A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
A transformação da educação em Campo Mourão, assim como em muitas cidades do Brasil, começou com mudanças significativas na vida dos alunos. Melhorar a qualidade da educação é uma missão desafiadora, mas também profundamente gratificante. A Coordenadora Municipal do Plano de Ações Articuladas de Campo Mourão, Márcia Regina Lima Rinaldo, tem dedicado sua carreira a transformar a educação pública do município.
Em entrevista para o Educacional, a educadora contou que um momento marcante dessa jornada foi quando Campo Mourão foi selecionada como uma das cidades participantes da Iniciativa BNDES – Educação Conectada. “Essa seleção ampliou os horizontes da secretaria em relação à importância da tecnologia na educação”, ressalta Márcia.
Segundo a coordenadora, o uso da tecnologia nas escolas é essencial para organizar e facilitar o trabalho dos profissionais da educação, otimizando o tempo e dinamizando as práticas pedagógicas. “Como gestores, é fundamental garantir o direito das crianças à inclusão digital por meio de políticas públicas que invistam em infraestrutura, equipamentos, formação continuada de professores e recursos educacionais digitais de qualidade que contribuam com o processo de ensino e aprendizagem”, enfatiza.
No entanto, a implementação dessas tecnologias enfrenta desafios. Márcia aponta que o engajamento de alguns gestores e professores ainda é um obstáculo. “A tecnologia digital, especialmente na educação básica pública é algo muito novo, que para muitos educadores ainda é vista como um complicador da sua prática pedagógica, pois estavam acostumados a um modo mais tradicional de ensinar. O conflito faz parte de toda mudança, superar esta visão equivocada de alguns educadores, garantirá a inclusão digital dos nossos estudantes”, explica.
Apesar desses desafios, os resultados apresentados pela rede de Campo Mourão são promissores. Após um ano de trabalho com o Aprimora Educacional, muitos professores relatam melhorias na aprendizagem dos estudantes.
A integração da tecnologia também trouxe mudanças perceptíveis no ambiente escolar. Segundo Márcia, o entusiasmo das crianças é uma das maiores motivações para a equipe. “Para muitas , a escola é o único lugar em que podem ter acesso a recursos digitais que promovam aprendizagem por meio da interação coma tecnologia. A gamificação é algo extremamente atrativo para as crianças, poder proporcionar mais aprendizagem por meio de uma plataforma gamificada é sem dúvida contagiante”.
Transformação da educação em Campo Mourão: conheça a rede
Atualmente, a rede de ensino de Campo Mourão é composta por 22 escolas de ensino fundamental e 22 Centros de Educação Infantil.
A parceria entre a Rede Municipal de Ensino de Campo Mourão e o Educacional iniciou no ano de 2021, período em que o município foi contemplado com licenças da plataforma Aprimora Educacional por meio da Iniciativa BNDES Educação Conectada.
Em um mundo cada vez mais globalizado, não seria uma surpresa se as primeiras palavras de uma criança não fossem da língua do seu país. O Inglês já está entranhado na cultura brasileira – uma realidade que só aumentou com a onipresença das tecnologias digitais.
Por isso, muitas escolas têm ofertado o Inglês na Educação Infantil. Alguns pais e familiares também promovem o contato com a língua em casa, intencionalmente, desde os primeiros meses de vida.
Entenda os benefícios dessa prática continuando a leitura. Aproveite também para baixar o e-book do Educacional para gestores escolares: Como Implantar Tecnologias Educacionais na Escola. O material é gratuito!
4 motivos para ensinar Inglês desde cedo
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino da Língua Inglesa só começa no 6º ano do Ensino Fundamental.
Porém, algumas escolas iniciam o ensino de Inglês ainda na Educação Infantil, por conta dos inúmeros benefícios que ele traz para os alunos. Confira abaixo as principais vantagens:
1. Condição neurocerebral
As crianças de 0 e 5 anos absorvem novos idiomas com mais facilidade que os adultos e as crianças mais velhas. Essa habilidade está relacionada à hiperplasticidade cerebral, ou seja, a grande capacidade do cérebro se adaptar e modificar.
Durante a primeira infância, o número de neurônios e conexões neurais crescem rapidamente, agilizando o processamento de informações.
Essa dinâmica colabora para a aquisição de novas aprendizagens, inclusive o vocabulário e as regras gramaticais do Inglês.
2. Mais chances de atingir a fluência na vida adulta
Quanto mais cedo uma criança começa a falar em Inglês, mais rápido ela se torna fluente.
Quando os alunos adquirem os conhecimentos básicos ainda na Educação Infantil, eles podem ir mais longe no Ensino Fundamental e Ensino Médio, aumentando a proficiência na língua.
O aprendizado da primeira infância tende a se solidificar e se tornar mais difícil de esquecer com o tempo, principalmente se for reforçado pela repetição.
3. Potencialização do desenvolvimento cognitivo
Um estudo da Universidade de Stanford mostrou que crianças bilíngues têm maior capacidade de concentração, tomada de decisão, julgamento e resposta a feedbacks.
Isso acontece porque elas trabalham a neuroplasticidade com mais frequência, o que aumenta a massa cinzenta do cérebro.
4. Conhecimento de outras culturas
O aprendizado do Inglês geralmente envolve o contato com culturas e histórias estrangeiras, por meio de vídeos, filmes, livros e fotos. Assim, a criança expande seu conhecimento de mundo.
Ela tem a oportunidade de explorar outras culturas, outras paisagens, outros animais… Tudo isso em conformidade com os campos de experiência da BNCC.
Além dessas vantagens pedagógicas, há um benefício comercial para as escolas privadas. Ensinar Inglês na Educação Infantil é uma forma da instituição se diferenciar da concorrência, ofertando algo a mais para as crianças.
Como introduzir o Inglês na Educação Infantil?
Para apresentar a Língua Inglesa aos pequenos, a escola precisa utilizar recursos lúdicos e atividades interativas.
As crianças de 1 a 5 anos podem aprender palavras simples e frases básicas do Inglês, como:
saudações: hello, goodbye, good morning, good afternoon;
pedidos: please, thank you;
perguntas: what is it?; what is your name?; where is the ball?;
respostas: yes; no; my name is…; the ball is here; this is a …;
cores: yellow, blue, green, orange;
partes do corpo: head, foot, hand, arm, leg;
números: one, two, three, four, five;
animais: dog, cat, cow, frog;
alimentos: fruit, lunch, breakfast, milk, candy.
Veja abaixo algumas formas de ensinar o Inglês na Educação Infantil:
1. Jogos de cartas/fichas
Existem jogos da memória e jogos de dominó adaptados para o aprendizado do Inglês. Eles associam figuras a palavras, facilitando a memorização. Por exemplo: cartas de bola com a palavra “ball”.
2. Atividades envolvendo coordenação motora
Há também as brincadeiras infantis tradicionais. Ao invés de praticar a versão brasileira, combine com as crianças de “brincar em Inglês”, adotando as regras de outros países e falando em Inglês.
Eis alguns exemplos:
Head, Shoulder, Knees and Toes (Cabeça, Ombro, Joelho e Pé);
Hot Potato (Batata Quente);
Frozen Tag (Estátua);
Hide and Seek (Esconde-Esconde).
Essas brincadeiras exercitam a linguagem e a coordenação motora ao mesmo tempo. Por serem mais ativas, elas captam a atenção dos alunos e proporcionam uma aprendizagem significativa.
3. Desenhos e ilustrações
Utilize fichas com figuras de objetos, animais, cores e partes do corpo. Mostre as ilustrações para as crianças e pergunte o que elas representam. Repita com toda a turma a palavra relacionada e exercite a pronúncia.
A Mesa Educacional Inglês também possui fichas de ilustrações, que são inseridas pelos alunos no módulo de leitura. Depois, a tecnologia de Realidade Aumentada exibe, no monitor, a versão digital daquela imagem, associada ao seu nome.
4. Identificação e repetição de sons
Desde cedo, é preciso trabalhar o Listening e o Speaking. Para isso, é importante ouvir e pronunciar fonemas, sílabas e palavras em Inglês, seja pela simples repetição do professor ou com perguntas e respostas em voz alta.
Os recursos educacionais digitais também podem ajudar. A Mesa Educacional Inglês, por exemplo, possui atividades com áudio que mostram a pronúncia das palavras e incentivam a repetição, por parte das crianças.
Ela também inclui músicas em Inglês, que é outra estratégia recomendada.
5. Músicas em Inglês
A musicalização torna o aprendizado mais divertido e ainda favorece a memorização. Por isso, ensine canções em Inglês, especialmente sobre números, cores, animais e o alfabeto.
Leve a Mesa Educacional para a sua escola
A Mesa Educacional Inglês é um recurso pedagógico interativo que comporta até 6 estudantes de uma vez. Seu objetivo é ensinar os alunos a montarem e identificarem palavras em Inglês, associando-as a figuras, sons e contextos específicos.
Nas atividades, as crianças montam blocos, formam palavras, inserem fichas de figuras, ouvem músicas, assistem vídeos e jogam games.
A Mesa Educacional Inglês é composta por:
monitor;
software com recursos lúdicos, atividades e animações em Libras;
blocos coloridos com letras, números, sinais matemáticos e figuras;
módulo de “leitura” dos blocos;
sintetizador de voz;
regulador de altura;
recurso de lupa;
etiquetas em Braille e de datilologia.
Como você percebeu, a Mesa Educacional é totalmente acessível para alunos com deficiência motora, visual e auditiva. Ou seja, é uma tecnologia assistiva que promove a inclusão no ambiente escolar.
Uma equipe de crianças de Cianorte, Paraná, está prestes a embarcar em uma jornada internacional. O time “Inovadores da Terra”, composto por seis estudantes, representará o Brasil no torneio mundial de robótica da FIRST® LEGO® League, que será realizado em Hong Kong, na China.
O Educacional, como operador nacional da categoria Explore, promove as avaliações que indicam a equipe mais preparada, além de disponibilizar a vaga para o mundial de robótica. Em agosto de 2023, os “Inovadores da Terra” se destacaram na etapa regional, conquistando uma vaga entre os 20 países selecionados para a competição em Hong Kong.
O professor, Douglas Possavati, orientou os alunos durante a construção do projeto e conta que por meio da montagem de peças LEGO® Education, os estudantes aprendem como funciona os sistemas de engrenagens, sensores e programação, de forma lúdica e divertida. “Estamos orgulhosos dessa conquista e do trabalho que está sendo realizado, o poder que a robótica tem, é realmente ilimitado”, afirma.
A coordenadora de tecnologia, inovação e educação integral da Secretaria Municipal de Educação de Cianorte, Cláudia Roberta Amorim, comenta que a participação dos “Inovadores da Terra” no mundial de robótica internacional é motivo de muita alegria. “Para nós, foi uma notícia surreal, algo que não imaginei que iria acontecer em tão pouco tempo. Vemos que a robótica contribui muito para o desenvolvimento das crianças”, conta.
Agora, a equipe se prepara para o evento, que acontecerá em agosto de 2024. Os participantes terão a oportunidade de trocar experiências com outros times de todo o mundo, ampliando seus horizontes e adquirindo novas perspectivas sobre robótica e trabalho em equipe.
A FIRST® LEGO® League incentiva o interesse pela Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), por meio de competições com robôs construídos com os kits LEGO® Education.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação é dever da família e do Estado. Quando falamos da educação escolar, esse último atua principalmente por meio das escolas.
Assim, vemos uma responsabilidade legal compartilhada, entre escola e família, pelo pleno desenvolvimento do educando. E essa corresponsabilidade flui muito melhor quando há colaboração, confiança e comunicação entre as partes.
Por isso, hoje o Educacional vai compartilhar algumas dicas para estreitar o relacionamento da escola com as famílias. Vamos pontuar, também, os deveres específicos de cada grupo.
A escola e a família devem trabalhar em parceria. Só assim o aluno vai desenvolver todo o seu potencial, superar as suas dificuldades e ter sucesso acadêmico.
Cada uma das partes tem seu papel na formação do estudante e, mesmo que tente, nenhuma delas conseguirá substituir a outra. É preciso reconhecer o valor e o esforço do outro, além de confiar e respeitar a outra parte.
“Tanto a família quanto a escola desejam a mesma coisa: preparar as crianças para o mundo; no entanto, a família tem as suas particularidades que a diferenciam da escola, e suas necessidades que a aproximam dessa mesma instituição. A escola tem sua metodologia e filosofia para educar uma criança, no entanto, ela necessita da família para concretizar o seu projeto educativo.”
Isabel Parolin, mestre em Psicologia da Educação
Pesquisas sobre a participação dos pais na vida escolar
Dados do PISA 2015 mostraram que quanto mais os pais se envolvem na vida escolar dos filhos, maior é a média de desempenho dos alunos.
Esse engajamento inclui tanto o interesse pelos estudos, quanto o acompanhamento de notas e faltas e a participação de reuniões na escola.
No PISA 2025, 50,2% dos estudantes disseram que os pais tinham interesse pelas suas atividades escolares.
Porém, uma pesquisa realizada em 2014 com mais de dois mil pais ou responsáveis constatou que somente 12% deles estavam realmente comprometidos com a vida escolar dos alunos.
Não coincidentemente, esse grupo era formado pelos pais ou responsáveis mais escolarizados, segundo o estudo. Provavelmente, os adultos que não concluíram os estudos tinham uma dificuldade natural para acompanhar a vida acadêmica dos filhos.
Por isso, a escola precisa ter paciência e explicar para os pais, de uma forma simples, como a instituição funciona e quais são as necessidades do aluno. Assim eles poderão, aos poucos, participar da vida escolar do estudante, de acordo com o tempo e as condições que possuírem.
Responsabilidades da escola
Apesar da família ter papel fundamental na educação, existem algumas funções que cabem somente à escola realizar. Confira abaixo as responsabilidades exclusivas da instituição escolar:
ensino de qualidade: apresentar aos estudantes todo o conteúdo curricular do ano letivo, conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), trabalhando para desenvolver conhecimentos, habilidades e competências;
tarefas de casa: planejar, corrigir e acompanhar as tarefas de casa, além de analisar a efetividade delas;
professores qualificados: contratar professores capacitados e investir na formação continuada;
avaliação escolar: avaliar o desempenho dos estudantes de acordo com o que foi ensinado, diversificando os formatos e tipos de avaliação escolar;
insumos para o processo de ensino-aprendizagem: prover mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos adequados à idade e às necessidades específicas do aluno;
acompanhamento pedagógico: acompanhar todo o processo de ensino-aprendizagem e dar suporte ao estudante se for detectada alguma dificuldade de aprendizagem;
recuperação escolar: oferecer um programa de recuperação aos estudantes que não obtiveram média suficiente para aprovação no período letivo;
ambiente seguro: garantir a segurança de todos os estudantes e profissionais no espaço escolar e promover a cultura da paz;
educação digital: inserir recursos educacionais digitais na sala de aula e capacitar os alunos a manusearem e criarem tecnologias digitais.
alimentação escolar: no caso das escolas públicas, é dever da escola servir uma refeição durante o turno escolar, ou três refeições, se a escola for de tempo integral.
educação especial: atendimento de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, com profissionais de apoio e atendimento educacional especializado (AEE), se necessário.
e educação para o exercício da cidadania e respeito aos direitos humanos.
Responsabilidades da família
Já a família é responsável por:
matricular na escola: fazer a matrícula do estudante em escola pública ou privada;
cuidar do transporte: exceto na zona rural, onde os alunos são atendidos pelo transporte escolar, é a família que se responsabiliza pelo transporte do estudante na ida e na volta da escola;
acompanhar a vida escolar: é dever dos pais ou responsáveis acompanhar a frequência, as notas, as tarefas de casa e o desenvolvimento do aluno como um todo;
criar um local de estudo adequado: separar um ambiente da casa que seja organizado, arejado, bem iluminado e mobiliado com mesa e cadeira para o aluno estudar e fazer suas lições de casa;
motivar o estudante: demonstrar para a criança como é importante estudar, valorizar seus esforços, elogiar seus avanços, incentivar a leitura e a participação em atividades extracurriculares;
criar uma rotina de estudos:ajudar o aluno a criar uma rotina de estudos em casa, em horários específicos, para trabalhar a disciplina e o foco;
participar das reuniões da escola: comparecer às reuniões de pais e mestres e participar ativamente, sugerindo ideias e contribuindo para a melhoria da escola;
sustentar o estudante: prover todas as necessidades do aluno em relação a moradia, alimentação, vestuário, saúde, material escolar, lazer e convivência social, de acordo com as condições financeiras da família;
amar e proteger: zelar pela integridade física e emocional da criança ou adolescente, garantir sua segurança, demonstrar carinho e interesse pela sua vida, passar tempo de qualidade e fortalecer sua autoestima.
A família, como primeira agência educacional do indivíduo, exerce grande influência na cultura, nos valores morais, na formação religiosa e na noção de afeto.
É ela que ensina a língua materna e inicia o processo de socialização da criança, ensinando as regras de convivência desde cedo.
Como melhorar o relacionamento da escola com as famílias?
Vimos que a parceria entre a escola e família é fundamental para o sucesso do estudante.
Porém, muitas vezes essas duas instituições trabalham em descompasso, com expectativas desalinhadas e sem saber das atividades realizadas pela outra parte.
Outras vezes, são a falta de tempo e a incompreensão dos papéis de cada um que atrapalham a colaboração.
Como vencer esses obstáculos e melhorar o relacionamento da escola com as famílias? Confira abaixo 10 dicas do Educacional:
1. Comunicação efetiva
A escola deve manter os pais ou responsáveis informados sobre o desempenho escolar dos estudantes, o comportamento deles, a frequência escolar e os eventos da instituição.
Da mesma forma, ela precisa incentivar o diálogo com as famílias para que os pais comuniquem dificuldades percebidas em casa. Afinal, a comunicação é bilateral.
Para que a comunicação seja ágil e organizada, é recomendado utilizar canais digitais de comunicação escolar, como os do Hub Educacional. A ferramenta permite o envio de comunicados, notas, tarefas de casa e notificações de faltas.
Além disso, o gestor pode verificar quem enviou e visualizou cada mensagem, já que o professor também tem autonomia para falar com os pais.
2. Reunião de pais e mestres regulares
Ainda no contexto de comunicação, os encontros presenciais são insubstituíveis. Apesar da praticidade dos canais de comunicação online, as reuniões presenciais na escola ainda são necessárias em alguns casos.
Afinal, há uma interação muito maior nessas ocasiões e a oportunidade de observar a linguagem corporal uns dos outros.
É recomendado realizar reuniões de pais e mestres a cada bimestre letivo, a fim de não gerar uma desconexão entre a escola e as famílias.
A pauta das reuniões deve ser bem planejada e enviada, com antecedência, para todos os convidados. O encontro pode discorrer sobre vários tópicos:
apresentação da equipe docente;
relatório das principais dificuldades de aprendizagem dos alunos;
devolutiva sobre as tarefas de casa;
esclarecimento de dúvidas dos pais ou responsáveis;
novos projetos da escola;
comportamento e disciplina;
convívio dos colegas, violência e bullying;
futuros eventos (reuniões, festas e atividades extracurriculares);
metodologias e estratégias pedagógicas.
Durante as reuniões, é necessário utilizar uma linguagem simples e clara, para que os pais possam participar da discussão e contribuir para a educação dos filhos.
É bom lembrar que esses momentos são cruciais para inspirar a confiança dos pais na escola.
3. Gestão democrática
As famílias precisam entender que elas têm voz no funcionamento escolar. A opinião dos pais ou responsáveis, assim como dos estudantes, professores e demais profissionais da escola, importa, sim.
Isso é garantido pela gestão democrática – o modelo de gestão escolar preconizado pela LDB.
Por isso, como gestor escolar, ouça as sugestões e críticas das famílias abertamente. Leve-as em consideração antes de tomar decisões impactantes para o futuro da instituição.
Valorize também a participação dos pais ou responsáveis no conselho escolar. Esse órgão deliberativo decide a destinação de recursos financeiros e normas internas da escola, entre outras funções.
4. Ensino personalizado
As famílias ficarão satisfeitas com as escolas quando as necessidades educacionais dos seus filhos forem atendidas. O problema é que cada aluno possui uma forma individual de aprender.
Cada estudante tem seu ritmo próprio, um nível de proficiência e um estilo de aprendizagem, além de dificuldades, interesses e habilidades personalizadas.
Outro fator que fortalece a parceria entre escola e família é o feedback constante sobre o desempenho dos estudantes.
Dar retorno sobre os pontos fortes e fracos dos alunos é importante para ajudar os pais na responsabilidades deles de orientar os filhos e também faz parte do acompanhamento pedagógico.
Esse feedback pode ser no formato de:
pequenos recados deixados na agenda física do aluno;
comentários informais feitos ao pai ou responsável que foi buscar o aluno na escola;
e relatórios individuais de desempenho, impressos ou digitais.
O relatório individual do aluno é um documento completo que lista as principais habilidades, dificuldades, conhecimentos e comportamentos do estudante.
Ele é elaborado pelo professor e/ou coordenador pedagógico a partir das suas observações e também dos resultados de avaliações escolares.
O Hub Educacional contém vários dashboards de dados escolares que agilizam a confecção dos relatórios escolares.
6. Projetos comunitários
Envolver-se em projetos comunitários é outra forma de aproximar a escola das famílias.
Quando a escola participa de projetos sociais, ela transmite a mensagem de que está comprometida com o progresso daquela comunidade.
Isso contribui para uma maior aceitação da vizinhança, além de abrir portas para novos parceiros e patrocinadores.
Eis alguns exemplos de projetos que a sua escola pode desenvolver (por conta própria) ou apoiar (realizar em parceria com outras organizações):
Horta comunitária: cultiva na horta da escola alimentos que serão doados a pessoas em situação de vulnerabilidade social;
Coleta seletiva: funcionar como um ponto de coleta de produtos de difícil descarte, como óleo de cozinha, pilhas e aparelhos eletrônicos, para depois destinar esses materiais;
Mutirão de limpeza: limpar e revitalizar espaços públicos, com a ajuda dos alunos, pais e profissionais da escola;
Campanhas de saúde: sediar palestras de saúde, ações de vacinação e testes realizados pela prefeitura ou outros órgãos;
Doação de roupas: coletar roupas para doação e encaminhá-las para famílias ou entidades que precisem;
Inclusão digital: ceder o laboratório de informática da escola para a realização de um curso sobre noções básicas de Informática e Internet para idosos e pessoas de baixa renda.
Para descobrir os projetos em andamento na sua cidade, procure a secretaria municipal de assistência social e consulte, também, o Mapa das Organizações da Sociedade Civil.
7. Metodologias inovadoras
Lembra quando falamos sobre gerar confiança no trabalho da escola? Pois bem. O uso de novas metodologias de ensino tem tudo a ver com isso, principalmente quando as metodologias ativas entram em cena.
Quando os alunos participam de uma aula diferente e divertida, eles comentam sobre isso com os pais. Não é preciso fazer muito para o assunto chegar em casa.
Para que o relacionamento da escola com as famílias seja positivo, é preciso respeitar as diferenças de raça, cor, cultura, religião e condição financeira.
Não pode haver nenhum tipo de discriminação, nem exclusão dos alunos e famílias que diferirem da maioria. É necessário, ainda, garantir a acessibilidade da escola para pessoas com deficiência.
9. Atendimento de excelência
A satisfação dos pais ou responsáveis também depende de um bom atendimento por parte dos profissionais da escola.
Isso significa agir com cordialidade, ouvir com atenção e procurar resolver o problema da família da melhor forma possível. Dar retorno com agilidade também é essencial.
A escola deve oferecer horários flexíveis de atendimento, levando em conta a rotina das famílias, e possuir canais remotos de comunicação, como telefone, e-mail e agenda digital.
10. Eventos culturais e esportivos
Os eventos realizados pela escola, como mostra de talentos, festa junina, jogos interescolares e torneio de robótica, são uma oportunidade de aproximar as famílias da escola.
Nesses eventos, os pais ou responsáveis apreciam uma apresentação artística, um jogo ou um robô criado pelo estudante. Dessa forma, eles testificam o trabalho da escola e são convidados a participar da vida escolar do aluno.
Além disso, os eventos da escola promovem integração entre as famílias, sentimento de pertencimento, diversão e confraternização.
Hub Educacional: a plataforma educacional mais completa do mercado
O Hub Educacional é uma plataforma educacional com mais de 30 tecnologias inclusas – da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica – para alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A ferramenta facilita o acesso de alunos, pais, professores e gestores às tecnologias educacionais, impulsionando a comunicação escolar, a personalização do ensino e o uso de metodologias inovadoras de aprendizagem.
Em único ambiente virtual, o Hub Educacional reúne:
agenda escolar que permite a troca de mensagens com a comunidade escolar;
plataforma adaptativa de Língua Portuguesa e Matemática;
conteúdos e atividades de várias áreas do conhecimento;
aulas de robótica, STEAM e pensamento computacional;
jogos educacionais;
dashboards de dados escolares;
avaliação diagnóstica;
livros digitais;
conteúdos preparatórios para o Enem;
e conteúdos de educação socioemocional.
Tudo isso com um só login e senha por usuário, em uma plataforma totalmente segura e organizada. Muito prático, não é?
Entre em contato em um dos consultores do Educacional e adquira a plataforma educacional mais completa do mercado! Tenha a tecnologia educacional à serviço da sua instituição, para fortalecer a parceria entre escola e família.
No segundo semestre letivo, as escolas intensificam seus esforços de captação e retenção de alunos. Apesar de as matrículas abrirem somente no final do ano, a campanha de matrículas é iniciada de 3 a 6 meses antes.
Essa antecedência tem o objetivo de garantir o sucesso da campanha, a partir de um planejamento robusto de comunicação e marketing. Afinal, a escola precisa se destacar da concorrência se quiser atrair novos estudantes e manter os atuais.
Neste artigo, o Educacional vai compartilhar 11 dicas para turbinar sua campanha de matrículas. Boa leitura!
O sucesso ou fracasso de uma campanha de matrículas depende da eficiência de duas coisas: planejamento e execução. Confira abaixo o que não pode faltar na sua estratégia:
1. Tenha um planejamento robusto
Tudo começa no planejamento. Tenha clareza dos objetivos, do público-alvo da escola e do cenário da concorrência. Defina também as estratégias e os canais de comunicação que vocês vão utilizar.
Eis algumas perguntas que é importante responder nesse processo:
Qual é a meta de matrículas?
Qual perfil de estudantes e familiares você deseja alcançar?
Existe uma série ou fase de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental ou Ensino Médio) que é prioridade na aquisição de matrículas?
Quais são os principais concorrentes da escola?
Que estratégias os concorrentes usam?
Quais são seus diferenciais educacionais em relação à concorrência?
Quanto de recurso financeiro a escola tem disponível para a campanha?
Quem são os profissionais responsáveis por cada frente da campanha?
Quais são as datas mais importantes para a busca de alunos?
Quais canais de comunicação são mais utilizados pelo público-alvo?
Quais estratégias executadas no ano anterior deram certo e quais não performaram bem?
Qual mensagem a escola deseja passar?
Quais métricas você vai usar para avaliar a eficiência da campanha? (número de matrículas, número de visitas, taxa de rematrícula, contatos feitos, impressões nas redes sociais, tráfego do site, entre outras).
Respondendo essas perguntas, você será capaz de definir as melhores estratégias e organizar o cronograma. No cronograma, descreva as datas, fases da campanha e responsáveis por cada ação.
Depois, compartilhe o planejamento com toda a equipe envolvida. No decorrer dos meses, acompanhe as métricas de sucesso e faça ajustes, se necessário.
2. Peça feedback dos pais, estudantes e professores
Ter uma cultura de solicitar feedback é muito vantajoso para a escola. Essa é uma forma de identificar os pontos fortes e fracos da instituição para melhorar a qualidade do ensino.
Os alunos, pais e profissionais da escola podem estar enxergando problemas que a equipe de gestão escolar não percebeu. Da mesma forma, a experiência positiva dessas pessoas pode revelar qualidades da escola que o gestor nunca tinha percebido.
Além disso, pedir feedback reforça a relação de confiança entre escola e família. Ao fazer isso, você demonstra que valoriza a opinião deles e está aberto a sugestões de melhoria.
Você pode coletar as informações por meio de questionários (pesquisa de satisfação), rodas de conversa, entrevistas e caixas de sugestões.
Sempre agradeça a participação das pessoas e compartilhe as ações que foram realizadas na escola graças à contribuição de alguém. Isso fortalece a reputação da escola e seus canais de feedback.
3. Colete depoimentos para as peças de propaganda
Aliado ao feedback, aproveite para coletar depoimentos positivos dos estudantes, pais e professores. As falas desses agentes têm um grande impacto na tomada de decisão das famílias que ainda não decidiram onde matricular os filhos.
Você pode utilizar os depoimentos em:
vídeos;
cartazes;
folhetos;
páginas do site;
posts nas redes sociais;
outdoors,
e painéis digitais.
Veja algumas perguntas que podem te ajudar a obter boas respostas:
Para os alunos
O que você mais gosta na escola?
Como essa escola te ajuda a aprender e se desenvolver?
Conte-nos sobre um professor que te inspirou e por quê.
Como a escola te prepara para o futuro?
Você recomendaria esta escola para outros alunos? Por quê?
Descreva um momento especial que você teve na escola.
O que você acha da estrutura e dos recursos da escola?
Como a escola contribui para o seu desenvolvimento social e emocional?
Você se sente acolhido e seguro na escola? Por quê?
Para os professores
Do que você mais gosta em trabalhar nesta escola?
Como você descreveria o corpo docente da escola?
Como a escola apoia o desenvolvimento profissional dos professores?
O que você acha do ambiente de aprendizagem da escola?
Que práticas pedagógicas inovadoras você utiliza em suas aulas?
O que você diria para os pais sobre a educação oferecida pela escola?
Como a escola contribui para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis?
Para os pais
Por que você escolheu esta escola para o seu filho?
O que você acha da qualidade do ensino?
O que você acha da estrutura e dos recursos da escola?
Como a escola se comunica com os pais?
Você se sente satisfeito com o acompanhamento individualizado do seu filho?
A escola oferece atividades extracurriculares que atendem aos interesses do seu filho?
Como a escola promove o desenvolvimento de valores e ética em seus alunos?
Você se sente seguro em relação à segurança e bem-estar do seu filho na escola?
Recomendaria esta escola para outros pais? Por quê?
4. Divulgue os diferenciais da escola
Para se destacar da concorrência, a escola precisa divulgar seus diferenciais. A família que está procurando uma instituição para matricular o estudante quer saber o que a sua escola oferece de único e especial.
Ressalte seus pontos positivos de infraestrutura, práticas pedagógicas e tecnologias educacionais. Se houver algum projeto interdisciplinar de sucesso ou um prêmio conquistado pela instituição, propague isso também.
Uma das formas de se sobressair no segmento educacional é ofertando disciplinas eletivas e aulas não convencionais, como:
Esses componentes curriculares não listados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) enriquecem a formação dos alunos e promovem a interdisciplinaridade.
Eles podem ser oferecidos, na grade curricular, como componentes obrigatórios ou optativos.
Para iniciar o ensino de robótica e programação, prefira kits de robótica intuitivos como a placa micro:bit e os conjuntos LEGO® Education.
5. Mostre como a sua escola utiliza as tecnologias
Um dos diferenciais mais importantes na era digital é o uso estratégico de tecnologias. Por isso, garanta que os professores da sua escola estão utilizando recursos educacionais digitais e digitalize os processos de gestão escolar.
As tecnologias digitais podem melhorar (e muito) a qualidade do ensino e a organização da escola. Confira abaixo alguns exemplos de transformação digital:
comunicado escolardigital em vez de comunicado impresso: traz mais velocidade e eficiência para a comunicação escolar;
relatório escolar automatizado em vez de relatório manual: poupa tempo de trabalho, facilita o acompanhamento das famílias e melhora a visualização dos indicadores educacionais;
ensino híbridoem vez de ensino totalmente presencial: amplia o tempo de estudos e favorece a personalização do ensino;
avaliação digital em vez de prova física: elimina a necessidade de correção e gera resultados mais assertivos;
livro digitalalém do livro físico: é mais flexível, econômico e interativo;
projeção de slides, fotos e vídeos: enriquece a aula com mídias digitais;
Learning Analytics: coleta e análise de dados, devido ao uso intensivo de tecnologias educacionais, para entender e otimizar o processo de ensino-aprendizagem;
aprendizagem adaptativa: jornada personalizada de aprendizado em plataforma digital munida de Inteligência Artificial.
Para que a escola aproveite todas essas tecnologias, é recomendado adquirir uma plataforma que integre todos os recursos em um único ambiente digital.
O Hub Educacional é uma plataforma desenvolvida pelo Educacional que tem o propósito de facilitar o acesso aos recursos educacionais digitais, de uma forma organizada e segura.
O objetivo da sua campanha de matrículas é atrair o maior número possível de pessoas interessadas, certo?
Porém, para que o processo de matrícula tenha seguimento, é preciso atender os pais ou responsáveis com agilidade e cordialidade, nos momentos de visita ou por meio dos canais de atendimento.
Após o impacto inicial da comunicação e do marketing da escola, é hora de encantar os pais e tirar todas as dúvidas antes da decisão final.
Uma equipe bem treinada para a captação de alunos é fundamental para o sucesso da campanha. Os profissionais encarregados devem saber todas as informações relevantes sobre a escola e transmitir confiança para as famílias.
Se for necessário, contrate empresas parceiras ou amplie seu time administrativo, a fim de aumentar a capacidade de atendimento da instituição.
7. Promova visitas guiadas à escola
Dentro do atendimento aos pais e responsáveis interessados em fazer a matrícula, a visita à escola é um dos momentos mais decisivos.
Realize com os pais um tour pela escola, mostrando os espaços e explicando as atividades de cada local. É importante ressaltar o valor pedagógico de cada ambiente, assim como os recursos tecnológicos e os materiais didáticos.
Para maior praticidade e organização, defina horários diários de visita guiada e atenda as famílias por agendamento. Dessa forma, sua equipe não terá problemas em receber um grande grupo de pessoas.
8. Explore as mídias sociais
As mídias sociais estão cada vez mais populares, alcançando pessoas de todas as idades. Segundo o relatório da We Are Social 2023, 70% dos brasileiros usam ativamente pelo menos uma rede social. O tempo médio de uso é de 3 horas por dia!
Consequentemente, as instituições de ensino têm visto esse espaço digital como um novo canal de aquisição de alunos.
Pelas redes sociais, é possível não apenas divulgar a campanha de matrículas, como também a rotina da escola durante todo o ano letivo.
Nesse sentido, as redes sociais solucionam um dos principais problemas no processo de convencimento dos pais: eles são os verdadeiros decisores sobre a matrícula do estudante, mas não participam das atividades diárias da escola.
Por esse motivo, eles podem se sentir inseguros quanto à execução de tudo que a escola promete realizar. Porém, nas redes sociais, a escola pode publicar vídeos e fotos das aulas, atividades esportivas, competições e brincadeiras.
Assim os pais conseguem acompanhar, mais de perto, a rotina dos filhos e o trabalho desempenhado pela escola.
Por isso, aproveite as mídias sociais para fortalecer os vínculos com a comunidade escolar! Não deixe de propagar os diferenciais da sua instituição.
9. Crie um programa de indicação de alunos
O programa de indicação de alunos é uma estratégia que incentiva os alunos já matriculados a recomendarem a escola para novos alunos. Os benefícios oferecidos podem ser:
desconto na mensalidade;
bolsa de estudos;
brindes;
e sorteio para prêmios ou viagens.
Dependendo das regras do programa, as vantagens podem atingir tanto o aluno indicado quanto o aluno que recomendou.
O programa de indicação promove o marketing boca a boca e colabora para a retenção de alunos.
É uma estratégia que exige poucos custos e gera ótimos resultados. Até porque, para a pessoa que não conhece a escola, a experiência positiva de um estudante tem maior peso de convencimento do que uma mensagem oficial da instituição.
10. Ofereça desconto para irmãos e familiares
Falando em benefícios, uma estratégia muito praticada nas escolas do Brasil é o desconto para irmãos e familiares.
Essa vantagem dá aos pais um motivo a mais para matricularem todos os filhos na mesma escola, poupando tempo e recursos financeiros.
Além de tornar o ingresso dos estudantes mais acessível, esse desconto é uma forma de recompensar os pais pela fidelidade à instituição. Como consequência, as famílias se sentem mais satisfeitas e indicam a escola para mais pessoas.
11. Fique de olho no baixo engajamento e no risco de evasão
Além de destinar esforços para a aquisição de novos alunos, a escola precisa trabalhar para reter os atuais estudantes.
Quanto maior for o rodízio de alunos, maior será o custo da campanha de matrículas e maior será o risco de não preencher todas as vagas disponíveis.
Por isso, os gestores e professores devem monitorar os dados de frequência e engajamento escolar. Se for detectado que um estudante está faltando às aulas e não realizando as tarefas de casa, a escola deve entrar em contato com a família o mais rápido possível.
Plataformas como o Hub Educacional facilitam esse acompanhamento, bem como a comunicação com os pais.
É importante oferecer apoio e entender os motivos por trás do baixo engajamento. Esse acompanhamento pedagógico é essencial para garantir a aprendizagem do aluno. Em muitos casos, ele também determina o nível de satisfação das famílias com a escola.
5 ações criativas para campanha de matrículas de escola
Sem inspiração para a campanha de matrículas? Confira algumas ideias criativas de comunicação e marketing para escolas:
Evento na escola: organize um evento presencial na escola com opções de lazer para as crianças, música e coffee break. Durante a programação, faça uma breve apresentação sobre a escola e coloque à disposição dos interessados uma equipe de atendimento;
Tour virtual: grave um vídeo mostrando o interior da escola para que os alunos e pais conheçam a instituição mesmo sem sair de casa;
Live em rede social: faça uma transmissão ao vivo para responder às dúvidas da comunidade e apresentar a proposta pedagógica da escola. Aproveite a oportunidade para ofertar descontos exclusivos com prazo curto.
Concurso de vídeos: peça para os alunos gravarem vídeos sobre a escola e publicarem nas redes sociais. Avalie os conteúdos e entregue prêmios para os estudantes que produzirem os melhores vídeos.
Nos últimos 29 anos de história, já impactamos mais de 14 mil escolas (públicas e privadas) de 40 países diferentes, e mais de 1 milhão de estudantes.
Nossa missão é impulsionar a transformação digital da educação para tornar a aprendizagem mais significativa, eficiente e engajadora.
Nossas principais soluções são:
Hub Educacional: plataforma educacional completa que reúne mais de 30 soluções educacionais em um único ambiente virtual, para otimização da gestão escolar e potencialização das práticas pedagógicas;
Aprimora: plataforma de aprendizagem adaptativa e gamificada para fortalecer o ensino de Língua Portuguesa e Matemática. Está disponível no Hub Educacional.
Pense Mais: plataforma de aprendizagem para desenvolvimento do pensamento matemático, STEAM e resolução de problemas. Também está disponível no Hub Educacional.
Mesa Educacional: tecnologia inclusiva de alfabetização e letramento. Com capacidade para até 6 estudantes, a Mesa é formada por vários blocos de letras, desenhos, sinais em Braille e animações em Libras, conectados a uma tela de computador.
Quer aumentar o número de matrículas na sua instituição? Então invista na qualidade do ensino com soluções inovadoras! Entre em contato com um dos consultores do Educacional para implantar na sua instituição uma das soluções citadas acima.
A inclusão escolar das pessoas com deficiência é um direito garantido por lei e um dever de todas as escolas brasileiras, sejam elas públicas ou privadas.
As tecnologias assistivas são grandes aliadas da escola no desafio de promover uma educação verdadeiramente inclusiva.
Esses recursos ajudam os professores e estudantes a superarem barreiras estruturais, comunicacionais e financeiras que geralmente atrapalham a integração dos alunos com deficiência.
Neste artigo, vamos apresentar alguns exemplos de tecnologia assistiva na educação para a sua escola utilizar. Preparado? Vamos lá!
Uma tecnologia assistiva é qualquer equipamento, produto ou serviço que tem o objetivo de auxiliar as pessoas com deficiência a terem uma vida mais independente e incluída no contexto social.
A ideia é possibilitar a realização de uma tarefa que a pessoa normalmente não consegue fazer, devido a uma deficiência ou por conta do processo natural de envelhecimento.
Assim, a tecnologia assistiva amplia as habilidades funcionais do indivíduo – de mobilidade, comunicação, higiene, alimentação ou controle do ambiente, por exemplo –, melhorando sua qualidade de vida.
O termo “tecnologia assistiva” abrange desde os recursos mais simples, como a bengala e o talher adaptado, até os dispositivos modernos, como óculos inteligentes e aplicativos de tradução de Libras.
Outros exemplos de tecnologia assistiva são:
rampa de acessibilidade;
cadeira de rodas;
banheiro adaptado para cadeirantes;
corrimão para escadas;
membro artificial;
aparelho auditivo;
teclado de computador em Braille;
impressora Braille;
vocalizador;
software de leitor de tela;
máquina de datilografia;
e calculadora sonora.
“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis.”
Mary Pat Radabaugh, ex-diretora do Suporte Nacional de Pessoas com Deficiência da IBM
Importância da tecnologia assistiva na educação
A tecnologia assistiva é essencial para a educação inclusiva, porque ela ajuda a atender as necessidades dos alunos com deficiência e incluí-los no ambiente social da escola.
As escolas têm o dever de ensinar todas as crianças e adolescentes, sem discriminação, com igualdade de condições de acesso. O atendimento aos alunos com deficiência é garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Para assegurar a aprendizagem desses alunos, é necessário utilizar várias tecnologias assistivas, como máquina de datilografia Braille, calculadora sonora e impressora Braille.
No amplo universo de tecnologias assistivas, alguns recursos se destacam pela aplicação na área educacional.
Essas tecnologias viabilizam a inclusão do estudante com deficiência no ambiente escolar, por meio da superação de obstáculos físicos ou comunicacionais, e personalizam o ensino de acordo com as necessidades do aluno.
Veja abaixo alguns exemplos de tecnologia assistiva na educação:
Equipada com recursos de acessibilidade, a Mesa Educacional garante que todos os alunos tenham a oportunidade de aprender a ler e escrever, independentemente de suas capacidades físicas.
A Mesa Educacional é composta por:
um monitor;
um software com livros digitais, atividades de alfabetização, animações em Libras e recurso de lupa;
blocos coloridos com letras, números, símbolos, imagens, etiquetas em Braille e datilologia;
um módulo que faz a “leitura” dos blocos;
regulador de altura;
e sintetizador de voz.
Ao interagirem com a Mesa Educacional, os estudantes aprendem a reconhecer letras e fonemas, construir palavras e associá-las ao seu contexto.
Assim, a tecnologia torna o aprendizado da leitura e da escrita mais divertido e colaborativo, por meio da contação de histórias e da realização de atividades interativas.
Esse recurso pedagógico para alfabetização comporta até seis estudantes por vez. Ele promove o desenvolvimento motor, cognitivo e digital das crianças, já que a tecnologia possui caráter físico e eletrônico ao mesmo tempo.
O Braille é o sistema de leitura e escrita tátil utilizado pelas pessoas cegas. Os livros didáticos e paradidáticos em Braille são fundamentais para a formação dos estudantes com deficiência visual.
A escola pode adquirir obras adaptadas em Braille para trabalhar o mesmo título com todos os alunos da turma (cegos e com visão) durante as aulas.
Outro exemplo de tecnologia assistiva na educação é a rampa de acessibilidade – um recurso bem comum de se ver no dia a dia.
Essa adaptação arquitetônica tem o objetivo de facilitar o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ao espaço da escola.
Para cumprir as exigências do Estatuto da Pessoa com Deficiência, as escolas devem construir rampas conforme as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
4. Software de tradução de Libras
Na categoria de tecnologias assistivas de comunicação, temos o software de tradução de Libras (Língua Brasileira de Sinais), que também contribui para o processo de ensino-aprendizagem.
Essa tecnologia permite que os alunos surdos acessem conteúdos educacionais online, como livros digitais e videoaulas, sem a necessidade de um professor intérprete de Libras.
Em sala de aula, o software também pode auxiliar o professor intérprete no reconhecimento de sinais e na tradução para a língua escrita.
Além disso, as escolas podem utilizar essa tecnologia para viabilizar a comunicação entre alunos surdos e pessoas ouvintes, sejam elas estudantes, professores ou profissionais administrativos.
5. Leitor de tela
Outro software de tecnologia assistiva é o leitor de tela. Esse recurso transforma o conteúdo digital de uma página em fala sintetizada, assegurando a inclusão digital de pessoas cegas.
O software é capaz de ler textos, imagens, botões, tabelas e gráficos. Alguns leitores de tela também conseguem identificar objetos e pessoas dentro de imagens, descrevendo-as para o usuário.
A plataforma, focada em Língua Portuguesa e Matemática, possui recursos de tradução de Libras, alto contraste visual e aumento de fonte.
O Aprimora também é munido de Inteligência Artificial, o que permite a adaptação automática dos conteúdos de acordo com o ritmo e nível de proficiência do aluno.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) garante a todos os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação o direito de receber Atendimento Educacional Especializado (AEE).
O AEE também é citado no Estatuto da Pessoa com Deficiência, o qual defende o direito dessas pessoas à educação, em condições igualitárias de acesso, permanência, participação e aprendizagem.
Além de ofertar o AEE, é fundamental que as escolas realizem um trabalho eficiente e de qualidade. Então, confira neste artigo algumas dicas para melhorar o AEE da sua escola.
AEE ou Atendimento Educacional Especializado é o conjunto de atividades, recursos pedagógicos e recursos de acessibilidade prestados de modo complementar à formação regular dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
Essa definição está embasada no Decreto Nº 6.571/2008, que também define a finalidade do AEE.
Os objetivos do Atendimento Educacional Especializado são:
prover condições de acesso, participação e aprendizagem;
garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular;
fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem;
assegurar condições para a continuidade dos estudos nos demais níveis de ensino.
Como funciona o AEE na prática?
As atividades do Atendimento Educacional Especializado são realizadas no contraturno escolar, na própria escola ou em outra unidade próxima, na sala de recursos multifuncionais.
Os exercícios são planejados pelo professor de AEE conforme o Plano Educacional Individualizado (PEI) de cada aluno. O PEI é um documento que mostra as habilidades e conhecimentos atuais do estudante. Ele também define os objetivos educacionais a curto, médio e longo prazo.
Com base nesse planejamento, o docente pode conduzir diversas atividades no AEE:
e atividades da vida diária, relacionadas a alimentação e higiene pessoal.
Os professores responsáveis pelo Atendimento Educacional Especializado devem possuir formação específica em educação especial, além de formação inicial que os habilitem para docência.
O Atendimento Educacional Especializado, assim como outros serviços e adaptações para inclusão escolar, precisa estar previsto no projeto político pedagógico da escola.
Quais alunos são público do AEE?
Segundo o Decreto Nº 6.571/2008, o público-alvo do Atendimento Educacional Especializado são os alunos:
com deficiência (física, visual, auditiva, intelectual, psicossocial ou múltipla);
com transtornos globais do desenvolvimento (como Transtorno do Espectro Autista e Síndrome de Asperger, por exemplo);
com altas habilidades ou superdotação.
Toda escola precisa oferecer Atendimento Educacional Especializado?
Todas as redes de ensino precisam ofertar Atendimento Educacional Especializado para os alunos com deficiência, como determina o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Porém, nem sempre essa oferta é concretizada na escola em que o aluno está matriculado.
Na rede privada de ensino, o AEE também é obrigatório e não pode envolver a cobrança de nenhum valor adicional.
Todos os estudantes da Educação Especial precisam de AEE?
Nem todos os estudantes com deficiência precisam de Atendimento Educacional Especializado.
O AEE é destinado apenas aos alunos que possuem barreiras para a plena participação na escola. Se o estudante não enfrenta dificuldades para acompanhar a turma, não tem por que participar do AEE.
A decisão de frequentar ou não o AEE compete à família do estudante, orientada pela escola e embasada nas necessidades específicas do aluno.
Dicas para melhorar o Atendimento Educacional Especializado na sua escola
Confira abaixo quatro boas práticas para a oferta de um Atendimento Educacional Especializado de qualidade:
1. Invista na formação dos professores
A inclusão das crianças e dos adolescentes com deficiência na escola ainda é uma política recente. Muitos docentes não estão acostumados a lidar com essas pessoas em sala de aula, nem foram capacitados para esse fim na formação inicial.
Por isso, é essencial investir em formação continuada para professores – tanto professores de Atendimento Educacional Especializado quanto das salas regulares – a respeito de educação especial, tecnologia assistiva e linguagem de sinais.
Também é necessário entender o comportamento e as características das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Síndrome de Asperger e outros transtornos globais do desenvolvimento, a fim de atendê-las da melhor forma.
Essas formações podem ser realizadas tanto a nível local, por iniciativa da gestão escolar, quanto a nível regional ou nacional, por parte das secretarias de educação e do Ministério da Educação (MEC).
O Ambiente de Aprendizagem Virtual do Ministério da Educação (Avamec) possui vários cursos gratuitos, com direito a certificado, sobre AEE e educação especial. Vale a pena incorporá-los na rotina de formação da sua escola!
2. Incentive a cooperação entre professores de AEE e professores do turno regular
O Atendimento Educacional Especializado é importantíssimo para o desenvolvimento dos estudantes com deficiência. Mas ele não substitui o ensino regular nem dispensa o trato diário com o professor de cada disciplina.
Considerar o aluno da educação especial como um estudante da escola, assim como qualquer outro, é fundamental para corresponsabilizar todos os docentes na missão de ensinar.
Para o Atendimento Educacional Especializado ser eficaz, é preciso que todos os professores trabalhem juntos, seguindo o Plano Educacional Individualizado do aluno.
Assim, crie reuniões periódicas entre os docentes para abordar as necessidades, dificuldades e potencialidades dos alunos do Atendimento Educacional Especializado.
3. Fortaleça a parceria da escola com as famílias
A colaboração da família é essencial para o desenvolvimento do estudante. Afinal, são os familiares que passam mais tempo com a criança e acompanham suas atividades diárias.
Por isso, estreite o relacionamento da sua escola com as famílias dos alunos com deficiência. Tenha um canal de comunicação eficiente com os pais para mantê-los atualizados e obter informações sobre o desempenho dos estudantes em casa.
É importante conscientizar os pais e responsáveis sobre a importância de incentivar a autonomia das crianças. Isso deve ser feito respeitando o ritmo e as capacidades individuais de cada criança.
4. Diversifique os recursos pedagógicos e as tecnologias assistivas
Como vimos no próprio conceito de AEE, os recursos pedagógicos e de acessibilidade são peça chave do Atendimento Educacional Especializado. Sem eles, o trabalho do professor desta área fica comprometido.
E como cada perfil de estudante requer um tipo diferente de recurso pedagógico, a sala de recursos multifuncionais deve reunir uma diversidade de ferramentas, jogos e tecnologias assistivas, como:
máquina de datilografia Braille;
livros em Braille;
Soroban;
dominó em libras;
tapete alfabético;
jogo de percepção visual;
calculadora sonora;
impressora multifuncional;
software de leitor de tela e amplificador de imagem;
Quanto mais recursos sua escola tiver à disposição e quanto mais ampla for a aplicação pedagógica dessas ferramentas, melhor será o AEE.
A Mesa Educacional, por exemplo, permite o atendimento de até seis crianças ao mesmo tempo, e possui blocos com etiquetas em Braille, sintetizador de voz, animações em Libras, datilologia, regulagem de altura e recurso de lupa.
Mesa Educacional: o recurso pedagógico de alfabetização que é lúdico e inclusivo
Equipada com recursos de acessibilidade, a Mesa Educacional garante que todos os alunos tenham a oportunidade de aprender a ler e escrever, independentemente de suas capacidades físicas.
A Mesa Educacional é composta por:
um monitor;
um software com livros digitais, atividades de alfabetização, animações em Libras e recurso de lupa;
blocos coloridos com letras, números, símbolos, imagens, etiquetas em Braille e datilologia;
um módulo que faz a “leitura” dos blocos;
regulador de altura;
e sintetizador de voz.
Esse recurso pedagógico para alfabetização é inclusivo, lúdico e colaborativo, já que comporta até seis estudantes de uma vez. Ele promove o desenvolvimento motor, cognitivo, linguístico e digital das crianças.
O horário escolar é como um mapa da rotina de uma turma. Ele capacita os gestores a organizarem todos os componentes curriculares e atividades necessárias ao desenvolvimento do estudante, em um único documento.
Porém, são vários os desafios enfrentados pelo gestor nessa tarefa: grande quantidade de informações, conflito de horários, restrições logísticas dos professores…
Pensando nisso, o Educacional preparou um artigo para te ajudar a montar o horário escolar da sua instituição. Leia até o final para saber como fazer e como se destacar das outras escolas.
Veja abaixo como fazer o horário escolar em pouco tempo e de forma assertiva.
1. Atente-se à carga horária mínima da legislação
Antes de tudo, é preciso garantir que o horário escolar cumpre as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
Segundo a legislação, os alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental precisam ter, no mínimo, 800 horas de aula por ano, distribuídas em 200 dias letivos, pelo menos (sem contar o período reservado para os exames finais, se houver).
Então, se a escola cumprir a carga horária mínima, o horário escolar da Educação Infantil e do Ensino Fundamental terá 4 horas de aula por dia.
Já o Ensino Médio possui uma carga horária maior: são no mínimo 1.000 horas por ano desde que entrou em vigor o Novo Ensino Médio. Assim, o horário escolar do Ensino Médio deve conter, pelo menos, 5 horas de aula por dia.
Há também as escolas de tempo integral, que possuem carga horária de 7 ou mais horas por dia. Nessas instituições, os alunos participam de atividades escolares de manhã e de tarde.
2. Leve em conta o quadro de professores e o número de turmas
Depois de averiguar a carga horária diária, faça o levantamento do número total de turmas e professores em sua escola.
Para preencher todos os horários, será necessária uma quantidade igual ou maior de docentes em relação ao número de turmas. Se o quadro de professores for insuficiente, contrate novos profissionais ou reordene os estudantes em menos turmas.
Também é preciso considerar as áreas de atuação do professor. Alguns componentes curriculares exigem mais aulas durante a semana e, por isso, vão demandar mais docentes que outras disciplinas.
Antes de montar o horário escolar, consulte a disponibilidade semanal de cada professor. Pergunte em quais dias e em quais horários ele poderá estar na escola, para você se organizar com antecedência.
Essa comunicação previne o gestor de refazer o horário escolar por conta de substituições e mudanças.
3. Diversifique os componentes curriculares
Falando em componentes curriculares, uma boa prática é alternar as disciplinas do dia para que os alunos estudem várias áreas de conhecimento, evitando cansaço e desmotivação.
Para um aluno que possui dificuldades com cálculo, por exemplo, ter várias aulas seguidas de Matemática, Física e Química pode ser desanimador.
Esse princípio funciona principalmente com estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio. Com os alunos mais novos, porém, alternar demais entre as áreas de conhecimento pode confundir os estudantes.
Além disso, para o professor pedagogo, o planejamento da aula fica mais difícil quando é necessário trabalhar diversas áreas do conhecimento em um só dia.
De qualquer maneira, cuide para que o horário escolar da sua instituição seja equilibrado e diversificado, respeitando as características de cada fase escolar.
4. Inclua aulas de programação e robótica
Além dos componentes curriculares obrigatórios, previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – como Língua Portuguesa, Matemática e Geografia – , inclua no horário escolar aulas interdisciplinares como robótica e programação.
Essas áreas do conhecimento fazem parte da educação digital, que foi adicionada à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em 2023.
A educação digital tem o objetivo de desenvolver competências digitais imprescindíveis para a vida em sociedade e para a atuação no mercado de trabalho.
Por meio da robótica e da programação, os alunos aprendem a:
ler e escrever código de programação;
planejar e montar robôs;
identificar padrões;
decompor problemas complexos em partes menores;
elaborar e testar hipóteses;
automatizar tarefas;
resolver problemas;
e trabalhar em equipe.
O Educacional possui duas soluções de robótica e programação, que podem ser implantadas na sua escola: LEGO® Education e micro:bit.
Já a LEGO® Education tem kits e atividades para todas as séries, com o objetivo de ensinar STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) de uma forma divertida.
5. Converse com a equipe pedagógica e o conselho escolar
A construção do horário escolar é um trabalho colaborativo. Ouça a opinião dos pais, estudantes, professores e demais profissionais da equipe pedagógica antes de tomar uma decisão final.
Para iniciar esse diálogo, relembre os objetivos da escola e compartilhe os desafios enfrentados na elaboração do cronograma (poucas salas, número de turmas, restrições de horário de professores, entre outros).
Deixe claro que o horário escolar pode ser ajustado, se for preciso, e esteja aberto a receber sugestões de melhoria.
6. Organize a grade de horários
Após obter o aval da equipe pedagógica e do conselho escolar, é hora de organizar, de fato, a grade de horários. Para isso, você pode utilizar planilhas eletrônicas ou softwares especializados em horário escolar.
Essa última opção combina todas as variáveis e restrições informadas pelo gestor para chegar à melhor solução possível, gerando o documento automaticamente.
Ferramentas digitais como essas poupam tempo e minimizam a chance de erros. Por isso, cada vez mais as escolas têm investido em plataformas educacionais.
7. Prepare um “plano B” para imprevistos
Por mais organizada que a sua escola seja, é inevitável que aconteçam imprevistos um dia ou outro: atraso ou falta de professor, problema estrutural em sala de aula e outras situações que impedem o cumprimento do horário escolar.
Nesses casos, será preciso adotar uma medida alternativa, como:
juntar turmas;
prolongar a duração de uma aula, transformando-a em aula dupla;
realizar atividades online em sala de aula, com a supervisão de um monitor;
deslocar a turma para o auditório ou o pátio da escola;
supervisionar a prática de esportes na quadra da escola;
ou monitorar os estudantes na resolução de exercícios, trabalhos em grupo, leituras individuais e outras atividades autônomas.
Planeje com antecedência quais medidas que devem ser tomadas diante dos imprevistos. Depois, informe todos os profissionais da escola para que todos saibam como agir no “plano B”.
Diferencie a sua escola com o ensino de robótica
Quer diferenciar a sua escola da concorrência e encantar os alunos, pais e professores? Inclua na rotina dos estudantes a robótica educacional! Transforme seus alunos em criadores de tecnologia com LEGO® Education e micro:bit.
Entre os dias 20 e 22 de maio, o Educacional promoveu o evento do maior programa de educação 4.0: o Embaixadores da Inovação. Foram três dias em que educadores, de todo o Brasil, puderam vivenciar a metodologia LEGO® Education na prática.
O Embaixadores da Inovação promove o espírito inovador dos educadores em diversos segmentos, como a cultura maker, STEAM, pensamento matemático e robótica educacional.
Além de todo o networking que o evento proporciona, os participantes puderam colocar a mão na massa em dinâmicas que os preparam para trabalhar com LEGO® Education com seus alunos.
Ao finalizar o evento, os mais de 30 participantes receberam a certificação pela LEGO® Education Academy, com validade internacional, e podem ser multiplicadores do conhecimento na instituição de ensino em que atuam.
Educadores trocam experiências em atividades mão na massa no Embaixadores da Inovação
FIRST® LEGO® League Explore no Embaixadores da Inovação
No dia 22 de maio, os participantes do Embaixadores da Inovação puderam ver como a LEGO® Education transforma a educação na ponta, ou seja, com os alunos. Isso porque, no último dia do evento, o Educacional promoveu a etapa regional da FIRST® LEGO® League Explore.
A categoria reúne equipes de todo o Brasil com alunos entre 6 e 10 anos. Com o objetivo de despertar o interesse dos estudantes em temas voltados à Ciências, Matemática e Tecnologia, o torneio inspira e desafia os participantes a pensarem como cientistas e engenheiros.
Nesta edição, denominado como a temporada MASTERPIECE, as crianças desenvolveram projetos que explorem como o teatro, cinema, música e design unem as pessoas e permitem criar o futuro.
Os educadores, participantes do Embaixadores da Inovação, atuaram como juízes do torneio, enriquecendo, ainda mais, a sua vivência com a LEGO® Education e a metodologia de aprender brincando.
Você sabe o que é alfabetização matemática? Muitas pessoas acham estranho esse termo, já que a palavra “alfabetização” vem de “alfabeto”, o sistema de escrita fonética.
Porém, a alfabetização matemática se refere ao aprendizado da leitura e da escrita – não da Língua Portuguesa, mas da linguagem matemática.
Neste artigo, o Educacional vai explicar esse conceito e mostrar como aplicá-lo na prática na sua escola.
A alfabetização matemática é o processo de aprender a ler e escrever a linguagem matemática.
Segundo a educadora Ocsana Danyluk, ser alfabetizado em Matemática é “entender o que se lê e escrever o que se entende a respeito das primeiras noções de aritmética, geometria e lógica”.
A linguagem matemática é formada por números e sinais gráficos que fazem parte do dia a dia das crianças: as horas no relógio, os números nas portas das salas de aula, os símbolos de mais (+) e de menos (-)…
O objetivo da alfabetização matemática é justamente ajudar o aluno a compreender o significado desses números e sinais e capacitá-lo a expressar suas ideias matemáticas.
Qual é a diferença entre alfabetização e letramento matemático?
A alfabetização matemática é um pré-requisito para o letramento matemático, que é a capacidade de pensar matematicamente em vários contextos.
Enquanto a alfabetização foca na codificação e decodificação da linguagem matemática, o letramento vai além: ele se concentra no uso social da Matemática para a resolução de problemas.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) afirma que o Ensino Fundamental deve desenvolver o letramento matemático:
“O Ensino Fundamental deve ter compromisso com o desenvolvimento do letramento matemático, definido como as competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em uma variedade de contextos, utilizando conceitos, procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas.”
Importância da alfabetização matemática
A alfabetização matemática desempenha um papel fundamental na formação escolar. Se o estudante não compreender os conceitos básicos da Matemática, ele terá dificuldades para seguir adiante e entender os conteúdos mais complexos.
Como sabemos, a falta de habilidades matemáticas afeta não apenas o futuro acadêmico do aluno, como também sua vida profissional, social e financeira.
Cotidianamente, as pessoas precisam lidar com estatísticas, gráficos, probabilidades, propostas financeiras envolvendo juros e outros problemas matemáticos.
Por isso, as escolas devem levar a alfabetização matemática muito a sério, dedicando-se a ela com o mesmo empenho que geralmente é destinado à alfabetização em Língua Portuguesa.
“As séries iniciais são responsáveis pela introdução das primeiras noções, não só da Matemática, mas das diversas áreas do conhecimento e representam a base para conhecimentos futuros que as crianças terão que aprender, e a forma como esses conteúdos iniciais são trabalhados na escola pode determinar o sucesso e o insucesso dos alunos nas disciplinas.”
Pedagoga Kátia do Nascimento Venerando de Souza
Como promover a alfabetização matemática nos primeiros anos do Ensino Fundamental?
Assim como a alfabetização em Língua Portuguesa, a alfabetização matemática deve ocorrer nos primeiros anos da escolarização. Esse processo começa na Educação Infantil, quando a criança aprende a contar, registrar números e comparar objetos.
Porém, é nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental que a alfabetização realmente se concretiza, com a solidificação de conhecimentos básicos da Matemática como:
números naturais;
figuras geométricas;
grandezas e medidas;
soma;
subtração;
multiplicação;
e divisão.
Do 1º ao 4º ano do Ensino Fundamental, a escola precisa promover essas aprendizagens tomando cuidado para não distanciar a Matemática do cotidiano das crianças.
É preciso lembrar que antes mesmo de as crianças irem para a escola elas já tinham noções matemáticas relacionadas ao dia a dia delas. Essas ideias podem ser retomadas e ressignificadas em sala de aula, a fim de gerar uma aprendizagem significativa.
Também é importante abstratizar a Matemática aos poucos, já que o conhecimento anterior dos alunos é majoritariamente ancorado em situações concretas.
Se o professor apresentar a Matemática como um sistema puramente abstrato, desvinculado da realidade, e ainda fazer isso de maneira abrupta, o aluno corre o sério risco de se assustar ou perder o interesse no assunto.
Outra dica é utilizar elementos lúdicos como brinquedos, histórias, materiais artísticos, jogos, brincadeiras de roda, música e encenação. Aprender enquanto se diverte é essencial para os pequenos!
Invista também em atividades interativas, que promovam a colaboração entre os colegas. Instigue os estudantes a utilizarem a linguagem matemática para resolverem problemas, de forma criativa e com espírito investigativo.
Trata-se de uma tecnologia educacional composta por:
monitor;
software com recursos lúdicos e atividades focadas no ensino da Matemática;
blocos coloridos com números, sinais matemáticos e figuras;
e módulo de “leitura” dos blocos.
A Mesa Educacional pode ser utilizada por até seis estudantes ao mesmo tempo – inclusive crianças com deficiência motora, visual e auditiva, pois possui recursos de acessibilidade.
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