A gamificação torna a aprendizagem mais leve, divertida e significativa. Por isso, ela é empregada no mundo inteiro por escolas, universidades e empresas, em atividades educativas e treinamentos corporativos.
Mas o que torna os jogos tão engajadores? Por que eles atraem tanto a nossa atenção? E quais são as aplicações da gamificação na educação? Entenda as respostas para essas perguntas lendo o artigo até o final.
Gamificação é uma metodologia de ensino que emprega elementos típicos de jogos para motivar os estudantes e melhorar o desempenho escolar, tais como:
competições;
prêmios;
desafios;
narrativas lúdicas;
personagens fictícios;
objetivos e regras claras;
divisão da jornada em níveis ou fases;
motivação constante;
feedback imediato, com identificação dos erros e acertos;
elementos divertidos;
abstração da realidade;
e cooperação com outros jogadores.
Para ser devidamente enquadrado como metodologia ativa de aprendizagem, a gamificação precisa estar centrada no aluno. O estudante deve sair da posição cômoda, de mero receptor de informações, e se posicionar como construtor das próprias habilidades, conhecimentos e valores.
O papel do professor, nessa perspectiva, é de mediador, orientador e supervisor do processo.
Segundo o livro Gamification by Design, as pessoas são motivadas a jogar por quatro motivos:
para dominarem determinado assunto;
para aliviarem o estresse;
para se entreterem;
para socializarem.
Além disso, o jogador se diverte tanto na busca pela vitória quanto na exploração de um novo universo, vivenciando sensações inéditas e interagindo com outros jogadores.
É importante salientar que o jogador não acompanha uma história, ele “vive” a narrativa, de forma totalmente imersiva.
Todas essas características contribuem para uma aprendizagem significativa, fortalecida pelo alto interesse e pela atenção focada.
Vantagens da gamificação para a aprendizagem
Estudos recentes revelam que a gamificação tem o poder de transformar o ambiente de aprendizado em um espaço dinâmico e interativo, aumentando a motivação dos alunos.
Eles evidenciam o potencial da gamificação como uma ferramenta eficaz na educação moderna e apontam que a grande vantagem dessa metodologia está no seu alto poder de engajamento.
Quando o aluno se torna um participante do jogo, a tendência é que sua dedicação aumente. Ele tem uma motivação a mais para aprender, atraído pelo desejo de vencer. Além disso, ele acaba passando mais tempo estudando, muitas vezes sem nem perceber.
Como fruto desse engajamento, o estudante assimila os conteúdos com mais facilidade. Até mesmo componentes curriculares popularmente considerados difíceis, como Matemática e Física, são melhor compreendidos.
Outras vantagens da gamificação são:
aprendizagem lúdica e divertida;
retenção da atenção;
mais interação entre os colegas;
aulas mais dinâmicas;
desenvolvimento de habilidades socioemocionais como autonomia, autoconfiança, perseverança, colaboração e respeito.
Como aplicar a gamificação na educação?
A escola pode explorar a gamificação por meio de brincadeiras, competições, jogos físicos e jogos educacionais digitais alinhados ao currículo.
Em todas as atividades, é preciso ter clareza dos objetivos pedagógicos. Desde o planejamento até a execução e avaliação, as habilidades que se deseja desenvolver não podem ser perdidas de vista.
De acordo com o livro Gamificação na Educação, as principais características de uma estratégia educacional gamificada são:
missão bem definida;
sistema de pontuação eficiente;
narrativa envolvente e coerente;
tarefas claras;
criatividade.
Assim, a escola deve criar seus próprios jogos ou utilizar modelos prontos. No contexto digital, o mais prático é adquirir uma plataforma digital com vários games educativos, como é o caso do Aprimora e Pense Mais.
Também é importante ter cuidado para evitar conflitos durante o uso da gamificação em sala de aula.
Algumas dicas para aplicar gamificação na educação de forma saudável são:
1. Defina objetivos claros
Antes de iniciar o jogo, defina objetivos claros e específicos para o que deseja alcançar. Isso ajudará a garantir que a brincadeira esteja alinhada com os objetivos pedagógicos.
2. Foque no processo, não no resultado
Em vez de focar apenas no resultado final, foque no processo de aprendizado. Isso ajudará a reduzir a competição e a ênfase no vencedor.
3. Promova a colaboração
Promova a colaboração entre os alunos, incentivando-os a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Isso contribui para promover a cooperação.
4. Inclua todos os alunos
Inclua todos os alunos na gamificação, independentemente de suas habilidades ou necessidades. Isso auxilia a promover a inclusão.
Seguindo essas dicas, é possível evitar competições não saudáveis, brigas e frustrações desnecessárias.
Exemplos de atividades gamificadas
Para tornar o assunto mais palpável, listamos abaixo alguns exemplos de atividades gamificadas na educação:
Jogos físicos: dominó matemático, dominó de sílabas e tabuleiro de formação de palavras;
Jogos digitais: jogos virtuais que envolvam conceitos de letramento e desafios matemáticos, jogos em primeira pessoa para resolução de problemas e quizzes on-line sobre conteúdo curricular;
Brincadeiras: caça ao tesouro com pistas envolvendo o assunto estudado em sala, batata-quente para revisão de conteúdo (quem ficar com a batata na mão responde a uma pergunta);
Concurso ou competição: bingo de números ou sílabas, concurso de leitura, torneio de robótica;
Sistema de pontos e recompensas: pequenos mimos para quem entregar todas as tarefas de casa, ranking de pontos em plataformas de aprendizagem e troféu virtual para vitória em jogo educativo online.
As tecnologias digitais estão ajudando as escolas do mundo todo a melhorarem o processo de ensino-aprendizagem e a gestão escolar. Aplicativos e plataformas educacionais se tornam cada vez mais comuns na rotina escolar, em vista dos muitos benefícios trazidos pela tecnologia na educação.
Atualmente, existem inúmeras plataformas escolares no mercado, para diversas finalidades. Conhecer todas elas é praticamente impossível para um gestor escolar, considerando a sua ampla lista de afazeres. Além disso, é preciso ter expertise em tecnologia para avaliar as melhores soluções deste nicho.
Por isso, o Educacional selecionou as melhores ferramentas do mercado e reuniu-as em um único ambiente virtual – o Hub Educacional. O objetivo é sanar as principais necessidades da escola e facilitar o acesso à tecnologia.
Confira neste artigo todos os aplicativos e plataformas educacionais disponíveis no Hub Educacional, assim como as funções de cada uma.
Table of Contents
O que são as plataformas educacionais?
As plataformas educacionais são plataformas digitais voltadas para a educação. São sistemas que reúnem conteúdos, ferramentas e canais de comunicação, visando o progresso dos estudantes.
As características de cada plataforma variam bastante, de acordo com o objetivo e o público-alvo.
Algumas plataformas educacionais são focadas no processo de aprendizagem, enquanto outras se destinam à gestão escolar. Algumas são projetadas para estudantes, outras para professores, gestores, pais e responsáveis.
Tudo depende do tipo de plataforma.
Principais tipos de plataforma educacional
As plataformas educacionais podem ser classificadas de várias formas:
por nível de escolaridade: para Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Ensino Superior;
por modalidade de ensino: ensino a distância (EaD), ensino presencial ou ensino híbrido;
por finalidade: plataforma de aprendizagem, plataforma de gestão escolar, sistema de matrículas, biblioteca digital, agenda escolar digital, entre outras;
Conheça um pouco mais sobre os principais tipos de plataforma educacional:
Plataforma de aprendizagem
Plataforma destinada ao processo de ensino-aprendizagem e com foco no estudante. Contém videoaulas, textos, atividades, jogos e testes. Pode ser utilizada em sala de aula ou em casa, como complemento ao ensino presencial.
Plataforma de aprendizagem adaptativa
Plataforma de aprendizagem que utiliza Inteligência Artificial para personalizar a experiência do aluno. Após identificar o nível de proficiência do usuário, o sistema ajusta os conteúdos para o seu perfil.
Plataforma de aprendizagem gamificada
Plataforma de aprendizagem que usa recursos próprios de jogos, como rankings, troféus, missões e desafios. Ela torna o aprendizado divertido, aumentando o engajamento dos estudantes.
Plataforma de gestão escolar
Plataforma que otimiza tarefas de gestão escolar como formação de turmas, organização financeira, calendário escolar, análise de indicadores educacionais, elaboração de relatórios e avaliações.
Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
Ambiente virtual completo para suporte ao ensino a distância (EaD). Geralmente, o AVA inclui lições, vídeos, atividades, avaliações, canal de dúvidas, boletim e emissor de boletos para pagamento.
Biblioteca digital
Acervo de e-books que podem ser lidos em diferentes dispositivos (celulares, tablets, e-readers, notebooks e computadores). Para fazer a leitura, o estudante deve solicitar uma locação pela plataforma e usufruir do material enquanto estiver reservado. Depois, o livro se torna disponível para novas locações.
Sistema de matrículas
Ambiente digital que permite a realização de matrículas à distância.
Sistema de controle de frequência
Plataforma de controle de frequência dos estudantes e, eventualmente, dos profissionais da escola.
Plataforma de monitoria
Plataforma destinada à orientação dos estudantes e ao esclarecimento de dúvidas, sejam elas relacionadas ao conteúdo curricular ou ao processo de escolha da profissão (orientação vocacional).
Vantagens de usar aplicativos e plataformas educacionais
O papel das plataformas digitais na educação vai muito além da continuidade dos estudos em situações de emergência, como ocorreu na pandemia da Covid-19.
Os aplicativos e plataformas educacionais trazem muitos benefícios para as escolas, mesmo quando há aulas regulares e presenciais, porque melhoram a qualidade do ensino e otimizam a gestão escolar.
Segundo a pesquisa TIC Educação 2022, 33% das escolas brasileiras utilizam plataformas ou ambientes virtuais de aprendizagem.
Eis algumas vantagens de usar essas ferramentas:
personalização do ensino;
flexibilidade para acessar os conteúdos em qualquer hora e em qualquer lugar, por meio de diferentes dispositivos;
alto engajamento e interatividade;
agilidade no feedback ao estudante;
geração automática de relatórios escolares, o que melhora a visibilidade de resultados, lacunas de aprendizagem, problemas e riscos de evasão escolar;
não sobrecarrega os profissionais da escola nem altera o horário escolar.
Aplicativos e plataformas educacionais para impulsionar sua escola
Veja abaixo os melhores aplicativos e plataformas educacionais, tanto de gestão escolar quanto da área pedagógica:
De gestão escolar
As ferramentas de gestão escolar são focadas em análise de dados, relatórios escolares, avaliação, organização e comunicação com os pais e colaboradores da escola.
O Hub Educacional possui cinco plataformas de gestão escolar:
1. D2L
A D2L é um sistema de gestão da aprendizagem, também conhecido como Learning Management System (LMS). Ele possibilita o acompanhamento de frequências, a publicação de comunicados, a automatização de lembretes e o compartilhamento de materiais didáticos, fotos e vídeos.
A plataforma também permite a visualização do progresso dos estudantes, a criação de atividades online e a elaboração de avaliações personalizadas.
A D2L favorece a gestão da informação e da comunicação no ambiente escolar, além de impulsionar o ensino híbrido.
2. Max.IA
A Max.IA é uma plataforma de avaliação escolar munida de Inteligência Artificial. Nela, os professores podem criar avaliações automáticas e personalizadas, a partir de um amplo banco de questões.
Uma de suas funcionalidades é a opção de aumentar o nível de dificuldade dos testes para os alunos acima da média e diminuí-lo para os alunos abaixo da média da turma. Incrível, não é?
A plataforma também coleta os dados dos alunos em relação ao perfil cognitivo, psicométrico e comportamental deles. O objetivo é identificar e prever lacunas de aprendizagem.
Baseada nesses dados, a Max.IA recomenda atividades e conteúdos curriculares para o usuário, de acordo com o seu perfil. Os exercícios são gamificados e divertidos.
Além disso, a Max.IA gera relatórios e diagnósticos inteligentes para professores, gestores e familiares. Toda a plataforma é adaptável ao sistema pedagógico e avaliativo da escola.
3. NEDU
A NEDU é uma plataforma de dados escolares, que reúne relatórios inteligentes, dashboards personalizados e recomendações baseadas em indicadores educacionais.
Na plataforma, o gestor escolar acompanha o desempenho, o comportamento e a frequência dos alunos. Isso ajuda a escola a identificar com antecedência os estudantes com risco de evasão e, com isso, tomar medidas preventivas a tempo.
Os dados também incluem a taxa de inadimplência, os custos operacionais, a eficácia do ensino e a satisfação das famílias.
4. Tell me
O Tell me é um aplicativo de agenda escolar digital que permite a comunicação rápida e eficiente entre a escola, os alunos e as famílias.
Nele, é possível acessar rapidamente todos os avisos, tarefas de casa, faltas, datas de prova, notas escolares, eventos, mensagens da equipe pedagógica e informações financeiras.
O Tell me também gera notificações, lembretes e calendários, auxiliando as famílias na organização de suas rotinas e evitando esquecimentos.
Já o diretor escolar consegue acompanhar quem visualizou e respondeu as mensagens, além de monitorar os avisos enviados pelos professores.
5. HubLab – LearnLab
Um ambiente com diversas aplicações que potencializam a criatividade, ampliando o conceito de Ecossistema Hub Educacional ao integrar ferramentas desenvolvidas especialmente para a educação, tais como: autoria de livros digitais, criação de mindmaps colaborativos, podcasts e vídeos, dentre outras.
A solução apoia o uso de metodologias ativas em sala de aula, com integração a plataformas populares como Google e Microsoft, incluindo uma ferramenta de Inteligência Artificial integrada tanto para auxiliar alunos quanto para apoiar professores na construção de aulas e feedbacks.
Indicado para todas as etapas de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Pedagógicos
Os aplicativos e plataformas educacionais da área pedagógica são voltadas ao processo de ensino-aprendizagem, com o objetivo de melhorar a proficiência dos alunos e desenvolver habilidades específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Desenvolvida pelo Educacional, a plataforma usa Inteligência Artificial para adaptar os conteúdos de acordo com o ritmo e o nível de proficiência do estudante.
O Aprimora contém vários desafios de Língua Portuguesa e Matemática, com elementos de ludicidade, a fim de tornar a aprendizagem divertida e engajadora.
Na plataforma, o professor e o gestor escolar conseguem visualizar o desempenho de cada estudante, turma ou escola, em tempo real. Assim, as dificuldades de aprendizagem, bem como as potencialidades de cada aluno, podem ser facilmente identificadas.
O Aprimora é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
7. Pense Mais Educacional
Outra plataforma desenvolvida pelo Educacional é o Pense Mais. Seu objetivo é desenvolver o pensamento matemático, a partir de problemas da vida real e atividades lúdicas.
Assim como o Aprimora, o Pense Mais é destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais.
8. Árvore
A Árvore é uma plataforma digital de leitura, com mais de 50 mil e-books e audiobooks. Durante a leitura, os estudantes interagem com recursos de gamificação e exercícios baseados na obra. Todas as atividades são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular.
A plataforma também faz recomendações de livros para os usuários, de acordo com as suas preferências, idade e segmento escolar.
Com a Árvore, a escola tem acesso a um acervo diversificado de obras, que podem ser exploradas em qualquer dispositivo e em qualquer lugar.
A plataforma ainda conta com ferramentas de nivelamento: a equipe gestora consegue indicar aos alunos obras que se adequem ao nível de leitura de cada um, conforme o padrão F&P (Fountas & Pinnel).
Além disso, a Árvore inclui revistas, jornais, dicionário integrado, livros em Inglês e dashboard com relatórios.
9. Bibot
Ainda na área de leitura, outra plataforma educacional muito útil para as escolas é o Bibot. Essa biblioteca digital interativa reúne livros de diversas editoras e autores, desde obras clássicas até novos sucessos da literatura.
As categorias abrangem ficção, aventura, crônica, poesia, história, filosofia, redação e muito mais.
A biblioteca também é gamificada e possui exercícios alinhados à BNCC. Ao completarem suas leituras e atividades, os estudantes acumulam pontos e sobem em rankings locais, regionais e nacionais.
Os alunos leem os títulos selecionados pelos professores (que ficam disponíveis na Trilha do Conhecimento do usuário), mas também podem explorar o acervo e adicionar livros à Lista de Favoritos.
10. Descomplica
O Descomplica é um ambiente virtual de aprendizagem voltado para os estudantes do Ensino Médio, com foco na preparação para o Enem e outros vestibulares.
Ele oferece videoaulas (ao vivo e gravadas), simulados, material didático interativo, ambiente para produção de redação e plantão de dúvidas 24 horas por dia, sete dias por semana.
Cada estudante recebe um plano de estudo para organizar sua rotina e aprender de forma autônoma. As escolas podem usufruir dessa ferramenta como um meio de flexibilizar e personalizar o ensino, de acordo com as necessidades de cada aluno.
11. Educacross
O Educacross é um aplicativo de jogos educacionais digitais, destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais. São mais de 2.000 jogos alinhados à BNCC, que trabalham alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática e Lógica.
Os games são organizados pelo professor, que pode utilizar as trilhas de aprendizagem da plataforma ou criar uma nova trilha.
Ao interagir com a ferramenta, o estudante gera dados que são transformados em relatórios de desempenho. Assim, os gestores e professores acompanham facilmente os indicadores pedagógicos do aluno, da turma, da escola e da rede de ensino.
12. Elefante Letrado
O Elefante Letrado é uma plataforma digital de leitura gamificada, que contém livros digitais, games e atividades interativas para alunos de todas as idades.
A plataforma possui um amplo acervo de livros, divididos por gênero, editora e etapa de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental Anos Iniciais ou Ensino Médio).
O Elefante Letrado inclui também: biblioteca para o professor; teste online de fluência leitora; audiobooks; livros em Inglês; metas individuais de leitura, dashboard de relatórios e gravação de áudio da leitura dos estudantes.
13. Estante Mágica
A Estante Mágica é um aplicativo e, também, uma plataforma escolar que ajuda os estudantes a escreverem e ilustrarem seus próprios livros.
Cada história é publicada em formato digital e transformada em game. Há ainda a opção de comprar a versão impressa do livro, como forma de recordação. No final do projeto, a escola organiza um evento de autógrafos para celebrar a conquista dos estudantes.
Criada em 2009, a Estante Mágica já lançou mais de 2 milhões e meio de livros produzidos pelas crianças.
14. Arukay
Arukay é um sistema de aprendizagem co-curricular voltado para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Nele, o estudante tem acesso ao ensino do pensamento computacional e diversas linguagens de programação de diferentes níveis, auxiliando no desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas e contribuindo para o aprendizado de forma gamificada e interativa.
Os projetos da Arukay são estruturados na metodologia Machine Learning e STEAM, levando a interdisciplinaridade em Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática para os estudantes.
15. Inventura
Solução para o Ensino Fundamental que integra uma proposta multidisciplinar de STEAM – termo em inglês que conceitua a união dos conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática e Artes, com o objetivo de potencializar a aprendizagem e a resolução de situações-problema.
O Inventura incentiva o uso da tecnologia em práticas maker, ao integrar materiais físicos e digitais: livro do aluno, livro do professor, placa BBC micro:bit e componentes de hardware/eletrônicos, além de ambiente de programação, ambiente online e aplicativo.
16. Robomind
A Robomind é uma solução de robótica educacional que utiliza kits de LEGO® Education. Ele também possui uma plataforma digital de suporte com planos de ensino e conteúdos didáticos, em forma de textos, vídeos e jogos.
Destinado a todas as fases de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, a Robomind desenvolve competências digitais, cognitivas e socioemocionais, como criatividade, inovação e proatividade, formando uma nova geração de empreendedores.
17. Vivadí
A Vivadí é uma plataforma educacional focada em habilidades socioemocionais e voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.
A metodologia da plataforma é dividida em quatro pilares, alinhados à BNCC, que são: autogestão, colaboração, adaptabilidade e comunicação. Os estudantes passam por videoexperiências diárias, baseadas em storytelling, e respondem autoavaliações sobre o estado emocional atual.
Os gestores e professores podem acompanhar a evolução dos estudantes por meio do painel de dados. Além disso, eles podem adicionar informações sobre comportamento e participação dos alunos na escola, a fim de complementar os relatórios.
18. Seren
Já o Seren é um aplicativo de experimentação vocacional que tem o objetivo de ajudar os estudantes do Ensino Médio a escolherem suas futuras profissões.
O aplicativo conecta os alunos a profissionais de diversas áreas, em conversas ao vivo, para que eles conheçam a rotina dos especialistas e tirem suas dúvidas sobre cada carreira.
O Seren também utiliza Inteligência Artificial para mostrar as profissões mais alinhadas ao perfil do aluno, de acordo com suas interações no aplicativo.
19. Tecteca
A Tecteca é um aplicativo de apoio à leitura infantil. Ele é destinado à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em especial aos primeiros e segundos anos.
Nele, os alunos têm acesso a um acervo de livros digitais exclusivos, que incentiva e desenvolve a fluência leitora. Além disso, disponibiliza aos gestores e professores relatórios que incluem métricas por aluno e por turma.
20. FazGame
O FazGame é uma plataforma gamificada de incentivo à leitura e produção textual. Ele dá aos estudantes a oportunidade de criarem seus próprios jogos narrativos, desenvolvendo suas habilidades de escrita, criatividade e imaginação.
A plataforma inclui trilhas de aprendizagem, com todas as orientações para os professores e estudantes começarem a criar seus jogos.
O FazGame impulsiona a aprendizagem em Língua Portuguesa e o protagonismo juvenil e, ainda, gera relatórios de acompanhamento para os gestores escolares.
21. Escribo
O Escribo é um aplicativo de jogos educacionais das áreas de Língua Portuguesa e Matemática. Destinado aos alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, o app cria jornadas personalizadas de aprendizagem e permite a avaliação interativa dos estudantes, em tempo real.
A ferramenta também gera relatórios de desempenho para acompanhamento dos gestores.
22. Robotis – LEGO® Education
Plataforma de atividades da LEGO® Education, com foco em robótica e STEAM. Ela foi desenvolvida para apoiar as aulas com LEGO® Education – um dos recursos pedagógicos mais populares do Brasil e do mundo.
Contém desafios para todas as idades, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Seu objetivo é fazer com que os alunos aprendam brincando, enquanto desenvolvem habilidades do século XXI.
23. Plethora
Destinado ao Ensino Fundamental Anos Iniciais e Anos Finais, a Plethora é uma plataforma de aprendizagem gamificada que trabalha o pensamento computacional.
Durante os jogos, os alunos constroem e completam sentenças lógicas que constituem regras para a resolução de problemas.
A plataforma possui vários planos de aula, com a opção de personalizar o nível de dificuldade e compartilhar os desafios com outros membros da comunidade online.
24. Espaço infantil
O Espaço infantil é um ambiente virtual de aprendizagem para a Educação Infantil, que contém jogos, histórias, músicas e vídeos.
As atividades são divididas em três temáticas (floresta, fazenda e mar), as quais despertam a curiosidade das crianças e auxiliam no processo de alfabetização, letramento, numeracia e compreensão textual.
25. Stift
O Stift é um aplicativo de plantão de dúvidas que conecta estudantes e professores da escola. Ele permite que os alunos enviem suas dúvidas de forma online, pelo celular, e recebam respostas completas dos monitores da instituição.
As perguntas podem ser enviadas via texto, foto, vídeo ou áudio. Depois de receber a resposta, o aluno pode fazer uma réplica, caso continue com alguma dúvida.
Trata-se de uma solução muito útil para complementar ou substituir o plantão de dúvidas tradicional, com potencial de impulsionar os resultados de aprendizagem da escola.
26. Eduqz
O Eduqz é uma plataforma escolar de revisão de textos online, voltada ao Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio.
Na ferramenta, os corretores podem enviar áudios, circular, sublinhar e riscar trechos do texto, a fim de facilitar o feedback.
Além de corrigir os textos enviados pelos estudantes, a plataforma oferece cursos e videoaulas sobre redação. O Eduqz também gera relatórios com os principais dados dos estudantes para acompanhamento dos professores e gestores.
27. Aval.IA
O Aval.Ia é uma plataforma educacional que coleta dados dos estudantes em relação ao nível cognitivo, psicométrico e comportamental, a fim de prever e corrigir lacunas de aprendizagem.
A plataforma recomenda atividades para os alunos de acordo com o perfil de cada estudante e cria avaliações automáticas, adaptadas ao plano de ensino da instituição. Além disso, ela gera relatórios relevantes para os professores e gestores.
O Aval.Ia atende os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
28. Tindin
Um ambiente virtual de aprendizagem gamificado, com foco na educação financeira. Na Tindin, cada aluno tem seu avatar e se movimenta por uma cidade com vários ambientes de interação. Nessa ilha virtual, a escola pode desenvolver diversas atividades, como aulas ao vivo, trilhas pedagógicas, trabalhos interdisciplinares, conteúdos em texto, áudio e vídeo.
Hub Educacional: uma plataforma; mais de 30 soluções
O Hub Educacional é uma plataforma digital completa, que reúne diversos aplicativos e plataformas educacionais no mesmo ambiente virtual. São mais de 30 soluções da área pedagógica, de gestão escolar e de integração tecnológica.
Na plataforma, sua escola tem acesso às melhores tecnologias de forma ágil e prática, com um só login e senha por usuário. Assim, a instituição não precisa se preocupar com inúmeras senhas de vários membros da comunidade escolar.
Além disso, o Hub Educacional atende às principais necessidades da escola, englobando:
ensino de Língua Portuguesa;
ensino de Matemática;
ensino de Ciências da Natureza e Ciências Humanas;
Impulsione a transformação digital da sua escola! Entre em contato com um dos nossos consultores para adquirir a plataforma educacional mais completa do mercado, com pacotes flexíveis.rmas educacionais de edtechs parceiras, a fim de entregar as melhores tecnologias.
Dois anos e meio depois da retomada das aulas presenciais, os efeitos da pandemia na educação ainda são perceptíveis: dificuldades de aprendizagem, atraso na alfabetização e desigualdades educacionais profundas. Nesse cenário, a recomposição de aprendizagem é o único caminho para reduzir as sequelas.
Como afirmou a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, Cláudia Costin, em entrevista à Revista Oeste, os problemas causados pela pandemia vão demorar mais de dois anos para serem resolvidos, em um longo processo de recomposição de aprendizagens.
Neste artigo, vamos explicar as etapas dessa estratégia pedagógica e mostrar como a tecnologia pode acelerar os resultados de aprendizagem dos alunos.
Segundo o estudo “Recomposição das aprendizagens em contexto de crise” elaborado pelo Instituto Natura e pela Fundação Lemann, a recomposição de aprendizagem é um conjunto de estratégias educacionais cujo objetivo é preencher lacunas de aprendizagem no contexto pós-pandemia.
Essas estratégias podem variar de programa para programa, mas geralmente incluem:
Existem três tipos de abordagem dentro da recomposição de aprendizagem, sendo a terceira a mais recomendada pelo Instituto Natura:
remediação (apoio para toda a turma);
intervenção (apoio apenas para os alunos com dificuldade de aprendizagem, geralmente dividindo a turma em três grupos);
aceleração (apoio apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem, focando nas lacunas mais críticas para recuperar o atraso).
Nos programas de aceleração de aprendizagem, a escola ou rede de ensino identifica as principais perdas de aprendizagem, preenche essas lacunas rapidamente e guia os estudantes de volta ao nível em que deveriam estar.
Esse método é muito interessante porque, quanto mais atrasados ficam os alunos, maior é a desmotivação deles e mais alta é a chance de evasão. Por isso, acelerar o processo é a melhor forma de recompor aprendizagens.
Qual é a diferença entre recomposição, reforço e recuperação?
Apesar de constantemente confundidos, os termos “recomposição”, “reforço” e “recuperação” não são sinônimos.
Enquanto a recuperação escolar busca novas abordagens para o ensino de um conteúdo que o estudante já viu, mas, por algum motivo, não aprendeu, a recomposição mira em conceitos que o aluno nem teve a oportunidade de aprender, por conta do isolamento social.
Além disso, a recuperação é realizada exclusivamente no final do bimestre, após a divulgação das notas escolares, para aqueles que não obtiveram média suficiente.
Em contrapartida, o reforço escolar acontece ao longo do ano letivo, no contraturno, para auxiliar os estudantes com qualquer dificuldade de aprendizagem.
Como a pandemia afetou a aprendizagem dos alunos?
O cenário educacional do Brasil já enfrentava vários desafios antes da pandemia. No entanto, o fechamento das escolas por quase dois anos em decorrência do Covid-19 agravou alguns problemas, como veremos a seguir.
Perdas de 4 a 10 meses de aprendizagem
Apesar de os alunos terem continuado a estudar durante a pandemia por meio das aulas remotas, várias pesquisas mostraram que houve perda de 4 e 10 meses de aprendizagem em linguagens e matemática, dependendo da cidade e da etapa de ensino. Os dados foram divulgados pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em nota técnica de dezembro de 2022.
A avaliação constatou quedas em Língua Portuguesa e Matemática em todas as etapas de ensino, em relação à última edição de 2019. Porém, no 2º ano do Ensino Fundamental a perda foi maior: passou de 750 para 725 pontos em Língua Portuguesa e de 750 para 741 pontos em Matemática.
Impacto na alfabetização
Um dos motivos dessa queda em Língua Portuguesa no 2º ano do Ensino Fundamental foi a não concretização da alfabetização para muitas crianças.
De acordo com a pesquisa Alfabetiza Brasil, apenas 43,6% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas em 2021 – 16,7 pontos percentuais menor que em 2019.
Sabemos que a alfabetização completa e na idade certa é um desafio no Brasil há muitos anos, mas a pandemia agravou ainda mais o problema. Por isso, os programas de recomposição de aprendizagem devem priorizar as crianças mais novas e em fase de alfabetização.
Efeitos negativos maiores em Matemática
Outro ponto levantado pela nota técnica da UFRJ foi a perda de aprendizagem mais acentuada em Matemática, exceto na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Esse padrão foi observado em várias pesquisas acadêmicas e também na comparação dos resultados do Saeb de 2019 e 2021.
No 5º ano do Ensino Fundamental, a queda de proficiência em Matemática foi de 11 pontos porcentuais, enquanto em Língua Portuguesa foi de 7 pontos.
No 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a perda em Matemática foi de 7 pontos, ao passo que em Língua Portuguesa foi de 2 e 3 pontos, respectivamente.
Aumento das desigualdades educacionais
Não obstante, a suspensão das aulas presenciais na pandemia fortaleceu a desigualdade educacional. Ainda de acordo com a nota técnica da UFRJ, crianças e adolescentes mais vulneráveis socialmente aprenderam menos da metade que seus colegas não vulneráveis em 2020.
Isso porque, provavelmente, os estudantes mais pobres e com pais menos escolarizados tiveram menos acesso a tecnologia e não tiveram um ambiente de estudos adequado em casa.
A pesquisa da FGV “Tempo para Escola na Pandemia” também mostrou que o tempo médio de estudos por dia em agosto de 2020 foi bem menor entre os alunos mais pobres e estudantes da região norte do Brasil.
Como consequência, a desigualdade regional e a desigualdade de renda tendem a se perpetuar ainda mais. Por isso, as escolas precisam intervir e reunir esforços para mudar essa realidade.
Estratégias de recomposição de aprendizagem
Como mencionamos anteriormente, a recomposição de aprendizagem é a somatória de várias estratégias, coexistentes ou não, com o objetivo de preencher as lacunas de aprendizagem deixadas pela pandemia.
Vejamos com detalhes as principais estratégias:
Priorização curricular
É inviável abordar todos os objetos de aprendizagem e trabalhar todas as habilidades previstas no currículo, tanto por questão de tempo quanto pela dificuldade de absorver muito conteúdo de uma só vez.
Por isso, para acelerar o preenchimento das lacunas, a escola ou rede de ensino deve adaptar o currículo, excluindo repetições de habilidades entre as séries e selecionando apenas aquelas consideradas prioritárias.
A priorização leva em conta as habilidades indispensáveis para o avanço do estudante nas próximas séries.
Avaliação diagnóstica
Uma das fases mais importantes da recomposição de aprendizagem é a avaliação diagnóstica. É ela que fornece aos gestores escolares uma visão clara sobre as necessidades e dificuldades dos estudantes para embasar decisões assertivas e direcionar a prática pedagógica.
Embora a principal ferramenta de avaliação seja a aplicação de testes em papel ou em dispositivo eletrônico, o diálogo com os estudantes e os pais ou responsáveis é uma fonte valiosa de informações sobre o desempenho escolar e o bem-estar emocional dos alunos.
Outra prática recomendada é evitar as palavras “teste”, “prova” ou “avaliação”, para não deixar a criança ou o adolescente nervoso. Prefira avaliações orais individuais ou jogos educacionais online que realizem avaliação diagnóstica.
Após a análise dos resultados da avaliação diagnóstica, a escola ou a rede ensino cria agrupamentos com base no nível de aprendizagem, para direcionar os esforços pedagógicos de uma forma mais personalizada.
Ao longo do programa, os estudantes mudam de turma conforme avançam no processo de aprendizagem.
Ampliação do tempo de instrução
Também faz parte da recomposição de aprendizagem a ampliação do tempo de estudo por meio de escolas presenciais de verão, aulas no final de semana ou adaptações do calendário escolar.
Essa estratégia foi adotada em redes de ensino dos Estados Unidos, Argentina e Chile no ano de 2021, com grande adesão dos alunos.
Outra possibilidade é complementar as aulas presenciais com atividades online realizadas em casa – metodologia conhecida como ensino híbrido, que iremos abordar a seguir.
Ensino Híbrido
Além de ser uma solução para ampliação do tempo de estudo, o ensino híbrido dá, ao estudante, a chance de usufruir tanto dos benefícios da aprendizagem online quanto da offline.
Combinando atividades na escola e em casa, o aluno é incentivado a se posicionar no centro do processo de aprendizagem, aprender no seu próprio ritmo e se aprofundar nos assuntos que mais precisa ou que mais lhe interessam.
Tutoria individual ou em grupo
Outra prática popular entre escolas e sistemas de ensino do mundo no contexto pós-pandemia é o recrutamento de tutores para auxiliar os professores e apoiar os estudantes na recomposição de suas aprendizagens.
Esses tutores podem ser professores ou estudantes de Pedagogia ou Licenciatura, desde que passem por formação específica. Eles acompanham pequenos grupos ou atendem os alunos individualmente, em parceria com os docentes.
Monitoramento de resultados
Durante todo o programa de recomposição de aprendizagens, a rede escolar precisa coletar e analisar dados relacionados ao avanço pedagógico dos estudantes.
Os dados precisam ser claros, objetivos e fáceis de serem medidos, a fim de que a equipe de gestão escolar consiga identificar possíveis falhas rapidamente e tomar as melhores decisões.
Como veremos abaixo, a tecnologia é uma forte aliada do monitoramento de resultados.
Como a tecnologia pode facilitar a recomposição?
A tecnologia pode contribuir e muito para o sucesso de um programa de recomposição de aprendizagem.
Primeiramente, é possível automatizar algumas tarefas que acabam tomando tempo do gestor, do coordenador pedagógico e do professor, como elaboração de testes, correção de atividades, cálculo de notas e avaliação de indicadores educacionais.
As plataformas digitais educacionais contêm recursos que facilitam todo o processo de recomposição de aprendizagem, desde a priorização curricular até o monitoramento de resultados, passando pela avaliação diagnóstica.
Em segundo lugar, as tecnologias educacionais favorecem o ensino híbrido, que é uma das principais estratégias de recomposição de aprendizagem, e tornam a experiência do aluno mais interativa, lúdica e atraente.
A Escola Evandro Ferreira dos Santos (EREF), de Cabrobó, Pernambuco, contou com a plataforma Aprimora no plano de recomposição de aprendizagem.
Maria de Oliveira, mãe de 3 alunos que utilizam a plataforma, relata a mudança no ritmo de aprendizado dos filhos: “Eles aprenderam de forma tão fácil e lúdica, e agora em junho, já estavam lendo”.
João Vitor Oliveira, aluno do 9º ano, sentiu a diferença: “Melhorou o jeito de eu aprender. Às vezes eu entendia o que o professor explicava, às vezes não. O Aprimora baseia a minha pergunta e depois explica”.
Quer contar com todos esses benefícios? Então sua escola precisa da Suíte Educacional.
O gestor escolar tem um papel importantíssimo no contexto de recomposição. É ele quem administra a avaliação diagnóstica, analisa os resultados e define os objetivos do projeto pedagógico.
Ele também é responsável pelo monitoramento de resultados, ou seja, por conferir se os esforços da escola estão sendo bem sucedidos e se os estudantes estão avançando nos níveis de aprendizagem.
Além disso, ele busca ter um relacionamento próximo com os pais dos estudantes para conhecer o perfil da comunidade escolar, divulgar as ações da escola, conscientizar os responsáveis e angariar apoio das famílias na educação das crianças.
O gestor tem, ainda, a função de escolher e adquirir as tecnologias educacionais mais pertinentes para o trabalho pedagógico da instituição.
Confira o passo a passo de implementação de tecnologias educacionais, baixando o e-book do Educacional.
A importância do apoio socioemocional
O acompanhamento socioemocional dos alunos também faz parte dos projetos de recomposição de aprendizagem, porque situações de estresse, problemas pessoais e disfunções familiares afetam o desempenho escolar.
A pandemia da Covid-19 trouxe perdas significativas de aprendizagem não só por causa da suspensão das aulas presenciais, mas também devido ao luto, adoecimento, medo, ansiedade e outras emoções negativas que marcaram o período.
O estudo mostrou que o desenvolvimento de competências socioemocionais como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades relacionais e responsabilidade de tomar decisões, aumenta o engajamento nos estudos e, consequentemente, eleva as notas escolares.
A organização das emoções, o entendimento da própria identidade e a motivação para seguir em frente na vida, nos estudos e no trabalho são todos pré-requisitos para o avanço educacional genuíno.
Por isso, é importante promover ações de acolhimento e escuta ativa, como rodas de conversa, dinâmicas e palestras.
E, se houver disponibilidade de psicólogos escolares na instituição, o acompanhamento regular dos alunos e dos profissionais também é muito proveitoso para orientar a comunidade escolar em relação às melhores práticas de saúde mental.
Programas de recomposição de aprendizagem no Brasil
Desde a retomada das aulas presenciais, diversos estados e municípios lançaram programas de recomposição de aprendizagem. Podemos citar as redes municipais de Curvelo (MG) e Curitiba (PR) e as redes estaduais de Tocantins, Goiás e Minas Gerais.
No Tocantins, o programa Recomeçar incluiu ações de acolhimento, reordenamento do currículo, avaliação diagnóstica, recomposição com foco nas habilidades de letramento, letramento matemático e alfabetização e monitoramento.
Já em Minas Gerais, o Plano de Recomposição das Aprendizagens formou dois núcleos de gestão pedagógica, com a contratação de 1360 professores, para analisar os resultados da avaliação formativa da rede, identificar as habilidades do currículo que precisam ser revistas, orientar as escolas e monitorar os resultados.
Após o retorno das aulas presenciais em 2021, Singapura adotou um sistema permanente de ensino híbrido, com alguns dias do calendário escolar destinados para o ensino remoto. A estrutura curricular nessas datas é mais flexível, com o objetivo de promover a autonomia dos estudantes.
Na Argentina, o Ministério da Educação da Cidade de Buenos Aires realizou uma escola de verão de um mês, com a participação de 131 escolas. As turmas eram formadas por até 9 alunos, preferencialmente aqueles com dificuldade de aprendizagem.
No Chile, a Agencia de Calidad de la Educación implementou o Diagnóstico Abrangente de Aprendizagem em várias escolas públicas e privadas do país. O projeto começa a aplicação de uma avaliação diagnóstica em formato digital ou no papel, que mapeia tanto a aprendizagem acadêmica em leitura e matemática quanto a aprendizagem socioemocional.
Depois, as escolas recebem relatórios dos resultados com orientações, tutoriais e ferramentas de apoio.
Outra iniciativa interessante é o Teaching at the Right Level, criado pela ONG indiana Pratham, que conduz a avaliação diagnóstica dos estudantes em leitura e matemática e agrupa os alunos em grupos de diferentes níveis de aprendizagem.
O projeto já foi implantado na Índia, Quênia, Moçambique, Nigéria e outros países africanos, onde obteve ótimos resultados. Na Zâmbia, por exemplo, a porcentagem de crianças com proficiência básica em leitura passou de 34% para 52%, enquanto em matemática aumentou de 32% para 50%.
Todos esses projetos internacionais servem de inspiração para nossas escolas e redes de ensino na difícil, mas possível tarefa de reduzir as perdas da pandemia e efetuar a recomposição de aprendizagem.
Uma das tecnologias educacionais mais difundidas nas instituições de ensino de hoje é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). Por meio dele, qualquer pessoa conectada à Internet pode estudar e aprender, independentemente da hora e do lugar.
É comum associarmos o AVA à Educação a Distância (Ead) em cursos de Ensino Superior ou formação continuada. Mas várias escolas de Educação Básica já estão tirando proveito desta tecnologia, por causa dos benefícios oferecidos e da tendência de consolidação do ensino híbrido.
Quer entender quais vantagens são essas? Leia até o final para descobrir se vale a pena ter um AVA para a escola!
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é um espaço digital focado no processo de ensino-aprendizagem, utilizado tanto por instituições educacionais presenciais quanto aquelas de Ensino a Distância (Ead).
Os recursos disponíveis no AVA variam de acordo com a plataforma, mas geralmente incluem:
conteúdos e atividades online;
videoaulas;
avaliações;
meios de interação;
suporte para dúvidas;
acompanhamento de notas ou desempenho.
Benefícios do AVA para a escola
Apesar da importância indiscutível das aulas presenciais e do contato dos alunos com os professores na escola, o Ambiente Virtual de Aprendizagem pode ser uma forte aliada da instituição no apoio ao ensino presencial e beneficiar tanto os estudantes quanto os professores e gestores.
Confira abaixo os efeitos do AVA na escola:
Fortalece o ensino híbrido
Uma das tendências internacionais na área da educação é a consolidação do ensino híbrido – um modelo que integra momentos presenciais e virtuais de aprendizado.
Cada vez mais, os alunos estão usando ferramentas digitais para aprender, solucionar dúvidas e desenvolver novas habilidades. Essa mudança de comportamento começou com a popularização da Internet e foi acelerada na pandemia do Covid-19, quando as escolas do mundo inteiro fecharam as portas.
Ao adotar um AVA, a escola toma frente nesse processo, conduzindo os alunos e monitorando a jornada pessoal de conhecimento deles.
Torna o aprendizado mais interativo
O diferencial dos recursos educacionais digitais em relação aos materiais didáticos tradicionais é que a interatividade (com o dispositivo e com os outros usuários) é incentivada no ambiente virtual.
Os usuários precisam dar comandos no computador, clicar em botões e responder às perguntas para continuar o processo de aprendizagem. Além disso, muitas crianças se sentem desencorajadas a participar em sala de aula, seja por timidez ou pressão dos colegas.
No ambiente virtual, porém, elas se sentem mais confortáveis para solucionar suas dúvidas e expor seus pensamentos. Assim, é mais fácil captar a atenção dos alunos e obter uma participação ativa deles.
Amplia o tempo de estudos
Em geral, quanto mais tempo uma criança passa estudando, mais chances ela tem de desenvolver-se e atingir seus objetivos. Porém, ampliar a carga horária da escola impacta a logística das famílias e aumenta consideravelmente os custos da escola. Nem todos os alunos têm interesse em estudar em tempo integral.
Mesmo assim, a escola pode aumentar o tempo de estudos com conteúdos online do AVA, na forma de dever de casa, atividade extracurricular ou reforço escolar.
Permite a personalização do ensino
Sabemos que o processo de aprendizagem é individual e diferente para cada criança. No entanto, as aulas presenciais em grupo não permitem, na prática, um ensino personalizado para cada estudante.
Esse atendimento personalizado só é possível em momentos de tutoria, plantão de dúvidas ou reforço escolar, que são a minoria da programação escolar. Outra possibilidade, mais acessível, é o uso de ambientes virtuais de aprendizagem com tecnologia de Learning Analytics.
Como já mencionamos, essas plataformas coletam dados dos alunos e adaptam os conteúdos para o nível deles, de forma automática. Então a personalização do ensino fica muito mais fácil.
Auxilia o trabalho do professor
O professor também se beneficia com a implantação do AVA. Além da personalização de ensino que já comentamos, as plataformas de aprendizagem coletam e organizam dados dos estudantes que auxiliam o mapeamento das defasagens, o planejamento de aulas e a avaliação dos alunos.
O ambiente virtual de aprendizagem na escola de Educação Básica não compete com o professor. Muito pelo contrário, ele é mais um recurso à disposição do profissional para gerar uma experiência de aprendizagem significativa.
Gera feedback automatizado
Os dados coletados pelo AVA não só facilitam o acompanhamento dos docentes como também fornecem feedback constante para os alunos. Ao longo da jornada de aprendizado, o estudante recebe notificações e mensagens sobre seu desempenho e seus avanços na plataforma.
Assim, ele é encorajado a corrigir erros específicos, superar dificuldades identificadas pelo AVA e continuar estudando.
Facilita o monitoramento de índices de aprendizagem
Pelo AVA, o gestor escolar tem acesso a vários dados dos estudantes em relação às aulas assistidas, atividades realizadas e nível de aprendizagem.
Como você pode notar, o ambiente virtual de aprendizagem traz vários benefícios para a escola. A adoção dessa tecnologia pode transformar sua instituição e destacá-la da concorrência!
A Suíte Educacional é uma plataforma educacional completa que tem o objetivo de reunir as melhores tecnologias educacionais em um só lugar, para maior comodidade e organização da escola.
A solução contempla mais de 30 ferramentas pedagógicas e de gestão escolar, incluindo Ambiente Virtual de Aprendizagem. E ela ainda permite a integração com outros sistemas já utilizados pela instituição, como Google Education e Microsoft Office. Tudo isso com um só login e senha.
Vantagens e diferenciais da Suíte Educacional:
multifuncional: possui várias ferramentas de gestão escolar e práticas pedagógicas;
login único: mais facilidade para os professores, gestores, pais e alunos no dia a dia;
contrato único: menos burocracia em contratos e licitações;
flexibilidade: a plataforma é personalizável de acordo com as necessidades da escola;
integração: conecta-se com outros sistemas informatizados já utilizados pela escola;
segurança: tratamento de dados pessoais conforme a LGPD.
Os dados divulgados em relação a alfabetização no Brasil são preocupantes, o que levou o Governo Federal a desenvolver o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. O último levantamento do Ministério da Educação (MEC), realizado em 2023, mostra que mais de 56% das crianças não estão alfabetizadas na idade certa. Isso significa que, a cada 10 alunos que estão no 2º ano do ensino fundamental, apenas 4 estão alfabetizados.
Além disso, no Progress in International Reading Literacy Study (Pirls) 2021, um exame internacional que analisa o nível de leitura dos alunos do 4º ano do ensino fundamental, o Brasil aparece na 39ª posição entre 43 países, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.
Tais números são reflexos do aprendizado não adquirido nos anos iniciais do ensino fundamental. As informações do Pisa 2018 apenas reforçam os números apontados pelo MEC e Pirls, ao mostrar, como destaque negativo, a baixa compreensão na leitura. Os dados revelam que apenas 2% dos estudantes brasileiros com 15 anos estão acima do nível adequado e 43% estão abaixo do mínimo esperado.
A não alfabetização impacta diretamente na aprendizagem da criança, ocasionando limitações no acesso ao conhecimento e desenvolvimento de habilidades, o que afeta todo o desempenho acadêmico e dificulta seu progresso educacional. Além disso, pode acarretar dificuldades na comunicação e relacionamento interpessoal.
Na vida adulta, a falta de alfabetização pode levar à exclusão social, dificuldades na busca por uma colocação profissional e no desenvolvimento pessoal, o que resulta em questões econômicas futuras, como o aumento da demanda por serviços sociais. Estudos mostram que indivíduos que são alfabetizados têm maior renda, mais chances de emprego formal e maior acesso à saúde de qualidade, em comparação com os não alfabetizados. Portanto, a alfabetização é um direito fundamental que deve ser garantido.
Diante desse grande desafio nas escolas brasileiras, como as redes de ensino podem melhorar os índices de alfabetização?
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem o objetivo a alfabetização de todos os alunos até o 2º ano fundamental.
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
Em junho de 2023, o MEC e o Governo Federal lançaram o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, com o objetivo de garantir que todos os alunos estejam alfabetizados até o final do 2º ano do ensino fundamental, conforme estabelecido na meta 5 do Plano Nacional de Educação. Além disso, a política visa recompor as aprendizagens das crianças matriculadas nos anos subsequentes, devido ao impacto da pandemia.
A nova política de alfabetização é baseada em cinco eixos: Gestão e Governança, Formação de Profissionais de Educação, Infraestrutura Física e Pedagógica, e Reconhecimento de Boas Práticas e Sistemas de Avaliação. O MEC oferecerá apoio técnico e financeiro às redes de ensino, enquanto estados e municípios terão papéis e responsabilidades específicas, como a formulação de suas políticas territoriais, para que o compromisso seja efetivado em suas instituições.
Apesar das redes serem responsáveis pela melhoria na qualidade no processo de alfabetização, a adesão ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada será voluntária. O apoio da União ocorrerá por meio de assistência técnica e financeira, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo programa.
Como potencializar a alfabetização na sua rede de ensino
O Educacional, ecossistema de tecnologia e inovação, desenvolveu a solução ideal para apoiar as redes de ensino a potencializarem a alfabetização dos alunos, seguindo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. A Mesa Educacional já foi utilizada em mais de 150 municípios e torna o processo de alfabetização uma experiência lúdica, colaborativa e efetiva, facilitando a aprendizagem dos estudantes.
A solução combina hardware, software, material concreto e realidade aumentada, além de contar com propostas didáticas que incentivam a reflexão dos alunos sobre hipóteses de leitura e escrita, enriquecendo a dinâmica da sala de aula.
A Mesa oferece às crianças da educação infantil e aos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental ambientes virtuais ilustrados, nos quais podem navegar com seus colegas e construir caminhos para dominar o sistema de escrita e leitura, além de desenvolverem habilidades e competências necessárias para atuação na sociedade.
Além disso, conta com recursos de acessibilidade, como blocos com letras, números e símbolos em Braille, lupa para alunos com baixa visão, animações em Libras, datilologia, sintetizador de voz, navegação pelo teclado e regulagem de altura para cadeirantes, auxiliando o atendimento de estudantes com deficiências e transtornos de desenvolvimento e de aprendizagem. Dessa forma, é assegurado o acesso igualitário à educação de qualidade.
Está pronto para impulsionar e melhorar os índices de alfabetização da sua rede de ensino em, conformidade com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada? Conte com o apoio da Mesa Educacional!
A área da educação, assim como qualquer outra, enfrenta vários desafios e gargalos (formação deficiente dos professores, dificuldades de aprendizagem dos estudantes, comunicação falha entre pais, alunos e escola, etc). No entanto, muitos desses problemas já possuem soluções disponíveis no mercado que foram desenvolvidas por edtechs.
Se você é gestor escolar, já deve ter ouvido falar desse termo. Mas neste artigo, você poderá entender melhor o que ele significa, conhecer os principais tipos de edtechs e descobrir como selecionar as melhores soluções para sua escola. Vamos lá?
Sumário:
O que é edtech?
Qual é o número de edtechs no Brasil?
Quais são os tipos de edtechs?
Por que a educação precisa de uma mudança?
É o fim das escolas físicas?
Como escolher as melhores edtechs para minha escola?
O que é edtech?
As edtechs são startups do ramo educacional, com o objetivo de tornar o processo de ensino-aprendizagem mais eficiente e significativo. O termo edtech é derivado da junção de duas palavras inglesas: education e technology.
Assim como as fintechs, healthtechs e agrotechs, essas pequenas empresas utilizam a tecnologia como ferramenta central para resolução de problemas.
Além disso, por natureza, elas possuem uma estrutura enxuta para crescer de forma escalável e acelerada e atuam em condições de extrema incerteza, já que oferecem produtos e serviços inovadores.
No caso das edtechs, a pandemia da Covid-19 e a suspensão das aulas presenciais motivaram a explosão de soluções tecnológicas em todo o mundo, na necessidade de dar continuidade, de alguma forma, ao processo educacional.
No Brasil, o cenário não foi diferente. O número de edtechs no país passou de 364, em 2018, para 449, em 2019, segundo o Mapeamento Edtech, realizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB).
Em relação a 2020, esse número cresceu 44%, o que mostra o amadurecimento desse setor e o reconhecimento, por parte dos gestores escolares, da importância da tecnologia na educação.
Quais são os tipos de edtechs?
Existem vários tipos de edtechs no Brasil e no mundo, focadas na Educação Infantil, Educação Básica ou Ensino Superior. Há também aquelas dedicadas a cursos livres, ou seja, de educação não formal.
Em relação aos produtos e serviços que oferecem, a maioria das edtechs comercializam plataformas (52%) e conteúdos (29%). A minoria vende ferramentas (17%) e hardwares (2%), segundo o Mapeamento Edtech 2022.
Outra forma de classificar as startups da educação é por especialidade do produto, como fizeram a Edtech Report 2019 e o Mapeamento Edtech 2018. Nesse caso, teríamos edtechs de:
O desejo pela mudança está no DNA das startups. Da mesma forma, as edtechs têm o objetivo comum de não só melhorar a qualidade de ensino, mas causar uma verdadeira transformação na educação.
Neste contexto, vale a pena perguntar: será que a educação precisa mesmo de uma mudança? E a resposta é: sim. Se a sociedade e a cultura mudam, as metodologias de ensino também precisam se adaptar, para não correrem o risco de perder a relevância e eficácia.
Na verdade, se pararmos para pensar, a educação sempre esteve em transformação. Basta lembrar das escolas do século XIX, em que a memorização de conteúdo era a principal estratégia de aprendizagem, as disciplinas eram bem delimitadas e o professor era a figura mais importante.
As crianças se sentavam em bancos-carteiras e dispunham, quanto muito, de papel, lápis, livros, régua e pedra (lousa negra).
Dois séculos depois, os estudantes têm acesso não apenas a vários livros e materiais didáticos físicos, como também videoaulas, podcasts, plataformas, equipamentos de robótica e placas de programação.
Além dos recursos, as metodologias de ensino mudaram, colocando o aluno no centro do processo de ensino-aprendizagem, em seu papel de protagonista. As metodologias ativas entraram em cena e o papel do professor foi ressignificado.
Todas essas mudanças continuam acontecendo e as escolas que não se adaptarem deixarão de existir! Por isso, as instituições não podem ignorar as novas tecnologias educacionais, promovidas pelas edtechs.
A cultura digital é um caminho sem volta e o mercado de trabalho está demandando habilidades pouco trabalhadas nas escolas, até pouco tempo atrás, como pensamento computacional, uso de Inteligência Artificial e inteligência emocional.
É o fim das escolas físicas?
Por mais que o processo de aprendizagem do estudante esteja cada vez mais assíncrono, personalizado e livre dos limites territoriais da escola, é pouco provável que o espaço escolar perca sua importância.
Afinal, a escola é um espaço sociocultural, onde as crianças e os adolescentes aprendem a conviver, respeitar as diferenças e desenvolver habilidades emocionais. É também lugar de construir vínculos com os professores, que são essenciais para o processo pedagógico.
Ao invés de substituírem as escolas físicas, as edtechs prometem fortalecer as instituições educacionais, por meio da reinvenção do modelo escolar e da apropriação das novas tecnologias.
Como escolher as melhores edtechs para minha escola?
Como mencionamos anteriormente, existem mais de 800 edtechs no Brasil em diferentes frentes da educação. Para um gestor escolar, é quase impossível parar as atividades diárias para conhecer cada uma das tecnologias educacionais existentes, antes de decidir quais adotar na instituição.
Mesmo quando há clareza de quais soluções a escola precisa, implantar diferentes tecnologias de forma isolada pode confundir os professores e estudantes, em um emaranhado de contas e senhas.
É por isso que o Ecossistema de Tecnologia e Inovação Educacional criou a Suíte Educacional. Com um só login e senha, sua escola tem acesso integrado a diferentes aplicativos e programas, todos reunidos na mesma plataforma educacional.
E a melhor parte é que a Suíte Educacional é flexível e personalizável. Ou seja, mesmo que as necessidades da sua instituição mudem e você queira trocar de tecnologia educacional, não será preciso encerrar e firmar novos contratos.
A Suíte Educacional é uma plataforma digital que facilita o dia a dia das escolas inovadoras e acompanha o ritmo acelerado das transformações educacionais. Conheça melhor a Suíte Educacional!
Após a entrega de mais de 8500 kits da LEGO® Education ao município, Educacional inicia a certificação internacional dos professores para que sejam pontos focais dentro das escolas
Oferecer uma educação de qualidade e alinhada as necessidades do mundo auxilia diretamente no desenvolvimento da sociedade, por isso, inovar a jornada de ensino e aprendizagem é fundamental para torná-la mais envolvente, significativa e eficaz para os alunos. Com o apoio do Educacional, recentemente, o município de João Pessoa deu um passo significativo nessa direção, integrando a educação tecnológica às escolas da sua rede de ensino.
A cidade adquiriu 8.816 kits da LEGO® Education com o Educacional, distribuidor oficial da marca. O objetivo é proporcionar uma educação mais criativa, prática e estimulante para os estudantes das escolas municipais de João Pessoa.
A secretária executiva de Educação do município, Luciana Dias, comentou sobre a importância da educação tecnológica e da robótica. “Queremos levar esse pensamento tecnológico e a robótica educacional aos nossos estudantes, para que eles possam se desenvolver, criar e aprender novos conteúdos. Adquirimos esse material pensando pedagogicamente no desenvolvimento de atividades criativas e lúdicas. As crianças aprendem, brincando”, ressalta.
Como parte do projeto, o Educacional iniciou no dia 12 de maio uma das maiores formações em LEGO® Education Academy (LEA), no Brasil. Essa etapa se estende até o dia 17 de junho, sendo que mais de 600 docentes participarão, das quase 60 turmas. As formações são fundamentais para fornecer as ferramentas necessárias aos professores, permitindo-lhes explorar de forma eficaz os recursos em suas aulas.
O diretor de Tecnologia da Secretaria de Educação e de Cultura de João Pessoa, Diego Araújo, comentou sobre as formações. “Será o mês inteiro com formações, atendendo professores de todas as etapas escolares, da educação infantil até o ensino fundamental II, uma vez que os kits da LEGO® Education são diferentes para cada uma das etapas”, ressalta.
O próximo passo se dá na orientação de mais de 2500 educadores do município, que passarão a utilizar os conjuntos da LEGO® Education em sala de aula. Para Araújo, os kits encantam os alunos e facilitam a rotina dos professores, que podem ministrar aulas de programação, se tornando multiplicadores do conhecimento nas escolas.
A parceria entre o Educacional e o município de João Pessoa contribui para a formação integral dos alunos. Por meio dos conjuntos da LEGO® Education, os estudantes se aproximam da educação tecnológica e podem explorar áreas como ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, enquanto são incentivados a desenvolver a criatividade e o pensamento crítico. Dessa forma, têm a oportunidade de adquirir habilidades essenciais para o agora e para o futuro.
Nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, o projeto Embaixadores da Inovação teve mais de 100 participantes na sua edição de Educação Infantil, resultando na maior edição de todas do projeto!
Entre os dias 12 e 14 de dezembro, Curitiba – PR recebeu a maior edição do projeto Embaixadores da Inovação! Com o foco em Educação Infantil, a formação recebeu mais de 100 educadores de todas as regiões do país. Agora, todos eles poderão ser multiplicadores do conhecimento adquirido durante os três dias do programa!
O projeto capacitou os participantes com workshops, palestras e atividades “mão na massa” com foco em Educação Infantil. Todos os novos Embaixadores agora são certificados internacionalmente pela LEGO® Education Academy! Depois de se aprofundarem na metodologia LEGO® Education e compartilharem experiências profissionais, os participantes fecharam a formação com uma maratona tecnológica que colocou em prática todos os conhecimentos e conceitos apresentados no projeto.
Confira o vídeo desta edição para sentir um pouco da experiência dos novos Embaixadores:
Os novos Embaixadores da Inovação são todos apaixonados por tecnologia educacional, e você também pode fazer parte deste time! Participe da próxima edição de Educação Infantil, nos dias 12 a 14 de Fevereiro, em Curitiba – PR, e seja um multiplicador da inovação na sua escola!
A iniciativa “Lugar de comida é no prato, não no lixo. Xô Desperdício” tem causado grande impacto na escola onde foi implementada, e chamado a atenção de todo o país.
O projeto “Lugar de comida é no prato, não no lixo. Xô desperdício”, organizado por alunas participantes do projeto Estrogênias, sob responsabilidade das Professoras Kátia Cantão Mundim e Facione Borges, tem recebido destaque e reconhecimento nacional, devido a contribuição com uma causa de grande relevância: a conscientização em relação ao desperdício de alimentos.
A proposta está entre os 70 finalistas do Prêmio Educador Transformador, que reconhece educadores envolvidos em projetos de grande impacto, de todas as etapas de ensino – da educação infantil até o ensino superior. Os ganhadores serão anunciados na próxima Bett Educar Brasil.
Em maio de 2022, ao notarem a quantidade de alimentos jogados fora todos os dias, em um país onde milhares de pessoas passam fome, alunas e professoras da Escola Municipal Vinícius de Moraes, em Lucas do Rio Verde – MT, deram vida à iniciativa. Durante os encontros do Estrogênias, as participantes decidiram que era necessário conscientizar os alunos sobre o impacto negativo do desperdício de alimentos, já que boa parte da merenda escolar era descartada. Para isso, passaram a fazer o monitoramento do descarte de comida durante o recreio escolar, observando e orientando as crianças em relação a essa prática.
Com os dados coletados, as estudantes desenvolveram gráficos diários com informações dos alimentos desperdiçados. A partir disso, visitavam as salas de aula para conscientizar alunos e professores, além de formularem e dispararem comunicados aos familiares, para que toda a comunidade escolar fosse engajada na causa.
Além disso, com base no aprendizado adquirido nas aulas de robótica incentivadas pelo projeto Estrogênias, as meninas transformaram o micro:bit em um contador de votos. Aplicando a linguagem de programação, após cada lanche, coletavam a opinião dos alunos em relação ao alimento ofertado no dia.
Segundo a professora Kátia Cantão Mundim a comunidade escolar vê que o projeto é relevante e tem feito a diferença no dia a dia da instituição. Além disso, ela ressalta a importância de representar a escola em um prêmio nacional. “É uma oportunidade de dar visibilidade as ações que o projeto Estrogênias proporcionou em nossa escola e entender que estamos no caminho certo”.
Projeto Estrogênias: meninas na ciência
Para incentivar a participação das meninas nas áreas em STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática) e levar esse debate para dentro das instituições de ensino, fomentando o tema perante a sociedade, em 2021, o Educacional, iniciou o projeto EstroGênias: meninas na ciência.
Nos últimos anos, com o apoio de parceiros como a Disney, LEGO® Education e UNESCO, o projeto já levou o STEAM para meninas e instituições de todo o Brasil, incentivou a participação de times femininos em competições de robótica, como FIRST® LEGO League e o desafio do your:bit, além de certificar mais de uma centena de profissionais de educação em STEAM.
Você sabia que o Dia da Educação surgiu a partir do Fórum Mundial de Educação, realizado há mais de 20 anos? Desde então, essa data é uma oportunidade para que instituições de ensino reavaliem seus processos e metodologias, buscando estar cada vez mais próximas das metas estabelecidas para a educação.
Neste artigo, vamos explorar a história do Dia da Educação, como ele surgiu a partir do Fórum Mundial de Educação, e como as instituições de ensino podem usar essa data para reavaliar seus processos, diretrizes e metodologias. A ideia é aproveitar essa ocasião para sempre melhorar a qualidade da educação oferecida aos seus alunos.
Vamos mostrar como essa data pode ser uma oportunidade para pensar sobre a educação não apenas como um direito, mas como um instrumento de transformação social. Confira!
Qual a origem do Dia da Educação?
O dia 28 de abril é o Dia da Educação desde o ano 2000, quando foi estabelecido durante o Fórum Mundial de Educação em Dakar, Senegal. O objetivo principal do Fórum era estabelecer o compromisso, dos 164 países presentes, de levar a educação básica e secundária a todas as crianças e jovens do mundo até o ano de 2030.
Desde então, o Dia da Educação tem sido uma oportunidade para destacar a importância da educação como um direito humano fundamental e promover o acesso à educação para todos, independentemente de sua situação socioeconômica ou de outros fatores que possam limitar o acesso.
O que é o Fórum Mundial de Educação?
O Fórum Mundial de Educação é um evento global que reúne representantes de governos, organizações da sociedade civil, acadêmicos e outros atores do setor educacional para discutir questões relacionadas à educação em todo o mundo.
“um movimento pela cidadania planetária e pelo direito universal à educação. Constitui-se em um espaço de constante diálogo entre todas e todos os que, no mundo globalizado, levam adiante projetos de educação popular e de enfrentamento ao neoliberalismo, seja em esferas públicas, governamentais ou não, coletivas ou de pesquisa.”
O primeiro Fórum Mundial de Educação foi realizado em 2000, em Dakar, Senegal, e desde então se tornou um evento importante para discutir políticas educacionais e compartilhar experiências e boas práticas em todo o mundo.
Quais são as metas do Fórum Mundial da Educação?
Segundo a Declaração de Dakar, texto adotado pela Cúpula Mundial da Educação em 2000, os líderes e as nações presentes na primeira edição do Fórum se comprometeram a trabalhar para o cumprimento das seguintes metas:
I. ampliar e melhorar o atendimento e a educação de crianças pequenas, especialmente daquelas mais vulneráveis e em desvantagem;
II. assegurar que todas as crianças tenham acesso à educação primária, gratuita, obrigatória e de qualidade até 2015, com ênfase especial nas meninas e nas crianças em situação de dificuldade ou pertencentes a minorias étnicas;
III. atender às necessidades de aprendizagem de jovens e adultos, oferecendo acesso equitativo a habilidades e a uma aprendizagem apropriadas à vida;
IV. melhorar em 50% os níveis de alfabetização de adultos até 2015, em especial em relação às mulheres, e garantir acesso equitativo à educação básica e continuada para todos os adultos;
V. eliminar as disparidades de gênero na educação primária e secundária até 2005 e alcançar a igualdade de gênero na educação até 2015, com foco no acesso e na plena e equitativa participação das meninas na educação básica de qualidade;
VI. melhorar todos os aspectos da qualidade da educação e garantir a excelência para todos, promovendo resultados reconhecidos e mensuráveis, especialmente na alfabetização, matemática e habilidades essenciais à vida.
Como as instituições de ensino podem aproveitar o Dia da Educação?
A data de 28 de abril é uma oportunidade valiosa para as instituições de ensino reavaliarem seus processos, diretrizes e metodologias para garantir que estejam em sintonia com as metas estabelecidas no Fórum Mundial de Educação ocorrido em 2000.
É uma reflexão essencial para que as escolas possam oferecer um ensino de qualidade, que atenda às necessidades de todos os alunos. A seguir, veja como transformar a celebração do Dia da Educação em um momento de renovação para a sua instituição de ensino.
Analisar as metas do Fórum Mundial da Educação
O primeiro passo pode ser revisitar as metas estabelecidas no Fórum Mundial da Educação de 2000 e entender como a instituição pode contribuir para alcançá-las. Isso permitirá que a escola avalie a sua posição atual e identifique áreas em que pode melhorar.
Realizar uma avaliação institucional
Para reavaliar seus processos e metodologias, a escola deve fazer uma avaliação institucional completa. Isso inclui avaliar a qualidade do ensino, a formação dos professores, a eficiência dos seus sistemas, o planejamento pedagógico e as medidas para melhorar a segurança de dados e a satisfação dos alunos e pais.
Essa avaliação ajudará a identificar pontos fortes e fracos, fornecendo uma base para a instituição estabelecer novas diretrizes.
Focar na formação dos professores
A formação dos professores é fundamental para garantir que a instituição esteja alinhada com as metas do Fórum Mundial da Educação. É importante investir em programas de capacitação, treinamentos e workshops que abordem temas como tecnologia educacional, diversidade cultural e inclusão.
Promover o acolhimento e a inclusão
A educação é um direito humano fundamental, e as instituições de ensino devem garantir que todos os alunos sejam bem-vindos e incluídos em suas salas de aula.
Nesse sentido, o Dia da Educação é uma oportunidade para avaliar se as políticas, as práticas e os projetos educacionais das instituições estão promovendo um ambiente de aprendizado seguro e acolhedor para todos os alunos.
Investir no envolvimento da comunidade
As metas do Fórum Mundial entendem a educação como uma responsabilidade coletiva. Assim, as instituições de ensino precisam trabalhar em parceria com as suas comunidades para garantir o sucesso dos alunos.
Isso significa que o Dia da Educação pode ser uma oportunidade para as instituições avaliarem se estão envolvendo adequadamente a comunidade na tomada de decisões e no desenvolvimento de políticas e práticas educacionais.
O Fórum Mundial da Educação estabeleceu metas ambiciosas para a melhoria da educação em todo o mundo, e as instituições de ensino têm um papel crucial a desempenhar para alcançá-las. Então, aproveite para realizar atividades no Dia da Educação que contribuam com a promoção de um ensino mais inclusivo e eficaz.
Quer saber como a gestão é essencial para o sucesso das escolas? Descubra tudo sobre gestão educacional e como a tecnologia pode aprimorar os processos da sua instituição.
A escola é uma organização que depende de muitos setores internos (coordenação, secretaria, professores e outros funcionários) e presta serviço para um público diverso (alunos, familiares, parceiros e acionistas, por exemplo). Encontrar a melhor maneira de administrar todos esses pontos é o desafio de uma área específica: a gestão escolar.
Uma escola somente adquire as condições ideais para um progresso sustentável quando a gestão é vista como uma área prioritária. Sabendo disso, neste artigo vamos ajudar você a entender mais sobre como essa gestão funciona.
Ao final, você ainda vai sair daqui com algumas dicas para criar uma gestão escolar eficaz na sua instituição de ensino. Confira e tire suas dúvidas!
O que é gestão escolar?
A gestão escolar é o gerenciamento de todas as operações da instituição de ensino. Isso envolve desde o planejamento dos conteúdos vistos em sala de aula até a parte administrativa da secretaria, a gestão dos recursos financeiros, a contratação de profissionais, a realização de eventos e o controle dos canais de comunicação da escola.
Normalmente, as principais decisões envolvidas na gestão escolar estão nas mãos dos diretores. São eles que planejam os rumos de uma escola e das suas operações, tomando essas decisões com a colaboração de outros agentes.
Hoje, cada vez mais instituições de ensino adotam a gestão democrática, um modelo que demanda a participação coletiva da comunidade escolar. Assim, coordenadores, professores, alunos e até familiares também costumam ser consultados pela diretoria para a tomada de decisões que influenciam a rotina e a qualidade de ensino da escola.
Quais são os objetivos da gestão escolar?
Uma gestão escolar deve gerenciar recursos financeiros, materiais, humanos e pedagógicos da instituição, tendo como parâmetro os seguintes objetivos:
traçar metas que considerem os diferentes setores da escola;
supervisionar os professores e as equipes de funcionários da escola;
definir regras e procedimentos para a segurança da escola;
cuidar do orçamento escolar;
comunicar-se com os pais ou responsáveis dos alunos sempre que necessário;
garantir a sustentabilidade financeira da escola.
Como foi possível observar, apesar de existir um vínculo empresa–cliente por trás da gestão de uma escola particular, os objetivos não são os mesmos que no ramo empresarial tradicional. Isto é, a gestão escolar é um processo único.
Diferentemente de grande parte dos empreendimentos, uma escola acompanha seus clientes por longos anos e faz parte do desenvolvimento de centenas de jovens e crianças. É um vínculo que vai além do relacionamento empresa–cliente, colocando a escola como um ponto de referência tão importante quanto o ambiente familiar para os estudantes.
Como a gestão escolar deve ocorrer?
Para que uma escola funcione perfeitamente, a gestão escolar deve integrar e monitorar 6 pilares em torno de objetivos comuns. Explicamos quais são a seguir.
1. Gestão pedagógica
A gestão pedagógica é o planejamento dos conteúdos vistos pelos alunos em sala de aula e das metodologias de ensino aplicadas pelos professores, inclusive métodos inovadores como a educação maker. Em suma, trata-se da proposta pedagógica da escola.
2. Gestão administrativa
A gestão administrativa é a parte que cuida da estrutura material e burocrática da escola. Isso inclui desde a compra de tecnologias para melhorar a qualidade do ensino oferecido aos alunos até as atividades de rotina da secretaria.
3. Gestão financeira
Caminhando de mãos dadas com a gestão administrativa, a gestão financeira tem o objetivo de equilibrar os recursos da escola. Para isso, é preciso controlar contas a pagar e receber, evitar inadimplentes e gerenciar gastos fixos e variáveis.
4. Gestão de pessoas
A gestão de pessoas tem foco na contratação e desenvolvimento de profissionais, no engajamento da comunidade escolar e na mediação e resolução de problemas que possam surgir na relação família, aluno e escola.
5. Gestão da comunicação
A gestão da comunicação, como o nome já sugere, lida com os canais de comunicação entre a família, o aluno e toda a comunidade escolar. A ideia é otimizar o fluxo de comunicação, de forma que direcionamentos importantes possam ser passados e que haja uma fluidez no diálogo entre os envolvidos.
6. Gestão de tempo e eficiência dos processos
O cotidiano de uma escola pode estar imerso em tarefas burocráticas que acabam consumindo muito tempo e atrasando resoluções. Na gestão de tempo e eficiência dos processos, o objetivo é identificar esses problemas e trazer agilidade à rotina escolar.
Como desenvolver uma gestão escolar eficiente?
Não é possível oferecer a melhor experiência para alunos e funcionários sem boas práticas de gestão escolar. A seguir, veja dicas valiosas para otimizar o funcionamento da escola!
Estabeleça e monitore metas escolares
Metas bem definidas ajudam qualquer organização a resolver problemas e entregar serviços com o melhor nível de qualidade. Em uma gestão escolar, isso não seria diferente.
Você pode definir metas relacionadas ao desempenho de alunos, evasão escolar, retenção de estudantes e qualificação dos professores, entre outros. Elas vão permitir que os gestores e demais membros da comunidade otimizem as suas estratégias e ações. Com isso, a escola se torna uma referência em ensino.
Tenha um planejamento escolar
Antes do início do semestre letivo, a direção reúne toda a equipe de professores e coordenadores para apresentar métricas de desempenho e avaliações feitas em anos anteriores. Esse é o processo conhecido como planejamento escolar.
É o momento de toda a equipe avaliar, em linhas gerais, três elementos:
os principais erros cometidos no último ano letivo;
os maiores aprendizados no período;
o que pode ser aprimorado.
O planejamento escolar permite que gestores e professores mantenham suas práticas alinhadas aos objetivos da instituição para o ano letivo.
Adote um sistema de gestão escolar
Acompanhar tudo o que acontece em uma escola é uma tarefa que demanda muito tempo. É por isso que um sistema de gestão escolar pode ajudar sua instituição a se tornar mais estruturada e eficiente.
O sistema de gestão é um software feito para centralizar a gestão administrativa, financeira e acadêmica. Ele fornece funcionalidades para professores, coordenadores e diretores da escola, além de painéis personalizados para alunos e familiares.
No momento de escolher um software, é importante analisar a fundo os recursos e vantagens que cada sistema de gestão oferece. Dessa forma, você terá a certeza de contratar uma solução que atende às particularidades da sua instituição.
Apoie a gestão pedagógica com tecnologias para o aprendizado
Por estar relacionada às práticas educacionais, a gestão pedagógica merece atenção especial. É por meio dela que gestores, coordenadores e professores planejam a adoção de ferramentas de aprendizagem.
Esses recursos contribuem com o engajamento dos alunos e a apreensão dos conhecimentos. As novas ferramentas de aprendizagem, com o avanço da educação 4.0 e 5.0, permitem o acompanhamento individualizado do estudante e a personalização do ensino. Softwares livres e plataformas de ensino a distância podem aprimorar os seus processos educacionais.
Como responsável pela direção da escola, é seu trabalho garantir que a instituição ofereça um ambiente acolhedor para os alunos, professores, coordenadores e outros profissionais. Neste artigo, vimos que boas práticas de gestão escolar contribuem com os processo da sua escola e proporcionam à instituição um verdadeiro diferencial.
Melhorar a eficiência do ensino depende, entre outros fatores, de garantir que os professores estejam altamente qualificados, com bons recursos e motivados para realizar o seu melhor. Quando a avaliação de desempenho na escola é direcionada apenas para as notas dos alunos, essa não é uma boa forma de identificar a eficácia dos educadores.
É importante que os gestores escolares tenham uma avaliação direcionada ao desempenho dos docentes. Ela deve envolver a eficácia do ensino do professor, seus pontos fortes e pontos críticos, seguida de feedback, treinamento, suporte e oportunidades para o desenvolvimento profissional.
A seguir, entenda mais sobre a importância da avaliação de desempenho e os principais tipos aplicáveis no contexto de docência.
Qual a importância da avaliação de desempenho?
A avaliação de desempenho ainda é vista como um procedimento polêmico para alguns profissionais da educação. Há quem pense que os métodos de avaliação do docente têm uma natureza punitiva ou repressiva — quando, na verdade, uma avaliação justa e contínua gera benefícios tanto para os educadores quanto para as instituições de ensino.
Quer saber por que os professores devem ser avaliados de forma sistemática? Aqui estão algumas razões pelas quais a avaliação do professor é fundamental para manter um alto nível de educação e atingir os objetivos pedagógicos da escola.
Avaliar pontos fortes do educador
Em primeiro lugar, para que um professor seja considerado eficaz, ele deve ter um bom domínio das técnicas de ensino, colaborar com os objetivos da escola, integrar-se à equipe pedagógica e ser capaz de adotar uma abordagem multidisciplinar.
A avaliação, nesse sentido, ajuda a reconhecer professores que replicam metodologias e soluções educacionais adotadas em um planejamento pedagógico.
Reconhecer deficiências no processo de ensino
A avaliação ajuda a identificar as deficiências na prática pedagógica dos professores. Aqueles que precisam de treinamento extra para ensinar com mais eficácia devem ter acesso a esse apoio. Vale ressaltar que é importante avaliar a competência dos docentes tanto em métodos de ensino tradicionais quanto em métodos inovadores, como a educação maker e STEAM.
Melhorar a qualidade do ensino oferecido ao aluno
Mais do que analisar as técnicas ou os hábitos dos professores, uma avaliação de desempenho tem o intuito de verificar a relação professor-aluno. Os resultados dessa relação podem sofrer variações de uma sala de aula para a outra, e a gestão escolar precisa acompanhar de perto como cada professor se adapta às turmas.
Alguns alunos apresentam dificuldades particulares que demandam uma reorganização específica das práticas de ensino, e o esforço dos professores nesse sentido precisa ser devidamente reconhecidos pela escola.
Da mesma forma, projetos que incentivem competências específicas, como o aprendizado da Língua Portuguesa e o pensamento matemático, demandam professores realmente capazes de ajudar os alunos a evoluir nesses pontos, que são tão essenciais no aprendizado.
Quais os tipos de avaliação de desempenho?
Cada ambiente escolar é diferente. Por isso, uma abordagem personalizada é essencial para o seu sistema de avaliação de desempenho dos professores. Os tipos a seguir fornecem os elementos fundamentais, e você pode personalizá-los para que se tornam adequados ao contexto escolar em questão.
Autoavaliação
Uma forma de avaliar o desempenho de um professor é ouvi-lo, de forma individual e com atenção, enquanto o incentiva a fazer uma autoavaliação. Essa abordagem pode ajudar os educadores a perceberem seus pontos fortes e fracos por conta própria e prepará-los para futuras promoções e credenciamentos.
O avaliador pode perguntar ao professor sobre sua rotina diária de ensino e se houve mudanças ao longo do caminho. Também é importante ouvir questões pessoais que o professor se sinta à vontade para mencionar e que podem influenciar seu desempenho para, em seguida, dar recomendações sobre como ele pode lidar com os desafios.
Monitoramento das aulas
O diretor ou o coordenador da escola pode entrar em acordo com os professores para assistir a uma de suas aulas durante o ano letivo. Apesar de essa abordagem tornar a avaliação uma “ocasião especial”, fora da rotina padrão de ensino, ela pode ser uma maneira eficaz de entender o desempenho de determinado educador, na prática.
Caso não seja possível estar presencialmente em sala de aula, a coordenação pode combinar com o professor para que uma aula seja gravada. Em seguida, o vídeo será objeto de avaliação por parte da gestão escolar.
Avaliação por sistemas digitais
Manter a equidade nas avaliações é algo importante. Para isso, sua instituição de ensino pode contar com um sistema digital que garante que você avalie todos os professores usando o mesmo processo e colete dados sobre os resultados.
Essas ferramentas incentivam revisões objetivas e reduzem a tendência dos avaliadores de relatar opiniões subjetivas. Alguns sistemas também emitem relatórios de desempenho para centralizar a visualização dos indicadores usados na avaliação em um único local.
Como fazer uma avaliação de desempenho corretamente?
Para criar um sistema de avaliação de desempenho, a primeira tarefa é escolher os principais métodos de avaliação usados na escola.
Como não há uma lei ou regra do Ministério da Educação (MEC) para escolher as formas de avaliar o desempenho do professor, cada ambiente educacional pode demandar métodos diferentes.
Portanto, entenda quais métodos estão ao alcance da sua instituição e estude a possibilidade de fazer testes antes de usá-los de forma sistemática. Aqui estão mais algumas dicas de como fazer uma avaliação dos professores.
Definir indicadores de desempenho
Os indicadores ajudam a padronizar a avaliação. Eles funcionam como parâmetros do que a escola está verificando no desempenho dos professores.
Após aplicar os testes e receber os resultados, os gestores e coordenadores podem usar esses indicadores para entender em quais aspectos um professor foi bem e em quais ele ainda precisa melhorar.
Confira, na lista abaixo, alguns indicadores que sua escola pode usar na avaliação de desempenho:
cumprimento do conteúdo;
relacionamento com outros membros da escola;
capacidade de engajar os alunos;
didática;
satisfação dos pais e alunos;
nível de conhecimento;
Vale ressaltar que a escolha dos melhores indicadores varia conforme os tipos de avaliação aplicados em cada escola.
Encontre uma “causa raiz”
Os avaliadores, muitas vezes, dão aos professores, especialmente aos que estão com dificuldades, uma lista de itens para trabalhar, e esperam que eles descubram por conta própria. Contudo, essa não é a abordagem mais eficaz.
O que os gestores devem fazer é procurar uma causa raiz, na qual os professores devem se concentrar, antes de passar para as outras questões. Ao se concentrar em um ponto e trabalhar com o profissional para melhorá-lo, será capaz de ver as mudanças, e isso gerará impulso para outros grandes aspectos a serem abordados.
Compartilhar práticas recomendadas
Um dos problemas mais comuns com os sistemas de avaliação de professores é que eles geralmente não fornecem um feedback prático e significativo. Os observadores devem dar aos profissionais um relatório com notas detalhando os sucessos, bem como conselhos específicos sobre o que e como eles podem melhorar.
Novos professores que podem ter experiência de ensino limitada podem precisar de mais orientação. Como mentor, você pode ajudá-los a entender seus desafios e dar algumas dicas sobre como superá-los.
O objetivo final de um sistema de avaliação de desempenho de professores é melhorar a eficácia do ensino. Afinal, quanto mais eficaz for o ensino, mais bem-sucedidos serão os alunos.
A pandemia da Covid-19 mudou o modo como aprendemos e ensinamos, mostrando o quanto a utilização de várias soluções educacionais pode ser positiva como um todo. O aluno, agora, precisa se acostumar com o futuro da educação, que usa várias tecnologias e ferramentas digitais que contribuem para a aprendizagem.
De modo geral, essas soluções podem complementar em diferentes disciplinas, das mais básicas, como Matemática e Língua Portuguesa, até aquelas que são a cara dos novos tempos, como Robótica e Programação. Além de agregarem valor de mercado para a escola, elas dão um novo ar para o aprendizado dos alunos ao oferecer um ensino mais divertido, dinâmico e interativo.
Neste post, vamos apresentar as vantagens das soluções educacionais e quais são as principais. Continue a leitura!
Quais as vantagens das soluções educacionais para o ensino?
O fato de a instituição já ter soluções educacionais para o apoio ao processo de ensino-aprendizagem é um verdadeiro benefício. Quando diferentes ferramentas são utilizadas pela escola, é necessário que elas se complementem e façam sentido juntas.
Com isso, o ensino se torna mais enriquecedor para os estudantes, facilitando o dia a dia dos professores. Abaixo, você vai conhecer as principais vantagens das soluções educacionais. Veja!
Otimização de recursos
As soluções educacionais, além de proporcionarem um aprendizado engajador ao discente, também ajudam no planejamento anual, na avaliação de desempenho de professores e alunos, na comunicação com as famílias e na gestão escolar. Por isso, as ferramentas impactam diretamente a comunidade escolar, como gestores, professores, pais e estudantes.
Aprendizado enriquecedor
Em muitas situações, é possível que os estudantes necessitem de uma horinha extra em diferentes campos do conhecimento. Para superar esse desafio, existem várias edtechs, cada uma especializada em trabalhar determinados conteúdos.
Quando o aluno tem acesso às ferramentas que o apoiam em diversos momentos do aprendizado, ele tende a ter um ensino mais engajador, rico e alcança um desempenho melhor.
Além disso, ter soluções educacionais disponíveis propicia a autonomia do discente, fornecendo insumos que façam com que ele trilhe seu caminho de aprendizado, no próprio ritmo, para que alcance um futuro promissor.
Suporte aos professores
Quando o professor tem à disposição algumas soluções educacionais, ele consegue avaliar qual deve ser aplicada em determinada matéria. Desse modo, consegue fazer uma personalização do ensino e elaborar um plano de aula completo, já que são programadas para que as atividades sejam mais engajadoras e dinâmicas, com novas metodologias de ensino, por exemplo.
Além disso, o educador pode acompanhar o desempenho dos estudantes em cada solução, identificando as grandes dificuldades, para que seja possível melhorar aquilo que for destacado.
Atração de novos estudantes
O fato de sua instituição contar com diferentes soluções em prol do ensino, faz com que os discentes sintam que os conhecimentos que estão construindo são completos e enriquecedores.
Isso pode gerar uma retenção maior das matrículas, pois vivenciam o valor da escola em suas vidas. Além disso, uma instituição referência pode atrair novos alunos por meio do feedback de quem já faz parte do contexto escolar.
Quais os principais tipos de soluções e como funcionam?
Confira, a seguir, as principais soluções educacionais e como cada uma delas funciona!
Sistema de ensino tradicional
Um sistema de ensino tradicional é responsável por suprir a instituição com uma metodologia aplicada para o aprimoramento da sua gestão educacional, além de contar com materiais prontos para serem usados em sala de aula.
Essa é uma definição bem abrangente, pois alguns sistemas de ensino são mais ou menos completos. Isso reforça a necessidade de sempre verificar com cuidado o que as soluções oferecem antes de uma contratação.
Gamificação
Se você quer transformar o aprendizado em um processo mais envolvente e divertido, a gamificação é uma das soluções educacionais mais adequada. Nesse caso, o aluno tem a oportunidade de praticar e aprender enquanto participa de atividades de jogo, algo que auxilia na criação de um ambiente de aprendizagem positivo e dinâmico.
A gamificação é mais comum na educação básica, já que as crianças costumam se envolver rapidamente em vídeos de jogos.
Programa de inteligência emocional
Trabalhar a inteligência emocional dos estudantes é essencial para o bem-estar e o desenvolvimento deles. Como um modo de atender a essa demanda, existem soluções focadas em potencializar esse aspecto da escola.
A intenção é o desenvolvimento da educação socioemocional no ambiente escolar por meio do trabalho com inteligência e emoções. Os principais impactos positivos consistem no controle da indisciplina e na melhora nas relações interpessoais e da aprendizagem.
Aprendizagem imersiva com RA e RV
A experiência de aprendizado na escola sofreu grandes mudanças desde que a Realidade Aumentada (RA) e a Realidade Virtual (RV) chegaram à educação. A aprendizagem se tornou mais interativa do que os modelos tradicionais. Enquanto a RA conta com uma visão aprimorada de uma imagem real, a RV fornece uma realidade construída.
Logo, elas auxiliam na explicação de conceitos complexos que podem agregar ainda mais valor quando experimentados dessa maneira lúdica e tecnológica.
Como as Suítes Pedagógicas contribuem para uma educação integrada?
As Suítes Pedagógicas consistem em uma plataforma inovadora de aprendizagem que tem o objetivo de apoiar as escolas no desenvolvimento de novas práticas tecnológicas. Em um ambiente digital, a instituição consegue acessar os recursos tecnológicos e as melhores aplicações de STEAM, Matemática e Língua Portuguesa.
Confira algumas das principais vantagens das Suítes Pedagógicas e como elas contribuem para uma educação integrada:
eficiência: todas as aplicações acontecem em um ambiente digital integrado;
referência em inovação: há a criação de um ecossistema próprio, com acesso às melhores edtechs e atualização constante;
potencialização da aprendizagem: existe a integração dos recursos usados com as soluções educacionais que falam a língua dos alunos para tornar o processo de ensino-aprendizagem encantador.
Agora que você já conhece as principais soluções educacionais, saiba que é importante implementá-las em sala de aula para ter um ensino mais dinâmico e interativo. Além disso, fique de olho nas tendências para os próximos anos, como Big Data, Mobile Learning, aprendizado adaptativo etc.
Gostou do conteúdo e quer conhecer as Suítes Pedagógicas e suas vantagens para professores e alunos? Então, entre em contato conosco. Será um prazer tirar as suas dúvidas!
A competição deste ano está em andamento e possibilita o aprendizado sobre energia, desde a sua fonte, distribuição e utilização.
A temporada da FIRST® LEGO® League já começou e o desafio desta temporada é desenvolver projetos ligados à energia. Com o nome de SUPERPOWERED, a edição incentiva crianças e jovens a descobrirem de onde vem a energia e como ela é distribuída, armazenada e utilizada.
A competição de robótica é destinada a crianças e jovens entre 3 e 16 anos e foi fundada em 1998 pela organização sem fins lucrativos FIRST® em parceria com a empresa LEGO®. O objetivo da competição é incentivar o aprendizado e o engajamento em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), por meio da robótica.
A gerente regional das Américas pela LEGO® Education, Claudette Muñoz Molina, destaca a importância do STEM em nossas vidas e, por isso, incentiva as crianças e jovens nesse aprendizado. “Temos que desenvolver habilidades para serem mais criativas, mais analíticas, aprenderem a trabalhar em equipes e com elas mesmas, e estar confortáveis com o fato de que vão tentar, falhar e tentar de novo, até o sucesso. Isso faz parte do processo de aprendizagem e essa é a razão de combinarmos o aprendizado STEM”.
No Brasil, a competição existe desde 2004 na categoria Challenge, destinada a crianças e jovens de 9 a 16 anos, sendo operada pelo SESI – Serviço Social da Indústria – Departamento Nacional. Além disso, desde 2018, passaram a fazer parte das competições brasileiras as categorias Discover, para crianças de 3 a 6 anos, e Explore, entre 6 e 10 anos, operadas pelo Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação.
Durante a competição, as equipes precisam construir e programar robôs utilizando blocos LEGO® Education e kits específicos para programação. Os robôs precisam realizar tarefas de acordo com a temática da temporada em uma mesa de competição. Além de toda a parte técnica de conhecimentos, a FIRST® LEGO® League incentiva a criatividade e o trabalho em equipe.
A competição é dividida em etapas regionais e nacionais, além de um torneio internacional, onde as melhores equipes de cada país apresentam seus projetos. A participação pode ser uma experiência incrível para crianças e jovens, além de incentivar o interesse em ciência e tecnologia. Os participantes têm a oportunidade de conhecer pessoas de diferentes localidades e culturas, fazendo amizades duradouras.
Para participar das competições, é necessário formar uma equipe com, no máximo, 10 pessoas e fazer a inscrição no site. E, caso já possua um time, é possível garantir os materiais desta temporada, acessando o site da FIRST® LEGO® League.
Assim como as empresas devem investir esforço e tempo na elaboração de um planejamento estratégico que garanta o funcionamento adequado do negócio, as escolas precisam criar um plano de gestão escolar.
Com esse instrumento, a instituição de ensino consegue sobreviver a possíveis crises econômicas, se manter competitiva e acompanhar o avanço tecnológico. Além disso, ele ajuda a manter as atividades alinhadas aos objetivos definidos durante o planejamento.
Neste post, vamos explicar o que é um plano de ação em gestão escolar, suas vantagens e como elaborá-lo. Confira!
O que é o plano de gestão escolar e o que ele abrange?
O colégio é um local de grande complexidade, envolvendo setores técnicos, administrativos e pedagógicos. Também é preciso lidar com vários públicos: mantenedores, pais, funcionários, professores, alunos e a comunidade em geral. Mas como fazer a administração de todas essas frentes e alinhá-las para formar os alunos e desenvolver seu potencial com o máximo de qualidade?
A resposta se encontra na elaboração de um plano de gestão escolar, que permite que todas as pessoas e os setores da escola estejam integrados ao objetivo institucional. A ideia é contribuir para o crescimento da instituição por meio da valorização dos profissionais, alunos e outras pessoas envolvidas.
Isso significa garantir o funcionamento de várias partes que formam a escola, como:
serviços;
comunicação e marketing;
negócios;
área jurídica;
área financeira;
área pedagógica;
recursos humanos;
estrutura física;
processo administrativo;
acompanhamento e suporte aos alunos;
atendimento aos familiares.
O documento é flexível, já que são permitidas mudanças, correções e acréscimo de temas ou atividades. Isso pode ser necessário, por exemplo, quando os pais solicitam modificações nas atividades previstas.
É fundamental alinhar o plano de gestão aos objetivos e metas do plano de ensino e do projeto pedagógico da escola. Isso garante que os conteúdos ministrados sejam de alta qualidade e pensados para que cada estudante possa aprender no seu próprio ritmo.
Qual é a importância do plano de gestão?
O plano é a base para definir as metas e objetivos na gestão escolar. De modo geral, a escola já destina o mês de janeiro para organizar as propostas para o ano letivo que se iniciará. Só que esse planejamento precisa se estender a todos os setores da escola, não somente ao pedagógico.
Essa é a hora em que a instituição realiza uma avaliação geral dos pontos negativos e positivos de sua atuação interna, bem como das fraquezas e forças do ponto de vista do negócio. Ao levar em conta esses elementos, a coordenação e a direção têm condições de elaborar uma ação e corrigir erros, aprimorar o que está dando certo e determinar aonde a escola quer chegar.
Quais as vantagens de adotar um plano de gestão escolar?
Como vimos, o plano de gestão escolar é um documento em que se registram todos os elementos que compõem a gestão da escola, como recursos materiais e financeiros, horário de funcionamento, formação da equipe escolar, súmula do Projeto Político Pedagógico (PPP), os temas que serão trabalhados etc.
Assim, esse plano ajuda a organizar a instituição ao estabelecer uma rota com as ações necessárias para alcançar os objetivos. Veja algumas vantagens de adotar um bom plano de gestão escolar:
planejamento financeiro eficiente;
análise do desempenho dos estudantes em relação ao plano de aula;
apresentação de dados que facilitam a elaboração de estratégias;
controle da evasão escolar.
Como elaborar um plano de gestão escolar?
Por ser um documento fundamental para o desenvolvimento de uma escola, é importante que a elaboração do plano conte com a participação de várias pessoas, de diferentes setores da instituição.
Isso porque a diversidade de pontos de vista contribui para uma melhor análise das necessidades e prioridades da escola. A seguir, compartilhamos algumas dicas para que você tenha um plano de gestão escolar pronto!
Entenda a situação atual da escola
Essa primeira fase é muito importante para elaborar um bom modelo de plano de gestão escolar. A reflexão sobre a situação atual da escola permite que você identifique os diversos pontos a abordar no seu plano.
As etapas seguintes serão destinadas à análise e apresentação de ações que tentam solucionar os desafios encontrados. Nesse caso, é possível identificar problemas no fechamento de matrículas, feedback dos alunos, surgimento de colégios concorrentes etc.
Desenvolva o Projeto Político Pedagógico
Após compreender as necessidades da escola, chega o momento de criar o PPP, sempre de modo colaborativo. Nessa etapa, todos podem propor soluções, identificar problemas, compartilhar experiências e apresentar propostas.
O PPP abrange o conjunto de aspirações e metas que o colégio deseja cumprir, além das direções que devem ser seguidas para concretizá-las. Vamos imaginar que um dos objetivos da escola seja melhorar o ensino por meio da adoção da educação maker, que ajuda a desenvolver a autonomia dos alunos por meio da prática.
Nesse caso, é interessante que a escola registre no Projeto Político Pedagógico as ações propostas para sua a implementação. Isso pode incluir a compra de computadores, o uso de novos recursos tecnológicos em sala de aula, entre outros elementos.
Liste as metodologias educacionais da escola
No plano de gestão escolar, também é necessário listar os principais métodos de ensino a aplicar em sala de aula. De modo geral, existem diferentes metodologias conhecidas e já usadas. No entanto, para garantir o sucesso do aprendizado, a escola precisa encontrar as mais adequadas, aquelas que vão de fato fazer a diferença no processo de aprendizagem dos estudantes.
Hoje, inclusive, apostar em novos métodos é uma excelente estratégia. Em um trabalho conjunto com os professores, a escola precisa pensar em recursos lúdicos e criativos, que conversem com o perfil dos alunos. Isso porque os jovens estão cada vez mais conectados com a internet e a tecnologia. Em tempos de educação 4.0 e educação 5.0, a inovação é uma verdadeira aliada na sala de aula.
O plano de gestão escolar, essencialmente, é um documento que registra todas as ações e informações da escola durante o ano letivo. Nele, podemos incluir o planejamento financeiro, o horário das aulas, o calendário, o quadro de alunos, a ficha cadastral etc. Por isso, é um instrumento fundamental para organizar os processos da escola, orientar o trabalho dos profissionais envolvidos e manter um projeto pedagógico moderno e alinhado às necessidades dos alunos.
Gostou do post e quer se manter a par de outros assuntos sobre gestão escolar? Então, confira mais conteúdos em nosso blog!
Você precisa fazer login para comentar.