A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
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Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
Muitos educadores conhecem os kits da LEGO® Education. Mas você sabia que o método por trás desse recurso pedagógico foi formulado por Jean Piaget? Sim, estamos falando do construtivismo, teoria educacional do século XX.
Neste artigo, o Educacional vai explicar as principais ideias dessa teoria e suas aplicações práticas em sala de aula. Vamos lá?
O construtivismo é uma teoria desenvolvida pelo psicólogo Jean Piaget, que defende que o conhecimento não é inato nem é transmitido, mas é construído pelo sujeito como resultado de sua interação com o ambiente físico e social.
Essa concepção enxerga o estudante como um agente ativo e não como um ser passivo no processo de aprendizagem.
Antes de entrar em contato com o novo objeto de conhecimento, o aluno já possui uma estrutura prévia de pensamento, que pode ou não ser alterada posteriormente.
Em outras palavras, o conhecimento não é algo que já existe pronto e acabado. Ele é construído pelo indivíduo ao longo de suas experiências e interações com o mundo.
Assimilação e acomodação
Na teoria construtivista, o processo de alteração da estrutura cognitiva à luz das novas experiências se chama equilibração. Ele é o resultado de dois mecanismos: assimilação e acomodação.
A assimilação acontece quando a criança tenta lidar com novas informações baseando-se em conhecimentos preexistentes.
Quanto a assimilação não é suficiente para resolver a questão, ocorre a acomodação. Ou seja, o indivíduo é desafiado a modificar seu esquema de pensamento, adaptando-o à nova situação.
Por exemplo: um bebê, para aprender a andar, usa seus conhecimentos motores prévios (engatinhar, rolar e se sentar), mas eles não são suficientes para se locomover a pé.
Ele precisa adaptar seus movimentos, aprender a manter o equilíbrio e desenvolver força muscular para se sustentar em pé. Essa mudança é um exemplo de equilibração, após a assimilação e a acomodação.
Fases do desenvolvimento
Para Jean Piaget, o desenvolvimento cognitivo é dividido em quatro estágios:
Sensório-motor (0 a 2 anos): foco nas sensações, nos movimentos e nos reflexos básicos. Não há ainda representações mentais.
Pré-operatório (2 a 7 anos): marcado pelo desenvolvimento da capacidade de pensar simbolicamente. Nesta fase, a criança começa a usar a linguagem e os símbolos, mas ainda não consegue pensar de forma lógica e abstrata. Também tem pensamentos egocêntricos e animistas.
Operatório concreto (7 a 11 anos): avanço do raciocínio lógico e concreto. A criança também passa a ver o mundo sob uma perspectiva menos egocêntrica e mais social.
Operatório formal (a partir de 11 anos): desenvolvimento do pensamento abstrato e hipotético, permitindo o adolescente criar suas hipóteses e realizar pesquisas.
Qual é o papel do professor no construtivismo?
Na educação construtivista, o papel do professor é de mediador, um facilitador da construção do conhecimento.
O docente deve valorizar os questionamentos e as visões de mundo dos estudantes, respeitando suas fases de desenvolvimento. Também precisa incentivá-los a investigar as respostas por si mesmos .
A escola construtivista enxerga o estudante como um agente ativo no processo de ensino-aprendizagem.
Nela, o professor cria situações desafiadoras para o aluno, em contextos que façam sentido para ele, a fim de estimular o pensamento crítico, a experiência, a pesquisa e o debate.
Essa postura é totalmente diferente da atuação do professor tradicional, o qual transmite o conteúdo “oficial” para os alunos, recompensa as respostas certas e pune as respostas erradas.
“O professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir.”
Jean Piaget
Como aplicar o construtivismo em sala de aula?
Procurando alguns exemplos práticos? Confira abaixo quatro formas de colocar o construtivismo em prática na sua escola:
1. Projeto maker
Um projeto maker é um projeto interdisciplinar que dá aos alunos a oportunidade de aprenderem na prática, “colocando a mão na massa”.
Esse tipo de projeto está profundamente conectado com a teoria do construtivismo, porque promove a experimentação, o protagonismo e a interação com o ambiente.
Nele, os estudantes criam, consertam e modificam objetos, aplicando conhecimentos curriculares, como Matemática e Artes, e até extracurriculares, como robótica, programação, marcenaria e costura.
Esse tipo de projeto favorece:
a criatividade;
a autonomia;
o trabalho em equipe;
a resolução de problemas;
a interdisciplinaridade;
a gestão do tempo;
o desenvolvimento do foco e da resiliência;
e o manuseio de tecnologias digitais.
Um exemplo de projeto maker é a solução Robotis. O Robotis é o ecossistema completo da LEGO® Education desenvolvido pelo Educacional para facilitar a implantação da cultura maker nas escolas.
atividades complementares para os alunos em plataforma digital;
acompanhamento contínuo da escola;
e projeto arquitetônico para a sala maker.
2. Debate temático
Ao debater um tema, os alunos são desafiados a pensar criticamente, formular argumentos e defender suas ideias. Tudo isso contribui para a construção ativa do conhecimento em interação com os colegas.
No debate, os alunos assumem um papel ativo na aprendizagem, deixando de ser meros receptores de informação.
Eles se tornam protagonistas do processo, fazendo perguntas, buscando respostas, analisando diferentes perspectivas, questionando preconceitos e chegando às suas próprias conclusões.
3. Pesquisa de campo
A pesquisa de campo coloca os alunos em contato direto com o mundo real, permitindo que explorem e construam conhecimento a partir de suas próprias experiências.
Ao observar, analisar e interpretar dados coletados em campo, os alunos desenvolvem uma compreensão mais profunda do mundo que os cerca e do papel que ocupam nele.
A pesquisa de campo é uma ramificação da investigação científica, importantíssima para o desenvolvimento dos alunos.
Existem várias técnicas de pesquisa de campo, mas as principais são a observação, a entrevista e o questionário.
4. Aprendizagem baseada em problemas
A aprendizagem baseada em problemas (ABP) é uma metodologia ativa que coloca os estudantes no centro do processo de aprendizagem, com a responsabilidade de resolver problemas reais e complexos.
A ABP incentiva os alunos a serem curiosos, pesquisarem, trabalharem em equipe, elaborarem hipóteses, sugerirem soluções e tomarem decisões.
Para solucionar o problema, os estudantes devem aplicar (e construir novos) conhecimentos de diversas áreas, dependendo da situação-problema selecionada pelo professor e pela turma.
LEGO® Education: seus alunos construindo blocos, cenários, robôs e conhecimentos
A LEGO® Education é uma série especial da renomada marca de brinquedos LEGO, conhecida por seus blocos de montar que encantaram crianças e adultos globalmente. Ao contrário dos conjuntos convencionais, os kits da LEGO® Education têm um enfoque pedagógico.
As atividades são interdisciplinares e impulsionam a aprendizagem STEAM (acrônimo em Inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), a cultura maker e a resolução de problemas.
Nas aulas com LEGO® Education, os alunos constroem muito mais do que blocos! Eles constroem novos conhecimentos em colaboração com os colegas e em interação com a atividade.
A alfabetização é o foco pedagógico do 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. Nesse período, a escola desenvolve uma série de atividades para alfabetização das crianças.
Muitos exercícios são repetitivos e pouco criativos – tarefas para imprimir que pedem para o aluno ligar duas figuras ou completar uma palavra. Com certeza, essas atividades têm algum valor. Porém, existem outras opções mais interativas, que o Educacional vai apresentar hoje.
10 atividades interativas para alfabetização em sala de aula
Os exercícios a seguir trabalham o reconhecimento das letras, a codificação de fonemas, a decifração de sinais gráficos e outras habilidades relacionadas à leitura e à escrita.
Todas as atividades são dinâmicas e lúdicas, o que favorece a aprendizagem significativa. Muitas delas também exigem a interação com os colegas, dando aos alunos a oportunidade de desenvolverem competências socioemocionais.
1. Formação de palavras na Mesa Educacional
Na Mesa Educacional, os estudantes são desafiados a formarem palavras, inserindo os blocos de letras na ordem correta. Esse exercício envolve tanto o reconhecimento dos códigos quanto a coordenação motora.
A música ativa diversas áreas do cérebro ao mesmo tempo. Por isso, ela é uma ferramenta poderosa de memorização, especialmente quando as informações são combinadas com ritmo e rima.
Que tal usar essa estratégia para ensinar o alfabeto? Peça para o professor da turma selecionar uma música já existente ou criar uma composição original com esse objetivo.
Além de cantarem, as crianças podem tocar instrumentos, bater palmas, dançar ou interpretar Libras. Essa atividade tem tudo para ser divertida!
3. Dominó do Alfabeto
O clássico jogo de dominó tem uma versão educativa que auxilia na alfabetização. As peças são compostas por letras, de um lado, e desenhos, de outro.
Para jogar, o estudante deve relacionar as letras do alfabeto com as imagens que têm o nome começando com aquela letra. Por exemplo: a figura de uma bola com a letra B.
Nessa atividade, o professor pode dividir a turma em vários grupos de quatro estudantes. A ideia aqui é que os alunos tenham uma postura mais autônoma e ativa em sala de aula, enquanto o professor atua como mediador e supervisor.
4. Pescaria de letras
Outra atividade lúdica é a pescaria de letras! Nela, os alunos trabalham o reconhecimento das letras do alfabeto, além da coordenação motora, atenção e perseverança.
Para realizar essa dinâmica, o professor vai precisar de:
uma bacia ou outro recipiente com água;
varas de pesca de tamanho pequeno;
EVA colorido para confeccionar os peixes e as letras;
tesoura;
e cola para EVA.
Cada letra será colada em um peixe diferente. O objetivo é pescar a letra que o professor pedir.
Outra forma de conduzir a atividade é mostrando figuras e pedindo aos alunos para pescar as letras que formam aquela palavra.
5. Qual é o seu nome?
Escrever o próprio nome é um grande passo no processo de alfabetização do estudante. Que tal ir além e convidar o aluno a escrever o nome de seus colegas?
Nesta atividade, o professor pode formar duplas para que os alunos colaborem entre si e aprendam a grafia dos nomes. Depois, o docente pode perguntar para os estudantes que semelhanças e diferenças eles perceberam entre o próprio nome e o nome do colega.
6. Leitura em roda
A leitura em roda também é uma ótima atividade para alfabetização. Ela tem o poder de criar um ambiente descontraído e acolhedor para a imersão em uma história, o que desperta o interesse dos alunos pela leitura.
Nesta atividade, é recomendado usar o pátio ou outro espaço escolar ao ar livre. Peça para o professor sentar com a turma no chão, formando uma roda, e ler um livro bem interessante.
Passe o livro de mãos em mãos, dando a oportunidade de todos lerem um pequeno trecho do texto. Assim, eles vão desenvolver a pronúncia, a entonação e a fluência leitora.
7. Receita culinária
Solicite ao professor a preparação de uma receita culinária em sala de aula, com a ajuda de todos os alunos. Além de muito saborosa, essa atividade vai mostrar a importância social de ler e escrever.
Como tarefa de casa, o docente pode pedir aos estudantes que anotem uma receita de família ou escrevam a receita da sua comida favorita.
8. Palavras com massinha de modelar
Outra sugestão é formar palavras com massinha de modelar. Esse material é bastante popular entre a criançada, mas traz outras vantagens além da diversão:
desenvolvimento sensorial (exploração de diferentes texturas, cores e temperaturas da massinha);
desenvolvimento motor fino (fortalecimento dos músculos das mãos e dos dedos, precisão e controle);
e desenvolvimento cognitivo (criatividade, concentração e reconhecimento das diferenças de tamanho, forma e orientação).
As crianças podem formar várias palavras com a massinha, incluindo o próprio nome ou palavras ditadas pelo professor.
9. Caça às letras
Outra atividade ao ar livre! Peça para o professor dividir a turma em grupos e entregar cartões de palavras para as equipes. Os alunos devem procurar as letras que compõem as palavras, as quais foram escondidas previamente no espaço.
10. Leitura interativa na Mesa Educacional
Na Mesa Educacional, os estudantes podem ler e interagir com as histórias por meio de blocos e recursos de realidade aumentada. Dessa forma, eles aprimoram sua fluência leitora e sua compreensão textual, enquanto se divertem e desenvolvem o gosto pela leitura.
A Mesa Educacional comporta até seis estudantes ao mesmo tempo. Ela conta com jogos e ilustrações para as narrativas, além de permitir que os alunos criem suas próprias histórias.
O Ideb é o indicador mais importante da Educação Básica. Ele avalia a qualidade do ensino de uma instituição, considerando o fluxo escolar e o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática.
Além de servir como parâmetro avaliativo, em alguns estados a nota do Ideb influencia a distribuição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) entre municípios.
Pais, professores e estudantes também ficam de olho no desempenho das escolas no Ideb para decidir com qual instituição se envolver.
Por isso, o Ideb é monitorado constantemente pelos gestores escolares e secretários de educação.
Neste artigo, o Educacional vai explicar o que é o Ideb, como ele é calculado e como a sua escola pode melhorar a nota do indicador. Boa leitura!
O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é o principal indicador da qualidade da educação brasileira, no que se refere à Educação Básica. Ele foi criado pelo governo federal em 2007, com o objetivo de verificar o cumprimento das metas educacionais.
O índice varia entre 0 a 10. Ele leva em conta tanto o fluxo escolar (aprovações, reprovações, distorção idade-série, evasão e continuidade nos estudos) quanto a média dos alunos nas avaliações do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).
O Ideb só é calculado para escolas públicas de ensino regular ou que tenham pelo menos uma turma de ensino regular na instituição.
Também é preciso ter pelo menos 10 alunos matriculados nos anos avaliados pelo Saeb (2º, 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª ou 4ª série do Ensino Médio), com presença no dia da prova.
Apesar de não avaliar as escolas particulares, o Ideb contempla a rede privada de ensino em seus dados, por amostragem.
O Saeb é aplicado a cada dois anos em toda a rede pública de ensino e em algumas escolas particulares. Ele é composto por questões de múltipla escolha de Língua Portuguesa e Matemática.
Porém, em 2019, o Saeb começou a incluir também perguntas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
Como é calculado o Ideb?
Fragmento de cálculo do Ideb para o Ensino Fundamental Anos Iniciais de uma escola, que foi exemplificado na Nota Informativa do Ideb 2021
O Ideb é calculado a partir dos dados de aprovação do Censo Escolar e da média dos alunos em Língua Portuguesa e em Matemática no Saeb.
Assim, quanto maior o número de aprovações no final do ano letivo e melhor o desempenho dos estudantes na prova do Saeb, maior é a nota do Ideb.
O índice serve como um parâmetro para analisar a evolução pedagógica de uma escola ao longo do tempo. Ele também é utilizado para comparar a qualidade do ensino de instituições, estados ou municípios.
Atualmente, os estados com maiores notas no Ideb para o Ensino Médio são Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, ambos com uma média de 4,5.
No Ensino Fundamental Anos Finais, os líderes são São Paulo e Ceará (5,5 pontos) e, nos Anos Iniciais, Santa Catarina (6,5 pontos).
Como ver o resultado do Ideb da minha escola?
Você pode consultar a nota da sua escola no Ideb de duas formas na Internet:
No site do governo federal: clique no link que melhor se enquadra na categoria da sua escola (Ensino Fundamental Regular – Anos Iniciais, Ensino Fundamental Regular – Anos Finais ou Ensino Médio).
Ao clicar, seu navegador vai iniciar automaticamente o download de um arquivo. Extraia a planilha do arquivo, abra e procure pelo nome da sua escola.
No portal QEdu: digite o nome da sua escola na barra de pesquisa do site. O portal vai mostrar vários dados abertos da instituição, inclusive números do Ideb. Clique em “ver mais” para consultar todas as notas.
Ações para melhorar o Ideb da escola
Agora que você já entendeu o que é o Ideb e como ele é calculado, vejamos algumas estratégias para melhorar a nota do Ideb da sua escola.
Listamos algumas ações pedagógicas e práticas de comunicação escolar, que ajudam a aumentar o número de aprovações escolares e o desempenho dos estudantes. Confira a seguir:
1. Recomposição de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática
A primeira dica do Educacional é investir na recomposição de aprendizagens de Língua Portuguesa e Matemática. Esses dois componentes curriculares são a base de todo o conhecimento curricular e são avaliados pelo Saeb para calcular o Ideb.
Sabemos que a pandemia deixou sequelas na formação dos estudantes. A recomposição de aprendizagem é uma estratégia criada para atenuar essas perdas e acelerar a aprendizagem dos alunos.
Várias pesquisas mostraram que as maiores perdas de aprendizagem ocorreram em Matemática. O próprio Saeb apresentou queda de proficiência, entre 2019 e 2021, de 11 pontos percentuais em Matemática, para o 5º ano do Ensino Fundamental.
Ao recompor aprendizagens de Língua Portuguesa e Matemática, a escola acaba melhorando o desempenho dos alunos em todos os componentes curriculares, já que as áreas de conhecimento são interligadas.
Além disso, as habilidades de Língua Portuguesa e Matemática são fundamentais para a comunicação, leitura, interpretação de texto, escrita, resolução de problemas, raciocínio lógico e pensamento crítico.
Como aplicar?
Para adotar essa estratégia, a escola deve:
Realizar uma avaliação diagnóstica;
Agrupar os alunos de acordo com o nível de proficiência;
Priorizar habilidades e conhecimentos mais importantes do currículo;
E ampliar o tempo de instrução dos alunos, com metodologias diversificadas.
Outra opção é utilizar a plataforma adaptativa Aprimora, disponível na Suíte Educacional. A ferramenta ajusta os conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática de acordo com o nível de aprendizagem do aluno, além de avaliar e criar relatórios sobre o desempenho.
Por ser gamificada e totalmente online, o Aprimora possibilita que o aluno estude em casa por mais tempo, de uma forma leve e divertida.
2. Reforço escolar
Outra estratégia pedagógica para melhorar o Ideb da escola é o reforço escolar. Conduzido ao longo do semestre letivo no contraturno escolar, o reforço é realizado somente com alunos que apresentam dificuldade de aprendizagem.
Isso mostra que há grande interesse por parte dos alunos por esse tipo de programa escolar. O reforço dá para o aluno a chance de ter um acompanhamento mais personalizado, a fim de solucionar suas dúvidas e superar seus obstáculos.
Afinal, cada aluno possui necessidades individuais e estilos de aprendizagem distintos. É improdutivo tratar todos os estudantes da mesma forma, diferenciando apenas seus níveis de proficiência em determinado componente curricular (quando isso ocorre).
É importante lembrar que as atividades de reforço não são uma cópia da aula regular. Muito pelo contrário: elas devem utilizar metodologias de ensino diferenciadas, para que os alunos tenham uma nova chance de aprender.
Como aplicar?
Sua escola pode utilizar, no reforço escolar, as seguintes metodologias:
Não se esqueça de garantir assistência individual de qualidade para cada estudante.
É importante que no momento do reforço o aluno receba mais atenção do professor, já que na sala de aula regular a proporção professor-aluno é muito maior e essa interação mais profunda não é possível.
3. Recuperação escolar
Finalizando os três Rs (Recomposição, Reforço e Recuperação), há ainda a recuperação escolar. Ela ocorre no final do bimestre letivo com os alunos que obtiveram nota abaixo da média escolar.
Seu objetivo é dar aos estudantes mais uma chance de aprender o conteúdo curricular e prepará-los para uma nova avaliação somativa, que é aplicada pela escola em seguida.
A recuperação não deve ser encarada pela escola como uma medida punitiva, e sim como uma intervenção pedagógica. Também é preciso tomar cuidado com a visão simplista de atingir uma nota.
A educação se propõe a preparar o indivíduo para a vida, com todos os conhecimentos, habilidades e competências necessários. Portanto, mais importante do que alcançar uma média é aprender o que se devia aprender. A aprovação escolar é apenas consequência disso.
Como aplicar?
Para realizar uma recuperação escolar efetiva, experimente:
mapear todas as dificuldades de aprendizagem da turma com uma ferramenta online de avaliação diagnóstica acurada;
e manter uma comunicação transparente e empática com os pais e responsáveis.
4. Ensino personalizado
O ensino personalizado é essencial para que os alunos alcancem todo o seu potencial.
Sem uma abordagem personalizada, os alunos com baixo desempenho acadêmico têm dificuldade de acompanhar o resto da turma, enquanto os estudantes acima da média correm o risco de se sentirem desmotivados sem atividades que os desafiem.
Mas isso não precisa ser assim. Graças à tecnologia digital, o mesmo conteúdo pode ser adaptado para diferentes graus de dificuldade, sem necessidade de o professor alterá-lo manualmente.
As plataformas digitais de educação facilitaram a personalização das práticas pedagógicas tanto no que diz respeito a nível de proficiência, quanto em relação a ritmo, estilo de aprendizagem, metodologia de ensino, dispositivo, horário e local de estudo.
Como aplicar?
A escola pode personalizar o ensino de diversas formas:
A escola que consegue ensinar de acordo com as necessidades e preferências de cada aluno obtém resultados melhores de desempenho acadêmico. Como consequência, a nota do Ideb dessa instituição tem tudo para crescer!
5. Avaliação formativa
Outra boa prática é a avaliação formativa. A avaliação formativa é aplicada durante o bimestre letivo, de forma contínua, para diagnosticar o processo de ensino-aprendizagem e aprimorá-lo no que for preciso.
A sua intenção não é aprovar ou reprovar os alunos e, sim, identificar a eficácia do processo para corrigi-lo a tempo.
As vantagens desse tipo de avaliação escolar são muitas:
diagnóstico preciso dos conhecimentos, habilidades e dificuldades de aprendizagem;
aperfeiçoamento contínuo da prática docente;
feedback constante para o professor e para o estudante;
melhoria da relação professor-aluno;
motivação dos estudantes pelos seus acertos e avanços;
intervenção pedagógica precoce;
e redução das taxas de reprovação e abandono escolar.
Todos esses benefícios estão relacionados ao fluxo escolar e ao desempenho acadêmico. Por isso, uma repercussão na nota do Ideb é mais que esperada.
Como aplicar?
Para realizar a avaliação formativa, o professor precisa:
escolher o instrumento avaliativo (seminário, prova física, teste online, entre outros);
planejar a avaliação conforme os objetivos de aprendizagem trabalhados em aula;
corrigir a avaliação;
planejar a remediação pedagógica;
manter uma postura acolhedora e aberta a sugestões dos estudantes.
6. Combate ao abandono escolar
Quanto maior é a taxa de abandono escolar, menor é a taxa de aprovação, resultando em um baixo Ideb para a escola. Nesse sentido, a instituição precisa engajar toda a comunidade escolar no combate à interrupção dos estudos.
Esse trabalho envolve conscientização, motivação, busca ativa e acolhimento. Também requer o investimento na qualidade de ensino, com tecnologias educacionais e metodologias inovadoras.
Os temas das aulas precisam ser contextualizados na realidade dos estudantes. De acordo com uma pesquisa do UNICEF, um dos principais motivos para a evasão escolar é a percepção que a escola é desinteressante.
Por isso, a escola deve ofertar aulas atrativas para o aluno, considerando os seus interesses, as demandas do mercado de trabalho e a relevância para o convívio social.
Também é necessário monitorar de perto a frequência e o desempenho dos estudantes. Assim, o gestor e o coordenador pedagógico conseguem intervir precocemente no primeiro sinal de alerta.
Como realizar?
Resumindo, para combater o abandono escolar, é fundamental:
conscientizar os alunos sobre a importância da escolarização.
motivar e acolher os estudantes;
realizar busca ativa;
investir na qualidade do ensino;
ofertar aulas atrativas e relevantes;
monitorar a frequência e o desempenho dos estudantes.
7. Notificação de falta para os pais e responsáveis
Falando em frequência escolar, uma boa prática de comunicação e também de combate ao abandono escolar é notificar os pais e responsáveis quanto à falta dos estudantes.
Alguns aplicativos e plataformas educacionais permitem o envio automático de notificação para o celular ou o e-mail dos pais quando o aluno não comparece à escola.
Assim, as famílias têm a garantia de que estão acompanhando a frequência dos estudantes, com segurança, transparência e tranquilidade.
Além de ágil e fácil, esse processo evita mal-entendidos. Infelizmente, muitos pais demoram a perceber que seus filhos não estão participando das aulas.
Quanto mais rápido a família tomar conhecimento, mais cedo ela poderá conversar com o estudante para ajudá-lo e instruí-lo a voltar às aulas.
Assim que o aluno retornar à frequência regular das aulas, a escola terá atingido seu objetivo de combater o abandono escolar, impactando positivamente no Ideb.
8. Gamificação
A gamificação é uma metodologia de ensino muito atrativa para os alunos, porque ela incorpora características de jogos. Uma aula ou atividade que utiliza a gamificação geralmente inclui:
competição;
desafios;
prêmios;
narrativa lúdica;
personagens fictícios;
objetivos e regras bem definidas;
e feedback de erros e acertos.
Adotar essa metodologia na sua escola é muito oportuno porque ela tem um alto poder de engajamento. Ela torna as aulas mais dinâmicas e divertidas, abrindo caminho para aprendizagem significativa.
O entretenimento proporcionado pela gamificação também ajuda os alunos a se interessarem pelas aulas de Matemática, que são tradicionalmente consideradas difíceis e entediantes.
Como aplicar?
Para aplicar a gamificação em sala de aula, você vai precisar de jogos educacionais ou roteiros de brincadeiras educativas.
Os jogos educacionais podem ser físicos ou digitais, para serem jogados em grupo, em dupla ou individualmente. Já as brincadeiras são realizadas coletivamente.
A aplicação desta metodologia requer alguns cuidados:
supervisão durante toda a atividade;
definição de regras de respeito aos colegas,
incentivo à colaboração entre os alunos;
motivação constante dos estudantes;
criação de um ambiente de jogo positivo, saudável e seguro;
intervenção rápida em casos de bullying e conflito;
apoio para os estudantes que se sentirem frustrados, ajudando-os a lidar com suas emoções negativas.
9. Incentivo à leitura
Um dos eixos do conhecimento avaliados pelo Saeb é a leitura. No 2º ano do Ensino Fundamental, por exemplo, é esperado que o aluno tenha a habilidade de reconhecer a finalidade de um texto.
Já os estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental devem ser capazes de inferir informações implícitas e identificar diferentes gêneros textuais.
Para desenvolver essas habilidades, os estudantes precisam adquirir o hábito de ler. E a sua escola pode incentivar a leitura de várias formas:
possuindo uma biblioteca atrativa e com um acervo diversificado;
utilizando plataformas digitais de leitura;
realizando concursos de redação;
criando clubes do livro e outros projetos de leitura;
promovendo encontros com autores;
incluindo a contação de histórias na rotina escolar;
criando cenários baseados em livros;
e organizando festas à fantasia em que os alunos se vestem como os personagens dos livros.
10. Ampliação do tempo de estudos
Os alunos que querem melhorar suas notas escolares passam mais tempo estudando. Da mesma forma, os programas de recomposição de aprendizagem, reforço e recuperação escolar demandam mais horas de instrução para preencher as lacunas de aprendizagem.
Afinal de contas, a aprendizagem é um processo complexo; não é um passe de mágica. Por isso, ela exige tempo, esforço, recursos materiais e recursos humanos.
Essa ampliação traz uma série de desafios para a escola, para o aluno e para a família.
A escola precisa encaixar as horas-extras no cronograma escolar (geralmente no contraturno escolar), de acordo com o espaço disponível e o quadro de professores da instituição.
Já a família precisa conciliar sua nova rotina com o trabalho e os demais afazeres, o que nem sempre é possível. E alguns alunos não conseguem estender o horário na escola porque trabalham no contraturno ou ajudam em casa com os deveres domésticos.
Diante disso, o ideal é que a escola ofereça, para esses alunos, a opção de aulas remotas. Em uma proposta de ensino híbrido, os estudantes vão continuar participando das aulas presenciais no turno regular, mas vão ampliar o tempo de estudos com a plataforma de aprendizagem, de forma complementar.
A plataforma pode ser utilizada por todos os alunos da escola, até mesmo aqueles com um bom nível de proficiência. Os estudantes podem usá-la para aprofundar os conhecimentos, adquirir novas habilidades ou até realizar as tarefas de casa.
Como a Suíte Educacional ajuda as escolas a melhorarem o Ideb?
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa, que reúne mais de 30 tecnologias para atender a diversas necessidades da escola. Entre essas demandas, as principais são o aumento do engajamento dos alunos e a melhoria do desempenho acadêmico.
As escolas que contam com a Suíte Educacional podem enfrentar os desafios de cada turma – e até mesmo de cada estudante – de forma personalizada. Isso porque a plataforma oferece diagnósticos precisos e conteúdos diversificados alinhados com a BNCC.
A Suíte Educacional possui:
conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática;
avaliações diagnósticas;
dashboards de dados escolares (nível de proficiência e engajamento);
Uma das responsabilidades do gestor escolar é cuidar do clima escolar, ou seja, da forma como as pessoas se sentem no ambiente da escola e como elas percebem a qualidade da instituição.
Esse trabalho envolve o monitoramento constante de indicadores educacionais e a promoção de estratégias que melhoram a atmosfera escolar, como mediação de conflitos, comunicação eficiente e gestão democrática.
Neste artigo, você vai descobrir como fazer isso na prática. Vamos lá?
O clima escolar é o conjunto de percepções e expectativas que os membros de uma comunidade escolar (alunos, pais, professores, gestores, profissionais e população local) possuem sobre aquela escola.
Essa avaliação é subjetiva e depende de vários fatores, como:
convívio no espaço escolar;
segurança;
estrutura física;
normas e medidas disciplinares;
conduta ética dos membros;
qualidade do ensino;
desempenho acadêmico;
comunicação escolar;
valorização profissional;
participação da escola em projetos sociais.
Quando o clima escolar é positivo, as pessoas que frequentam a escola se sentem acolhidas, seguras, satisfeitas e dispostas a aprender e ensinar.
Neste tipo de ambiente, os alunos têm mais facilidade de desenvolver suas habilidades, competências e conhecimentos, enquanto os profissionais da escola se sentem mais encorajados a trabalhar com excelência.
Por isso, a atmosfera escolar influencia todo o funcionamento da escola, desde a gestão escolar até o processo de ensino-aprendizagem.
Os interrogatórios incluem perguntas sobre o processo de ensino-aprendizagem, relações sociais, conflitos na escola, regras e sanções, segurança, infraestrutura, relacionamento com a família e a comunidade, gestão escolar e ambiente de trabalho.
Sua escola pode aplicar as pesquisas presencialmente ou enviá-los para os membros preencherem à distância. Para isso, basta utilizar ferramentas digitais como o e-mail, grupos de mensagem ou plataformas educacionais de agenda digital.
8 dicas para melhorar o clima escolar
Confira abaixo 8 dicas para melhorar o clima escolar da sua instituição e veja como o Educacional pode te ajudar:
1. Fortalecer a comunicação escolar
Garantir uma boa comunicação entre a escola, a família e os professores é fundamental para a satisfação dos membros escolares.
Neste sentido, é importante padronizar os processos dessa área da instituição. O ideal é que toda a comunicação fique concentrada em um mesmo canal, a fim de evitar desinformações.
Também é recomendado utilizar um canal de comunicação exclusivo para a escola, que seja bem organizado e atenda às necessidades específicas da instituição escolar, como é o caso da agenda escolar digital.
Na agenda digital da Suíte Educacional, por exemplo, os usuários têm acesso a todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu cada mensagem, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
2. Inovar nas metodologias de ensino
A qualidade do ensino é um dos fatores que mais influenciam na percepção dos estudantes, pais e professores a respeito de uma escola.
Já a solução Robotis contém todos os elementos necessários para um projeto de robótica educacional completo por um preço acessível.
3. Garantir uma gestão democrática
Para que a gestão escolar seja verdadeiramente democrática, é necessário ouvir todas as partes da comunidade escolar e mediar os diferentes interesses, respeitando a diversidade do ambiente escolar.
Por isso, mantenha diálogo ativo com os conselhos escolares, grêmios estudantis e associações de pais e mestres. Tenha uma postura aberta a sugestões, reclamações e elogios e incentive a participação de todos na tomada de decisão.
4. Rever o código de conduta
Outra dica é rever o código de conduta da escola, assim como as normas de convivência e as medidas disciplinares.
Afinal, uma atmosfera escolar positiva envolve o senso de justiça. Os membros da comunidade escolar devem reconhecer que as regras são necessárias para o bom convívio e que as sanções previstas são adequadas.
5. Implantar um programa de mediação de conflitos
A mediação de conflitos é uma excelente estratégia para promover a paz e a segurança na escola.
No livro “Mediação de conflitos na escola”, a professora Maria Torremorrel ensina como implementar um programa de mediação na escola, com a ajuda de profissionais, pais e estudantes.
6. Criar um canal de denúncias anônimas
Crie um canal de denúncias anônimas na sua escola. Essa é uma forma de os estudantes e profissionais se sentirem seguros para reportar comportamentos inadequados, como bullying e violência.
Além disso, o canal de denúncias permite que a gestão escolar tome conhecimento dos casos com antecedência e tome as medidas cabíveis o mais rápido possível.
7. Cuidar do espaço físico
É inegável que o espaço físico exerce uma grande influência na percepção que as pessoas têm de uma escola – tanto as que a frequentam diariamente quanto aquelas que apenas passam em frente, de vez em quando.
Por isso, cuide para manter sua escola sempre bonita, organizada, limpa e bem conservada. Isso envolve o acompanhamento de obras, reformas e manutenções, tanto na estrutura predial quanto nos móveis e equipamentos.
A formação continuada de professores e demais profissionais da escola colabora para a melhoria da qualidade de ensino e ajuda os profissionais a se manterem motivados.
Afinal, nos eventos de formação eles poderão trocar experiências, conhecer novas estratégias de ensino e aprender colaborativamente como enfrentar seus desafios.
Além de aplicar todas as dicas que mencionamos acima, é importante monitorar os resultados das ações e o nível de satisfação da comunidade escolar.
Como fazer isso na prática? Acompanhando dados escolares como taxa de engajamento, frequência escolar, comportamento e número de medidas disciplinares.
Todos esses indicadores podem ser visualizados nos dashboards da Suíte Educacional. É fácil, rápido e intuitivo! A plataforma contém relatórios escolares automatizados e muitas outras ferramentas, como:
Entre os dias 23 e 26 de abril, o Educacional participará do maior evento de tecnologia a inovação da América Latina: a Bett Brasil 2024. O evento é o cenário ideal para compartilhar e debater sobre as mais recentes tendências e soluções educacionais.
Durante a Bett Brasil 2024, gestores educacionais poderão ter conversas mais imersivas com a equipe do Educacional, que destacará as inovações tecnológicas que podem revolucionar a experiência de ensino e aprendizagem nas instituições públicas e privadas.
Com o objetivo de mostrar como a inteligência artificial pode apoiar de forma significativa as escolas de todo país, o Educacional apresentará suas soluções que já contam com a tecnologia.
As conversas acontecerão no stand do Educacional, localizado no espaço P92 da Bett Brasil 2024. Além disso, é possível conhecer mais sobre as soluções no stand da Microsoft, onde a equipe da empresa compartilhará insights sobre a educação.
A participação do Educaiconal na Bett Brasil reforça seu compromisso contínuo com a inovação na educação. A área de negócios da Positivo Tecnologia, busca oferecer soluções que impulsionem o aprendizado e preparem os estudantes para os desafios do presente e do futuro.
Serviço:
Bett Brasil 2024
Data: de 23 a 26 de abril
Local: Expo Center Norte, em São Paulo
Localização do stand do Educacional: P92 e espaço Microsoft
Agendamento de reuniões: Para agendar uma reunião com a equipe do Educacional durante a Bett Brasil, basta clicar aqui!
A sala maker é o ambiente perfeito para os estudantes exercitarem a criatividade e realizarem atividades práticas na escola. Nesse espaço, eles são incentivados a criarem objetos inovadores e consertarem coisas sozinhos. É um lugar de muito recorte, desenho, montagem e programação.
Neste artigo, o Educacional vai explicar o que é uma sala maker e quais as vantagens de tê-la na escola. Boa leitura!
A sala maker é um espaço da escola destinado a atividades do tipo “mão na massa”, como montagem de blocos, construção de robôs, conserto de peças eletrônicas, pintura, desenho, marcenaria, costura e outras atividades práticas.
Geralmente, o espaço maker é decorado e mobiliado de uma forma especial, a fim de incentivar a criatividade dos alunos. Ela é um ambiente de criação, experimentação, protagonismo juvenil, compartilhamento de descobertas e resolução de problemas.
As atividades realizadas na sala maker envolvem tanto os trabalhos manuais quanto o manuseio de tecnologias digitais (engenharia, programação e robótica). O objetivo de todas elas é preparar os alunos para o futuro pessoal e profissional deles.
O que precisa ter em uma sala maker?
Não existem materiais obrigatórios para uma sala maker, já que cada espaço é personalizado de acordo com a proposta pedagógica da escola e a idade dos estudantes.
Porém, veja abaixo algumas ferramentas que podem ser utilizadas:
itens de papelaria: tesoura, papel, lápis, borracha, canetinha, cola, borracha, cartolina, papelão, régua, fita adesiva, tinta, tela de pintura, massa de modelar, algodão, barbante e pó glitter;
itens de marcenaria: alicate, chave de fenda, martelo, prego, parafuso, parafusadeira, óculos de proteção, serrote, trena, lixadeira, cola para madeira.
itens eletrônicos e digitais:kit de robótica, multímetro, impressora 3D, computador, mesa digitalizadora.
outros itens criativos: conjunto de LEGO® Education; kit de costura, miçangas, materiais reciclados.
Além disso, é importante mobiliar a sala com mesas, cadeiras, puffs, armários e prateleiras. Decore o espaço maker com uma iluminação aconchegante e adesivação personalizadas nas paredes.
Vantagens de possuir uma sala maker na escola
A sala maker é a concretização da cultura maker na escola. Por isso, ela traz todos os benefícios da cultura maker, que são:
o despertar da curiosidade para temas curriculares relacionados ao cotidiano;
o desenvolvimento de competências como criatividade, comunicação, colaboração, proatividade, autonomia, inovação, gestão de tempo, gerenciamento de projetos, raciocínio lógico e coordenação motora.
a capacidade de resolver problemas e conduzir projetos;
a habilidade de manusear, compreender e criar tecnologias digitais, inclusive com conhecimentos de programação e robótica;
e a aprendizagem interdisciplinar.
Ao construir um espaço maker na escola, a instituição mostra que está antenada às novas metodologias educacionais. Afinal, na educação 5.0, os estudantes são protagonistas da própria aprendizagem, participando ativamente da construção do conhecimento.
Em consequência disso, os pais se sentem mais satisfeitos com a escola e, os alunos, mais animados para irem à aula.
projeto arquitetônico completo para a sala maker com modelos de placas, elementos visuais, adesivos, paredes planificadas, desenho técnico da sala e mobiliário.
Assim, ao contratar essa solução do Educacional, sua escola está um passo à frente na instalação da sala maker.
É importante lembrar que os conjuntos de LEGO® Education trabalham tanto a robótica e a programação quanto a coordenação motora, o raciocínio lógico e a resolução de problemas. Tudo isso com contação de histórias, personagens lúdicos e atividades online complementares.
A demanda por aulas de programação e robótica nas escolas está crescendo a cada dia no Brasil.
Depois da promulgação da Política Nacional de Educação Digital, essas duas competências se tornaram obrigatórias na grade curricular. Já o mercado de trabalho, impactado pela transformação digital, exige da educação a formação de jovens capazes de utilizar e criar tecnologias digitais.
Por isso, espera-se hoje que a escola ofereça oportunidades de aprendizagem que antes nem eram cogitadas – incluindo programação e robótica.
Neste artigo, o Educacional vai explicar a relação entre essas duas áreas do conhecimento e por que motivos sua escola deve incluí-las na rotina escolar. No final, mostramos como implantar um projeto de robótica e programação. Vamos lá?
A programação e a robótica estão intrinsecamente ligadas, embora a robótica seja mais ampla.
A robótica é um campo multidisciplinar que envolve conhecimentos de mecânica, eletrônica, hidráulica, pneumática, computação e, também, programação.
Enquanto a robótica engloba todo estudo e desenvolvimento dos robôs, a programação assume a função de dar vida a essas máquinas, por meio de instruções precisas.
É possível definir as ações que o robô irá realizar, desde tarefas mais simples, como se movimentar, até as mais complexas, como tomar decisões.
Por isso, em aulas de robótica educacional, o estudante aprende tanto a programar quanto a construir robôs. Além disso, o aluno passa a conhecer os componentes eletrônicos desses sistemas (controladores, sensores, atuadores, efetores, motores e placas de circuito).
Continue a leitura para entender outras habilidades desenvolvidas em aulas de robótica e programação.
Benefícios da programação e da robótica para a formação escolar
Veja abaixo seis vantagens de incluir a programação e a robótica no plano de aula da sua escola:
Assim, ofertar essas aprendizagens na escola é cumprir uma obrigação legal e, também, preparar os alunos para viver em um mundo cada vez mais conectado.
O propósito da educação digital é capacitar os jovens a utilizarem as tecnologias digitais de modo crítico e responsável. É também uma questão de inclusão digital – que, para todos os efeitos, tem tudo a ver com inclusão social.
2. Fortalecimento da aprendizagem em STEAM
Como mencionamos anteriormente, a robótica é um campo multidisciplinar. Ao construir e programar robôs, os alunos precisam aplicar conceitos de diversas áreas e solucionar problemas de forma criativa e inovadora.
Como consequência, ocorre a integração natural de conhecimentos de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM). Ao mesmo tempo, os estudantes colocam a mão na massa e constroem experimentos, criam hipóteses e analisam resultados.
Por envolver experiências práticas, a programação e a robótica facilitam a compreensão de conceitos abstratos da Matemática, levando a melhorias de desempenho na disciplina.
3. Desenvolvimento do raciocínio lógico
Essas duas áreas do conhecimento trabalham bastante o raciocínio lógico, já que envolvem:
decomposição de problemas complexos em partes menores;
identificação de padrões e sequências;
planejamento organizado de cada passo da ação do robô;
definição de sequência lógica de comandos para o robô;
resolução de problemas;
testagem de hipóteses;
busca de alternativas.
criação de algoritmos;
teste e depuração de código;
identificação de falhas e inconsistências;
abstração de conceitos;
generalização de regras.
4. Incentivo à criatividade
Já pensou no entusiasmo dos alunos ao montarem suas próprias invenções? Nas aulas de robótica e programação, eles podem dar vida aos seus próprios projetos, atendendo às necessidades da escola ou da comunidade local.
A resolução de problemas é um dos pilares da robótica educacional e, também, a grande propulsora do avanço tecnológico. Então, que tal construir robôs para ajudar um projeto social da cidade?
Porém, a robótica educacional também pode explorar projetos artísticos, atividades lúdicas e brincadeiras. Afinal, divertir-se faz bem! E a criatividade dos alunos, em si mesma, é uma competência importantíssima para o desenvolvimento.
5. Trabalho em equipe
Durante os projetos de robótica, os alunos conversam bastante e trabalham em grupo para resolver os problemas. É normal que eles se ajudem e superem, juntos, as dificuldades encontradas ao longo do caminho.
De fato, atividades práticas como essas tendem a incentivar a colaboração entre os colegas da turma. Por isso, a programação e a robótica desenvolvem o espírito de equipe.
6. Preparação para o mercado de trabalho
Nem todos os alunos vão trabalhar criando robôs. Porém, as habilidades desenvolvidas nas aulas de robótica vão ajudar todos os estudantes a terem sucesso em suas carreiras.
Isso porque a programação e a robótica desenvolvem a resolução de problemas, a comunicação, a proatividade, a perseverança e outras soft skills.
Além disso, a robótica e a programação estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, tanto em cargos de tecnologia da informação quanto em outras profissões.
Como incluir a programação e a robótica na rotina escolar?
A sua escola pode incluir a programação e a robótica na rotina escolar de duas formas: em horário fixo na grade curricular ou como atividade extracurricular para alunos interessados.
Para avaliar qual é a melhor opção, considere o nível de aprofundamento que você deseja alcançar e o tempo disponível na grade escolar. Pense também na infraestrutura da sua instituição e na preparação dos seus professores para trabalhar com tecnologias digitais.
Independentemente da forma escolhida, a escola vai precisar de:
plano de aula de programação e robótica, totalmente alinhado à BNCC;
e projeto arquitetônico de sala maker com adesivação.
Além disso, o Educacional acompanha todo o processo de implementação do projeto, oferecendo todo o apoio necessário. Quer receber mais informações? Entre em contato com um dos consultores do Educacional e impulsione a sua escola com programação e robótica.
O relatório individual do aluno é um documento que registra o progresso de um estudante durante um período específico (geralmente um bimestre letivo). Elaborado pelo professor ou pelo coordenador pedagógico, ele auxilia as escolas e as famílias a acompanharem os estudantes de perto.
Neste artigo, o Educacional vai mostrar como fazer um relatório manualmente e alguns modelos prontos para você se inspirar. Vamos apresentar, também, uma solução mais prática para o dia a dia que é o relatório automatizado, disponível no Hub Educacional.
O que escrever no relatório individual do aluno?
Cada instituição tem as suas próprias orientações quanto ao relatório individual do aluno.
Alguns relatórios podem ser focados em comportamento, enquanto outros em dificuldade de aprendizagem. Há também os relatórios mais gerais, que tratam de todas as dimensões do estudante.
Considerando este último caso, o relatório geralmente engloba os seguintes tópicos:
Confira abaixo algumas dicas para escrever um relatório objetivo e construtivo.
Como fazer o relatório individual do aluno manualmente?
Algumas escolas ainda elaboram o relatório individual do aluno manualmente, escrevendo-o do zero ou a partir de modelos prontos. Neste caso, é importante tomar alguns cuidados:
1. Identifique o estudante
Comece o relatório identificando o estudante: seu nome completo, sua idade, sua turma e suas principais características.
2. Consulte os dados escolares e as anotações do professor
Para embasar suas considerações, cite dados concretos, como notas, número de faltas, ocorrências e observações em sala de aula. Essas informações deverão estar nos sistemas online da escola ou em documentos impressos da secretaria.
3. Avalie o desenvolvimento do aluno
Com essas informações em mãos, avalie o desenvolvimento do estudante levando em conta as habilidades que ele adquiriu, as dificuldades que ele teve e os pontos em que ele precisa melhorar.
4. Seja claro e objetivo
Evite divagações, frases complexas e termos técnicos. Adote uma linguagem simples e direta, com frases curtas e organizadas. Lembre-se que o relatório deverá ser lido rapidamente e facilmente compreendido pelos pais ou responsáveis.
5. Escreva com respeito e profissionalismo
Tenha cuidado para não usar palavras ofensivas. Escreva com formalidade, profissionalismo, respeito, cordialidade e positivismo. Tente valorizar o que o aluno aprendeu e reconhecer o seu esforço, mesmo quando a situação parecer desanimadora.
Como funciona o relatório automatizado?
Ao invés de escrever o relatório individual do aluno manualmente, sua escola pode utilizar relatórios automatizados, que são gerados automaticamente por plataformas digitais.
Essas plataformas coletam dados dos estudantes em atividades online, questionários e sistemas integrados da escola. Depois, graças à Inteligência Artificial, elas analisam e organizam os dados em relatórios de fácil visualização.
Assim, a escola consegue fazer o acompanhamento pedagógico e dar feedback às famílias em menos tempo e com mais praticidade.
No Hub Educacional, sua escola tem acesso a dashboards de dados dos alunos sobre:
Para ilustrar melhor o tema, reunimos abaixo alguns modelos de relatório individual do aluno:
1. Educação infantil
Aluno:
Data:
Período Letivo:
Turma:
Campos de experiência:
O eu, o outro e o nós:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Corpos, gestos e movimentos:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Traços, sons, cores e formas:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Escuta, fala, pensamento e imaginação:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Outras observações:
Considerações Finais:
Progresso geral:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Recomendações:
Próximos Passos:
2. Ensino Fundamental
Aluno:
Data:
Período Letivo:
Turma:
Áreas do conhecimento:
Linguagens:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Matemática:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Ciências da Natureza:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Ciências Humanas:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Sugestões:
Habilidades Gerais:
Comportamento:
Organização:
Participação em sala de aula:
Responsabilidade:
Aspectos socioemocionais:
Considerações Finais:
Progresso geral:
Pontos fortes:
Áreas de desenvolvimento:
Recomendações:
Próximos Passos:
3. Dificuldade de aprendizagem
Neste bimestre letivo, o {NOME DO ESTUDANTE} apresentou dificuldades de aprendizagem em {CITAR ÁREAS DO CONHECIMENTO, COMPONENTES CURRICULARES OU COMPETÊNCIAS}. O aluno não desenvolveu as habilidades de {CITAR O NOME DAS HABILIDADES}, como estava previsto em sua fase escolar.
Por outro lado, {CITAR PONTOS POSITIVOS DO ESTUDANTE}.
Para ajudá-lo a melhorar seu desempenho escolar, recomendamos que ele participe do reforço escolar a ser realizado no contraturno.
A escola reforça seu compromisso com o aprendizado de todos e conta com a colaboração das famílias para ser bem sucedida neste propósito!
O comunicado escolar é um informativo de caráter oficial emitido pela escola para os pais, estudantes e profissionais da instituição.
Ele pode cobrir vários temas, desde eventos até medidas disciplinares, e pode ser enviado em diferentes formatos (papel, e-mail ou mensagem digital).
Em um mundo cada vez mais conectado, o tradicional comunicado escolar impresso, distribuído aos alunos para levar para casa, está migrando para o formato digital.
Essa mudança trouxe ganhos de eficiência, agilidade, economia, interatividade e sustentabilidade. Veja abaixo como aproveitar esses benefícios na sua escola.
Para garantir que todos os membros da comunidade escolar leiam e compreendam o comunicado, é preciso elaborar uma mensagem clara, objetiva e acessível.
Por isso:
evite termos técnicos e palavras genéricas;
seja conciso, direto ao ponto;
coloque no início do comunicado os pontos mais relevantes;
deixe para o final do comunicado os detalhes do assunto.
escreva os comunicados em fontes grandes e legíveis;
crie versões em áudio para deficientes visuais;
faça versões impressas para pessoas sem acesso à Internet ou a dispositivos digitais ou, então, ligue para elas.
Além disso, é necessário utilizar um canal de comunicação eficiente, que permita:
o envio simultâneo de comunicados para todos os destinatários;
o rastreamento de entrega;
a continuidade de conversas quando houver dúvidas;
a busca facilitada por comunicados anteriores;
a integração com outros sistemas online da escola;
a criação de notificações, lembretes e eventos no calendário.
De fato, as tecnologias digitais têm tornado a comunicação escolar muito mais eficiente, economizando tempo e dinheiro, e ainda melhorando o clima escolar.
7 modelos prontos de comunicado escolar
Precisando de inspiração? Eis alguns modelos prontos para adaptar e enviar aos seus contatos via agenda digital:
1. Não haverá aula
Prezados pais e responsáveis,
Informamos que as aulas do dia {DATA} estão suspensas devido a {MOTIVO DA SUSPENSÃO}.
As atividades serão retomadas na próxima {DATA} em seu horário normal.
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
2. Entrega de notas
Prezados pais e responsáveis,
As notas do {BIMESTRE} já estão disponíveis para consulta. Para acessar o boletim, siga estes passos:
1. Clique no link: {LINK}
2. Faça login com seu usuário e senha.
3. Clique na aba {NOME DA ABA}.
4. Selecione o bimestre desejado.
As notas também serão enviadas por e-mail para o endereço cadastrado na secretaria da escola. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo telefone {NÚMERO DE TELEFONE} ou responda essa mensagem.
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
3. Reunião de pais e mestres
Prezados pais, responsáveis e professores,
Convidamos a todos para a Reunião de Pais e Mestres que será realizada no dia {DATA}, às {HORA}, no {LOCAL}. Sua presença é fundamental para o sucesso da reunião!
Pauta da Reunião: {ASSUNTO DA REUNIÃO}
Aos professores, pedimos que levem o plano de ensino e os relatórios de acompanhamento dos alunos.
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
4. Convite para evento
Prezados pais, responsáveis, alunos e equipe escolar,
Temos a alegria de convidá-los para o {NOME DO EVENTO}, que será realizado no dia {DATA}, às {HORA}, no {LOCAL}.
Programação: {DESCRIÇÃO DA PROGRAMAÇÃO}
Participação especial: {CONVIDADOS ESPECIAIS, SE HOUVER}
Estamos ansiosos por vê-los lá! Confirme a sua presença respondendo a essa mensagem ou ligue para a secretaria da escola pelo telefone {NÚMERO DE TELEFONE}.
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
5. Passeio escolar
Prezados pais e responsáveis,
Comunicamos que a escola fará um passeio com os alunos do {ANO E TURMA} no dia {DATA} para o {LOCAL DO PASSEIO}.
Objetivo: {DESCRIÇÃO DO OBJETIVO DO PASSEIO}
Programação: {INFORMAR HORÁRIOS DE SAÍDA E RETORNO, ATIVIDADES E LOCAL DE ALMOÇO}
Custos: {INFORMAR CUSTOS DO PASSEIO E FORMA DE PAGAMENTO, SE HOUVER}
Autorização: Para participar do passeio, é necessário que os pais ou responsáveis preencham e assinem a autorização que será enviada posteriormente.
Informações adicionais: {DESCREVER OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES, COMO ITENS QUE OS ALUNOS DEVEM LEVAR}
Acreditamos que este passeio será uma experiência enriquecedora para os alunos.
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
6. Ocorrência
Prezados {NOMES DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS},
Informamos que no dia {DATA} houve uma ocorrência na escola envolvendo seu filho(a), {NOME DO ESTUDANTE}.
Descrição da ocorrência: {DESCRIÇÃO BREVE DA OCORRÊNCIA}
Medidas tomadas: {DESCRIÇÃO DAS MEDIDAS TOMADAS}
A escola está à disposição para conversar com os pais e responsáveis sobre o caso.
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
7. Pedido de comparecimento à escola
Prezados {NOMES DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS},
Gostaríamos de agendar uma reunião com vocês para falar sobre o desempenho escolar do seu filho(a), {NOME DO ESTUDANTE}, presencialmente na escola.
Em qual dia e horário vocês têm disponibilidade?
Atenciosamente,
Diretoria da {NOME DA ESCOLA}
Envie mensagens para toda a comunidade escolar em segundos
Com a agenda digital, sua escola pode encaminhar instantaneamente o comunicado escolar para todos os pais, estudantes, professores e demais profissionais.
Diga adeus aos:
comunicados impressos que se perdem nas mochilas;
filas enormes na secretaria para tirar dúvidas;
atraso na entrega de informações importantes.
E dê as boas-vindas para:
uma comunicação escolar eficiente e ágil;
rastreamento de entrega das mensagens;
confirmação de leitura;
canal de diálogo para dúvidas e sugestões;
envio de arquivos multimídia;
criação de grupos específicos para cada turma ou público-alvo;
publicação de tarefas de casa, faltas, notas e datas de prova.
Tenha acesso a tudo isso e muito mais no Hub Educacional. Impulsione a transformação digital da sua instituição com o poder das novas tecnologias!
A tecnologia em sala de aula surge para revolucionar as metodologias de ensino tradicionais, além de tornar o ambiente escolar um local atrativo para os alunos. Quando a educação é contextualizada no dia a dia dos estudantes, a tendência é obter resultados cada vez melhores.
Neste post, vamos apresentar as vantagens de usar a tecnologia em sala de aula e como fazer isso de modo significativo. Confira!
Dados sobre o uso da tecnologia em sala de aula no Brasil
De acordo com a Pesquisa TIC Educação 2022, 78% dos professores de Ensino Fundamental e Ensino Médio convidaram os estudantes a utilizarem tecnologias digitais em sala de aula, no ano de 2022, para realizarem pesquisas sobre o tema abordado em aula.
Segundo a mesma pesquisa, 78% dos estudantes de Ensino Médio utilizaram o celular ou o computador para pesquisar assuntos relacionados ao tema da aula, enquanto 69% usaram para ler textos e 63% para fazer tarefas junto com os colegas.
Entre os docentes que não utilizaram tecnologias digitais em atividades de ensino-aprendizagem, os principais motivos relatados para o não uso foram a falta de infraestrutura e a distração que a tecnologia causa nos alunos.
A pesquisa mostrou que 94% das escolas brasileiras possuem acesso à Internet. Porém, apenas 80% das escolas dão acesso aos alunos e 58% possuem computadores conectados à Internet, destinados aos estudantes.
Na sala de aula, somente 62% das escolas oferecem conexão aos alunos, limitando, assim, o uso da tecnologia neste ambiente.
Esse dado é lamentável porque o uso da tecnologia em sala de aula traz muitas vantagens para a escola, como veremos a seguir.
Vantagens da tecnologia em sala de aula
Existem diversas vantagens de utilizar a tecnologia em sala de aula, principalmente para o aprendizado e a gestão escolar. Confira abaixo os benefícios:
Melhoram o engajamento
As ferramentas digitais são, por natureza, interativas e dinâmicas. Isso resulta em maior engajamento dos estudantes, tanto com o conteúdo quanto com os colegas, em atividades em grupo.
Facilitam a gestão da informação
Algumas tecnologias educacionais coletam e processam dados dos usuários, criando, automaticamente, relatórios com informações valiosas, tais como:
número de atividades realizadas por aluno, turma, escola e rede de ensino;
nível de proficiência em determinado componente curricular ou área do conhecimento;
nível de desenvolvimento de habilidades e competências específicas;
taxa de acertos e erros;
tempo médio de interação;
assuntos em que os alunos apresentaram dificuldades;
histórico de evolução de cada estudante;
frequência escolar;
e perfil socioemocional.
Esses dados orientam o professor e também ajudam a equipe de gestão escolar a tomar decisões mais assertivas.
No método STEAM, os processos de engenharia e tecnologia são empregados para a resolução de problemas, aplicando conhecimentos de ciências, matemática e artes.
Na robótica educacional, os alunos aprendem a programar e montar robôs com kits de robótica.
No ensino híbrido, os alunos e professores utilizam recursos educacionais digitais em sala de aula.
E, na gamificação, os jogos educacionais digitais possibilitam o aprendizado interativo, imersivo e lúdico.
Desenvolvem competências digitais
Talvez o principal motivo para inserir a tecnologia em sala de aula é que a escola tem a responsabilidade de ensinar os alunos a usarem as tecnologias de modo responsável, ético, crítico e empreendedor.
As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) já fazem parte da vida dos alunos, mas nem sempre eles possuem as competências digitais bem desenvolvidas.
Desafios para a utilização da tecnologia em sala de aula
Apesar da necessidade de utilizar a tecnologia em sala de aula, muitas escolas deixam a desejar nesse aspecto, por conta de alguns desafios:
Infraestrutura
Como mencionamos anteriormente, nem todas as escolas possuem Internet para os alunos. Para garantir esse acesso, é necessário ter conexão de boa qualidade, além de dispositivos como computadores, tablets e notebooks; manutenção constante dos equipamentos e equipe para suporte técnico.
Falta de capacitação dos professores
Outra dificuldade está na falta de capacitação dos professores para utilizarem tecnologias digitais.
Quando a tecnologia é inserida em sala de aula, há o risco de utilizá-la de forma prejudicial ou ineficiente.
O uso é prejudicial quando os alunos encaram o smartphone ou o computador como um meio de entretenimento, e não de aprendizado, se distraindo da aula.
E ele é ineficiente quando os professores não sabem orientar os alunos, por falta de capacitação, ou quando as ferramentas digitais utilizadas são pouco proveitosas para o objetivo da aula.
A escolha dos recursos educacionais digitais deve sempre estar alinhada com o planejamento pedagógico. Sem isso, as escolas cometem o erro de “usar a tecnologia pela tecnologia”, sem propósito algum.
Como usar a tecnologia em sala de aula?
Como antecipado no último tópico, a seleção dos recursos educacionais digitais mais apropriados para a aula é o primeiro passo a ser seguido pelo professor.
O docente deve se perguntar quais materiais e ferramentas vão complementar o conteúdo exposto em aula e auxiliar os alunos a desenvolverem determinada habilidade.
São exemplos de atividades com tecnologia em sala de aula:
exibir um vídeo;
aplicar um questionário online;
passar um game educativo;
acompanhar a leitura de um e-book;
montar um robô com os estudantes;
supervisionar a resolução de exercícios em uma plataforma digital de aprendizagem;
e pedir para os alunos pesquisarem sobre um tema.
Por outro lado, o coordenador pedagógico e o gestor escolar devem apoiar o professor no planejamento das aulas, disponibilizando um acervo apurado e diversificado de REDs, como a Suíte Educacional.
Também é responsabilidade da equipe gestora:
realizar treinamentos com os docentes;
prover conexão à Internet de qualidade;
garantir uma boa infraestrutura na escola;
supervisionar a atuação do professor em sala de aula.
Para evitar distrações por parte dos alunos, é recomendado utilizar uma plataforma de aprendizagem, que é um ambiente virtual exclusivo para o aprendizado.
A Suíte Educacional possui várias plataformas de aprendizagem, de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, STEAM, robótica e educação socioemocional, para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Suíte Educacional: plataforma educacional completa que reúne mais de 30 soluções educacionais, da área pedagógica, de gestão escolar e integração tecnológica;
Robotis: kits LEGO® Education, formação para professores e orientação pedagógica para fortalecimento da aprendizagem STEAM;
Aprimora: plataforma de aprendizagem adaptativa e gamificada para fortalecer o ensino de Língua Portuguesa e Matemática. Atualmente, está exclusivamente disponível na Suíte Educacional.
Pense Mais: plataforma de aprendizagem para desenvolvimento do pensamento matemático, STEAM e resolução de problemas. Também é exclusivo da Suíte Educacional atualmente.
Mesa Educacional: solução de apoio à alfabetização e inclusão escolar. Com capacidade para até 6 estudantes, a Mesa é formada por vários blocos de letras, desenhos, sinais em Braille e animações em Libras, conectados a uma tela de computador.
Nos últimos 29 anos, impactamos mais de 14 mil escolas públicas e privadas, em mais de 40 países.
O propósito do Educacional é impulsionar a transformação digital da educação e ajudar as escolas a utilizar tecnologia em sala de aula, de forma inovadora e estratégica, pedagogicamente.
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