comunidade escolar devem reconhecer que as regras são necessárias para o bom convívio e que as sanções previstas são adequadas.
5. Implantar um programa de mediação de conflitos
A mediação de conflitos é uma excelente estratégia para promover a paz e a segurança na escola.
No livro “Mediação de conflitos na escola”, a professora Maria Torremorrel ensina como implementar um programa de mediação na escola, com a ajuda de profissionais, pais e estudantes.
6. Criar um canal de denúncias anônimas
Crie um canal de denúncias anônimas na sua escola. Essa é uma forma de os estudantes e profissionais se sentirem seguros para reportar comportamentos inadequados, como bullying e violência.
Além disso, o canal de denúncias permite que a gestão escolar tome conhecimento dos casos com antecedência e tome as medidas cabíveis o mais rápido possível.
7. Cuidar do espaço físico
É inegável que o espaço físico exerce uma grande influência na percepção que as pessoas têm de uma escola – tanto as que a frequentam diariamente quanto aquelas que apenas passam em frente, de vez em quando.
Por isso, cuide para manter sua escola sempre bonita, organizada, limpa e bem conservada. Isso envolve o acompanhamento de obras, reformas e manutenções, tanto na estrutura predial quanto nos móveis e equipamentos.
A formação continuada de professores e demais profissionais da escola colabora para a melhoria da qualidade de ensino e ajuda os profissionais a se manterem motivados.
Afinal, nos eventos de formação eles poderão trocar experiências, conhecer novas estratégias de ensino e aprender colaborativamente como enfrentar seus desafios.
Além de aplicar todas as dicas que mencionamos acima, é importante monitorar os resultados das ações e o nível de satisfação da comunidade escolar.
Como fazer isso na prática? Acompanhando dados escolares como taxa de engajamento, frequência escolar, comportamento e número de medidas disciplinares.
Todos esses indicadores podem ser visualizados nos dashboards da Suíte Educacional. É fácil, rápido e intuitivo! A plataforma contém relatórios escolares automatizados e muitas outras ferramentas, como:
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